Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chegou ao fim a caminhada do São Paulo pelo Campeonato Paulista. E nossa despedida não poderia ter sido de maneira mais irritante, mais revoltante: um assalto a “apito armado”. Um pênalti que, por qualquer ângulo da câmera que se olhe, se vê que não foi. Nem o árbitro, perto do lance, poderia ter marcado. Pior ainda é que o VAR não o chamou. Se chamou, ele foi duplamente indecente, tendencioso e, sabe-se lá, se o PIX não foi remetido pela Crefisa direto para sua conta.
O São Paulo não jogou mal. Até os 25 minutos do primeiro tempo teve até domínio das ações. Não chutou a gol, é verdade, mas não ficou sofrendo lá atrás e fazendo jogo de time pequeno, como na fase de grupos do Paulista.
Quando vi a escalação de Zubeldía, fiquei um pouco perplexo no primeiro momento, mas depois concluí que esse é o elenco que ele possui. Ao invés de colocar Marcos Antonio, que não marca ninguém nem dá assistência, ou marca algum gol, colocou Luciano que também não marca ninguém, mas vez por outra marca algum gol, dá alguma assistência. E trouxe Oscar para jogar como segundo volante.
O time foi bem até o Palmeiras encaixar a marcação em Alisson e Oscar, adiantar sua linha para evitar que os laterais ou mesmo Alan Franco saísse da defesa com a bola dominada, deixando Arboleda livre para esse papel. Aí já sabíamos que não daria certo para nós.
Por mais que tenha considerado falha gritante de Rafael e Arboleda o gol do Palmeiras, não posso admitir o pênalti marcado. Vitor Roque dobra os joelhos antes do contato com Arboleda, que tira a perna para evitar o choque. Só mesmo a maldade, ou ruindade, ou cumplicidade com o time verde para marcar um pênalti desses. E questiono mais uma vez: para que existe VAR? É melhor extingui-lo de vez do futebol.
Mas vamos analisar um pouco mais o global, não apenas o momento. O São Paulo pagou por sua própria incompetência. Os três pontos perdidos contra a Ponte Preta no Morumbi e os quatro deixados para trás em Brasília, contra Inter de Limeira e Velo Clube, nos fizeram jogar na Arena e ficarmos sob a égide de Leila Pereira. Portanto, não podemos reclamar da sorte.
Para piorar, o presidente Júlio Jack Casares resolve não ir à reunião da FPF. Por mais que ali seja uma podridão, com jogo de cartas marcadas, não deve ser afrontada por seu filiado. Aliás, disse na transmissão e vou cravar aqui: já que o Jack Soberano foi tão valente para não ir à reunião da FPF, por que não fez o time sair do vestiário, no intervalo, e ir direto para o ônibus? Ia sofrer represálias Que sofresse. Iria ser multado? Que fosse. O que mais fariam com o tricampeão mundial? Nada além disso, pois nenhum campeonato que se conheça como válido pode existir sem a participação do São Paulo.
O problema é que nosso presidente é bom para ir às redes sociais, bombar sua conta através do São Paulo, ser monetizado através do clube. Quando é para tomar uma atitude de macho, vira “machocho”. Põe o rabinho no meio das pernas e é capaz ainda de mandar flores para a Leiloca.
Bem disse o Danilo Brida, num dos comentários que postou no Tricolornaweb, na Opinião de São-Paulino durante o jogo: “um clube que é roubado dentro de casa por seus dirigentes, não pode reclamar de ser roubado fora”.