A eliminação: grama fake, roubo, erros do técnico…Quase tudo como esperado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o filme que vimos neste domingo, na Arena Barueri (também chamado de Chiqueirinho) foi mais do mesmo: grama fake, jogadores nossos escorregando em todos os momentos, arbitragem danosa a nós e técnico errando. Não fosse por este último ítem, todo o resto já era por nós conhecido.

Crespo errou muito. Ao entrar com Luan – Danielzinho estava com dores e foi poupado – acabou com o sistema defensivo do São Paulo. Luan, que não começa uma partida como titular há dois anos, entrou numa fria, jogo decisivo na casa do adversário e grama fake. Não foi volante, muito menor primeiro zagueiro. Deveria correr atrás de Vitor Roque, mas não conseguiu sequer correr atrás do goleiro. E Vitor Roque sobrou.

Crespo continua errando voltando com o mesmo time para o segundo tempo, ciente do baile que tomamos na fase inicial. E erra, de novo, no fim, a colocar André Silva, que não joga há um ano, ao invés de Tapia. Afinal, ruindade por ruindade, coloca um que incomoda, irrita o adversário.

Crespo de lado, entram as cenas de um filme para lá de repetido. Começamos com a grama fake, que por si só já fez Lucas se esconder no jogo, com insegurança e muito medo. Seria melhor não ter jogado. Além disso, enxarcaram a grama de água, deixando ainda mais escorregadio. No começo do jogo, todo mundo (do São Paulo) escorregando na área, gol do Palmeiras. Lá na frente, todo o mundo (do São Paulo) escorregando, e não conseguindo chutar ao gol. Cenas patéticas. Se a Bolívia tem a altitude para seus times medíocres terem alguma chance na Libertadores, o Palmeiras tem a grama fake e as feitiçarias aquáticas.

Outra cena, a arbitragem danosa. Não dá um pênalti claro – sequer é chamada pelo VAR – quando estava 1 a 0. Mas cria um que não existiu quando já estava 2 a 0, para compensar o erro. Grande m….Não que iríamos converter o pênalti, ou que o Palmeiras não faria o segundo gol. Mas dentro das possibilidades, as estatísticas apontam para o gol de empate e jogo diferente.

O fato é que fomos tratados como time pequeno, que sempre é roubado contra os grandes, principalmente quando joga na casa deles. E é isso o que somos, transformados que fomos por 15 anos de gestões maléficas, começando com o golpe de Juvenal Juvêncio, passando por Carlos Miguel Aidar, Leco e fechando com pompa e circunstância com Júlio Casares e sua quadrilha, que arrasaram o São Paulo.

Chegamos longe demais e não jogo a toalha. Não acho que vamos brigar por algum título nem sustentar essa vice-liderança do Brasileiro por muito tempo. Mas creio que não vamos sofrer lá perto do Z4. E tenho em mente que nossas grandes conquistas esse ano serão essas: não ficar no Z4 e afastar toda a Organização Criminosa que se instalou no São Paulo, no futebol e no social, além de vê-los na cadeia. Serão nossos troféus.

Elenco do São Paulo responde positivamente ao teste

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi de time misto e venceu o Coritiba, na capital paranaense, por 1 a 0. O elenco, que eu tanto critico, mostrou força. Crespo apostou nos seus reservas e só não recebeu 10 em minhas notas por ter feito entrar Lucas e Calleri, quando o jogo já estava 1 a 0 e não havia mais necessidade alguma de apertar mais o ataque.

É o tal negócio: se optou por poupar, mas colocou os titulares no banco, eles deveriam entrar em caso de dificuldade. Mas não foi isso o que aconteceu e houve um risco sem lógica que Crespo correu ao colocar a dupla, debaixo daquela chuva torrencial que caía em Curitiba naquele momento.

Percebam que do dia 16 de janeiro, quando foi votado o afastamento do deposto presidente chefe da ORCRIM, para cá, perdemos apenas um jogo: do Palmeiras. De resto, somando Brasileiro e Paulista, empatamos um – Santos, na Vila – e ganhamos os demais. Chegamos a uma semifinal do Paulista, impensável para todos os torcedores e estamos na vice liderança do Brasileiro, com mesmo número de pontos do líder, e jogando com time misto, algo, também, inimaginável.

Isso vai me fazer rever, em algum tempo, o conceito que tenho deste elenco. Eu sempre disse que temos um bom time, mas um elenco sofrível. Porém o que começo a perceber, pelas estatísticas que citei acima, é que nosso problema não era propriamente o elenco, mas quem mandava no futebol e no clube. Foi só Casares ser deposto, Belmonte , Nelson Ferreira e Marcio Carlomagno irem para a rua, que o ambiente melhorou e tudo voltou a ser como nunca deveria ter deixado de ser.

É claro que ainda estou escrevendo isso no calor da emoção do jogo, do entusiasmo e do “pachequismo”. Sei que o futebol de Wendel é esse e não vai mudar, independente de quem esteja na direção. Mas a defesa atuou muito bem, como é normal acontecer quando Arboleda está sóbrio e no comando. Tolói fez grande partida e Alan Franco não decepcionou.

Até Pablo Maia que vinha fazendo partidas abaixo da crítica, foi bem. Comandou a frente da área. Cauly, sumido no primeiro tempo, teve a companhia de Marcos Antonio no segundo tempo, cresceu, assumiu a responsabilidade para bater o pênalti e acabou mostrando que poderá ser útil ao elenco.

Nosso problema está no ataque, onde Ferreira continua errando muito e Tápia não é centroavante para o São Paulo. Então volto à fragilidade do elenco, mas também reitero que o clima que vivemos hoje no clube é muito diferente do que respirávamos há 45 dias. Por mais que a limpeza de Massis, aquela que eu esperava, ao menos, não tenha sido feita.

Mas como somos torcedores do time da fé, temos que acreditar que dias melhores virão.

São Paulo supera crise da ORCRIM e chega a uma impensável semifinal

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Quando o São Paulo ganhou do Flamengo, na abertura do Campeonato Brasileiro, vim neste espaço e escrevi que o Morumbi estava mais claro, mais leva, os ares estavam respiráveis e o time havia retornado aos nossos braços. Afinal havíamos extirpado de lá os principais nomes da ORCRIM que se instalou no clube nos últimos cinco anos.

Por mais que ainda restem muitos membros desta quadrilha na atual diretoria, é fato que Harry Massis conseguiu impor aos atletas a credibilidade que falou ao seu antecessor e aos que dirigiam o futebol tricolor e, com isso, ganhar apoio e, consequentemente, luta pela nossa camisa.

Neste jogo contra o RB Bragantino o time mostrou que a crise policial foi superada e que hoje eles estão focados no que interessa: o futebol. Por mais que ainda alguns ávidos por golpe continuem tentando, a todo custo, recuperar o poder, nossa atuação, com toda a torcida do São Paulo, tem atuado contra o golpe, sustentando o atual presidente, fazendo nossa parte, enquanto os jogadores fazem a sua.

O São Paulo sobrou em campo. Teve atuações perfeitas, ou quase perfeitas, de Sabino, Bobadilla, Lucas Ramon, jogadas muito bem trabalhadas, que nos remetem à certeza de treinamentos bem realizados. Temos um time bom, apesar de elenco mediano, mas que nos permite sonhar um pouco. Não com títulos – apesar de não ser pecado – mas com um ano mais tranquilo do que esperávamos em termos de Brasileiro e risco de rebaixamento.

Crespo também é responsável pelo momento. Pode até ter errado em substituições neste sábado, mas segurou o rojão durante a crise, ajudou a desmontar a quadrilha com suas entrevistas fortes e verdadeiras, uniu o elenco mostrando liderança e agora desfruta da tranquilidade que conseguiu plantar.

Nunca perdi o gosto de ser são-paulino, apenas estava com o coração muito machucado. Aos poucos esse coração se aqueceu novamente e, não tem jeito: VAMOS SÃO PAULO!

São Paulo não foi brilhante, mas foi prático e está classificado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu a Ponte Preta por 2 a 1 neste domingo, em Campinas, e carimbou vaga nas quartas de final do Paulistão. Mesmo com força máxima, o Tricolor não teve uma atuação brilhante, mas fez o suficiente para avançar para as quartas-de-final do Campeonato Paulista.

Crespo repetiu o time que venceu o Grêmio porque precisou colocar, excessão de Pablo Maia que entrou na vaga de Bobadilla, com um trauma na coxa direita.

O São Paulo teve muitas discrepâncias entre os três setores do time. A defesa, especialmente, esteve muito vulnerável. Lucas Ramon e Enzo Dias tomando verdadeiro baile dos pontas da Ponte, Alan Franco cortando bola que era de Rafael e não cortando o que era dele e um Sabino salvador, que resolveu tudo lá atrás, quase fez um golaço lá na frete e deu uma assistência a la Gerson para Calleri.

Passando para o meio de campo, apesar da ausência de Bobadilla, o setor continua encaixado. Mesmo com Daniezinho fazendo uma partida abaixo das demais, continua tendo entendimento perfeito com Marcos Antonio e viraram o motorzinho do time. Pablo Maia, que não acompanha esse ritmo, ficou mais plantado, protegendo a defesa. Como vimos pela análise do setor defensivo, a proteção não foi tão boa.

Lá na frente Lucas fez uma partida horrível, Luciano perdeu um gol que zagueiro nenhum perderia, mormente um atacante que vive do gol. Foi uma grande displicência no lance em que ficou sozinho com o goleiro. Já Calleri, bem, esse é sempre útil e decisivo. Pode perder gol, mas deixa a sua marca e, não fosse seu gol, aquele que Luciano perdeu nos eliminaria do Paulista.

Vou dar um crédito ao mau desempenho do time: o gramado do Moisés Lucarelli. Ele acabou sendo inimigo do São Paulo durante o jogo todo. Em diversos lances foi possível ver a bola quicar em passes rasteiros. O trio de meio-campo do Tricolor passou a tentar passes pelo alto, mas viu a defesa da Ponte fechar a porta.

Se a atuação não foi a mais brilhante do ano, o Tricolor manteve a sequência de seis jogos de invencibilidade para chegar com moral nas quartas de final do estadual. Por mais otimista que eu costume ser, sou cético em relação ao avanço de fase, pois vamos jogar contra o RB Bragantino, em Bragança. Lembro que desde que o RB assumiu o Bragantino, nunca vencemos uma partida lá. O máximo que conseguimos foi empatar. Minha esperança está no empate e na vitória nos pênaltis.

São Paulo tem apresentação sólida, vence o Grêmio e dá esperança ao torcedor

O São Paulo teve uma apresentação bastante sólida na vitória desta quarta-feira sobre o Grêmio, no Morumbi. Venceu por 2 a 0, não correu um único risco e não fez mais porque teve um pouco de falta de vontade para ampliar o marcador e optou por administrar o jogo, depois de já estar 2 a 0 e com um jogador a mais.

Sem dúvida alguma foi a melhor partida do time este ano. Estamos há cinco jogos sem derrota, mas as vitórias tem se constituído mais por conta da sorte ou mesmo da qualidade dos adversários. Mesmo a virada contra o Flamengo teve uma parte do jogo de domínio do São Paulo, o que possibilitou a virada, mas não houve consistência no jogo todo, o que aconteceu contra o Grêmio.

Crespo decidiu apostar no retorno da linha com quatro defensores, tendo uma dupla de zaga formada por Alan Franco e Sabino. Já o trio ofensivo, na verdade, foi mais uma dupla. Lucas iniciou o jogo como um meia-atacante, com liberdade para ora cair pela direita, ora atuar pelo centro, para municiar os dois centroavantes: Luciano e Calleri. Aliás, Lucas fez grande partida. Para mim o melhor em campo ao lado de Marcos Antonio, que tem jogado o fino da bola.

Outra coisa que tem chamado a atenção é o encaixe do trio de meio de campo do time. Bobadilla, Marcos Antonio e Danielzinho tem conseguido empurrar o time para a frente e evitar sofrimento lá atrás. Mesmo sem Arboleda, Alan Franco também fizeram uma partida acima da média e impediram que o Grêmio sequer chegasse à área. Tanto que a única defesa de Rafael foi em um chute fraco de William.

Mais que a vitória em si, a boa apresentação do time dá ao torcedor a esperança de que o ano não será tão tenebroso quando estávamos temendo. E ponto. Sonhar com voos mais altos, ainda não é permitido. Mas é fato que quando o time está completo, sem gente no Departamento de Excrecência Médica e o trio Lucas, Luciano e Calleri é colocado para jogar, o cenário se altera consideravelmente.

Tempos novos, mudança de clima e até de VAR

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Primavera no Morumbi, neste sábado, e de arriscado em entrar no Z2, pulou para o G8. Pode sair, dependendo dos resultados, mas o status mudou bastante.

A dificuldade para vencer o humilde time de Indaiatuba, no Morumbi, provou o que falamos há tempos: temos um bom time e um elenco muito fraco. Mais uma vez, assim como já acontecera contra o Santos, Crespo teve que lançar mão dos titulares que estavam no banco para mudar o jogo. As entradas de Luciano, Danielzinho e Caller, principalmente, encontrando um Lucas muito inspirado, permitiram a virada.

A constatação do elenco fraco está, também, na defesa. Ferraresi está numa péssima fase e mostra que pode ser um reserva meia boca, nunca titular; Alan Franco ficou perdido entre dois zagueiros fracos, até porque Dória também não é confiável. Prova que Arboleda é insubstituível e que, inacreditável, Sabino faz falta. Não que seja o supra sumo dos zagueiros, mas por não termos nada melhor.

A mudança de status também pode ser vista no VAR. A participação do árbitro de vídeo foi fundamental, pois fez a arbitragem rever o impedimento de Calleri no primeiro gol – não estava impedido – e o pênalti com a expulsão do zagueiro do Primavera – muito bem assinalado -. Fosse há dois meses, quando a Organização Criminosa estava presente no clube, provavelmente a linha de impedimento traçada seria outra e a cotovelada em Luciano não seria vista.

Como eu sempre digo, precisamos atuar nos bastidores do futebol. Nunca peço para roubarem pró-São Paulo, mas não quero que roubem o São Paulo. E isso, ao que parece, começa a acontecer. Massis visitou o presidente da FPF – não foi beijar seu anel e combinar comissões com a MilClean, como o presidente deposto – e foi à CBF se reunir com o presidente da entidade, mostrando que é o presidente do São Paulo, ao contrário do deposto que ia lá fazer política para ser chefe de delegação de alguma Seleção.

Os ares realmente são outros. Ainda há um pouco de nuvem grafite pelo Morumbi. Ainda existe alguns que fizeram parte, de alguma forma, da Organização Criminosa. Mas aos poucos a área está sendo limpa e os dejetos se escondendo, pois a polícia está batendo à porta de suas casas.

Sequência rígida foi positiva para o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é inegável que a sequência rígida que tivemos (Palmeiras, Flamengo e Santos duas vezes) foi extremamente positiva para nós. Na draga em que nos encontrávamos, receando um eventual rebaixamento no Campeonato Paulista, disputamos 12 pontos (seis fora e seis no Morumbi) e conquistamos sete.

O jogo na Vila nesta quarta-feira foi de uma qualidade técnica abaixo da crítica. O Santos tem um time de refugos e o São Paulo jogou sem seu principal articulador, Marcos Antonio, poupado por Crespo. Até por isso tivemos sérias dificuldades para criar qualquer coisa no primeiro tempo, e fomos castigados por um gol aos 50 minutos.

O gol, é bom que se frise, teve como responsável maior o goleiro Rafael, que espalmou para a frente uma bola defensável, e possibilitou o rebote de Zé Rafael. Mas Alan Franco deveria estar ali e não estava. E Pablo Maia, que tinha a função de ficar na cabeça da área, estava em algum lugar incerto e não sabido.

O time continuou não se encontrando em campo no segundo tempo. Foi preciso Crespo colocar em campo Lucas, Marcos Antonio e Luciano para o time encaixar e chegar rapidamente ao empate. Grande jogada de Maike encontrando Lucas aberto e um cruzamento certeiro para uma cabeçada indefensável de Calleri, o nosso artilheiro.

Eu até pensei que o time fosse continuar em cima, mas acabou recuado, sofreu um pouco de pressão do Santos, mas nada que desestabilizasse o conjunto.

E, dentro das circunstância que temos o clube, endividado, com salários dos jogadores atrasados, crise política, mais policial do que política, temos quatro pontos no Brasileiro e estamos na quarta colocação. Sei que não representa nada, mas as previsões pessimistas indicavam que estaríamos com 0 ponto, perdendo para Flamengo e Santos,

Longe de qualquer ufanismo, se Calleri e Lucas retomarem futebol que sempre tiveram, entendo que o Campeonato Brasileiro não será tão sofrível quanto pareceria ser. Mas vamos com pés no chão para evitar novo tombo nas perspectivas.

Vitória. E o Morumbi estava mais leve, mais colorido, sem nuvens grafites

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parafraseando meu amigo Edson Lapola, as nuvens grafites se dissiparam e foram para longe do Morumbi. E o estádio ficou mais vivo, mais alegre, mais colorido, mais claro, mais emocionante. O São Paulo, pouco a pouco, está voltando para os braços de onde nunca deveria ter saído: seus torcedores.

Encaixamos a segunda vitória consecutiva (Flamengo, no Brasileiro e agora Santos, no Paulista), melhoramos nosso astral, aumentamos a autoconfiança e, de quebra, nos afastamos da incômoda situação em que no encontrávamos no Paulista.

O São Paulo foi melhor o tempo todo. Dominou o Santos desde o primeiro minuto. A expulsão – justa – de Gabriel Menino só facilitou um pouco as coisas.

Marcos Antonio, muitas vezes criticado por mim, foi o melhor em campo. Com ocupação de todo o terreno, estando em todos os pontos do campo onde a bola estava, encontrou boas viradas de jogo – apenas um erro – pequenos toques laterais, sem qualquer erro e um passe certeiro, verdadeira assistência, para o gol de Luciano. Antes ele já havia feito algo semelhante com o mesmo Luciano e com Bobadilla, mas ambos perderam o gol.

Aliás o meio campo do São Paulo encaixou. Jogando sem um cabeça de área, os antigos e famosos brucutus, Crespo deixou o setor leve, que evolui junto com o time e vai afundando o adversário em seu campo. E ele pode fazer isso porque conseguiu postar bem a defesa, já que Alan Franco, Arboleda e Sabino estão com perfeito entendimento lá atrás.

Mas aí alguns podem perguntar: por que essa melhora agora, se eram os mesmos jogadores do ano passado (exceção a Danielzinho)? Não sei se houve pagamento dos atrasados (pelo que me consta, ainda não). Mas a crise política (policial) do São Paulo afetou os jogadores e era impossível desenvolver trabalho com todo o noticiário que envolveu o clube.

Agora, com a Organização Criminosa parcialmente afastada (ainda faltam alguns saírem), o time pode se preocupar apenas em jogar. E quando encaixa uma virada sobre o Flamengo, o melhor time das Américas, a confiança aumenta muito e o São Paulo volta a ser São Paulo.

Me emocionei com o gol de Luciano. As lágrimas vieram aos olhos. Eu pude sentir novamente o prazer incomensurável que é torcer pelo São Paulo. Pena que aquele que um dia foi meu melhor amigo tenha deixado de ser são-paulino, porque quem faz o que ele fez com o clube não pode dizer que ainda torce por esse time. E, até por isso, em breve terá que deixar de frequentar estádios, pois estará cumprindo sentença pelo que causou de prejuízo ao São Paulo. Junto com seus comparsas.

E não vai demorar. Até onde eu sei, a Polícia está em fase avançada em alguns processos, mas o de Carlos Belmonte e Nelson Ferreira é o primeiro da fila e o indiciamento ocorrerá nos próximos dias.

Força, Ministério Público. Força, Polícia. Força meu São Paulo.

Vitória sobre o Flamengo pode ter sido ponto fora da curva, mas tem que ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como foi gostoso curtir essa quarta-feira e uma virada, eu diria épica, sobre o Flamengo. Épica pela nossa situação, de clube vilipendiado por uma Organização Criminosa. Épica por ter sido contra o melhor time das Américas.

Vi alguns ufanistas bradando que o São Paulo provou que, ao contrário do que disse Crespo, pode ir muito além dos 45 pontos. Teve até quem disse que vai disputar vaga para a Libertadores, ou seja, ficar entre os cinco primeiros do Brasileiro.

Calma aí. Não podemos ir do Céu ao inferno em duas horas. Antes de começar o jogo seríamos goleados e éramos time de série B. Depois do jogo voltamos a ser o tricampeão mundial. Nem tanto ao Céu, nem tanto à Terra.

Concordo que o time fez uma partida digna de um time argentino. Consciente da inferioridade técnica, fez um primeiro tempo fechadinho, sendo dominado pelo Flamengo mas não correndo qualquer risco. Tanto que houve uma única chance de gol para o Flamengo, mas também houve para o São Paulo.

E, como eu disse, bem no sistema do futebol argentino, depois de “sofrer” por 45 minutos, voltou tentando mais o jogo. Foi surpreendido com o gol do Flamengo, uma pintura com tabela pelo alto dentro da área. Mas o time foi para cima e logo empatou com Luciano, mostrando que não foi para o banheiro quando tomou o gol. Pelo contrário, mostrou, sim, que essa camisa pesa muito e ainda merece respeito. E virou o jogo.

Pode ser um ponto fora da curva a vitória, não há dúvida. Mas temos que comemorar muito. Afinal, se vamos brigar mesmo para não cair – e acho que essa vai ser a luta -, ganhamos três pontos do principal time do campeonato, favoritíssimo ao título. E isso não é para qualquer um.

Destaque para o coletivo e o comando de Crespo. Mas dentro deste coletivo, destaco mais ainda as partidas de Enzo Dias (o melhor do time), Sabino, Arboleda, Bobadilla e Luciano, com atuações que beiraram a perfeição.

Quero encerrar esse comentário com a frase que abri o Mesa Redonda pós jogo contra o Flamengo: uma quadrilha, verdadeira organização criminosa, dizimou o São Paulo. A corja da família Casares e seus comparsas jogaram o São Paulo nas profundezas do lamaçal moral e financeiro. Mas nem essa organização criminosa foi capaz de tirar a força desta camisa, que mostrou que ainda precisa ser respeitada, principalmente quando joga no Morumbi. E reafirmo a certeza de que vamos curtir muitas alegrias – e algumas tristezas, é verdade -, com o time. Mas que a alegria maior está perto de acontecer: essa organização criminosa todinha colocada na cadeia. Viveremos para ver e apreciar.

Derrota no clássico e na Copinha, mesmice na diretoria e Crespo verdadeiro.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o final de semana foi trágico para o São Paulo. Perdeu o clássico no sábado – nada que não fosse previsível -, perdeu do Cruzeiro a final da Copinha – totalmente imprevisível – teve uma entrevista do Crespo falando a verdade – aumentado nossos apuros – e uma diretoria que mostrou que será uma mera continuação de Júlio Casares – algo também muito previsível e medonho -.

Sobre o clássico, tivemos 30 minutos de ótimo futebol, pressionando o Palmeiras, atacando e marcando pressão lá na frente, como se estivéssemos jogando no Morumbi. Mas bastou um erro grosseiro de Bobadilla e uma falha de Rafael para o Palmeiras abrir o marcador.

Mas o São Paulo era tão superior que não tardou a empatar. O mesmo Bobadilla que errou grosseiramente no gol deles, marcou e se redimiu.

Mas de novo erramos, sofremos o segundo gol. No segundo tempo voltamos a errar e a morrer em campo e o jogo, que poderia se encaminhar para uma grande vitória do São Paulo, se transformou em risco de uma nova goleada.

Crespo, na coletiva, elogiou o empenho dos jogadores e falou que a situação que o clube vive é a mais séria e difícil de toda a sua história. Lembrou que quando chegou há sete meses era um presidente que não está mais; era um diretor, que também saiu; era um gerente, que também deixou o clube. Mais do que isso, que alguns jogadores estão há quatro meses sem receber salário e só estão ali porque amam o São Paulo.

O São Paulo não tem dinheiro para pagar seus jogadores e funcionários, mas teve muito para ser levado por Casares e sua quadrilha, bando de parasitas que arrasou com o clube.

Já no domingo, a garotada de Cotia encontrou um time meia estruturado, certamente sem Douglas e Moretos da vida na orelha, e sucumbiu diante de um time sério, que joga com um objetivo, sem negociadores que atrapalhem seu futuro.

Depois do jogo Massis deu uma entrevista interessante, falando do planejamento para quitar as dívidas com os atletas, mas admitiu que não vai mudar a diretoria como se previa. Ou seja: Moreto, Eduardo Toni, José Martins, Roberto Armelin, Sergio Bandeira e alguns outros ligados a Casares vão seguir mandando.

É verdade que ele tirou duas pessoas muito nocivas nesse imbroglio todo: Marcio Carlomagno e Dedé. Porém colocou Toninho Andrade como diretor Geral Social e Belinha como diretora Social. Um cupincha do Dedé, outra braço direito da Mara Casares.

Em resumo a diretoria de Harry Massis continuará tendo quase todos os nomes que estavam com Júlio Casares e o Social pessoas que serão comandadas por Dedé e Mara. A mesmice tende a continuar e teremos mais um ano do mais do mesmo.