Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está classificado para as oitavas de final da Libertadores. Ao empatar com o Libertad no Morumbi, com gol aos 44 minutos do segundo tempo, garantiu matematicamente sua passagem para a próxima fase. A diretoria já pode fazer planos com o dinheiro que vai entrar.
Antes de mais nada deixou claro, mais uma vez, que avalio o jogo, não a carreira ou o histórico de cada um, nem tenho síndrome de vira-latas. Portanto, comemorei muito o empate contra o simples Libertad pelas circunstâncias da partida: Alisson expulso aos 20 minutos do primeiro tempo, o time tendo que se reorganizar, sofrendo um gol de bola parada no segundo tempo e alcançando o empate no último minuto de partida.
Méritos para um time que foi bravo, guerreiro e superou a falta de melhor qualidade técnica pela garra. Méritos para o garoto Lucca, que fez em cinco minutos o que Ferreirinha e Ferreirão não conseguiram fazer o jogo todo: partir para cima dos zagueiros paraguaios e finalizar para o gol (de maneira correta). Méritos para Zubeldia, que soube enxergar a partida e não mudou o time, mesmo com a expulsão de seu primeiro volante, e no segundo tempo botou o time ainda mais para a frente.
Podem questionar que o São Paulo tem dificuldade de entrar na área adversária. Mesmo assim vou contestar: Ferreira tem duas chances claras e chuta de forma bisonha; André Silva recebe um bom cruzamento de Cedric e cabeceia com a parte de cima da cabeça, não com a testa; já contra o Palmeiras Ferreira, Oscar e Luciano tiveram chances claras e perderam. O técnico não chuta a bola. Apenas arruma meios para que ela chegue aos jogadores de frente.
Durante a transmissão eu e o Dario Campos falávamos que seria desnecessária alteração, já que o Libertad não ataca. Mesmo com um homem a mais não mudou seu sistema de jogo, continuou lá atrás, apostando nos erros do São Paulo. Erros que não aconteceram.
Com isso Marcos Antonio deu conta de tudo por ali, enquanto Ferreirão e Ferreirinha voltavam para fechar o meio de campo.
Nosso grande problema, a meu ver, foi a partida de Oscar. Uma empáfia que dá nojo, típico de jogador que tem sangue de barata. Enquanto todo o time se desdobrava em campo, se matava para tentar chegar ao gol, ele passeava como uma lady num jardim de inverno.
Sofremos o gol em mais uma falha de André Silva (ah que saudade do Calleri, que era muito bom lá na frente e ótimo lá atrás). André Silva marcava o volante paraguaio. Só que enquanto o adversário subiu para cabecear, ele abaixou.
O próprio Zubeldia se irritou com Oscar e tirou o jogador de campo. E o time melhorou. Ficou mais uníssono, mais unido, mais ligado.
Quando ele colocou Lucca, imaginei que entraria Ryam. Mas deu tudo certo. O garoto entrou e, em cinco minutos, marcou o gol, arrumou um escanteio e mostrou que, bem lapidado, pode nos dar alegrias.
Destaque muito positivo também para a partida de Enzo Dias, que representando dignamente o jeito argentino de ser, cavou um cartão amarelo para seu adversário pelo seu lado e outro pelo lado de Cedric.
Voltando a Zubeldia. Ele foi aquele técnico que chegou ao São Paulo. Falou no ouvido do bandeirinha, com o queixo no ombro dele, fez as mudanças corretas no tempo certo e na hora do gol, invadiu o campo e pulou no colo do Ferraresi. Eu estava sentindo falta deste jeito Zubeldia de ser.
Acreditem: nosso elenco é muito fraco e o time não é dos melhores. Mas está unido e fazendo tudo por Zubeldia. Ele uniu o vestiário e isso pode nos levar a galgar algum lugar que ainda está distante, mas que não é impossível.
Um último ponto, o incidente ocorrido com dois torcedores, com uma placa que caiu sobre os dois. Erroneamente foram levados para o Hospital do Campo Limpo (SUSP), a oito quilômetros do Morumbi. O São Paulo é responsável por eles. Só foram transferidos para o Albert Einstei quando chegou a notícia de que um deles (o pai do garoto) estava em estado grave. Júlio Casares, que preside o clube, precisa cuidar pessoalmente deste caso. Não para fazer glamour nas redes sociais, mas porque se trata de uma vida que corre risco e que foi vitimada por algo errado dentro do Morumbi. E ele é o responsável maior para responder criminalmente se algo de pior acontecer.