São Paulo superou adversidade da expulsão e está classificado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está classificado para as oitavas de final da Libertadores. Ao empatar com o Libertad no Morumbi, com gol aos 44 minutos do segundo tempo, garantiu matematicamente sua passagem para a próxima fase. A diretoria já pode fazer planos com o dinheiro que vai entrar.

Antes de mais nada deixou claro, mais uma vez, que avalio o jogo, não a carreira ou o histórico de cada um, nem tenho síndrome de vira-latas. Portanto, comemorei muito o empate contra o simples Libertad pelas circunstâncias da partida: Alisson expulso aos 20 minutos do primeiro tempo, o time tendo que se reorganizar, sofrendo um gol de bola parada no segundo tempo e alcançando o empate no último minuto de partida.

Méritos para um time que foi bravo, guerreiro e superou a falta de melhor qualidade técnica pela garra. Méritos para o garoto Lucca, que fez em cinco minutos o que Ferreirinha e Ferreirão não conseguiram fazer o jogo todo: partir para cima dos zagueiros paraguaios e finalizar para o gol (de maneira correta). Méritos para Zubeldia, que soube enxergar a partida e não mudou o time, mesmo com a expulsão de seu primeiro volante, e no segundo tempo botou o time ainda mais para a frente.

Podem questionar que o São Paulo tem dificuldade de entrar na área adversária. Mesmo assim vou contestar: Ferreira tem duas chances claras e chuta de forma bisonha; André Silva recebe um bom cruzamento de Cedric e cabeceia com a parte de cima da cabeça, não com a testa; já contra o Palmeiras Ferreira, Oscar e Luciano tiveram chances claras e perderam. O técnico não chuta a bola. Apenas arruma meios para que ela chegue aos jogadores de frente.

Durante a transmissão eu e o Dario Campos falávamos que seria desnecessária alteração, já que o Libertad não ataca. Mesmo com um homem a mais não mudou seu sistema de jogo, continuou lá atrás, apostando nos erros do São Paulo. Erros que não aconteceram.

Com isso Marcos Antonio deu conta de tudo por ali, enquanto Ferreirão e Ferreirinha voltavam para fechar o meio de campo.

Nosso grande problema, a meu ver, foi a partida de Oscar. Uma empáfia que dá nojo, típico de jogador que tem sangue de barata. Enquanto todo o time se desdobrava em campo, se matava para tentar chegar ao gol, ele passeava como uma lady num jardim de inverno.

Sofremos o gol em mais uma falha de André Silva (ah que saudade do Calleri, que era muito bom lá na frente e ótimo lá atrás). André Silva marcava o volante paraguaio. Só que enquanto o adversário subiu para cabecear, ele abaixou.

O próprio Zubeldia se irritou com Oscar e tirou o jogador de campo. E o time melhorou. Ficou mais uníssono, mais unido, mais ligado.

Quando ele colocou Lucca, imaginei que entraria Ryam. Mas deu tudo certo. O garoto entrou e, em cinco minutos, marcou o gol, arrumou um escanteio e mostrou que, bem lapidado, pode nos dar alegrias.

Destaque muito positivo também para a partida de Enzo Dias, que representando dignamente o jeito argentino de ser, cavou um cartão amarelo para seu adversário pelo seu lado e outro pelo lado de Cedric.

Voltando a Zubeldia. Ele foi aquele técnico que chegou ao São Paulo. Falou no ouvido do bandeirinha, com o queixo no ombro dele, fez as mudanças corretas no tempo certo e na hora do gol, invadiu o campo e pulou no colo do Ferraresi. Eu estava sentindo falta deste jeito Zubeldia de ser.

Acreditem: nosso elenco é muito fraco e o time não é dos melhores. Mas está unido e fazendo tudo por Zubeldia. Ele uniu o vestiário e isso pode nos levar a galgar algum lugar que ainda está distante, mas que não é impossível.

Um último ponto, o incidente ocorrido com dois torcedores, com uma placa que caiu sobre os dois. Erroneamente foram levados para o Hospital do Campo Limpo (SUSP), a oito quilômetros do Morumbi. O São Paulo é responsável por eles. Só foram transferidos para o Albert Einstei quando chegou a notícia de que um deles (o pai do garoto) estava em estado grave. Júlio Casares, que preside o clube, precisa cuidar pessoalmente deste caso. Não para fazer glamour nas redes sociais, mas porque se trata de uma vida que corre risco e que foi vitimada por algo errado dentro do Morumbi. E ele é o responsável maior para responder criminalmente se algo de pior acontecer.

A derrota no clássico: duas análises para um mesmo jogo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não serei ambíguo, apenas vou fazer duas análises para o um mesmo jogo, aquele que perdemos para o Palmeiras, com gol aos 51 minutos do segundo tempo, por falha inicial do Oscar, aquele que se julga o supra sumo da história do futebol, porém não passa de um mercenário.

Começo pelo que li por aqui e pelas redes sociais.

O São Paulo foi um medroso, jogou como time pequeno, com medo de perder e sem vontade de ganhar. Foi dominado pelo Palmeiras durante todo o jogo e teve um técnico covarde que, ao invés de procurar encarar o adversário honrando a tradição e a força de nossa camisa, optou por só se defender.

Conseguiu durante todo o jogo ter apenas duas finalizações para o gol, não criou nada, apenas defendeu, defendeu, defendeu. Isso prova que Zubeldia não serve para o São Paulo. Já deveria ter saído daí há tempos. É inadmissível um técnico que só jogue para empatar, que não consiga criar uma única jogada, que não tenha padrão tático definido. Fora Zubeldia!!

Agora meu real ponto de vista

O São Paulo cumpriu um papel tático proposto pelo técnico Zubeldia e, se a estratégia era jogar na defesa por uma bola, tivemos duas e não aproveitamos. A estratégia só não foi plenamente coroada de êxito porque Ferreira e Oscar perderam dois gols. O de Oscar, principalmente, inadmissível para um jogador que ganha R$ 5 milhões por mês, na cara do goleiro, não saber finalizar. O mesmo Oscar que recebe uma bola, sente como se estivesse na praia olhando o mar, perde a bola e, na sequência, sai o gol do Palmeiras. Isso jogou por terra a estratégia do técnico Zubeldia.

Errou o técnico ao agir desta forma? Não. Ele sabe o elenco que tem nas mãos e o que o adversário possui. Ele não conta com Calleri, Lucas, além de Arboleda e Pablo Maia, fora de forma, e Oscar, um morto mercenário. Ele olha no banco e vê Bobadilla, Luciano, Sabino, entre outros, para substituir alguém, enquanto do outro lado o banco tem Vitor Roque, Rafael Veiga, Emiliano Martinez, Murilo para substituir alguém.

Com isso estamos na décima sexta posição do Brasileiro, a primeira fora do Z4, a dois pontos da zona de rebaixamento. O problema do São Paulo não foi a derrota deste domingo, mas os empates contra Sport, Cruzeiro e Fortaleza no Morumbi.

A torcida vira o foco contra Zubeldia, mesmo sabendo de todos esses problemas de elenco (má qualidade e DM) e desvia da principal culpada: a diretoria. Um presidente pavão, blogueirinho de uma figa e um diretor de Futebol irregular no cargo. Ambos desconhecem o que é o futebol. Apenas conhecem – e bem – os empresários e as comissões que rendem as contratações que fizeram até agora.

Por isso, entendo que Zubeldia pensou direito e propôs um desenho tático perfeito para o jogo. Não concordo que desconheceu a força e o peso da nossa camisa. Jogasse de peito aberto, sairíamos de Barueri com uma sonora goleada. Não podemos ser cegos para não enxergar que não temos time para enfrentar de frente Palmeiras e Flamengo. Aliás, quase nenhum time no Brasil hoje o tem.

Então, fica Zubeldia!

Vitória importantíssima que praticamente nos classificou na Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma grande partida e venceu o Alianza Lima por 2 a 0 em Lima, nesta terça-feira, praticamente consolidando nossa classificação para as oitavas de final da Libertadores. Além de uma boa partida do time como um todo, tivemos em André Silva, Alisson, Ruan e Ferraresi destaques individuais.

No início parecia que as coisas seriam complicadas. O Alianza começou em cima, teve domínio da bola, mas mesmo assim não criou chances de gol. Aliás, Rafael não fez uma única defesa o jogo inteiro. Isso é fruto de um meio de campo bem posicionado e defesa muito bem armada.

Ferraresi começou o jogo compondo uma linha detrês, com Ruan eplo centro e Alan Franco do lado esquerdo. Cedric e Enzo Dias formava quase uma linha de cinco com Alisson a frente da zaga. Com isso o Alianza, que tinha o domínio do jogo.

Aos poucos o São Paulo foi tomando as rédeas da partida. Cedric se posicionando mais a frente, Ferraresi abrindo como lateral direito, Alves fazendo o um dois pela direita, Enzo avançando para fazer o um dois com Ferreirinha e o time começou a mandar no jogo. Não tardou para André Silva dar um belo giro e colocar a bola no cantinho do goleiro peruano.

A partir daí o Alianza, que estava fechado, se abriu e ficou escancarado para contra-ataques. Só com Alves o São Paulo perdeu três chances de ampliar o marcador, por falha na decisão final, para quem passar ou em que momento soltar a bola, tanto que num desses atrasos encontrou Ferreirinha impedido e o gol foi anulado. Aliás, Alves precisa colocar a cabeça no lugar e os pés no chão. Parece que a titularidade subiu à sua cabeça. O gol que ele perdeu, tentando fazer bonito, de peito, com a bola passando ao lado de sua cabeça, é coisa para punição. Não é possível isso acontecer.

Tenho a maior boa vontade com a base. Defendo Alves, Ferreirão e Ryan entre os titulares; quero Maike como reserva de Cedric. Mas não vou deixar de criticar quando vai mal ou tem decisões erradas durante o jogo.

Destaque para Ruan, que fez sua melhor partida com nossa camisa e para a partida perfeita de André Silva, não só pelos dois gols, mas pelos “tapas” que dá na bola colocando algum companheiro sempre em condição de alguma boa jogada.

O adversário era fraco, sei disso, mas nunca podemos desprezar uma vitória, quanto mais que foi fora de casa e que valeu praticamente nossa classificação na Libertadores.

Pena que essa alegria nós tenhamos apenas de vez em quando. Antigamente eram constantes. Milton Neves dizia que “torcer para o São Paulo é uma grande moleza”. Hoje ele diz que “torcer para o São Paulo é uma grande dureza”. Não posso me opor a isso.

O “Rei dos Empates” cumpre sua sina e mantém “tradição”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo só empatou com o, atualmente, fraco Fortaleza dentro do Morumbi. É o sétimo jogo do Brasileiro, sexto empate, três deles contra times da parte de baixo da tabela: Sport (lanterna), Cruzeiro (eventualmente um pouco acima) e Fortaleza (perto do Z4). Por isso o São Paulo já é taxado de Rei dos Empates. Estamos cumprindo uma triste tradição de só empatar e achar que está tudo bem.

Mais uma vez Zubeldia foi criticado por todos os cantos por não conseguir fazer o time fluir. E realmente não fluiu. A ponto do principal jogador do São Paulo ter sido Ferraresi, com uma partida perfeita no setor defensivo, só pecando na parte ofensiva. Mas também já é querer demais que um zagueiro daquele tamanho tenha plena desenvoltura como lateral.

O São Paulo passou 90 minutos dando dois chutes para fora do gol (na realidade um chute de Luciano e uma cabeçada de André Silva) e um na direção do gol: o pênalti cobrado por Ferreira, que mais pareceu um recuo de bola para o goleiro cearense. Aliás, Zubeldi fez muito bem em sacar Ferreira logo após cobrar o pênalti, como uma espécie de punição.

Alves, nosso meia, um horror; Lucas Ferreira, em quem depositamos muita esperança, marcado, não conseguiu fazer absolutamente nada; Ferreira não só perdeu o pênalti, como todas as jogadas que tentou; sobrou André Silva lá na frente que acabou sendo o mais participativo, apesar da bola não chegar nele, e fez a bola chegar em Ferreira para decidir o jogo, mas…

Outras completas nulidades: Ruan Tressoldi, que conseguiu “desarmar” Alan Franco e quase deu um gol ao Fortaleza e Bobadilla, que, inacreditavelmente, me fez sentir falta do Marcos Antonio. Para vermos o nível que estamos.

A torcida vaiou, pediu raça, vergonha, mas novamente tudo direcionada aos jogadores. Essas facções da nossa torcida, agraciadas que são o tempo todo por essa nefasta diretoria, não consegue levantar a voz contra quem realmente é o responsável por tudo isso.

E assim vamos vivendo uma rotina da “pavonagem” pelas redes sociais. Quando ganha, fotos aos montes abraçando quem fez os gols; Quando empatamos fora, algumas fotinhas; quando perdemos ou empatamos em casa, sumiço por dois dias para depois reaparecer, ou para falar que “seguimos por mais” sempre “juntos pelo São Paulo”, “trabalhando em pleno feriado”, ou selfies dentro do avião para mais uma viagem. Até que novo resultado ruim aconteça e o desaparecimento se concretize.

É incrível, mas o pavor do Brasileiro não me abandona de jeito algum.

São Paulo deveria ter vencido por mais. Porém, vamos comemorar a vitória.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Náutico nesta terça-feira, no Morumbi, pela Copa do Brasil, por sofridos e exprimidos 2 a 1. E ainda de virada, porque sofreu o gol do time da série C do Brasileiro ainda no começo do jogo.

Luciano, em noite inspirada, e jogando onde deve jogar, como segundo atacante, fez os dois gols. E teve uma atuação de gala, com direito a assistência para Ryan (que desperdiçou), tabelas com André Silva (sempre ineficientes por contra o segundo, que é muito ruim), e marcação na saída do adversário.

Ninguém, em são consciência, esperava algum resultado que não fosse uma goleada a favor do São Paulo. Não é só o fato de o Náutico ser da Série C. Ele está na 18ª colocação, ou seja, propenso a ir para a Série D. Levando-se em conta que o time entrou completo (claro, com todas as ausências causadas por questões físicas), não se poderia admitir qualquer dificuldade.

Ruan Tressoldi provou mais uma vez que não dá para ser titular; Wendel também está provando que é reserva; Marcos Antonio fez sua melhor partida com a camisa do São Paulo e Alves sua pior partida como profissional.

Mas, percebam: no começo do ano, o diretor de Futebol, Carlos Belmonte, afirmou que reconhecia dois erros da diretoria, nas contratações de Jamal Lewis e Santiago Longo, mas queria que nós admitíssemos dois grandes acertos: Ruan Tressoldi e Marcos Antonio. Claro, ele sofreu uma saraivada de críticas, pois esses dois jogadores até poderiam servir para completar o elenco, mas não ao custo de, somados, R$ 52 milhões.

Então, curiosamente, Marcos Antonio passou a titular, deixando Bobadilla, de quem Zubeldia gosta, no banco. E, de repente, surge uma misteriosa carga muscular em Arboleda e ele fica fora de vários jogos. Ninguém fala mais dele. E Ruan Tressoldi deixa até Ferraresi no banco e passa a titular. Evidentemente são esquemas armados para que ambos atinjam a minutagem necessária para que dispare a cláusula que obriga do São Paulo a contratá-los e não surjam eventuais novas críticas a Belmonte.

Não é informação, mas é observação: isso é uma grande sacanagem. Não só o que está feito, mas o que envolve essa trama.

Volto às comparações: enquanto o Botafogo gastou R$ 30 milhões para montar o elenco campeão do Brasileiro e da Libertadores (exceto Almada e Luiz Henrique), o Fluminense gastou um Orejuela (R$ 13 milhões) para montar o time campeão da Libertadores, o Palmeiras gastou R$ 30 milhões para trazer Weverton, Rafael Veija, Gustavo Gomes, Zé Rafael e Marcos Rocha, nós gastamos R$ 30 milhões para trazer André Silva, um único jogador; vamos gastar R$ 52 milhões para comprar Marcos Antonio e Ruan; e entregamos Moreira por um ano, de graça, jogador promissor, para trazer esse Wendel, horrível, ganhando um milhão de reais por mês. Entendem algumas explicações para nossa dívida gigantesca?

Pergunto: é só incompetência ou tem alguma coisa a mais muito grande que nós, ainda, não podemos provar?

Quanto à Copa do Brasil, estamos classificados. Aliás, estamos classificados desde o sorteio do adversário.

Empate com o Ceará foi bom. Melhor ainda foi Ryan ter marcado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos jogar fora o empate conseguido pelo São Paulo contra o Ceará. Afora a falha grotesca de Igor Vinicius, tendo como coadjuvantes Rafael e Ferraresi, sabemos que não é fácil ganhar do Ceará no Castelão, até porque o time faz uma campanha razoável neste Brasileiro.

Aliás, empatar fora nunca é um mal resultado. Horrível é empatar no Morumbi com Sport, Cruzeiro, Alianza Lima…Isso sim podemos classificar de catastrófico.

Mas as últimas partidas tem servido, principalmente, para deixar a diretoria de Futebol e o presidente do clube com cara de paisagem. Fritaram Zubeldia até onde não podiam mais. A torcida deu sua resposta, nos campos e nas redes sociais, e os jogadores mostraram admiração pelo técnico. E essa nefasta diretoria tem que engolir.

Carlos Belmonte disse, lá atrás – não tão atrás assim – que Ryan era terceira opção. Ou seja: não confiava no garoto. Mas Ryan, também pedido da torcida, entrou e resolveu o jogo. Praticamente não pegou na bola, mas quando ela veio, estava muito bem colocado e com sua pequena estatura, enfiou-se entre os gigantes da zaga cearense e, de cabeça, mandou indefensável para o goleiro adversário.

Um ataque formado por Lucas Ferreira, Ryan e Ferreirinha. Só lamento a ausência de Alves, que estava suspenso. Mas foi rápido e insinuante no primeiro tempo. Até porque, de novo, morreu no segundo. Até Ryan, garoto de 17 anos, que não tem jogado, apenas ficado no banco, teve câimbras, o que demonstra o “quanto é bom” nosso departamento de Educação Física. O time nunca consegue correr no segundo tempo. Se não resolve no primeiro tempo, corre sérios riscos de perder o jogo.

Gostei da participação de Bobabilla. Não acho que ele tem que ser titular. Não tem futebol para isso. Mas comparado a Marcos Antonio, é quase um Messi. Até porque Marcos Antonio chega a me causar risos em algumas jogadas, para não fazer desespero.

Está patente que Igor Vinicius não pode continuar. Cedric é nosso lateral titular e a diretoria tem que subir Mayck, que acredito estar pronto para a função. Do outro lado, Enzo Dias é o titular. mas temo que a pressão da diretoria para Wendel ser escalado faça Zubeldia sucumbir de sua vontade.

Por que a diretoria pressionar por Wendel? Levou seis meses negociando com o Porto (sempre o Porto), antecipou sua vinda, entregou Moreira de graça por um ano, vendeu William Gomes abaixo do preço de mercado, para ter o cidadão em questão. E ele é isso que nós vimos contra o Libertad: uma tragédia. Mas, como na gigantesca maioria das negociações desta diretoria, tem um bom empresário no meio com altas comissões. Para justificar, Wendel tem que jogar, em que pese colocar nossa defesa em risco.

Virando a chave, agora é Copa do Brasil, Náutico no Morumbi. Aí tem que ir com time reserva. Mas não irá. Afinal, a diretoria quer as Copas como prioridades, pois sabe que não tem elenco para disputar o Brasileiro. Só espero que coloquem em risco nossa história e tradição de nunca termos sido rebaixados.

Vitória no Paraguai dá paz ao elenco e à comissão técnica e praticamente classifica o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um grande resultado, trazendo uma vitória do Paraguai em jogo da Libertadores. O superestimado Libertad não era todo esse bicho que se pintou não.

O São Paulo teve domínio do jogo quase a partida inteira. Zubeldia optou entrar pela formação de três zagueiros, mas com Ferraresi mais sendo lateral do que zagueiro.

Apesar de não termos sofrido tanto com um inoperante ataque adversário, tivemos motivos de sobra para preocupação: Ruan é horrível, Alan franco estava em péssima jornada e Wendel, que já não é uma Brastemp, fez, acredito, a pior partida de sua carreira.

Lá na frente, mais motivo para preocupação. Na única coisa positiva que Wendel fez na partida, uma assistência perfeita para André Silva dentro do gol, e o centroavante conseguiu fazer o mais difícil, que foi chutar por cima da trave. Sinceramente, vou ter que rever muitas vezes esse lance para ver como ele conseguiu a proeza da perda.

Zubeldia percebeu que a defesa estava falhando, mas que precisava mudar alguma coisa lá na frente. Ferreira encontrava muitas dificuldades, pois quando há dois jogadores ofensivos abertos, a defesa adversária se divide. E nesse jogo todos se concentravam em Ferreira.

Quem deveria sair seria Ferraresi, mas Cedric, completamente “remendado” (cabeça, joelho), saiu e Zubeldia, acertadamente, colocou Lucas Ferreira. E ele resolveu a partida, com ataques precisos, partindo para cima da marcação, atraindo os zagueiros e marcando um gol muito igual aos seus tempos em Cotia. Diga-se de passagem, com uma assistência muito boa de André Silva, num contra-ataque iniciado com Luciano.

Na noite tenebrosa de Wendel, ele cometeu o pênalti. Para nossa sorte, foi um energúmeno, um verdadeiro babaca que foi bater, cheio de querer ser Pelé, não chegando a um Coalhada, sem tomar distância. Fez o que fez.

Mais uma vez o São Paulo diminuiu o ritmo, faltando físico, e Rafael voltou a aparecer de forma decisiva salvando o time de levar o gol de empate.

Aí o menos previsível acontece: ataque do São Paulo, mais uma vez com Luciano participando da jogada, bola com Ferraresi que acerta uma linda assistência para André Silva, que como verdadeiro centroavante cabeceia em diagonal, no outro canto do goleiro, marcando o segundo gol.

O Libertad, que é um time de média de idade muito alta, também já tinha pregado e se entregou de vez.

Com a vitória desta quarta-feira, julgo que o São Paulo garantiu, virtualmente, sua classificação. Fará dois jogos no Morumbi, onde não se admite novo escorregão como teve contra o Alianza Lima. E, de quebra, arrebentou com a cara desta diretoria, a partir de Carlos Belmonte, que vem fritando Zubeldia em óleo fervendo. A torcida deu seu recado, gritando o nome de Zubeldia. Espero que a paz, ao menos por alguns dias, volte a reinar.

Vitória no clássico foi importante, mas a preparação física preocupa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma grande vitória contra o Santos no Morumbi, neste domingo. Fez um primeiro tempo soberbo até tomar o gol, já no a pagar das luzes. Aí o time se desestruturou e teve um segundo tempo apagado, sendo salvo por Rafael.

Zubeldia retirou o esquema de três zagueiros, arriscou com uma dupla de zaga reserva (Ruan e Sabino), colocou dois laterais ofensivos e manteve Alisson com Marcos Antonio no meio de campo. Ao invés de correr riscos, o São Paulo abafou o Santos. Fez o primeiro gol logo aos dez minutos, em bonita jogada pelo meio, com Ferreira e André Silva e depois puxou um contra-ataque, depois que Marcos Antonio ganha uma bola na defesa e trabalha com Alves, com o garoto fazendo um lindo lançamento para André Silva marcar o segundo.

O time do São Paulo sobrava em campo. Dava a impressão de que iria golear. A defesa sem ser incomodada, o meio de campo rápido com ataque veloz. Essa foi, inclusive, a diferença do time com Alves no meio de campo no lugar de Luciano. Primero que Luciano nunca foi meia. Além do mais é muito lento e atrasa qualquer tipo de tentativa de contra-ataque. Já Alves impõe velocidade e tem passe certeiro. Creio que nos dará muita alegria num futuro bem próximo.

O grande problema do São Paulo tem sido o preparo físico. Assim como ocorreu contra o Botafogo, quando fizemos um grande primeiro tempo e padecemos no segundo, fizemos contra o Santos. O castigo só não veio com o empate porque os atacantes do Santos erraram muito o alvo e Rafael nos salvou, já no apagar das luzes.

Alguma coisa precisa ser feito com urgência. Ter Ferreira saindo cansado ou poupado, é natural. Mas não é normal garotos como Lucas Ferreira e Alves cansarem com 20 minutos do segundo tempo. Além do mais, as contusões musculares se acumulam no São Paulo, ratificando que algo urgente deve ser feito na preparação física do time.

Enfim, duas boas partidas, ou melhor, dois bons primeiros tempos que dão mostras que o time pode evoluir, principalmente quando Lucas e Oscar estiverem de volta.

Empate dolorido na melhor apresentação do time no Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo teve uma bela atuação no Rio de Janeiro, mas acabou sendo castigado com o empate no final do jogo contra o Botafogo. Atribuo a má condição física o resultado, haja visto que o time dominou as ações até 15 minutos do segundo tempo. Depois “morreu” em campo.

Aliás, queda no rendimento por questões físicas é algo que estamos percebendo há tempos, para não dizer desde o início do Campeonato Paulista. Muito provavelmente reflexo da pré-temporada (que não houve) realizada na Disney, disputando a Copa Mickey e a Copa Pateta. Ruim para os jogadores que não tiveram uma preparação adequada, bom para conselheiros apoiadores que curtiram um belo passeio. Mas belo mesmo. Eu amo a Disney.

Destaque para Rafael, que tem tido jornadas de Zetti e outras de Sidão. Nesta noite ele salvou o São Paulo em pelo menos quatro oportunidades, principalmente depois que o time abdicou do ataque.

Mesmo assim tivemos um momento excelente para ampliar o marcador, quando Marcos Antonio e Luciano saíram no contra-ataque. Eram dois contra um. Mas quando chegaram na intermediária adversária, já eram dois contra quatro. Impressionante a ineficácia destes dois.

Contraponto para Ferreirinha, o melhor em campo. Fez um gol, deu assistência para o segundo e para o que poderia ter sido o terceiro, não fosse a furada bisonha do André Silva. Diga-se de passagem, deverá ser o nosso centroavante até o final do ano, caso se confirmem as suspeitas de lesão ligamentar no joelho de Calleri, mais uma vítima da grama fake.

Gostei, portanto, do time. Achei injusto o resultado. Comentei durante a transmissão que, se continuar jogando do jeito que atuou contra o Cruzeiro, será candidato seríssimo ao rebaixamento. Porém, se repetir a atuação que teve no Nilton Santos, pode até pensar em brigar por alguma coisa lá na parte alta da tabela. Mas tem que começar a vencer.

Agora eu quero ver qual atitude a diretoria de Futebol vai tomar com Alan Franco, Luciano e André Silva. Os três discutiram após o jogo dentro do campo, André Silva e Alan Franco chegaram a encostar um o nariz no outro e foram separados por jogadores dos dois times. Talvez tenha sido o exemplo cabal do ambiente no elenco do São Paulo contaminado por uma diretoria eivada de mentiras, de irregularidades e de incompetência.

Três jogos, três empates, proximidade do Z4: apenas um choque de realidade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está vivendo seu choque de realidade. Não sei se apenas nós, torcedores, temos essa sensação ou se a diretoria, megalomaníaca, egocêntrica e maléfica, também. Mas as três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, por mais longo que ele seja, já mostra o que era evidente: que Flamengo e Palmeiras vão brigar lá em cima e nós, pobres coitados, vamos lutar lá embaixo.

Se acha que estou sendo pessimista demais, analisem a seguinte situação: empatamos com Sport e Cruzeiro, times que vão brigar o tempo todo perto ou dentro do Z4, dentro do Morumbi. Na sequência teremos o Botafogo, no Rio de Janeiro. A única coisa que podemos considerar positiva até agora foi o empate com o Atlético-MG no Mineirão. Bem, mas o Vitória, vice lanterna do campeonato também empatou lá. Então o mérito não foi tão grande assim.

Nossa apresentação contra o Cruzeiro foi digna de dó. E de raiva. O gol do São Paulo até pode ser elogiado. Nitidamente uma jogada treinada, onde Lucas Ferreira (o melhor do time) recebe pela direita, Cedric faz o famoso “overlapping”, recebe e dá uma assistência perfeita para Ferreira, que de novo entrou em diagonal e surpreendeu a defesa adversária ao marcar de cabeça. Méritos aos três que fizeram a jogada e, se realmente foi ensaiada, à comissão técnica por isso.

Mas, convenhamos é pouco, ou quase nada, para um jogo inteiro. Tanto é que sofremos o empate e não tivemos como reagir. A quem pede banco para Calleri, analisem melhor vendo André Silva em campo. Talvez o banco seja para testar Ryam. Mas ele só entrou nos minutos finais do jogo porque haviam olheiros do Barcelona com o agente dele, no Morumbi.

Bobadilla virou reserva e Marcos Antonio tem sido insistentemente escalado, ficando a partida toda. Sabem por que? Porque nosso ilustre diretor de Futebol, Carlos Belmonte, afirmou lá atrás que vai contratá-lo. Para não receber tanta saraivada de críticas, o “pequeno polegar” joga todas as partidas, cumpre e “minutagem” contratual que obriga o São Paulo a adquiri-lo em definitivo e vida que segue. O mesmo vale para Ruan (por isso ele e não Sabino).

Perceberam? Tudo no esquema, como, aliás, funciona o São Paulo de hoje. E o resultado desses “esquemas” está no campo. O time padece de verdadeiros jogadores que possam resolver nossa situação e caminha para um sofrimento intenso. Nós sofremos com o coração. Eles tem o bolso que supera outro tipo de sentimento e sofrimento.

Para uma análise dos queridos leitores: Marcos Antonio Ruan, juntos, vão custar R$ 60 milhões (arredondando). Sabem quanto custou o time que o Botafogo montou para ser campeão brasileiro e da Libertadores ano passado? R$ 40 milhões. Sabem quanto custou André Silva? R$ 28 milhões. Ou seja, quase 70% do valor gasto pelo Botafogo. Mais uma: sabem quanto o Fluminense gastou para montar aquele time campeão da Libertadores? R$ 13 milhões. Lembram-se quanto pagamos por metade do passe de Orejuela? R$ 13 milhões.

Esses pequenos exemplos justificam nossa crise financeira, nosso buraco sem fundos, nosso time se arrastando e essa diretoria…bem, essa diretoria fazendo suas selfies. Por isso seguimos por mais, juntos pelo São Paulo.