São Paulo encarou o Corinthians como uma decisão. E deu certo.

Amigo são-paulino, leitor do tricolornaweb, o São Paulo sobrou contra o Corinthians. Dominou o jogo, ganhou por 2 a 0 e poderia ter sido mais, tal a facilidade com que encaixou seu jogo e não permitiu que o adversário jogasse. Destaques para partidas perfeitas de Luciano, Marcos Antonio, Arboleda, Bobadilla e Wendel. A lamentar a aparente grave contusão de Oscar.

A semana foi tensa no clube. Apesar de já demonstrar uma melhora no empate com o RB Bragantino por 2 a 2 no meio da semana, principalmente pelo primeiro tempo, o clube se viu acuado pela pressão da mídia alternativa, que hoje consegue mobilizar boa parte da verdadeira torcida que conduz, e foi obrigado a ser transparente no caso Lucas, ao menos uma vez nesta gestão.

Além disso, contou com a presença de organizadas no CT conversando com os jogadores e a comissão técnica, além da diretoria. É claro que não podemos subordinar a isso a melhora considerável do time. O que mudou foi a postura dos jogadores e o sistema de trabalho que começa a ser implantado por Crespo, que prevê muita intensidade e marcação o campo todo.

O time comandado por Hernán Crespo soube neutralizar todas as investidas do Corinthians e contou com uma noite iluminada de Luciano, que teve seu nome entoado pelos mais de 47 mil tricolores nas arquibancadas em diversos momentos do jogo. Seus dois gols, inclusive, saíram com três minutos de intervalo entre um e outro. Não deu tempo sequer para o Corinthians assimilar o golpe. Quando pensou no que poderia fazer, já tinha tomado o segundo.

O resultado e a performance servirão para o time virar a chave e começar a olhar para a frente. Mas não pode deixar de olhar pelo retrovisor. A vitória foi fundamental para nos afastar do Z4 de forma imediata. Pulamos para a 13ª posição com 16 pontos, mas temos um jogo a mais que Vasco e Santos, que tem 14, e dois jogos a mais que o Inter, que também tem 14. E temos três jogos a mais que o Juventude, que tem 11. Isso significa que se tudo der completamente errado, ainda poderemos entrar no Z4, quando todos estiverem com o mesmo número de jogos. Mas eu repito: se tudo der completamente errado.

O fato único e absoluto era que precisávamos vencer. E conseguimos. E bem. Agora é ter os pés no chão entender que não somos Flamengo nem Palmeiras, que temos um elenco limitado e que continuamos brigando contra o Z4. Não podemos deixar essa vitória subir na cabeça e mais do que nunca, temos que vencer o Juventude quinta-feira, em Caxias, num verdadeiro jogo de seis pontos.

Temos que nos conscientizar que foi um passo importante que pode nos deixar longe do Z4, apesar de nossos intrépidos nefastos dirigentes terem reaparecido com cara de paisagem nas redes sociais. Sem comentários.

O empate poderia ser considerado bom, não fosse nossa trágica situação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo parecia que iria conseguir o impossível em Bragança Paulista: ganhar – e bem – um jogo onde o franco favorito era o adversário. Mas só empatou. Digo só pelas circunstâncias em que nos encontramos, porque fora isso, foi um bom resultado. O São Paulo hoje é muito inferior ao time do RB Bragantino.

Crespo mudou a estrutura de meio de campo, sacando Pablo Maia e Alisson para entrar com Bobadilla e Marcos Antonio, e lá na frente colocou Luciano para ficar ao lado de André Silva. Aliás, lugar que Luciano rende muito mais do que em outras posições.

O time ganhou corpo, foi para cima, dominou o jogo, deixou o adversário nas cordas. Perdeu uma oportunidade com Enzo Dias, em boa assistência de Luciano. Depois do gol de André Silva perdeu outras duas: uma com Luciano e outra, bizarro, com o próprio André Silva, furando assistência perfeita de Enzo Dias, dentro da pequena área, com o goleiro batido.

A impressão que dava era que conseguiríamos uma vitória fácil. Mas na vida atual do São Paulo nada é fácil. E chegamos aos 40 minutos. O Bragantino empata o jogo e, em cinco minutos, só não virou graças a Rafael e atuação da nossa zaga, principalmente Arboleda e Alan Franco.

Foi um alívio ter acabado o primeiro tempo para Crespo arrumar as coisas para o segundo. Não deu tempo. Logo no início, chute de fora da área, infelicidade de Alan Franco, o Bragantino vira. Aí foi começar a rezar para a coisa não piorar. Por alguns minutos ficamos no Z4, local para onde podemos voltar quando essa rodada for concluída.

Mas de novo, em algo pouco provável, quando caminhávamos para o final da partida, André Silva volta a marcar, em assistência de Luciano. O empate caiu do céu naquele momento.

Crespo começou a mudar o time, o São Paulo até avançou um pouco e chegou mais na área do RB Bragantino do que o adversário em nossa área. Mas acabamos empatando o jogo.

Como eu disse no começo, seria um bom resultado não fosse nossa incômoda e desesperadora classificação.

Agora é aguardar o sábado e, enquanto isso, participar da festa do presidente blogueirinho. Ele está comemorando que a dívida do São Paulo no primeiro semestre foi de R$ 32 milhões, quando a diretoria esperava R$ 45 milhões. Então vamos para a festa. Afinal, desgraça pouca é bobagem.

Na estreia de Crespo, um choque de realidade da mediocridade do nosso elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não fossem as defesas de Rafael, que interceptou três finalizações importantes do Flamengo (apesar de ter falhado no segundo gol), a estreia de Hernán Crespo no São Paulo teria sido marcada por uma sonora goleada. O placar soou muito leve, principalmente após ter saído com um empate em 0 a 0 do primeiro tempo, para um time que não viu a cor da bola.

É verdade que a maxima “quando falta inspiração tem que sobrar transpiração” pode ser indicada para o time. Não falou vontade, nem raça, principalmente dos argentinos Enzo Dias e Alan Franco (que fez uma partida muito fraca).

Vi comentários nas redes sociais que o amplo domínio do Flamengo pode ser explicado pelo fator do time ter disputado o Mundial até semana passada enquanto o São Paulo estava em ritmo de treino. Me desculpem, mas isso é desculpa de quem é influenciado por essa diretoria maléfica, pois a reflexão é exatamente o contrario disso. O São Paulo, descansado, treinado, foi enjaulado por um time cansado e desanimado pela derrota no Mundial.

Ficou claro com a contratação de Hernán Crespo que a diretoria se conscientizou que montou um elenco pífio, com time remendado, DEM acabando com carreiras e, portanto, sobrou trazer um técnico para buscar 25 empates e talvez duas ou três vitórias para nos tirar desta zona desastrosa em que nos encontramos.

E a amostra está aí: enfrentamos o Flamengo com uma verdadeira retranca, digna dos tempos de Juventus da Javari, com 3-6-1, sendo que esse “1” era absolutamente ineficiente. Melhor teria sido, para esse esquema, o “1” ter sido Ryan. Ao menos tem mais velocidade, melhor domínio de bola e seria muito mais útil que André Silva.

Sinceramente, senti vergonha em ver o São Paulo em campo. Um time que escancara a ideia de ser mais fraco que os demais, de não conseguir encarar o Flamengo de igual para igual e sai da Capital paulista para empatar ou perder de pouco. Sim. Empatar ou perder de pouco. Conseguiu a segunda alternativa.

Nos sobra, no rescaldo do jogo, a certeza de que Pablo Maia foi mais um grande erro do DEM e a carreira dele foi encurtada, que Oscar, ganhando R$ 5 milhões (pagos pelo clube, não pelo patrocinador), não joga o futebol de alguém que ganha 10% disso; que Lucas Moura, assim como eu falei há quatro meses, ficaria parado por três ou quatro meses, fui xingado nas redes sociais, e a prova está aí: se machucou em março e, já em julho, ainda não se sabe quando ele volta; e que nossa sina vai ser brigar o ano inteiro para não cair, porém agora sem Rogério Ceni, nem Hernanes, em Muricy Ramalho para nos salvar.

Enquanto isso nossa diretoria malevolente, bem, essa desapareceu das redes sociais. Quem sabe retorne na quarta-feira, antes do jogo contra o RB Bragantino para depois, novamente, desaparecer.

Humilhante, melancólico… Quais adjetivos mais podemos dar ao time?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ficamos dez dias aliviados. Afinal, não estávamos no Z4 e não perdemos nenhum jogo, afinal, não jogamos. Bastou voltar a fomos humilhados pelo Vasco da Gama dentro do Morumbi. Sim, o Vasco que já foi rebaixado cinco vezes, que ninguém mais trata como time de primeira prateleira do futebol brasileiro (nem segunda, nem terceira, nem…), que não ganhou jogo algum fora de São Januário neste Brasileiro, que há 13 anos não ganhava no Morumbi, que há cinco anos não marcava mais do que dois gols fora de casa. Pois esse arremedo de time, outrora um grande campeão, nos humilhou e vamos, melancolicamente, curtir férias de 14 dias para depois voltarmos ao trabalho.

Mas o time é um remendo, com peças desgastadas e de qualidade muito duvidosa. Começo por Rafael, um goleiro que falhou nos três gols nesta quinta-feira. Verdade que já nos salvou algumas vezes, mas se colocarmos na balança as falhas e os salvamentos, o peso estará muito maior para a primeira opção.

A zaga teve um Cedric que, de bom, conseguiu tirar Igor Vinicius do time. Mas não pode ser titular do São Paulo. Faz cruzamentos de dar inveja a Wellington; Arboleda está na descendente da carreira; Alan Franco alterna altos e baixos (e nessa quinta-feira foram muitos baixos); Enzo Dias, até então o melhor da defesa, fez uma partida que talvez tenha sido a pior de sua carreira.

Vamos ao meio de campo, onde Pablo Maia teve sua carreira exterminada por esse tal DEM – Departamento de Excrecência Médica – e Alisson que vive sozinho ali, tendo que jogar pelos dois, porque Pablo Maia anda em campo; e o nosso 10 é Luciano. Não preciso falar mais nada.

Lá na frete um Lucas Ferreira que começou voando no profissional, mas bastou renovar o contrato, ganhar dez vezes mais para parar de jogar; do outro Lucca, que me parece ter um brilhante futuro, mas sentiu o peso da responsabilidade, pois todo o jogo no primeiro tempo caiu sobre ele; e André Silva que, bem, pela metade do que o São Paulo pagou por ele (R$ 28 milhões), se consegue algo melhor aí. Só que, provavelmente, não terá comissão.

Aí olhamos para o banco, e as opções para substituir a ruindade presente em campo são Sabino, Bobadilla, Wendel. Começa a doer muito o coração. Porque é sinal evidente que estamos fadados ao rebaixamento este ano.

Não entramos no Z4 nessa rodada, mas estamos a apenas um ponto dele. E nossos próximos jogos são: Flamengo, no Maracanã, RB Bragantino, em Bragança e Corinthians no Morumbi. Que Deus e o São Paulo nos salvem.

Derrota é reflexo do desleixo da cúpula do São Paulo para o Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Brasileiro será para nós, de fato, um grande turbilhão de emoções. Porém, ao contrário do que nos acostumamos a viver, a emoção da briga pelo título, estamos em nova era e também nos adaptando a isso: emoção para fugir da degola. E existe uma única culpada por isso: a diretoria.

Nefasta, como tem sido as últimas, optou mais uma vez por dar mais atenção às copas, deixando o Brasileiro de lado. Afinal, reconhecendo que temos um elenco sofrível, que não suporta um campeonato longo para ser protagonista, vai para as copas que dão mais dinheiro e que, com alguma sorte, se consegue chegar a algum lugar.

O problema é que o Brasileiro rebaixa e essa diretoria, ao que parece, está atrás de mais um título inédito: o da série B.

Vejo uma reunião de um Conselho Deliberativo subserviente ao chefe, que rasga elogios a Dorival Decossau, um ex presidiário por fraudar pobre e velhinhos, como dirigente e que contém, em sua composição, um ginecologista especializado em reprodução humana, que estão resolvendo rapidamente os problemas de contusão. Então, vejamos: Igor Vinicius, Ruan, Hugo, Lucas, Oscar, Calleri, Ferreira, André Silva, Pablo Maia devolvido antes do tempo, fazendo partidas horríveis, nos colocando em risco o tempo todo e tantas outras mazelas.

Aliás, a irresponsabilidade desta diretoria (por privilegiar as copas) é tão gritante, que o tal DEM devolveu Oscar antes do tempo, para jogar de volante num campo horrível como o do Náutico, e o perdemos para o restante do Brasileiro pré-Mundial de Clubes. Então não falem que o DEM é bom nem culpem o “azar” por estarmos com o time desmontado

Jogamos contra o Bahia o mesmo futebol que tivemos contra o Mirassol, o Sport, o Cruzeiro, o Talleres, o Libertad. Enfim, jogamos nada, absolutamente nada. A incompetência é tamanha que o técnico que estava de plantão, porque o oficial estava suspenso, coloca Henrique Carmo aos 46 minutos do segundo tempo. Isso nem Freud explica.

Mas está tudo bem, o Brasileiro não importa mesmo, ainda que possamos correr sérios riscos de rebaixamento. Tanto que Júlio Jack Pavão Casares se deu ao luxo de ir para Munique assistir a final da Champions, com direito a várias postagens nas redes sociais.

Estamos largados às traças. Só lamento que minha saúde está indo embora, por amar tanto esse clube e ver que, por muito tempo, ele não voltará a ser protagonista. Quem viveu, viu o que foi o São Paulo. Quem vive hoje e não viveu esse passado, não vai entender o que nós entendemos perfeitamente: suas glórias vem do passado.

Nada está tão ruim que não possa piorar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Talleres, se classificou em primeiro em seu grupo (talvez o mais frágil entre todos da Libertadores) e, possivelmente, vai ficar situado como segundo melhor no geral. A depender do jogo entre LDU e Córdoba, em Quito.

Deu dó olhar para a cara de Zubeldia. Tendo que improvisar, desta vez pelo lado esquerdo, com dois laterais, porque não havia ninguém para jogar por ali. Ferreira, Lucca, Lucas estão no departamento médico. Se colocasse Lucas Ferreira por aquele lado, não teria dobra pela direita, porque Cedric também sentiu contusão e não ficou nem no banco. Então Calleri, Luiz Gustavo, Lucca, Lucas, Oscar, Marcos Antonio, Cedric, Ruan, Igor Vinicius, Hugo, entre outros, estão fora de combate. Num elenco já de má qualidade, você perde meio time titular, fica difícil.

O primeiro tempo foi pífio. Sabino marcou, depois ele falhou e tomamos o empate. Jogamos contra um time de péssima qualidade e conseguimos sofrer pressão.

A coisa só melhorou quando Zubeldia trocou todo o ataque, tirando inoperantes André Silva, Ferreira e Alves para colocar Luciano, Ryan e Henrique. O time começou a andar, a velocidade predominou e chegamos ao segundo gol – um golaço de Luciano – que decretou a vitória do São Paulo. Mas paro por aí , porque é onde começa a notícia da noite: a xenofobia de Bobadilla.

Não sei o que foi pior: se o ato de Bobadilla ou o acobertamento desta diretoria maléfica do São Paulo, que chegou ao cúmulo de esconder o jogador da polícia, fazendo com que ele saísse por uma porta lateral do estádio, escondido. Gente, isso é típico de quem conhece artimanhas para se esconder da lei. E a cada dia que passa, essa diretoria me parece cada vez mais estar bem familiarizada com isso.

Bobadilla tem que ser severamente punido. Pela Justiça com cestas básicas ou até prisão; pela Conmebol com suspensão de suas competições (o meia uruguaio Pablo Ceppelini, do Alianza Lima, do Peru, pegou quatro meses de gancho por chamar torcedores do Boca Juniors de “bolivianos”. O crime foi registrado no jogo de volta entre os clubes na pré-Libertadores, em La Bombonera.).

Mas, repito: não sei o que foi pior: se o ato de Bobadilla ou da diretoria escondendo um “criminoso”. Pior que isso: não houve um único posicionamento, um único pronunciamento desta diretoria mequetrefe.

Por isso que digo que nada está tão ruim que não possa piorar. E nosso clube se afunda ainda mais em páginas policiais, agora mantendo em seu elenco um jogador xenófobo. Cadê a punição exemplar?

Certamente nada vai acontecer, até porque o presidente Julio Pavão Jack Casares preferiu, como sempre, fazer selfies com Luciano do que tratar das coisas sérias que envolvem o clube.

São Paulo vende: de atletas à dignidade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está à venda. Não a instituição (ainda), já que Marinakis, aparentemente, só vai comprar parte de Cotia por enquanto. Mas seus jogadores e sua dignidade.

Semana passada nossa diretoria, que tem um presidente que é o melhor da história, e um diretor que é bom pra cacete, foi ao mercado e, numa atitude que fere os princípios mais básicos da relação comercial, anunciou que precisa vender jogadores este ano para cumprir o orçamento e equilibrar as finanças. Em outras palavras: vendemos por qualquer preço, fazemos qualquer negócio, pode ser até troca, desde que haja alguma devolução em dinheiro.

Como a melhor diretoria de todos os tempos, boa prá cacete, não declinou nomes, podemos imaginar que o mote de vendas será assim:

Vendem-se atletas, com faixa etária variando entre 16 e 40 anos, alguns com hipotético futuro interessante, outros com passado mais ou menos qualificado. O comprador se responsabilizará pelos departamentos Médico e de Educação Física, pois os vendedores não aceitarão reclamações futuras nem devolução do produto, anda que seja no prazo previsto e venha a ferir o Código de Defesa do Consumidor.

Não se estima um valor mínimo por qualquer atleta. Lá atrás o diretor de Futebol, Carlos Belmonte, que é bom pra cacete, numa entrevista a um destes canais “absolutamente imparciais”, disse que, ao contrário de Militão, Beraldo não sairia por menos de 20 milhões de euros. Ou seja, quem chegasse com 20 milhões e 100 mil euros levaria o garoto. E levou.

Agora, ao que parece, o melhor presidente de todos os tempos, que tem um diretor que é bom pra cacete, não estipulou valores, nem definiu quais jogadores estariam à venda. Apenas disse que a faixa etária varia entre 16 e 40 anos, a escolher.

Também está à venda parte de Cotia. O grego Marinakis anda meio sumido, talvez por ter conhecido como funciona o esquema no CFA Laudo Natel. Acho que ele se afastou por perceber que lá o esquema é muito profissional. Até demais para um empresário grego, não tão cumpridor de suas obrigações legais e éticas.

O São Paulo também está vendendo sua dignidade. Ah, desculpem, isso já foi vendido e entregue, mas há mais alguma coisinha ainda a alienar. Continuamos colhendo derrotas humilhantes, sendo caçoados por adversários que outrora morriam de medo da camisa de três cores e hoje morrem de rir da nossa situação.

Humilhados por um presidente, que mesmo sendo o melhor da história, nos colocou numa dívida impagável de R$ 1 bilhão; humilhados por um presidente, que mesmo sendo o melhor da história, nos impõe uma série de mentiras e maquiagens em números, faz da sua rede social a oficial do clube para ganhar seguidores e obter monetização às custas do São Paulo.

Humilhados por um diretor que, apesar de ser bom pra cacete, não dá uma única explicação para tentar nos convencer de que não foram erros contratações dos tipos Orejuela, Jamal Lewis, Santi, André Anderson, André Silva (R$ 28 milhões) e que fará outros absurdos também sem qualquer explicação, como gastar R$ 53 milhões em Ruan e Marcos Antonio.

Humilhados por termos um pediatra e um ex condenado por fraude em guias do INSS no comando do DEM (que eles chamam de Departamento de Excelência Médica e eu de Departamento de Excrecência Médica), e que por incompetência ou sei lá mais o que, liberam jogadores antes do tempo, cometem erros crassos em cirurgia, atrasam recuperação e exterminam carreiras de jogadores por esses enganos (Luan, Caio Matheus, Moreira…).

Sim. O São Paulo está à venda. Seus jogadores, sua base e sua dignidade. Tudo isso apesar de termos o melhor presidente da nossa história e um diretor de Futebol que é bom pra cacete.

Derrota de um time patético frente a um protagonista

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi duro para mim escrever este título, principalmente por ter que admitir que o time patético foi o São Paulo e o protagonista, dentro do Morumbi, foi o Mirassol. Sim, o Mirassol. Nao foi o Flamengo. Foi o Mirassol. Hoje somos evolvidos, dominados e bailados pelo Mirassol.

Time muito bem montado, envolveu o São Paulo e ganhou o jogo como quis. Não permitiu que o São Paulo tivesse chances de gol. A única ocorreu no primeiro tempo, em boa jogada entre Oscar e Enzo Dias, com conclusão errada de Luciano. “Cabeceou com o ombro”. De resto, nem o jogador de cinco milhões de reais por mês, nem o “família (tá ligado)”, nem o centroavante de 28 milhões de reais, nem os potentes jovens de Cotia (esses, os menos culpados), nem o recém saído do DEM, foram capazes de fazer frente a um bem montado e organizado.

O São Paulo foi um catado, com Oscar jogando tão próximo da linha lateral que pensei até que ele fosse sair de campo o tempo todo; com Alan Franco voltando a nos fazer expressar a frase “Alan Fraco” de tantos erros. Falhou nos dois gols, tomou um tombo por erra o tempo da bola no meio de campo, caiu de bunda; uma dupla de volantes, que outrora foi diferencial do time, hoje tem um Pablo Maia mal curado e sem ritmo e um Alisson absolutamente exausto por tantas partidas seguidas. Ataque inoperante, com André Silva perdem rigorosamente todas as bolas que foram para ele. Ou o zagueiro se antrcipava ou ele matava errado.

E Rarael? Aqui um parágrafo a parte. Goleiros que tem jornadas de Zetti, mas outras de Sidão. Eu diria que a maioria é de Sidão. O primeiro gol do Mirassol ele fecha o primeiro pau e, consequentemente, não tem como jogar a bola para fora. Então espalma para o meio da pequena área, nos pés do atacante adversário. Lembrando que ele sempre foi reserva no Cruzeiro e no Atlético-MG; que seu reserva, Jandrei, era terceiro goleiro do Santos (reserva de John, que era reserva de João Paulo. Lembrando, também, que Roche, goleiro do Internacional quando Rafael foi contratado, estava no mercado por 5 milhões de reais. Sim, pouco mais de 800 mil dólares. Mas não tinha esquema com empresário e, portanto, não interessou à diretoria. Como sabemos, as contrações no São Paulo são feitas gabaritadas por comissões. De empresários.

Pelo jogo deste sábado, começo a me convencer que, mesmo sem ter ovos para fazer omelete, Zubeldia tem que ser questionado. Não é possível o time jogar tão mal tantos jogos seguidos e nos dar humilhações atrás de humilhações.

E essa diretoria, tão ou mais patética que o time, com foco voltado para as Copas esquecendo do Brasileiro. Se perdermos do Bahia no próximo sábado, o que é quase sólido que vai acontecer, poderemos dormir no Z4. Talvez a cartilha que tenha começado a ser escrita na era Juvenal Juvêncio, que recebeu diversos artigos com Carlos Miguel Aidar e Leco, seja finalizada na era Casares. Lembrando que este nefasto presidente esteve em todas, eu disse TODAS as administrações, desde JJ. Portanto, é um dos principais autores da cartilha que mostra como levar um tricampeão mundial para a série B do Brasileiro.

Classificação obrigatória alcançada. Agora é esperar o que vem por aí

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu sua classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, para alegria do seu torcedor e, principalmente, da diretoria. Grandes fotos de um Júlio Jack Pavão Casares com Zubeldia, Rodriguinho e Luciano, efusivas, muita alegria. Afinal, vem dinheiro aí para pagar a conta de luz.

A classificação era obrigatória. Jogando contra um time que está no Z4 da série C do Brasileiro não se admitira, em hipótese alguma, qualquer resultado que não fossem duas vitórias. Abomino comentários que justificam eliminações de times grandes para pequenos de que “A Copa do Brasil é Traiçoeira”. Na realidade a Copa do Brasil expõe incompetência de certos clubes que se dizem copeiros.

No jogo deste terça-feira tudo se encaminhava para uma goleada. Não só pela profunda diferença técnica entre os dois times, mas pelo fato de o Náutico ter que ir para cima, deixar espaços, o que se agravou com o gol de Luciano logo no começo e a expulsão do jogador do Náutico. Aliás, expulsão justa, mas puro acidente de trabalho, sem maldade alguma. E me comoveu o gesto de Marquinhos assumindo a responsabilidade, reconhecendo o erro e pedindo desculpas à torcida.

Só que ninguém poderia contar com a astúcia de Ferraresi, que com tudo isso a favor, conseguiu estragar tudo, ser expulso e deixar tudo igual.

O Náutico até ameaçou oferecer um pouco de perigo, mas abriu o campo para os contra-ataques do São Paulo Três vezes com Lucas Ferreira (duas pelo lado esquerdo e uma pelo lado direito) e uma infinidade com André Silva que me causou ira de tantos gols perdidos.

Acho que Zubeldia correu um sério risco ao deixar Enzo Dias em campo. Por mais que ele fizesse, de novo, uma grande partida, recebeu um cartão amarelo e, dois minutos depois, fez outra falta passível de outro amarelo e o consequente vermelho. Argentino, tinhoso, pediu desculpas ao árbitro e seguiu em campo. Mas começo a evitar confrontos diretos, já que o Náutico passou a atuar com dois jogadores de velocidade pelo seu lado.

Zubeldia colocou Rodriguinho para ajudar a cobrir o lado esquerdo da defesa do São Paulo e não perder a ligação com o ataque.

De certo modo acabou dando certo, porque Ryan que houvera acabado de entrar , disputa a bola com o goleiro, no rebote Rodriguinho marca um golaço. Mas depois ele voltou a ser Rodriguinho e perdeu um gol incrível.

Sofremos um gol lá atrás, mas nada que tirasse a tranquilidade de classificação do São Paulo. Agora é esperar o que vem do sorteio para sentirmos as possibilidades de seguirmos mais adiante na Copa do Brasil. E, principalmente, focar o jogo de sábado contra o Mirassol.

Vitória no sufoco. Mas vai ter que ser assim.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Grêmio, de virada no Morumbi, com muito sofrimento. Mas se queremos ficar longe do Z-4, e aqui nem penso em hipotética briga pelo título -, vamos ter que colocar muita raça em campo, já que técnica e time qualificado nos falta bastante.

O time entrou em campo já tendo que conviver com diversos problemas médicos: Lucas, Ferreira. Ruan, sem contar Rodriguinho, que não faz a menor diferença e Calleri, que é só ano que vem. Ainda tem Luan, que faz parte do elenco, mas emagreceu 12 quilos, segundo o diretor de Futebol. Além disso, os jogadores ficaram sabendo no vestiário da vitória do Vasco sobre o Fortaleza e que entrariam em campo o Z4.

Foi nítida a ansiedade do time em tentar resolver o jogo de forma rápida. Zubeldia deixou Cedric e Alan Franco no banco para dar um refresco, algo que deverá ser feito com Alisson, que daqui a pouco vai estourar. Aliás, com 9 minutos perdemos Marcos Antonio. Não que eu tenha sentido alguma falta, mas para o esquema do técnico é importante.

Aí entra Pablo Maia. No primeiro lance faz uma falta feia e o árbitro só adverte. Logo em seguida uma falta escandalosa e recebe cartão amarelo. Depois, como time todinho à frente, afoito para marcar um gol, erra um passe, toma o contra-ataque e sofremos o gol. Pablo Maia foi diretamente responsável por isso, o que prova que ele foi liberado para o campo prematuramente, em mais um erro gravíssimo desta diretoria eivada de erros. Tanto que Zubeldia foi obrigado a substituí-lo, porque o risco de expulsão era iminente, além da possibilidade de novos erros graves de um jogador que deveria estar treinando, não jogando.

Zubeldia colocou Lucca no lugar do volante, recuando Oscar para dobrar com Alisson no meio de campo. O que não tornou a noite mais tensa foi o gol no comecinho do segundo tempo. Enzo Dias deu uma linda assistência para Arboleda empatar.

O Grêmio não se abriu, continuou lá atrás jogando por uma bola. Até cometemos alguns erros, mas de novo temos que reconhecer que esse time briga até o fim. Me parece muito claro que o elenco está unido por e com Zubeldia. O pênalti, bem cobrado por André Silva, nos deu a vitória, apesar de um sustinho no final.

Com relação ao pênalti (para mim indubitável), a obrigação de cobrar seria de Oscar. Maior salário do elenco, o cara que se julgar superior a todos, porém com sangue de barata, sumiu. Foi se esconder atrás do banco de reservas. Estivessem em campo Lucas ou Calleri, não se esconderiam. Mas Oscar é Oscar, um mercenário que está ganhando quase 5 milhões para cobrar escanteios e faltas. E mal, porque a falta que ele não cobrou, saiu o gol do São Paulo.

Pulamos para a nona posição, porém é ilusória, porque os resultados deste domingo podem nos colocar na parte de baixo da tabela. Porém, é certo que não estaremos no Z4. E sábado, contra o Mirassol no Morumbi, outra vitória obrigatória, assim como terça-feira, contra o Náutico.