Amigo são-paulino, o São Paulo ostentou um dos grandes vexames de sua história neste sábado, no Morumbi. Não bastasse perder do modesto Fortaleza (sua colocação no Brasileiro é momentânea), ainda mostrou para o mundo, pelas imagens da TV, o que é o despreparo para uma atuação de emergência.
O que vimos com o caso da ambulância, que deveria prestar socorro ao massagista Marcelinho, foi um daqueles momentos de mais tristeza e ira. A ambulância teve que pegar no tranco. Jogadores do Fortaleza, gandulas e outros tantos empurrando o carro para pegar; a porta se abre com o carro desgovernado, porque o motorista dirigia com uma mão e com a outra colocava a máscara. A outra ambulância estava lá, parada, sem saber o que fazer. De repente chegam as duas, minutos após o acontecimento.
É coisa de circo mambembe, algo que tem sido comum no Morumbi. E não posso culpar outro por isso a não ser o presidente Júlio Casares. Como o regime do São Paulo é presidencialista, é sobre ele que caem os louros e o esterco. Foi uma situação patética, constrangedora. E o pior: nenhum diretor veio a público explicar, assim como a diretoria de futebol está escondida desde que ganhamos o título do Campeonato Paulista e começamos naufragando no Brasileiro.
Sobre o jogo em si, atuação ridícula do time, que outrora tinha a posse de bola. Hoje toma pressão o tempo todo e tenta sair no contra-ataque. Isso foi contra o Racing. Isso foi contra o Fortaleza, ambos no Morumbi.
Começo a rever meus conceitos sobre Crespo.