Derrota no campo, vitória na vida do clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo colheu mais uma derrota, nesta quarta-feira, no Morumbi. Conseguiu perder para a Portuguesa, outrora um clássico, mas há muito tempo um time muito pequeno, que frequenta a série D do Brasileiro.

Não fossem os dois gols de Calleri, a situação teria sido muito pior. Ainda ouvi gente reclamando que ele foi o responsável por não termos empatado ao perder o gol absurdo que perdeu. É inegável que aquele gol fez falta, mas não fosse o erro de Tolói no primeiro gol e o pênalti infantil de Nicolas, teríamos saído com a vitória e aquele gol nem seria lembrado.

Outros motivos para não culparmos Calleri pela derrota (depois dele ter feito dois gols e perdido um) foram os não posicionamentos de Pablo Maia e Negrucci (jogamos sem volantes), a partida horrível de Cedric e a ausência total de apoio no ataque, com Lucca abaixo da crítica, Ferreira perdendo todas as jogadas e Lucas absolutamente apagado.

Com tudo isso conseguimos lembrar do gol que Calleri perdeu e que alguns atribuem a ele a responsabilidade da derrota. Para mim, é o contrário: ele quase conseguiu nos dar a vitória. Em resumo: na minha visão, voltamos a ter a “calleridependência”. E o Campeonato Paulista preocupa muito. Imaginar que pela frente teremos Palmeiras (Paulista), Flamengo (Brasileiro) e Santos (Paulista), a dor de estômago aumenta,

Mas também tivemos uma quarta-feira muito positiva: a renúncia de Júlio Casares, se afastando de vez da presidência, possibilitou que Hary Massis tomasse as atitudes que dele se esperava: demitiu Dedé da Diretoria Social e o CEO Marcio Carlomagno. Com isso começou a oxigenação e limpeza do esgoto que tomou conta do São Paulo nos últimos cindo anos.

Contribuiu decisivamente para a renúncia do mal maior do clube a presença da Polícia e do Ministério Público nas casas de Mara Casares, Douglas Schwartzmann e Rita Adriana. Mara recebeu muito mal os policiais, mas não teve como não deixar que eles entrassem. Lá, além de R$ 28 mil em dinheiro (e um povo que gosta de guardar dinheiro debaixo do colchão), além de um computador e muitos documentos. E boa parte do caminho das pedras foi encontrado ali.

Já Douglas não estava em casa. Fugiu para o Exterior, provavelmente avisado que fora que a polícia ali chegaria. Vamos combinar que esse é um cara que tem boa relação com informações da polícia.

Rita Adriana também não estava em casa. Mas ela, que já teve papel fundamental com a gravação das conversas nada republicanas entre Douglas e Mara, terá papel fundamental ai na frente, com uma possível delação premiada.

O que posso garantir, e estou comemorando muito, é que não passa uma linha de fibra ótica pelo orifício anal desta galera toda. Tudo indica que o São Paulo começou a voltar para os nossos braços. E que a diretoria mais nociva da história do futebol brasileiro, começa a caminhar para o sentido da Penitenciária.

Empate bom, mas com sabor de derrota. E Massis: mais do mesmo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo deixou Itaquera com um gosto amargo depois do empate por 1 a 1 contra o Corinthians, no primeiro clássico de 2026. O Tricolor abriu o placar com Gonzalo Tapia ainda no primeiro tempo, deu sinais de que controlaria o jogo, mas viu sua estratégia ruir na etapa final.

O técnico Hernán Crespo novamente mexeu no time titular. E deu certo. Com três volantes — Marcos Antônio, Bobadilla e Danielzinho —, o Tricolor evitou uma possível pressão do rival nos minutos iniciais. Os lances de perigo do Corinthians no primeiro tempo saíram mais em falhas da zaga do que de uma pressão.

Em contrapartida, o São Paulo apresentava dificuldades para transformar a tranquilidade do clássico em chances de perigo no ataque. A falta de um centroavante com qualidades suficientes para segurar a bola na área, tabelar e se posicionar para um cabeceio em meio à zaga adversária fazia o Tricolor trocar passes, mas evitar infiltrações mais incisivas.

Mesmo assim, o São Paulo abriu o placar. Justamente quando ignorou a falta de Calleri, por exemplo, e cruzou para quem lá estava. Danielzinho, um dos destaques do clássico, deixou Tapia em ótimas condições para cabecear e fazer o gol. O centroavante mostrou que, mesmo sem as mesmas qualidades de seus concorrentes, poderá ser útil.

Mas o São Paulo foi mal no segundo tempo. Depois de ter conseguido controlar as principais ações na etapa inicial, o time não conseguiu manter a posse de bola nos últimos 45 minutos. E acabou sendo penalizado pelo gol de empate já nos acréscimos do segundo tempo.

É claro que um ponto conquistado fora de casa, num clássico, na terceira rodada do Campeonato Paulista, não pode ser considerado um resultado ruim. Mas o tomar o gol e deixarmos a vitória escapar da maneira que foi, nos deixa um pouco frustrado.

Quero destacar, mais uma vez, a entrevista de Crespo, que me enche de orgulho. Primeiro, perguntado sobre a eventual troca entre Alisson e algum jogador do Corinthians, ele disse que não pode segurar Alisson se a vontade dele for sair, mas que não quer ninguém do Corinthians. Depois, perguntado se conversou com o ex-presidente Júlio Casares, disse que não e completou: “em 2021 eu saí e eles ficaram. Agora ele saiu e nós ficamos”. Sensacional.

Sobre Harry Massis, vou dar uma semana de prazo, mas as primeiras informações que me chegam são assustadoras: estará envolto por Marcelo Pupo e Leonardo Serafim (já que não tem liderança de nada, não sabe nem o que está fazendo ali). Aliás, um cara que é vice-presidente há cinco anos, conselheiro vitalício desde 1964, falar que estava afastado de tudo e não sabia de nada, no mínimo é omisso, conivente ou é alienado. Não aceitará nenhuma sugestão da oposição ou dos dissidente, de quem quer manter distância (segundo informações que recebi) e vai manter tudo inalterado.

Como eu disse, vou esperar uma semana. Mas se isso se confirmar, acho que vou ter que começar uma guerra para derrubar o terceiro presidente do São Paulo na história do Tricolornaweb.

Casares afastado, quadrilha escondida, o São Paulo de volta para os são-paulinos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Júlio Casares foi afastado da presidência do São Paulo e Harry Massis assumiu o cargo. O São Paulo voltou para os braços dos verdadeiros são-paulinos, sendo retirado dos sanguessugas que estavam comandando o clube e nos levaram a este estado de frequência em páginas policiais.

O dia 16 de janeiro vai ficar marcado para sempre na história do São Paulo. Me lembro muito bem, que foi num mês de janeiro, comecinho do ano de 2021, que mandei uma mensagem ao agora ex-presidente Júlio Casares alertando que, na montagem da diretoria, tinha dado o sentido de sua gestão: ao colocar Douglas Jack Schwartzmann como secretário da presidência, norteou o que seria seu governo. Disse na mensagem que mandei que eu seria um inferno na vida dele. No mesmo momento mandei a mesma mensagem para o Belmonte, afirmando que o pouparia, pela amizade que tínhamos. E disse a ele para avisar Casares quem é o Paulo Pontes quando resolve ser um inferno na vida de alguém.

Lutei cinco anos por isso. Assim como aconteceu com Carlos Miguel Aidar, comecei sozinho, mas aos poucos muitos vieram se aliando, se unindo e formamos um universo.

Casares chorou no púlpito, disse que estava doente, se sentindo ameaçado, que sua família estava ameaçada. Não tenho dó e rio do choro dele. Não fomos nós que colocamos a família dele no meio da história; não fomos nós que praticamos todo esse escárnio no clube; não fomos nós que nos aliamos a verdadeiro marginais que existem no clube. Muitos foram expulsos, perseguidos, processados por esse ser desprezível. Pois agora nós todos estamos rindo da sua cara, do seu desgosto, do seu dissabor.

Júlio Casares conseguiu vários feitos inéditos. Foi campeão da Copa do Brasil pela primeira vez; perdeu numa assembleia geral de sócios, se tornando o primeiro presidente a ser derrotado no social; colocou o São Paulo no transfer bank pela primeira vez na nossa história; e foi “impichado” (nunca houve isso, apenas renúncias). Aquele que bradava que seria o melhor presidente da história do São Paulo conseguiu ser o inverso. O problema são os males que foram causados e o que ficou para ser arrumado.

A quadrilha se escondeu. Douglas, Belmonte, Nelson, Moreto e alguns outros não apareceram para votar. Devem estar escondidos debaixo do criado mudo. Ou dentro da latrina.

Dos 45 votos que foram dados a Casares, alguns são facilmente identificáveis: Alcântara (um adesista de primeira linha), Dedé, Douglas, Moreto, Sylvia Curi e alguns outros abutres. Esses serão esmagados dentro do Conselho com a nova estrutura que se formará a partir do ano que vem.

Estamos, sim, comemorando a volta do São Paulo aos são-paulinos. Mas a luta não para. Minha vida é lutar a favor daquilo que amo. Próximo alvo Olten Ayres de Abreu. Minha campanha começará em algumas horas. Ah, Harry Massis, nada contra você, mas muito contra Marcelo Pupo e Leonardo Serafim que estarão dando respaldo à sua administração. Estou de olho bem aberto. E é certo que ontem eu ganhei, vocês ganharam, todos nós ganhamos.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro.

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Ontem vitória no campo. Hoje fora dele. Talvez, a mais importante da história!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu vencer no Morumbi e ganhou pontos importantes num campeonato fraco, maluco, mas que pode causar sérios estragos à nossa marca com um eventual rebaixamento.

Apesar de alaridos sensacionalistas de que estávamos na zona de rebaixamento, por mais que eu seja o maior opositor a essa diretoria, não concordava. Afinal, tinha sido apenas o primeiro jogo do campeonato. E, convenhamos, jogando na casa de um time que foi a grande sensação ano passado.

Agora, no Morumbi, tudo voltou ao normal. Por mais que o primeiro tempo tenha sido difícil, principalmente por conta do gramado encharcado, as entradas de Luciano e Caller mudaram o clima e o gol saiu. Vitória no campo e tudo dentro da normalidade.

Hoje é a vez do outro jogo, esse, talvez, o mais importante de nossa história. Nas mãos de 254 conselheiros o futuro de nossa instituição. Cada dia a mais que Júlio Casares fica no comando do São Paulo, mais ele perde em valor, em patrimônio – sim, com a queima dos jogadores de Cotia – , em prestígio, em respeito.

Vimos, ao longo destes últimos 20 anos, presidentes que nos causaram muito desgosto. Começo por Juvenal Juvêncio, o grande responsável por tudo isso. Ficou oito anos, dando golpes no estatuto, amparado juridicamente por Ives Gandra Martins e Carlos Miguel Aidar. Nunca ninguém conseguiu provar nada, porque Juvenal cooptou quase a totalidade dos conselheiros, mas nos bastidores do Morumbi todos sabem o que houve de fraude em sua administração.

Depois veio Carlos Miguel Aidar, que a princípio deveria manter a sete chaves os desmandos de Juvenal. Mas ele foi mexer com o Geraldo em cotia, menina dos olhos do coronel. Pronto. A guerra se armou. E Carlos Miguel Aidar fundou a República dos Jacks, com Júlio Casares, Leonardo Serafim, Douglas Schwartzmann e Oswaldo Abreu.

Vieram as negociações espúrias de Iago Maidana, a Far East. Nós, desde o primeiro momento, denunciando os fatos, até que toda a imprensa se curvou a nós. Aidar não aguentou a pressão e renunciou, sendo depois expulso do Conselho Deliberativo. Mas tudo orquestrado por Ives Gandra Martins.

Leco foi incompetente, irresponsável em alguns negócios e ajudou a aumentar a dívida do São Paulo. Porém nunca contestei sua correção de caráter. Afastou os Jacks de sua administração e passou ileso a eventuais escândalos.

Mas aí veio Júlio Casares, um Jack que trouxe com ele todos os outros. De cara colocou Douglas Schwartzmann como Secretário da Presidência; Leonardo Serafim virou o diretor jurídico de fato, não de direito. Carlos Miguel Aidar sempre como conselheiro. O único que se afastou, aparentemente, foi Oswaldo de Abreu, até porque teve que se ocupar com outra denúncia de um ato ilícito fora do São Paulo.

Ao montar essa diretoria Casares indicou qual seria o caminho de sua gestão: o da corrupção, da comissão. Outros novos Jacks foram criados, como Marcio Carlomagno, Carlos Belmonte, Nelson Ferreira, Armelin, Dedé, e a família toda (Mara, Julinho e Débora). Todos esses (e mais alguns) estão com os dias contados para prestarem depoimento ao delegado que preside o inquérito sobre lavagem de dinheiro e para irem para aquele lugar onde o sol nasce quadrado.

Pelo bem do São Paulo, eu espero que este 16 de janeiro seja um dia de glória e que essa corja seja extirpada do poder do São Paulo. Um verdadeiro ORCRIM que ali se criou e hoje vai acabar. Será a nossa grande vitória. Tenho fé.

As vergonhas continuam, no campo e na TV. Mas Casares acha que é o bambambam

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo passou vergonha em duas redes nacionais de TV neste domingo, no mesmo horário: enquanto na Globo o público brasileiro viu, com destaque, o que Júlio Casares e sua quadrilha estão fazendo ao clube, na Record o público que optou por acompanhar o futebol viu o time ser humilhado pelo Mirassol e goleado por 3 a 0. Em, que estava com as duas telas ligadas, assisti as duas vergonhas simultaneamente.

No campo o retrato do que ocorre fora dele. Um time desmotivado, “destreinado”, sem correr, sem se organizar. E não me digam que voltaram há apenas sete dias, porque o Mirassol voltou no mesmo dia. E jogou como se fosse o décimo jogo do Paulista.

Mas quem é que consegue pensar em correr, se esforçar nos treinos e ir para a luta, com quatro meses de direitos de imagem atrasados e uma corrupção a céu aberto, fazendo inveja a grandes crimes cometidos na Lava-Jato?

Vocês acham que é fácil um jogador entrar em campo, sem receber há quatro meses e sem perspectiva – porque o clube não conseguiu, ainda, pagar nem os funcionários com o salário de janeiro – enquanto todos mostram os milhões que rodaram entre camarotes, vendas de jogadores, saques bancários em espécie, abertura de empresas, uma lavanderia sem fim que se tornou o São Paulo, para não dizer um esgoto a céu aberto.

O pior ainda está por vir. Não coloco minhas fichas no impeachment de Júlio Casares, o pior presidente de nossa história. E com ele continuando, derrotado moralmente por, pelo menos, 180 votos pelo afastamento, só se mantendo no poder por mais um golpe na interpretação estatutária (ele é um cara que gosta de golpe, e conta com o apoio do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, também conhecido como Mijão), estará fadado ao fracasso total, com tudo, eu disse tudo sendo rejeitado pelo CD. Não conseguirá mais empréstimos, tomará um pé nos fundilhos do FDCI e tentará novos golpes para criar uma SAF e virar CEO. Ou seja: enquanto não destruir tudo o que existe no São Paulo, ele não vai sossegar.

Minha esperança está no Ministério Público e na Polícia. Acho que aí será nossa salvação.

Crise fica insustentável e renúncia de Júlio Casares se torna inevitável

A crise do São Paulo ganhou contornos insustentáveis. A reunião do Conselho Consultivo nesta terça-feira pode terminar com um indicativo para o afastamento definitivo de Júlio Casares da presidência, mas por questões internas, o aconselhamento para uma renúncia já deverá ser apresentado. 

A reunião acontecerá no escritório de Ives Gandra Martins, na Alameda Jaú, com a presença de nove conselheiros consultivos: Leco, Carlos Miguel Aidar, Paulo Amaral, José Carlos Ferreira Alves, Marcelo Pupo, José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Gandra Martins. Fernando Casal de Rey (nos Estados Unidos), Paulo Planet Buarque e Milton Neves (senis) não comparecerão. 

Júlio Casares foi intimado a comparecer e vai falar na primeira parte da reunião. Depois vai sair da sala e os conselheiros vão tomar uma decisão. Não existe poder de veto, mas um parecer pode ter bastante peso. 

Júlio Casares está isolado. Na noite desta segunda-feira, no clube, conselheiros de seu grupo de apoio se reuniram com ele e pediram que ele renuncie; o grupo de Dedé, antes uníssono, está rachado; as organizadas (Independente e Dragões), antes aliadas, emitiram notas pedindo sua renúncia. 

As gravações das conversas indecentes entre Douglas Schwartzmann e Mara Casares, a citação a Júlio e Márcio Carlomagno, a apuração do COAF com saques em dinheiro para a conta de Júlio Casares de R$ 1,5 milhão, além de movimentações atípicas de R$ 11 milhões em quatro anos, deixa claro a quadrilha que administra o São Paulo, formada pelos mesmos Jacks que tentaram roubar o clube em 2015 com a Far East. O modus operandi é o mesmo e os atores também. 

No clube, as informações que me chegam dão conta de que ele já caiu. Mas não caiu. Na realidade, só se renunciar. E, ao que me consta, está por horas disso acontecer. 

Enquanto isso a oposição prepara Harri Massis para assumir a presidência, com pouquíssimas condições para isso. Mas será respaldado por pessoas do Vanguarda, seu grupo político, que tem, entre outros, Marcelo Pupo e Leonardo Serafim. É só para piorar um pouquinhos as coisas.

Tudo isso a cinco dias de nossa estreia no Campeonato Paulista em Mirassol. Os males causador por essa quadrilha ainda nos darão muitas consequências pela frente.

Uma Super Live que entrou para a história

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Super Live realizada pela Frente Democrática em Defesa do São Paulo neste domingo, foi histórica. Com 12 horas de audiência e mais de 40 canais envolvidos diretamente, alcançou uma audiência superior a 4,5 milhões de torcedores, chacoalhando a cabeça dos dirigentes, conselheiros e torcedores que ainda permaneciam céticos com a administração nefasta do quase ex-presidente Júlio Casares.

Muitas informações nos chegaram ao longo do dia de que, por exemplo, os conselheiros do Consultivo estavam acompanhando a Super Live e conversando em grupos de WhatsApp. No fim do dia a informação vinda de duas fontes ligadas a dois conselheiros de que na reunião desta terça-feira, haverá uma tentativa de convencimento de Júlio Casares para que ele renuncie ao cargo.

Mas e se ele renunciar, para tudo? Dentro do clube sim, apesar que é um grande erro. Vale lembrar que Carlos Miguel Aidar renunciou, mas continua no Conselho Consultivo e como parte do acordo para sua renúncia, a investigação sobre a Far East foi colocada na gaveta por outro nefasto ex-presidente do Conselho, Marcelo Pupo. Mas no Ministério Público e na polícia tudo fica igual, independente dele ter renunciado ou não, pois o processo criminal é contra o cidadão Júlio Casares, enquanto (era) presidente do São Paulo.

Também soubemos de muitos conselheiros ligados ao presidente que durante o dia criticaram muito nossa Super Live sem Naming Raghts, mas que com o passar das horas foram se escondendo e admitindo uma vergonha extrema em ter que ainda defender esse presidente.

O mais gritante talvez tenha sido o vídeo de Ives Gandra Martins, conselheiro vitalício e membro do Consultivo. Ele a quem eu tantas vezes entrevistei na Bandeirantes e na Jovem Pan como grande constitucionalista. Agora acoberta atos golpistas, como fez com o praticado por Juvenal Juvêncio e depois com Júlio Casares. Acoberta atos prá lá de duvidosos como fez com Carlos Miguel Aidar, lhe dando guarida, e agora com Júlio Casares, defendendo uma grande pizza e que tudo seja jogado para baixo do tapete. Ou seja: se transformou num verme encobrindo outros vermes.

Mas foi uma honra poder participar da organização e elaboração da Super Live, como ter participado com todos os meus canais, que somados, ultrapassaram 150 mil ouvintes e telespectadores. Mais uma vez meu profundo agradecimento e a certeza, sem falsa modéstia, que fizemos história. E para fechar: #ForaCasares

Um acumula vices, outro títulos e nós escândalos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano de 2025 é daqueles que não vai acabar. 2026 vai chegar emendado nesse com as consequências que continuaremos sentindo, se aprofundando ainda mais por essa gestão maléfica e nefasta, de uma diretoria que exagerou no direito de errar e nos colocar em todas as páginas policiais, em detrimento das esportivas.

No campo, o ano foi aquele que já esperávamos. Padecemos em posições intermediárias de disputa do Paulista, da Copa do Brasil, da Libertadores e um mísero oitavo lugar no Brasileiro. Mas nos escândalos, ah, fomos campeões com diversas rodadas de antecedência.

Surpresa para alguém que me segue todas essas denúncias? Não. Já falamos aqui há algum tempo. Como sempre dissemos, faltava o detalhe final, que era a prova. E ela caiu no Globo Esporte. Não importa para quem. Importa é que foi divulgado.

A coletividade são-paulina ficou atônica e perplexa com os áudios “clandestinos” entre Douglas Jack Comissão Schwartzman e Mara “Cutaia” Casares, com aquela Adriana. Aliás, tida como heroína, só jogou tudo para o alto porque ficou sem o BMW da Osten. Interessante é que numa reunião de Marketing com a concessionária, quem representou o São Paulo foi o rei das comissões. Talvez isso explique a razão da Adriana ter ficado (para nossa sorte) sem o carro, pois ele foi parar com a esposa do rei das comissões.

Porém posso garantir que o mar de corrupção e desvio de dinheiro no São Paulo é tão monstruoso, que um simples camarote se tornará uma gota no oceano perto do mar de devastação.

Cito aqui alguns exemplos, que ainda irão estourar, pois estamos (todos os jornalistas que cobrem o São Paulo) apurando os desvios nas vendas de jogadores, a partir da Base, passando – e muito – pela Barra Funda; questões internas do clube com as Maquininhas do Dedé e a FGOAL, que liga Júlio Jack Casares e Mara Cutaia Casares; as comissões em todos os contratos feitos com terceiros dentro do clube, obra de Dedé. Tudo isso com a complacência, nunca se esqueçam, de um Conselho Deliberativo omisso. Ou melhor: conivente e cúmplice.

O importante é que lá atrás, eu e mais cinco ou seis companheiros gritávamos sozinhos e apanhávamos por muitos que nos julgavam torcedores de rivais e que só queríamos ver o fim do São Paulo. Não. Nós só antevimos o fato, sem paixões ou ódio. E hoje há o reconhecimento disso.

Não haverá Natal ou Dia Mundial da Paz. Neste clube. Nós não vamos parar e nem vamos permitir que esses calhordas curtam suas festas em paz. Até porque eles nos tiraram uma das maiores – se não a maior – alegrias da nossa vida, que é ver o São Paulo ganhando títulos. Portanto, o troco será dado, pelo bem desta instituição e felicidade de uma nação de 22 milhões de torcedores.

São Paulo encerra o ano de forma melancólica e, se for para a Libertadores, vai premiar a incompetência de um clube ultrapassado

O São Paulo não poderia terminar a temporada de forma mais melancólica do que o fez. A derrota para o Vitória no Barradão foi o selo de qualidade de nossa temporada e pode ser um cartão de visitas para 2026.

O mais engraçado, para não dizer tétrico, é que mesmo com tudo isso, ainda temos chance de beliscar uma pré-Libertadores. Para isso basta Cruzeiro ou Fluminense ganharem a Copa do Brasil e estaremos nela. Mas creiam: se isso acontecer, será a premiação da incompetência de um clube ultrapassado, enfiado em dívidas e gestão temerária, com atrasos de pagamento, entradas no Transfer Bank e outras calamidades nunca dantes cometidas por nenhuma diretoria.

Sim. Júlio Casares conseguiu reunir a incompetência de Leco, com as suspeitas que pairaram sobre Carlos Miguel Aidar e a ditadura golpista de Juvenal Juvêncio. Tudo com requinte de crueldade.

São Paulo na Libertadores, ainda que na fase preliminar, pode premiar a incompetência deste clube ultrapassado, que cometeu erros estratégicos ao longo dos últimos anos e parece não estar disposto a tomar o remédio amargo, porém necessário para voltar a brigar na primeira prateleira do futebol nacional.

O alto número de lesões, as contratações equivocadas, atrasos salariais, entre outros problemas enfrentados em 2025, só escancaram o enorme buraco no qual o São Paulo se encontra atualmente. Um clube que um dia foi referência em gestão, mas que hoje respira por aparelhos.

E que fique claro: Crespo não é o culpado pelo estado do clube e da equipe. Ao contrário, devemos a ele não estarmos no Z4 por aquela sequência de vitórias que conseguiu quando chegou e nos tirou do desespero. Pensem: terminamos em oitavo, mas apenas com oito pontos de diferença para quem foi rebaixado. Falei em seis jogos de vitórias consecutivas, que representam 18 pontos. Portanto, está aí a explicação de podermos, inclusive, sonhar com a pré-Libertadores.

Com base no que tem falado Muricy Ramalho, de que 2026 será mais difícil que 2025, começo a ter pesadelos antes do Natal. Por isso entendo que ir para a Libertadores com o que nós temos, só vai nos fazer passar mais uma imensa vergonha, algo que tem sido comum nessa diretoria maléfica.

O presidente moribundo agora nos dá um CEO, sem saber o que é isso.

Amigo são-paulino, essa diretoria moribunda do São Paulo, que só não caiu por conta do extremo egocentrismo e vaidade exacerbada deste presidente sem poder, agora criou um CEO. Sim, Marcio Carlomagno, que não tem competência profissional sequer para exercer o cargo que ostenta, o de superintendente de um clube gigante como o São Paulo, agora virou CEO.

Mais erros, que são infindáveis nessa que é, de longe, a mais maléfica diretoria de nossa história. Primeiro, porque não existe esse cargo no estatuto do São Paulo. Não bastasse isso, se olharmos o perfil de Marcio Carlomagno no Linkedin, veremos que ele foi assistente ou assessor de várias diretorias no São Paulo, nunca exercendo um cargo de destaque na iniciativa privada.

Júlio Casares, que está a um sopro de ser derrubado, continua casando males ao clube. Se durante cinco anos manteve Carlos Belmonte irregularmente na diretoria de Futebol, já que o estatuto prevê diretor remunerado e ele foi “abnegado” por ser conselheiro, agora inventa um cargo para dano do clube.

Aliás, sexta-feira, após os pedidos de demissão de Carlos Belmonte, Nelson Ferreira e Chapecó, eu esperava que Júlio Casares fosse usar a coletiva convocada para as 16h para anunciar a renúncia do cargo. Ele tem unanimidade entre os torcedores (contrários, lógico), já não ostenta mais a maioria no Conselho, vê uma lista de 41 assinaturas de conselheiros de oposição e outros 120 dissidentes da situação querendo assinar. Não há mais sustentabilidade para ele. Seu poder equivale a zero. Suas ordens são desdenhadas.

Casares deveria aproveitar esse requerimento e acatá-lo renunciando, como fez seu parceiro Carlos Miguel Aidar (sim, porque ambos fazem parte da República dos Jacks). Não esperar que o movimento tome mais corpo ainda e caminhe para um afastamento determinado pelo Conselho Deliberativo.

Não vou nem pedir para que ele deixe invadir o são-paulinismo para fazê-lo enxergar o mal que causa ao clube, porque sua vaidade não permitirá reconhecer. Não sei nem se existe algum são-paulinismo nele.

Então peço aqui que conselheiros da oposição e os dissidentes assinem logo esse documento e encaminhem a Conselho Deliberativo. Com tantas assinaturas, Olten Ayres de Abreu terá que tomar uma atitude, pois do contrário, ele também estará sujeito a afastamento.

A hora é essa, não pode tardar. E que se afundem presidente moribundo e CEO inexistente. Antes que se afunde o São Paulo de vez.