São Paulo resiste à pressão e altitude e traz ponto valioso

O São Paulo começou bem o mata-mata da Sul-Americana. O empate em 1 a 1 com o Bolívar na partida de ida das oitavas de final, 3.650 metros acima do nível do mar, em La Paz, a capital mais alta do mundo, é um bom resultado.

E foi uma noite para comemoração. Além do ponto conquistado, podendo resolver a classificação no Morumbi (se a Live Nation nos emprestar o estádio), alcançar as quartas de final e faturar um bom dinheiro para o caixa furado do clube, ainda tivemos três estreias que não decepcionaram: Newton, Domingos Duarte e Iago.

Meu destaque fica, principalmente, para Iago. Autor da cobrança de escanteio, que foi uma verdadeira assistência para o gol de Arboleda. Muito bom no combate corpo a corpo, ganhando quase todas as disputas de bola e dado consistência ao sistema defensivo. Mas Newton, que jogou mais como zagueiro do que como volante, também se deu muito bem. E Domingos Duarte, que teve um primeiro tempo fraco, muito inseguro, cresceu muito e ganhou todas as bolas por cima no segundo tempo.

Dorival Júnior escalou o São Paulo num 3-5-2. Newton, portanto, precisou atuar na zaga. O volante, mesmo fora de posição, mostrou segurança e ajudou Lucas Ramon na marcação pelo lado direito da defesa da equipe. Arboleda, em noite inspirada, também ganhou a maioria das bolas, e foi autor do gol.

Nesse sistema 3-5-2, Dorival liberou os laterais para avançar. Lucas Ramon esteve muito bem de novo, jogando praticamente sozinho pelo seu lado, enquanto Iago sobrava pelo lado esquerdo, repito, numa grande partida.

Ainda é cedo para dizer que o São Paulo resolveu problemas em três setores (meio, zaga e lateral esquerda) com os reforços, mas a maneira como os estreantes atuaram em circunstâncias adversas (fora de casa, a mais de 3 mil metro de altitude e num mata-mata) anima a torcida.

Por outro lado, outras peças importantes do time não foram bem. Apesar de ter feito uma ótima defesa no início do segundo tempo, o goleiro Rafael falhou no gol adversário; Calleri lutou muito, mas errou várias tentativas; Pablo Maia, seguramente, fez a pior partida de sua carreira no clube; Luciano vou outro jogador perdido; e Marcos Antônio, que alguns da grande mídia endeusam, sofreu na altitude.

Agora, o foco volta a ser o Campeonato Brasileiro. No sábado, às 21h, o São Paulo encara o Coritiba no Morumbi para tentar encerrar um longo jejum na competição. A última vitória da equipe foi no dia 25 de abril, contra o Mirassol, ainda pela 13ª rodada – agora, a 23ª será disputada no fim de semana. Será jogo de Copa do Mundo. Vou além: de final de Copa do Mundo. Temos que vencer ou vencer, não há outra alternativa.

2 comentários em “São Paulo resiste à pressão e altitude e traz ponto valioso

  1. Queimaram o Enzo?

    O clube atrasa pagamentos de um atleta titular do elenco. O atleta reclama. A solução: contratar outro jogador e torcer para ele performar bem.

    Troca o conhecido pelo desconhecido para não ter que tomar vergonha e pagar salários em dia.

    • O Enzo q errou nesta. Ao invés de tratar a questão nos bastidores, como ele fez, ele deveria ter ido embora pro Equador em um momento delicado da temporada, forçar o time a jogar desfalcado e sem poder poupar ninguém por 30 dias. E ai voltar no último segundo como se nada tivesse acontecido. Hoje ele seria titular novamente e estaria dando entrevistas como se fosse ídolo. Obviamente estou sendo irônico.

      Ser jogador do São Paulo deve ser um inferno. O time não tem critério algum pra tratar os jogadores. Isso vai criando um clima terrível entre os próprios jogadores, entre elenco e diretoria, e com a torcida que fica sem entender nada.

      O Artur é outro. Muito estranha a ausência dele dos jogos.

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