
Ao longo dos últimos anos, o zagueiro Robert Arboleda, hoje em litígio com o São Paulo, foi alvo de várias cobranças judiciais nas quais a Justiça não encontrou valores significativos na sua conta bancária ou patrimônio no Brasil – na última penhora, foram encontrados R$ 12 mil.
Com salário de jogador de ponta, Arboleda manteve um acordo com o São Paulo, registrado em contrato, que determinava que o clube pagasse parte da sua remuneração por meio de contas de terceiros, indicadas por ele e fora do Brasil.
A coluna teve acesso a documentos. O penúltimo contrato do zagueiro, válido entre 2022 e 2024, previa o pagamento de US$ 1,25 milhão líquido de impostos – na época algo em torno de R$ 6,5 milhões – em conta bancária a ser indicada por Arboleda diretamente no Equador, podendo ser em nome de terceiro.
O mesmo acordo ainda previa o pagamento de mais R$ 2,6 milhões em nome de uma empresa a ser indicada por Arboleda.
Os valores são referentes a direitos de imagem. O zagueiro e o São Paulo renovaram o contrato em julho de 2024. Na época, Arboleda já acumulava dívidas judiciais; com parte do que pagaria de luvas, o clube pagou cerca de R$ 640 mil em dívidas pessoais que o jogador tinha na Justiça.
Após o novo acordo, os pagamentos a Arboleda passaram a ser no Brasil, mas direcionados a um intermediário indicado pelo próprio jogador.
Arboleda viajou ao Equador sem avisar o São Paulo no último final de semana. Dias antes do abandono, teve R$ 12 mil em suas contas e um carro da marca Porsche penhorados, em uma dívida de mais de R$ 800 mil. Foi feito um acordo no processo, e o São Paulo depositará diretamente as parcelas da dívida.
O clube estuda cenários de rescisão com o zagueiro após o ato de indisciplina. Por enquanto, o caminho desejado é encontrar uma forma de encerrar o vínculo sem custos e evitando uma longa batalha judicial.
Fonte: Uol
Nota do PP: Casares fez do São Paulo avalista de Arboleda, na renovação do contrato. Agora mais essa: usar um doleiro (ilegal) para pagar salário dele fora do Brasil (ilegal também).
Coisa ridícula.
De um lado, um atleta que deveria estar rico, depois de tantos anos como profissional bem pago, afundado em dívidas e fugindo de credores.
Do outro lado, uma diretoria que rebaixa o clube a esse papel abjeto de apoiar o calote.
Cadeia já por sonegação fiscal… Lembro que o Al Capone só foi preso quando se comprovou que ele sonegava impostos.
Quem sabe a história se repete aqui no Bananil, digo: Brasil.