SP lida com crise política e investigações em meio a planejamento para 2026

O São Paulo tem lidado com diversos problemas extracampo enquanto planeja sua próxima temporada. Em lados quase opostos da cidade, CT da Barra Funda, casa do futebol profissional, e Morumbis, casa do comando do clube, vivem momentos igualmente tensos.

Desde o início da semana, o presidente Julio Casares e seus pares têm vivido dias de pressão. A denúncia feita pelo ge sobre um esquema de exploração clandestina de um camarote em dia de shows no Morumbis teve impacto imediato.

Os diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares, próximos a Casares, pediram licença de seus cargos. De imediato, grupos de oposição e até da situação, como o do próprio presidente, protocolaram documentos no Conselho Deliberativo pedindo rigidez no processo de investigação contra a dupla, que admitiu fazer parte do esquema, e até que ambos sejam expulsos do clube.

Na quarta-feira, durante reunião no Conselho Deliberativo para discutir o orçamento para 2026, Casares foi mais uma vez pressionado, assim como seus principais aliados.

Do lado de fora do salão em que se reuniam conselheiros no Morumbis, torcedores protestaram e também pediram a expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares. A reunião precisou ser brevemente interrompida, e a Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança.

Em meio a protestos e movimentações políticas no São Paulo, o Ministério Público de São Paulo entrou em cena. Na última quinta, o Ministério Público solicitou um inquérito policial do esquema revelado pelo ge. Agora, os envolvidos serão ouvidos.

O São Paulo, antes mesmo de o caso chegar ao Ministério Público, abriu duas sindicâncias, uma interna e outra externa, para, por conta própria, tentar investigar o que aconteceu, também ouvindo envolvidos.

O caso também foi parar na Comissão de Ética do Conselho Deliberativo do clube. A tendência é de que os conselheiros desta comissão aguardem o fim das sindicâncias para preparar um relatório sugerindo ou não punições aos diretores envolvidos. O Estatuto Social do São Paulo prevê até expulsão para casos assim.

E o futebol?
Enquanto o Morumbis lida com problemas extracampo, no CT da Barra Funda a cúpula do futebol trabalha para reforçar o elenco do técnico Hernán Crespo em 2026. Apesar da distância, o departamento também não fica longe da crise.

A negociação mais avançada neste momento é pela contratação do volante Danielzinho, do Mirassol. A tendência é de que o meio-campista assine contrato até o fim de 2027 com o São Paulo. O anúncio deve ser realizado nos próximos dias.

O Tricolor também negocia uma troca com o Botafogo. O clube deve mandar o zagueiro Ferraresi, o volante Pablo Maia e o meia Rodriguinho para o Alvinegro, mas os nomes que reforçarão o São Paulo ainda são mantidos em sigilo.

Outras negociações em andamento são pela contratação dos zagueiros Jemmes, do Mirassol, e Gastón Avila, do Alax. Essas conversas estão em estágio menos avançado.

De olho no mercado, o São Paulo precisou lidar, nos últimos dias, com um problema grave em seu departamento médico.

Na terça-feira, o São Paulo e o nutrólogo Eduardo Rauen rescindiram contrato. O médico foi o responsável por indicar e aplicar canetas emagrecedoras, de tizerpatida, em dois atletas do elenco do Tricolor. Segundo reportagem do Uol, o medicamento foi adquirido a partir de um vendedor sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fornecer o produto.

O São Paulo volta aos treinamentos no dia 2 de janeiro, de olho no Campeonato Paulista, na Copa do Brasil, no Brasileirão e na Sul-Americana, as competições que vai disputar em 2026.

Um comentário em “SP lida com crise política e investigações em meio a planejamento para 2026

  1. Precisa separar urgentemente o social do futebol, a verdade é que o torcedor não aguenta mais sequer ouvir falar em social, eles que se mantenham com seus próprios recursos inclusive nos custos p/ seus eventos (ex. Festa junina), é nomeado um presidente p/ o social e eles ficam la sem incomodar.
    Ja o o futebol,com o spfc arrecadando 900mi precisa ser gerido com o profissionalismo correspondente a um clube que fatura o mesmo que uma gde empresa, é bem óbvio que precisa separar.

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