São Paulo descobre lesão antiga de Carleto e faz correção dupla no joelho

Quando Carleto deixou o gramado do Independência com dores no joelho direito no último dia 2, em jogo contra o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, o departamento médico do São Paulo já imaginava que a lesão do atleta era grave. Tempo previsto de recuperação: aproximadamente seis meses.

O que não imaginavam e nem sabiam era que, além do rompimento do ligamento cruzado anterior, o lateral-esquerdo tinha também um pequeno problema no ligamento posterior, aumentando o período estimado de retorno para nove meses.

– Ele já tinha uma lesão pré-existente, parcial do ligamento posterior, mas que estava adaptada, pois era parcial. Quando rompeu o anterior (contra o Atlético-MG), prejudicou o que tinha de bom no posterior também. Foi uma reconstrução dos dois ligamentos – disse Renê Abdalla, médico responsável pela cirurgia do são-paulino.

De acordo com José Sanchez, médico do Tricolor, nem o próprio Carleto sabia da outra lesão. Em contato com a reportagem, explicou que a lesão antiga do camisa 16 era estável e, por ter atuado nos últimos anos, não havia necessidade de uma intervenção cirúrgica:

– Não faz parte da rotina fazer exame do joelho. Para isso, faz-se uma ressonância, em um lugar especializado, laboratório… Nem ele sabia (da lesão). Lembrou de um problema, lá atrás, quando era juvenil provavelmente. E mesmo se eu fizesse (a ressonância), não iria corrigir, pois teria que fazer ele parar por meses. Ele ia me matar.

José Sanchez, médico do São Paulo, em entrevista ao LANCE!Net:

Por que agora teve a necessidade de intervir no ligamento posterior?
Como ele teve a lesão no cruzado anterior, você está colocando enxerto (transplante de tecido) ali e se não mexer no posterior, corre o risco de prejudicar a cirurgia. Foi uma lesão aguda, traumática no anterior. Se não tivesse essa lesão (recente), ele poderia jogar até aposentar e não descobrir que tinha.

Então é natural que um atleta com uma lesão estável jogue… Não há risco grande de “estourar”?
Não. Desde que ele chegou no São Paulo, nunca teve nenhuma queixa. Inclusive saiu do clube, voltou. Santos e Fluminense nunca nos passaram nenhuma grave lesão no profissional também. Ele lembra de um episódio no juvenil.

A lesão tem alguma semelhança com a do Cañete em 2011?
As lesões são no mesmo ligamento, mas não têm nada a ver, porque a do Cañete foi muito mais aguda.
Fonte: Lance

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