O São Paulo precisou fazer uma engenharia financeira que inclui o uso de criptomoedas para concretizar a compra do meio-campista Giuliano Galoppo. O jogador pertencia ao Banfield, da Argentina, e foi anunciado pelo Tricolor na última terça-feira.
Sem fluxo de caixa por uma dívida que se aproximou dos R$ 700 milhões, de acordo com o último balanço financeiro divulgado, o São Paulo traçou como objetivo a busca por parceiros para arcar com a transferência. Segundo apurou o ge, o valor foi de 4 milhões de dólares (R$ 21,2 milhões) para ter a promessa argentina.
Definidos os parceiros, o clube chegou ao modelo para pagar esses mais de R$ 21 milhões ao Banfield: por meio de criptomoedas (moedas digitais), um método pouco tradicional no futebol brasileiro, mas que já é visto com mais frequência na Europa.
Com dificuldades de achar investidores no mercado, o clube recorreu aos seus atuais patrocinadores. A “Bitso”, empresa de venda e compra de criptomoedas e parceira do São Paulo, foi a responsável por viabilizar o modelo. Os pagamentos serão parcelados.
– A gente compra uma criptomoeda que definimos o valor com o Banfield, com uma consultoria da Bitso. O Banfield abre uma conta na Bitso da Argentina e fazemos a transferência através da criptomoeda – explicou Eduardo Toni, diretor-executivo de marketing do Tricolor, em entrevista ao ge.
No ano passado, o Paris Saint-Germain anunciou que utilizou criptomoedas para concluir a negociação com o atacante Lionel Messi. De acordo com o clube francês, o jogador argentino recebeu “$PSG fan tokens” como parte do pagamento das “luvas” pela assinatura do contrato.
O pagamento de salários de Giuliano Galoppo, no entanto, será da forma tradicional, sem a utilização de criptomoedas.
Devo ser muito burro porque não entendo a vantagem de se negociar em criptomoedas. Dado às últimas baixas, pode muito bem ser uma “bomba no pé”, caso as moedas voltem a performar como no ano passado.
Ou o São Paulo está garimpando e nós não sabemos.
Quem viver verá!!!