Carlinhos trabalha nas férias e diz: “Muita lenha para queimar”

Sem ter uma comunicação oficial do São Paulo sobre seu futuro, o lateral-esquerdo Carlinhos está disposto a fazer de 2017 um ano bem melhor do que os anos anteriores, independentemente da camisa que vestir. Para isso, já iniciou um trabalho físico específico para prevenir os problemas na coxa que o atrapalharam na tentativa de ter uma boa sequência. A motivação, garante ele, está mais alta do que nunca.

Carlinhos, São paulo (Foto: Fred Huber)Carlinhos faz trabalho de reequilíbrio muscular com o fisioterapeuta Gilvan Oliveira (Foto: Fred Huber)

– Passei dois anos abaixo da expectativa. Primeiro para mim, que sei o que posso produzir, e depois para o clube que me contratou. Estou treinando desde o dia 16 em dois períodos. Tenho certeza de que vou chegar muito bem na pré-temporada. Sei da minha qualidade, tenho 29 anos e muita lenha para queimar – disse o lateral.

O responsável por orientar Carlinhos em sua preparação nas férias é o fisioterapeuta Gilvan Oliveira, que trabalhava nos Emirados Árabes e voltou especialmente para esta missão. Ele explicou que desenvolveu um trabalho para que o lateral melhore seu equilíbrio muscular e, desta forma, fique mais longe de lesões. A aposta de Gilvan é de que o jogador estará em ótimas condições em janeiro.

– Combinamos de fazer esse trabalho, de fazer de 2017 um ano diferente, assim como foram os anos dele no Fluminense. Juntei alguns profissionais de confiança para fazer um mapeamento com vários profissionais diferentes da área da saúde… exames, testes, e Chegamos a uma conclusão de um trabalho. Desde o dia 16 começamos o reequilíbrio muscular e estamos crescendo dia a dia, deixando ele apto a voltar às atividades. Acredito que em janeiro ele será um dos primeiros do grupo quando se apresentar. Está bem fisicamente e psicologicamente. O histórico que ele apresentou não acredito que vai ter mais. Eram coisas que ele precisava ajustar, de um cuidado especial. Ele tem histórico de seleção brasileira, premiações individuais… e tem objetivos ambiciosos para 2017. Então, temos bastante trabalho pela frente.

Carlinhos, São paulo (Foto: Fred Huber)Carlinhos espera não ter mais problemas na coxa em 2017
(Foto: Fred Huber)

Em entrevista ao GloboEsporte.com, Carlinhos fez um balanço sobre sua passagem pelo São Paulo até agora e disse que, apesar de ver pontos positivos de ter sido escalado em diversas posições, fica com a sensação de que teria sido interessante para ele ser mais utilizado na lateral esquerda, função que o levou para seleção brasileira.

Em seu condomínio no Rio de Janeiro, cidade que se tornou sua segunda casa, ele comentou sobre os pedidos dos torcedores para retornar ao Fluminense e também de outros clubes cariocas.

Confira a entrevista completa com Carlinhos:

GloboEsporte.com: Com este trabalho físico nas férias, em qual condição você acredita que chegará na hora de iniciar a pré-temporada de 2017?

Carlinhos: Passei dois anos abaixo da expectativa. Primeiro para mim, que sei o que posso produzir, e depois para o clube que me contratou, colocou uma expectativa grande. Foi a segunda indicação do Muricy. Foi muito abaixo daquilo que eu esperava. Então, resolvi esse ano entender melhor as coisas e busquei as pessoas que já me ajudaram. Trouxe um fisioterapeuta da minha total confiança para ficar comigo durante o ano. Estou treinando desde o dia 16 em dois períodos. Tenho certeza de que vou chegar muito bem na pré-temporada.

O que você já sabe sobre seu futuro? Houve comunicado do São Paulo?

Um fala uma coisa, outro fala outra… Mas quem sabe da minha vida profissional são meus empresários e o meu clube. Tenho contrato com o São Paulo até 2017. Até me reapresentar, saber o que vai acontecer de uma forma oficial, aí vou saber o meu destino. O que sei é que tenho contrato ainda.

 Acredita que os problemas com lesões fizeram você não conseguir o sucesso que teve no Fluminense?

O clube quando contrata um atleta, ainda mais o São Paulo, ele pesquisa. Eu fazia mais de 50 jogos por ano. No São Paulo eu passei dois anos e, se não me engano, fiz 60 jogos. Alguma coisa deu errado. As lesões atrapalharam. Com toda a estrutura que o clube tem, eu achei que poderia alavancar ainda mais a minha carreira. Mas, infelizmente, tem coisas que acontecem que não são da forma como nós pensamos.

 Durante este seu período no São Paulo, você desempenhou diversas funções. Como foi isso?

Começou com o Osório. Quando ele chegou era um time, e depois com dois, três meses era outro totalmente diferente porque houve muitas vendas. Dentro do elenco ele procurou jogadores que poderiam fazer mais funções. Conversou comigo, e eu disse que tinha jogado em outras funções na base. Aí ele me colocou para treinar e jogar na ponta direita. Imagina (risos). É difícil as pessoas aceitarem as mudanças. Joguei também de ponta esquerda, terceiro homem de meio de campo, de volante… Depois o Osório foi embora, mas continuou a mesma coisa com o Patón Bauza. Com ele joguei mais pela ponta esquerda. Depois veio o Ricardo Gomes, e com ele também joguei mais de ponta e em outras posições do que na minha. Foram muitas coisas boas, serviu para eu saber que poderia fazer mais coisas, o que é importante.

Além de aspectos positivos houve também negativos?

 Eu sou lateral-esquerdo. Sempre quis jogar de lateral-esquerdo. O trabalho que estou fazendo agora é para jogar como lateral-esquerdo. Eu gostei porque não sabemos o dia de amanhã, e os anos vão passando. Mas claro que tem a parte ruim de não ter conseguido jogar tantas vezes na minha posição. Se for buscar, nestes dois anos de São Paulo acho que não fiz cinco jogos consecutivos como lateral-esquerdo.

Por que você escolheu o Rio para passar suas férias e realizar este trabalho?

O Rio é minha segunda casa. Quando chego aqui, muda tudo. A autoestima melhora. Tenho um apartamento desde a época em que jogava no Fluminense, e sempre que tenho a oportunidade eu aproveito para curtir. Tenho muitos amigos tricolores, e gosto muito daqui. Vou passar o réveillon aqui.

Escuta muitos pedidos dos torcedores do Flu para retornar?

Agora que se passaram dois anos, até torcedores de outros clubes me pedem. É variado. Tenho uma história no Fluminense, um carinho grande, e por isso fico mais ligado no Fluminense, mas outros torcedores, como do Vasco, pedem também.

Carlinhos, São paulo (Foto: Fred Huber)Carlinhos ainda tem contrato com o São Paulo (Foto: Fred Huber)


Então estão faltando laterais-esquerdos no futebol carioca?

Acho que não é nem só no Rio, é no Brasil. Está precisando. A minha parte estou fazendo, porque os dois últimos anos deixaram a desejar. Sei da minha qualidade, tenho 29 anos e muita lenha para queimar.

Essa carência que você citou te dá mais ânimo para tentar dar a volta por cima e novamente estar em alto nível? 

O mais difícil depois de se chegar em um alto nível é se manter. Quando saí do Fluminense para o São Paulo, eu imaginei que iria conseguir manter, mas não consegui. Por quê? São vários itens que podem ser ditos, mas não vai ter uma conclusão. Nem todos os jogadores conseguem manter. Mas tendo a humildade de saber, de procurar e querer voltar é o mais importante.

Fonte: Globo Esporte

3 comentários em “Carlinhos trabalha nas férias e diz: “Muita lenha para queimar”

  1. Tem muita lenha pra gastar no Reffis, isso sim!

    Mais um chinelinho indicado pelo Burricy que graças a Deus se aposentou e parou de enganar por ai.

    Carlinhos, fica ai no Rio mesmo, não precisa voltar.

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