Pesadelo de Ney: quase metade dos gols sofridos saiu de cruzamentos

A derrota para o Goiás, na semana passada, foi o resumo do grande problema que o São Paulo vem enfrentando em 2013. Enquanto Ney Franco sonha com a contratação de atacantes, a defesa liderada pelo pentacampeão Lúcio não se encontra. Dos 38 gols sofridos pelo Tricolor na temporada, quase metade saiu em cruzamentos para a área de Rogério Ceni.

A rede são-paulina foi balançada 16 vezes nesse tipo de jogada somando Taça Libertadores, Campeonato Paulista e Brasileirão. Os números preocupam o técnico Ney Franco, que passou a fazer treinamentos específicos com a defesa para evitá-los. No entanto, o resultado ainda não apareceu.

No torneio sul-americano, os problemas apareceram logo na fase prévia, em que a equipe não teve dificuldades para superar o Bolívar em dois jogos. Após vencer por 5 a 0, no Morumbi, o time foi derrotado por 4 a 2, em La Paz, sendo vazado duas vezes de cabeça.

Os erros continuaram na fase de grupos, quando o Tricolor sofreu para ficar com uma das duas vagas. Na estreia, um gol de cabeça e outro de cruzamento na derrota por 2 a 1 para o Galo. Diante do Strongest, no Morumbi, um partindo de escanteio. Na Argentina, a derrota para o Arsenal foi construída com gols que saíram de rebotes da zaga após levantamentos.

São Paulo treino (Foto: Carlos Augusto Ferrari)Elenco do São Paulo treina jogadas de bolas paradas no CT de Cotia (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

Já nas oitavas, contra o mesmo Atlético-MG, o sonho da classificação começou acabar em um escanteio. Ronaldinho marcou de cabeça em vacilo dos defensores (Lúcio havia acabado de ser expulso) e abriu caminho para a virada por 2 a 1, no Morumbi. No segundo duelo, o triunfo por 4 a 1 garantiu os mineiros nas quartas de final.

Até mesmo contra adversários teoricamente mais fracos no estadual o São Paulo sofreu. O time levou gols de cabeça de Atlético Sorocaba, Santos, Oeste e XV de Piracicaba, além de outros em cruzamentos diante de União Barbarense, Santos novamente, Guarani e Ituano.

O Tricolor também não engrenou uma dupla de zaga titular desde o início do ano. Lúcio, que também esteve na reserva, foi quem mais atuou, formando parceria com todos os outros defensores do elenco: Rhodolfo começou, depois perdeu espaço para Rafael Toloi. Edson Silva assumiu a vaga, mas já voltou para a reserva. Agora, Paulo Miranda, lateral até o fim da Libertadores, tem a chance dele.

Os erros do setor, aliás, fizeram a diretoria observar o mercado. Cléber, da Ponte Preta, chegou a interessar, mas o negócio não vingou. Nas últimas semanas, os dirigentes revelaram que o clube quase acertou com um zagueiro brasileiro que atua na Europa – o nome não foi revelado.

A zaga são-paulina será testada novamente na quarta-feira. A equipe enfrenta o Grêmio, quarta-feira, às 22h, na Arena, pelo Brasileirão.

 

Fonte: Globo Esporte

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