Rafael revela ajuda secreta do avô e conta suas histórias de pescador

A rua estava toda pintada de verde e amarelo. Bandeiras penduradas nas casas. Ali, no meio de tudo, cada vizinho trazia uma cadeira e sentava em frente a uma única TV de 14 polegadas para assistir ao jogo da Seleção. Essa é minha primeira lembrança relacionada ao futebol.

Isso e um grito que vinha da televisão de tempos em tempos.

– Taffarel! Sai que é sua, Taffarel!
Aquilo ecoava dentro de mim. Taffarel… Rafael… Na época, eu tinha cinco anos e foi ali que tomei uma decisão: queria ser goleiro.

Só que a minha mãe… Minha mãe não queria, não (risos). Ela não gostava da ideia de ver o filho se jogando no cimento da quadrinha e levando bolada. Só que quando ela via, já era tarde: lá estava eu sendo o goleiro do time. E foi sempre assim.

Ela tinha certa razão em ter medo, sabe? Já quebrei o nariz três vezes, dedo então… Mas faz parte da profissão. Pois é, profissão. Não foi fácil convencê-los que eu podia associar a palavra goleiro à palavra profissão.

É que ninguém nunca jogou bola na minha família. Nem meus pais, nem meus irmãos, nada. Tudo que conquistaram na vida foi na base do estudo, e eles queriam me proteger. Hoje eu sou pai e entendo. Na época, não entendia muito, não. Eu fiquei mais de um ano na orelha do meu pai até conseguir o que queria. Viver do futebol era meu sonho.

O primeiro a perceber isso, até antes de mim, foi meu avô. Escondido do meu pai para não tomar uma bronca, ele arrumou um teste para mim no Tombense, time da cidade onde ele morava. Fui nas férias, fiz três treinos e passei. Pedi ao meu pai para ficar, morar com meu avô, mas ele não deixou.

Voltei para a minha escolinha e logo depois fui disputar um torneio no Espírito Santo. O Vasco me viu e me fez um convite. Eles ligaram para o meu pai e já pediram a conta dele para enviar o valor da passagem para o Japão, pois iriam disputar um torneio lá e precisavam de mim.

Eu estava do lado do meu pai, só escutando. Aí você imagina: eu, que só conhecia Minas Gerais e Espírito Santo, ir morar no Rio de Janeiro e viajar para o Japão? Loucura! Mas meu pai… Meu pai respondeu:

– Tá louco? Meu filho com 11 anos ir para o Rio de Janeiro morar sozinho? Não.

O próximo clube que surgiu foi o Cruzeiro. Na noite anterior à viagem para o teste, eu abri a bíblia em casa e fiz uma oração pedindo ajuda para passar no teste porque era aquilo que eu queria fazer da minha vida. Acho que foi naquela noite que percebi que as coisas estavam ficando sérias e que eu podia, mesmo, unir as palavras goleiro e profissão na minha vida. Eu passei no teste, mas meu pai também não me deixou ficar…

Reunião familiar
O cenário mudaria depois de uma noite em que meus pais se reuniram enquanto eu dormia. Os detalhes, claro, eu só soube depois, mas eles sentaram para discutir: e se o Rafael realmente tiver capacidade de se tornar um jogador profissional e a gente está barrando o sonho dele? Ele pode jogar isso na nossa cara o resto da vida, que não foi jogador por nossa culpa. Temos que dar esse suporte. E aí me deixaram fazer um teste de novo.

E eu joguei na cara deles foi logo no primeiro dia (risos).

– Ih, você demorou muito para vir. Agora já temos cinco goleiros da sua categoria e estamos com dificuldade de mandar um embora. Agora você vai ter que provar muito mais para poder ficar – foi o que me disse o diretor do Cruzeiro quando voltei.

Na época, cada categoria tinha quatro goleiros. Eles já estavam com um a mais. E aí tinha eu. Peguei o telefone e liguei para os meus pais chorando:

– Tá vendo, vocês não me deixaram vir, agora não vou conseguir passar!

 

Não era verdade. O novo teste era de uma semana, mas me aprovaram no terceiro dia e já fui relacionado para o jogo seguinte. Era pra passar uma semana em Belo Horizonte e, no fim, já fiquei um mês direto na concentração. Meus pais precisaram ir até lá levar os documentos para minha transferência.

Morar longe de casa com 12 anos não foi fácil. Dá saudade e você acaba perdendo grande parte da sua infância. Acho que fui em umas três festas de 15 anos. A gente perde essa parte de confraternização. Mas eu amadureci muito rápido. Quando voltava para minha cidade, via meus amigos pensando em passar na escola, curtir a vida e brincar, enquanto eu já tinha uma responsabilidade muito grande, um trabalho, um propósito.

É difícil abrir mão da sua infância para ser jogador, mas se hoje eu vivo esse sonho foi graças à criança de 13 anos que teve coragem de enfrentar esses desafios. E eu sou grato a ela.
A primeira crise
Quando eu tinha 14 anos, fui promovido para a categoria de cima e jogava com meninos até dois anos mais velhos. Eu era só o terceiro goleiro, mas o treinador optou por me dar uma chance no intervalo de um amistoso.

Estávamos ganhando de 1 a 0. No meu primeiro lance, o cara chutou, e a bola passou entre as minhas mãos. Gol deles, empate e falha minha. Para o meu desespero, no último lance do jogo, eles conseguiram virar a partida.

Cara, era meu primeiro jogo na categoria, expectativa lá em cima e a frustração pelo desempenho. Saindo de campo, o treinador de goleiros encosta em mim e fala

– O treinador não vai mais confiar em você, coloquei minha mão no fogo para você ter essa oportunidade…

Eu não consegui segurar. Comecei a chorar, fui para o vestiário, tomei banho chorando e achando que era o final da minha carreira. Decidi que queria voltar para casa. Arrumei minhas coisas e ia saindo para a rodoviária, mas na base menor de idade precisava de autorização para sair sozinho.

Entre ligar para o diretor e para o meu pai, escolhi meu pai. Nem falei muito, só pedi para me autorizar porque estava com saudade e queria vê-los. Mas meu pai não caiu nessa.

– Peraí, com essa voz de choro? O que está acontecendo?

Contei chorando e falei: não queria mais jogar, queria voltar para casa e estudar. Meus pais ficaram duas horas e meia comigo no telefone neste dia. Eu estava decidido a desistir. Eles estavam decididos que eu não podia fazer isso.

– Na primeira pedra no seu caminho, na primeira falha, você vai desistir? Isso vai acontecer mais vezes na sua vida. Pessoas dizendo que você não vai conseguir, vai ter o tempo todo. É o momento de ser mais forte, levantar a cabeça e mostrar que eles estão errados. Agora é que você vai ficar. Não vou te liberar e não vou te aceitar em casa. Você vai provar pra esse treinador que você merece jogar. Vai provar que você é diferente.

Quando eu estava à beira de desistir do futebol, foram eles que me reergueram. Foram e ainda são a base de tudo para que eu pudesse jogar. Ligo para eles depois de cada jogo para saber o que eles acharam. Eles não perdem um. Depois de tanta preocupação quando eu tinha 11 anos, eles fizeram do meu sonho, o sonho deles.

A realização do avô
Meu avô não gostava muito de futebol, talvez por isso ninguém na minha família tenha jogado. Ele só assistia novela e, quando eu comecei com essa história de bola, falava que só veria um jogo meu quando passasse na televisão. Só que naquela época os jogos de base não eram transmitidos. Ele não conseguia me ver jogando no Cruzeiro.

Depois, ele começou a ter problemas de saúde e faleceu quando eu tinha acabado de subir para o profissional do Cruzeiro.

Muito tempo depois, eu conversava com uma tia que morava com ele e ela me contou algo que eu não soube na época. Em seus últimos dias de vida, ele ficou muito feliz porque pôde me assistir jogar: nós chegamos à final da Copa São Paulo e essa partida em específico era transmitida na TV.

Eu não sabia, mas ainda em vida ele pôde me ver jogar e ser campeão. Saber disso me deixou muito feliz porque foi ele que acreditou no meu sonho quando nem imaginava que aquilo se tornaria o sonho da minha vida.

Eu fiz mais de 100 jogos pelo Cruzeiro, tive muitos bons momentos, ganhei maturidade para entender que, mesmo quando não jogava, o meu trabalho era importante para o grupo. Aprendi que você estar entre os 11 titulares é uma escolha do treinador, mas o que você é no dia a dia, o que você pode agregar para o todo, é uma escolha sua. Isso que tento passar aos mais jovens.

A depressão e a culpa
Eu tive umas sete reuniões com o Cruzeiro, conversas de todas as maneiras e até mesmo o presidente me falou que o único jeito seria entrando na Justiça. Ele não via possibilidades de me deixar resolver de forma amigável. Tanto que acho que foi o único que fez acordo com o clube depois. Sou muito grato ao Cruzeiro, vivi uma história maravilhosa e guardo com muito carinho. E, então, veio o Atlético.

A rivalidade em Minas Gerais é muito grande. Eu sabia das consequências de trocar o Cruzeiro pelo Atlético, das porradas que ia levar, mas era importante para meu desenvolvimento profissional. Eu estava preparado para a decisão que tomei, mas minha família não estava.

Eu falava para minha mãe não ver nada, mas sabe como é mãe. Ela via e não aceitava aquilo: me ligava, pedia para contar o que tinha acontecido de verdade, querendo me defender e com raiva daquilo tudo. E eu falava pra ela:

– Mãe, nós sabemos o que aconteceu, mas por mais que explique, temos que entender o contexto, as pessoas estão magoadas, elas não querem entender.

Ela não concordava e, quando vi, tinha entrado em depressão e teve que tomar remédios. Pô, ver minha mãe sofrendo por uma decisão minha… Não era fácil.

Torcedores, que nem são torcedores, são bandidos, descobriram o telefone da minha esposa, começaram a ameaçar, falar que iam matá-la, a família dela, que sabiam onde eles moravam…

Vejo minha esposa entrando em um quadro de depressão, minha mãe já com depressão, meu pai triste… Foi um dos momentos mais difíceis da minha carreira porque uma decisão minha tinha afetado muito as pessoas que eu amo. E eu não podia fazer nada. Isso mexeu comigo.
Eu tive que ser forte porque era a única opção que tinha. Forte por mim e forte por eles. Segurar a barra e esperar as coisas melhorarem. O tempo traz conforto e as coisas foram ficando mais tranquilas. Vivi coisas especiais no Atlético, títulos também.

Foi uma fase que me ensinou a ser forte e a superar. Foi de muita aprendizado. Hoje, a gente absorve muito menos tudo que vem de fora.

O sorriso que mudou tudo
A Bruna estava grávida, a gente tinha acabado de mudar de casa em Belo Horizonte, o Atlético tinha recém-renovado meu contrato por mais três anos, o Rodrigo Caetano dizendo que eu não ia sair porque era muito importante para o projeto dele. E aí veio o São Paulo.

Eu estava viajando quando o Fábio, meu empresário, me ligou. Coloquei no alto-falante e ele falou que tinha uma possibilidade de São Paulo. Fiquei feliz pela oportunidade e desliguei o telefone.

Quando eu olho para a Bruna, ela está me encarando e diz:

– Eu nunca vi esse sorriso no seu rosto. Não sei por que, mas você tem que ir para lá.
Eu não tinha percebido o sorriso. Foi ela. Ligo de novo para o Fábio e peço:

– Faz um favor? Não sai de lá sem conseguir fechar esse negócio.

Foi uma confusão danada, mas deu certo. Agradeço a ele, ao Rodrigo Caetano e ao Atlético, que entenderam que era um pedido pessoal.

Eu fui muito bem recebido no São Paulo. Cheguei com uma responsabilidade muito grande de vestir a camisa que foi do Zetti, do Rogério Ceni e de tantos outros. Mas, ao mesmo tempo, tive o Rui (Costa) e o Muricy que sempre acreditaram em mim. Então, todo aquele nervosismo de chegar ao São Paulo acabou diluído por essa confiança. E fez com que eu quisesse retribuir em campo.

Eu vivo um sonho de vestir essa camisa.
No São Paulo, a pressão é o tempo todo para você ganhar e toda derrota é momento de crise e difícil de gerenciar. Mas não vejo como uma dificuldade. É uma honra.

Vivi tantos momentos mágicos, mas se tivesse que escolher um seria a final da Supercopa por estar com minha família no estádio. Ainda mais da maneira como foi, nos pênaltis e comemorando um título.

Foi aqui que vivi meu ápice de chegar à seleção brasileira e conhecer o cara que me despertou para ser goleiro: Taffarel. Nem nos meus maiores sonhos podia imaginar que isso poderia acontecer na minha vida.

 

Completar 200 jogos com essa camisa só me faz relembrar o quão realizado eu sou aqui. Falo isso de verdade. Eu amo vir aqui treinar, jogar, sou tão grato ao torcedor que sempre depositou confiança em mim. Passamos por muitas coisas nesses 200 jogos e espero passar por muitas mais, muitas conquistas. Agora vamos dobrar a meta! E se chegarmos nos 400, a gente dobra de novo.

Já falei: se o São Paulo quiser um contrato vitalício, minha assinatura eles já têm.
O dono da balança
A cada 15 dias, no máximo, eu preciso ir para minha terapia, que é pescar. Às vezes, quando está corrido, eu treino pela manhã e vou à tarde. Ali, eu me desligo do mundo. Agora ando indo com o Tolói e o Coronel, dois mato-grossenses muito mentirosos. Olha, é cada história (risos).

Eu não conto mentiras, não. Um dia, quando parar de jogar e for levar meus netos para pescar, eu nem penso em contar de futebol para eles. Não… Eu quero mesmo é contar do tamanho dos peixes que eu já peguei!

E é o seguinte: a balança é minha, a régua é minha e o tamanho é meu. Já peguei peixe de uns 60 e poucos quilos. Você tá rindo, aí? Não tá acreditando? Mas eu tô falando a verdade. É que a balança vai até 40kg só, mas daí para frente é meu olho clínico para peixe, mesmo…

 

Fonte: Globo Esporte

 

Rogério Ceni é freguês do São Paulo como treinador

Neste domingo, o São Paulo enfrenta o Bahia às 16h (de Brasília), no Morumbis, em jogo válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Tricolor Paulista, invicto há três jogos, reencontrará Rogério Ceni, ídolo histórico do clube, que atualmente treina a equipe baiana.

Ídolo
Ceni tem uma vasta história no Morumbi e é considerado por muitos torcedores como o maior ídolo do São Paulo, clube em que começou na carreira, tanto como jogador quanto fora dos gramados.

Em sua primeira passagem como treinador do clube, em 2017, o ex-goleiro comandou a equipe por 35 jogos. Após períodos em Fortaleza, Cruzeiro e Flamengo, Rogério retornou ao São Paulo em 2021 e permaneceu no cargo até abril de 2023, estando à beira dos gramados em outras 107 ocasiões.

Na carreira, Ceni enfrentou o São Paulo em 13 oportunidades, das quais perdeu 11. Nos outros dois jogos, Rogério venceu uma vez e empatou outra. Contra Roger Machado, no entanto, o retrospecto é equilibrado. Foram nove confrontos, com três vitórias para cada lado e três empates.

Carreira como jogador
Como jogador, Rogério passou a carreira toda (1990–2015) no São Paulo. Foram 1237 jogos oficiais pelo clube e 131 gols marcados, além de 18 títulos conquistados.

 

Suspeitas levam SP a adiar patrocínio e cogitar demissão de Eduardo Toni

O São Paulo considerou suspeita uma intermediária que receberia comissão de mais de R$ 4 milhões no novo contrato de patrocínio com a Unimed, retirou a empresa da operação e discute internamente, em meio a pressões políticas, a demissão do diretor de marketing Eduardo Toni. O patrocínio prevê R$ 45 milhões por quatro anos.

O departamento é o responsável por concorrências, negociações e contratações de patrocínios para o time de futebol.

A intermediária em questão é a New Honest Corretora, corretora de seguros que já prestava serviços ao São Paulo, fazendo corretagem de seguro saúde de jogadores e funcionários do clube. Além da corretagem, a New Honest tem, desde 2022, “intermediação e agenciamento de negócios” como um dos seus objetos sociais.

A reportagem não localizou nenhum processo judicial relevante ou acusações de irregularidade envolvendo a corretora ou seus sócios.

A comissão foi alvo de análise, com participação direta do presidente Harry Massis Jr.

Procurado pela reportagem, Toni disse que concedeu à empresa, em 2025, um mandado para captar patrocínios para o clube. A empresa tinha bom trânsito na área e já fazia a corretagem dentro do São Paulo.

“Tínhamos uma seguradora com esse patrocínio, a Blue. Quando começaram a ter problemas financeiros, achamos que seria interessante manter o São Paulo nesse segmento. Tivemos algumas dificuldades em estabelecer os contatos, e a Lúcia nos ajudou”, explicou o diretor.

Lúcia é Lúcia Martins, corretora da New Honest. A empresa tinha, até 2025, como única sócia e proprietária Amanda Martins, filha de Lúcia. A diretoria do São Paulo decidiu aprofundar as investigações depois de constatar que a corretora tinha sede registrada no Morumbis e capital social de R$ 1 mil.

“Trabalho com corretagem de seguros há 38 anos. A sede hoje é no Morumbis porque temos um escritório lá, com contrato de aluguel. Não é necessário ter um capital social grande para fazer corretagem de ações”, disse Lúcia à reportagem.

A New Honest recebeu autorização de Eduardo Toni para captar patrocínios para São Paulo no dia 15 de setembro de 2025, ainda durante a gestão de Julio Casares

Dois dias depois de receber a autorização, a corretora teve a entrada de um novo sócio em seu quadro social, chamado José Luis Diniz, que assumiu imediatamente 99% do capital social. A alteração logo depois do acordo foi vista como suspeita pelo São Paulo.

Questionada, a New Honest explicou que Diniz é marido de Lúcia, e padrasto de Amanda – a empresa é administrada pela família. A entrada, segundo eles, nada teve a ver com o São Paulo.

A corretora aluga um espaço no Morumbi, pagando em torno de R$ 1.500 mensais. O valor, considerado baixo, foi outro ponto de atenção levantado dentro do clube.

Fechado em março deste ano, o contrato de patrocínio do São Paulo com a Unimed previa pagamento de R$ 45 milhões por quatro anos, e já chegou para a presidência com previsão de comissionamento de R$ 4,5 milhões para a New Honest.

A corretora afirma que trabalhou efetivamente na intermediação, e detalhou à reportagem datas de reuniões, locais e nomes das pessoas com quem mantinha contato na Unimed. A empresa possui uma carta da própria Unimed confirmando a atuação. Também foram detalhados contatos com outras concorrentes, como Porto Seguro e Notre Dame.

Toni também confirma que a empresa teve atuação importante na aproximação entre as partes, estava autorizada a isso e diz que não houve absolutamente nada ilícito no negócio – a remuneração seria destinada apenas à New Honest pelo trabalho feito, sem qualquer tipo de desvio.

Para além de suspeitas levantadas, a prática está sendo questionada internamente dentro da diretoria. A avaliação é de que o departamento de marketing do São Paulo é bem remunerado e equipado, e não deveria precisar de intermediários, em especial de pequeno porte e sem especialidade em marketing, para captar patrocínios no mercado com altas comissões.

Depois das suspeitas, a aprovação do contrato entre São Paulo e Unimed foi retirada pelo presidente Harry Massis Jr. da pauta de reunião do Conselho de Administração do clube na última sexta-feira. Houve discussão sobre a situação durante a reunião, com o apontamento das suspeitas e pressão em Toni pela atuação.

Depois dela, São Paulo acionou a Unimed, e pediu a retirada da intermediária do acordo. O clube se prepara para fechar diretamente com a operadora nos próximos dias, nos mesmos termos pactuados inicialmente.

A New Honest diz que tem sua atuação para conseguir o patrocínio amplamente documentada por e-mails, mensagens e reuniões, e irá apresentar as provas se necessário.

Fonte: Uol

Nota do PP: nós demos essa informação no STSP de segunda-feira. Porém não há nada de exclusividade na matéria do Uol. Porém, como o texto que estou publicando é deles, dou o devido crédito.

SP empata com o Cuiabá e vê jejum no Brasileirão Sub-20 aumentar

Nesta quarta-feira, no CT Manoel Dresch, São Paulo e Cuiabá empataram em 2 a 2 em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro sub-20. Os gols do Tricolor foram marcados por Juan Potes e Kaio Santos, enquanto Pedro Felipetto e Aiyran fizeram para o time de casa.

O Tricolor, que recentemente mudou de treinador, chegou ao quarto jogo seguido sem vencer na competição.

Situação do confronto
Com oito pontos, o Cuiabá segue na 17ª colocação da competição. Por outro lado, o São Paulo é o 13º, com 10 pontos conquistados.

📝RESUMO DO JOGO
🟡🟢 CUIABÁ 2 X 2 SÃO PAULO 🔴⚫
🏆 Competição: Campeonato Brasileiro Sub-20 | (9ª rodada)
🏟️ Local: CT Manoel Dresch
📅 Data: 29 de abril de 2026 (terça-feira)
⏰ Horário: 16h (de Brasília)

Gols

⚽ Juan Potes, aos 4′ do 1ºT (São Paulo)
⚽ Pedro Felipetto, aos 12′ do 1ºT (Cuiabá)
⚽ Aiyran, aos 14′ do 2ºT (Cuiabá)
⚽ Kaio Santos, aos 43′ do 2ºT (São Paulo)
Como foi o jogo?
O São Paulo abriu o placar logo no início do jogo, aos quatro minutos. Davi recebeu pela esquerda e cruzou para Juan Potes, que dominou na pequena área e bateu com categoria. Oito minutos depois, a zaga do Tricolor errou em saída de bola e Pedro Felipetto bateu colocado no cantinho direito para empatar.

No segundo tempo, aos 14 minutos o Cuiabá pressionou na saída de bola e conseguiu recuperar a posse no campo de ataque. Na definição do lance, Aiyran recebeu e bateu cruzado para virar o jogo. O empate do São Paulo veio aos 43, quando Angelo invadiu a área e cruzou para Kaio, que bateu de primeira para marcar.

Próximos jogos
Cuiabá

Vitória x Cuiabá | 10ª rodada do Camp. Brasileiro sub-20
Data e hora: 06/5 (quarta-feira), às 15h (de Brasília)
Local: Barradão
São Paulo

São Paulo x Bahia| 10ª rodada do Camp. Brasileiro sub-20
Data e hora: 06/5 (quinta-feira), às 15h (de Brasília)
Local: CT Marcelo Portugal Gouvêa

Lucas Moura treina e se aproxima de retorno aos jogos

O São Paulo se reapresentou no CT da Barra Funda, na tarde desta quarta-feira, e deu início à preparação para a próxima rodada do Brasileirão, quando enfrenta o Bahia, no domingo, em Bragança Paulista. A delegação retornou da Colômbia pela manhã, onde a equipe empatou com o Millonarios por 0 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana.

O desembarque foi no Aeroporto de Guarulhos e, de lá, os jogadores seguiram diretamente para o centro de treinamento do clube, na Zona Oeste de São Paulo. A atividade em campo foi dividida em dois grupos.

Os atletas que atuaram na Colômbia fizeram regenerativo. O restante foi submetido a exercícios de força e a um circuito físico. A novidade foi a presença de Lucas Moura, que encerrou o processo de transição física e participou de todas as atividades.

O meia fraturou duas costelas no dia 18 de março, em duelo contra o Atlético-MG. As primeiras atividades no gramado começaram na última semana. Com o avanço na recuperação, o São Paulo espera contar com o retorno de Lucas ainda antes da paralisação do calendário para a disputa da Copa do Mundo.

Na sequência, os atletas foram divididos em dois grupos para um exercício de enfrentamento em espaço reduzido. Por fim, houve um complemento de finalização. Pablo Maia, que se recupera de uma cirurgia para correção de fraturas no nariz e na face, fez trabalho de recuperação física na parte interna, seguido de uma corrida leve no gramado.

A próxima atividade do elenco será nesta quinta-feira. O Tricolor se prepara para encarar o Bahia, no domingo, às 16h, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista, pela 14ª rodada do Brasileirão.

Massis nomeia dois membros independentes para Conselho de Administração

Harry Massis nomeou, nesta semana, dois novos membros para o Conselho de Administração do São Paulo. Os advogados José Ricardo Biazzo Simon e Ronaldo Vasconcelos foram os escolhidos do presidente.

O Conselho de Administração precisa, de acordo com o seu regulamento interno, ser formado por presidente e vice-presidente da diretoria; três membros do Conselho Deliberativo; um membro do Conselho Consultivo; e três membros independentes, sem participação política no clube, indicados pelo presidente.

Antes da nomeação de José Ricardo Biazzo Simon e Ronaldo Vasconcelos, o Conselho de Administração do São Paulo tinha apenas Alfredo Cotait ocupando uma das três vagas de membro independente.

Por causa do impeachment de Julio Casares, a “promoção” de Harry Massis à presidência do São Paulo e a saída de outros dois conselheiros independentes, o Conselho de Administração passou a funcionar com apenas seis membros. As duas vagas restantes foram preenchidas nesta semana.

José Ricardo Biazzo Simon tem mais de 30 anos de experiência em direito público, tribunal de contas e processos administrativos. Neste período, atuou como sócio fundador de seu escritório de advocacia e tem trabalhado “focado em desestatização, concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e assessoria estratégica para empresas e entes públicos”, como diz seu perfil no Linkedin.

O também advogado Ronaldo Vasconcelos atua “na área de contencioso relacionado a Direito Civil, Comercial, Público e Falimentar”, como mostra em seu perfil no Linkedin, além de ser professor do Departamento de Direito Processual Civil e Comercial da Mackenzie.

São Paulo chega a três jogos sem sofrer gols em meio a mudanças

O São Paulo chegou ao terceiro jogo consecutivo sem sofrer gols no empate por 0 a 0 contra o Millonarios (COL), na noite da última terça-feira, pela Copa Sul-Americana. A partida foi a primeira em que o técnico Roger Machado mandou a campo um time com três zagueiros.

O treinador, que utilizou Alan Franco pela direita, Dória centralizado e Sabino pela esquerda, não descarta repetir o sistema tático quando tiver os titulares em campo. O time tricolor atuou com reservas na partida na Colômbia.

– Três zagueiros é um hábito do São Paulo. Historicamente, o São Paulo se sente bem atuando com três defensores. Essa variações com três e dois, com quatro e um, eu pude verificar no dia de hoje e acho que é possível transferir essa estrutura também para aqueles que estão em São Paulo.

O esquema ajudou a equipe a chegar ao terceiro jogo sem sofrer gols, algo que não ocorria desde abril de 2025, quando o técnico ainda era Luis Zubeldía. Na ocasião, o Tricolor empatou por 0 a 0 com Sport e Atlético-MG pelo Brasileirão e venceu o Talleres por 1 a 0 na Copa Libertadores.

Foi a primeira vez que Roger Machado utilizou o sistema com três zagueiros desde que chegou ao São Paulo. Sua primeira mudança tática foi no setor ofensivo, trocando a dupla de ataque com um meia centralizado por um esquema com pontas abertos.

Os três jogos de invencibilidade defensiva tiveram linhas diferentes. Confira as formações da defesa nas partidas em que não sofreu gols.

São Paulo 1 x 0 Juventude: Rafael, Lucas Ramon, Rafael Tolói, Alan Franco e Wendell
São Paulo 1 x 0 Mirassol: Rafael, Lucas Ramon, Rafael Tolói, Sabino e Wendell
Millonarios 0 x 0 São Paulo: Coronel, Cédric, Alan Franco, Dória, Sabino e Nicolas

Roger explica mudanças e valoriza empate do São Paulo na altitude

Roger Machado aproveitou o empate entre São Paulo e Millonarios para fazer testes. Na noite desta terça-feira, uma equipe com muitas mudanças arrancou um ponto em Bogotá, na Colômbia, e se manteve na liderança do Grupo C da Copa Sul-Americana.

O treinador preservou o zagueiro Rafael Tolói, o lateral-direito Lucas Ramon, o volante Danielzinho e os atacantes Artur, Luciano e Calleri. Apenas Alan Franco e Sabino seguiram entre os titulares. Segundo o Roger, a opção foi uma estratégia para a partida.

– Não fiz testes pensando em uma evolução somente da nossa equipe. Eu adaptei o que nós íamos enfrentar em um ambiente de altitude, de atmosfera de estádio de competição Sul-Americana. Sabia que o adversário iria utilizar muito as bolas aéreas, é quem mais cruza bola no Campeonato Colombiano, e usar inversões – disse o treinador em entrevista coletiva no El Campín.

Diferente do habitual das últimas partidas, Roger Machado mudou a formação e escalou a equipe no 3-5-2. No ataque, André Silva e Tapia iniciaram o jogo. O treinador gostou da atuação da equipe, mas lamentou o cansaço pela altitude na segunda etapa e valorizou o ponto conquistado na cidade de Bogotá, que está aproximadamente 2.640m acima do nível do mar.

– Penso que fizemos um bom primeiro tempo com dois atacantes à frente, André e Tapia, para conseguir acessar as costas da linha adversária. Tapia rodou muito no campo, se doou pelo coletivo. Já no segundo tempo, quando o adversário teve mais controle da bola, começou a inverter de lado e cruzando, coloquei dois pontas rápidos para que tentássemos contra-atacar e marcar a primeira fase do jogo deles com jogadores de beirada no 5-4-1. Faltou um encaixe e uma melhor tomada de decisão.

– Mas já no segundo tempo com a falta de oxigênio da altitude você toma decisões mais equivocadas, mas penso que quando levamos pontos nesse contexto de altitude temos sempre que comemorar.

Com o resultado, o São Paulo se manteve na liderança do Grupo C da Sul-Americana com sete pontos. O próximo compromisso da equipe pelo torneio será somente no dia 7 de maio, às 19h, contra o O’Higgins, no Chile. Antes disso, encara o Bahia, neste domingo, às 16h, em Bragança Paulista.

Veja outras respostas de Roger Machado
Oportunidades

– Conversa com Coronel e Rafael é sempre muito tranquila. O que eu frisei para todos que trouxe para a viagem e levei para campo é que eles possam ter confiança desde a nossa chegada, que vamos oportunizar chance para quem está treinando e se destacando. A entrada do Coronel era oportunidade e merecimento, à medida que, se não colocarmos o goleiro suplente em campo assim, é difícil que ele atue. Fez uma bela estreia na altitude, difícil nesse contexto.

– Nicolas, chamei e disse que ele iria jogar, que pensava que ele tinha capacidades que poderiam nos ajudar nessa partida. Para o Wendell, disse que oportunizaria chance para o Nicolas para que pudéssemos senti-lo em jogo internacional, e penso que se comportou muito bem. Djhordney também jogou com naturalidade dentro de campo. Dois, três jogadores jovens dentro de uma estrutura com os mais experientes vão crescendo, e esse é o processo.

Ryan e Paulinho

– Paulinho é um centroavante, assim como o Ryan e com características diferentes. Jogadores com vocação para o gol. Ryan está voltando de um processo de lesão e está sendo aproveitado na base para que se desenvolva, pois o período de parada foi muito grande. Paulinho já menos, inserido dentro da normalidade de suas atividades e podendo vim para o banco hoje. O dia a dia vai me pautar, o que eles conseguem me oferecer no dia a dia e peço que repitam no jogo. Djhordney e Nicolas, que foram titulares, só repetiram o que fazem no treino. Isso dá segurança para o treinador oportunizar mais vezes.

Altitude

– Quando eu era atleta, eu não gostava que o departamento de fisiologia me dissesse que era só psicológico. Tem um efeito físico, evidentemente. Há uma menor capacidade de se manter na partida fisicamente. Mas trato com a devida preocupação, mas sem valorizar excessivamente, pois preciso que o jogador consiga se sentir bem em campo e eles estão bem condicionados. Do minuto 30 em diante, você percebe o sofrimento no rosto dos jogadores pelo tanto que se dedicaram em uma altitude de 2600m. Mas penso que conseguimos, de maneira organizada, minimizar os efeitos da altitude.

Coronel enaltece jogo sem sofrer gols e festeja estreia pelo São Paulo

Carlos Coronel foi personagem do São Paulo no empate sem gols com o Millonarios-COL na noite desta terça-feira, em Bogotá, pela terceira rodada da Copa Sul-Americana. O goleiro substituiu o titular Rafael e teve a oportunidade de fazer sua estreia com a camisa tricolor.

“Feliz pela estreia. Com certeza é um momento especial na minha carreira. Parabenizar o grupo, foi um jogo difícil. As condições, a casa cheia… fiz uma defesa. Todo mundo se entregou, todo mundo cansado. Valeu a entrega, a defesa. Muito feliz. Esse ponto nos deixa líderes. Agora, temos dois jogos em casa e um fora, então esse ponto na Colômbia foi muito importante”, celebrou em entrevista ao SBT.

Coronel saiu de campo com uma defesa decisiva para evitar a derrota do São Paulo. Já nos acréscimos da etapa final, o goleiro se esticou todo para defender cabeceio de Beckham Castro. Ele exaltou o fato da equipe ter saído de campo com mais um jogo sem sofrer gols.

“Não poderia ser melhor [estrear sem sofrer gols]. Feliz pela estreia, esse é clube gigante. É um momento especial da minha vida, meus amigos e minha família sabem. Agradecer a todos, estou muito feliz por essa estreia”, concluiu o jogador.

Elogios do professor
Coronel ganhou elogios de Roger Machado após a partida. Em coletiva de imprensa, o técnico tricolor destacou o empenho do goleiro nos treinos e disse ter gostado da estreia do atleta.

“A conversa com o Rafael e o Coronel é muito tranquila. O que frisei para aqueles que trouxe a campo é para que possam ter confiança, desde a nossa chegada, que vamos dar chance para aqueles que estão treinando bem e se destacando. A entrada do Coronel era oportunidade e por merecimento, à medida que se a gente nãoo portunizar a chance do goleiro suplente estar em campo, é muito difícil que ele atue. Acho que o Coronel fez uma bela de uma estreia na altitude, é difícil de estrear nesse contexto”, disse.