Veja como votaram os conselheiros que aprovaram a New Balance

Como cada conselheiro votou quanto à renovação da New Balance até 2032:

APROVARAM – 136 que votaram contra os 22 milhões de são-paulinos

Adalberto Resende De Souza Nazareth
Adhemar Falleiros Filho
Adilson Alves Martins
Affonso Covello Netto
Alexandre De Paula Campos Filho
Angelo Roberto Gasparini
Antonio De Oliveira Rego
Antonio De Padua Carvalho Junior
Antonio De Sá
Antonio Ferreira De Andrade
Antonio Luiz Belardo
Antonio Maria Patino Zorz
Arismar Alves Rueda Mion
Armando Luiz De Sá
Arthur Palaia Rodrigues
Carlos Alberto Ramos
Carlos Belmonte Sobrinho
Carlos Eduardo Monteiro Teixeira
Carlos Fernando Reina
Carlos Minoru Takagi
Carlos Vanderli Machado
Cassio Krokoiz De Toledo
Cleudimar Prado Freire
Clodoaldo Colello Filho
Clovis Gomes Botelho
Daniel Pacheco Do Amaral
David Jose Fuchs
Dorival Jose Decoussau
Douglas Eleuterio Schwartzman
Eder Do Lago Mendes Ferreira
Edna Dutra
Eduardo Carlos Gomes Zuanella
Elaine Yonaha Nishikawa H. Benedito
Elizeu Borges Da Silva
Eurico Kazuaki Kihara
Fabio Castello Branco Mariz De Oliveira
Fabio Cesar De Souza Azambuja
Fernando Bracalle Ambrogi
Fernando Fernandes Garbini
Fernando Yanaguibashi
Francesco Moretto Junior
Gabriel Aidar Abouchar
Geraldo Jose Brunholi
Gerson De Fazio Cristovao
Guilherme Vidal Martins Couto
Hamilton Carlos Martins Dias
Harry Massis Junior
Homero Bellintani Filho
Itagiba Alfredo Francez Junior
Ives Gandra Da Silva Martins
Jaime Franco
Joao Farias Junior
João Victor Correa Bolizan Dias De Souza
Joercy Lurdes Buccieri Nardi
Jorge Dos Santos Afonso
Jorge Magalhaes
Jose Alberto Padin Iglesias
Jose Alberto Rodrigues Dos Santos
Jose Alcantara Filho
Jose Aparecido De Souza
Jose Augusto De Oliveira Melo
Jose Augusto Genofre Martins
Jose Barata Pereira
Jose Carlos Da Costa Moretti
Jose Da Costa Muniz Netto
Jose Edgard Galvao Machado
Jose Eduardo Mesquita Pimenta
Jose Innocencio Santos Oliveira
Jose Roberto Camargo De Toledo Filho
Jose Roberto Canassa
Jose Roberto Opice Blum
Jose Rubens De Macedo Soares
Juliana Ramos Caraca
Juliana Vidal Mayorga
Julio Cesar Casares
Kazuhiro Yano
Kenkichi Ricardo Atoji
Leandro Alvarenga Miranda
Leonardo Serafim Dos Anjos
Leonidas Figueiredo
Lucio Astolfo Novaes Araujo
Luis Geraldo Sant`Ana Lanfredi
Luiz Carlos Canassa
Luiz Cholfe
Luiz Vicente Prado Freire Junior
Manuel Jose Mendes Moreira
Marcel De Siqueira Bonilha
Marcela Costa De Oliveira Gatti
Marcello Marques Livolsi
Marcelo Abranches Pupo Barboza
Marcelo Dos Santos
Marcelo Felipe Nelli Soares
Marcelo Lebkuchen
Marcelo Pepe Dos Santos
Marcio Jose Romeu Medici
Marcio Roberto Hasson Sayeg
Marco Antonio Leite
Marcos Tadeu Novais Dos Santos
Mario Celso Da Silva Braga
Marisa Menezes Natel Cianci
Mauricio Arenas Betto
Mauricio Schmidt Salvador
Milton Jose Neves
Milton Jose Neves Junior
Nelson Marques Ferreira
Nelson Rovai Cabral
Nilson Bazolli Carvalhal
Norberto Angelo Zaratini
Onofre Boccuzzi
Osni Reginaldo Arantes
Osvaldo Vieira De Abreu
Oswaldo Borges Do Val
Ovidio Pereira Da Silva
Paula Fernanda Reina Ascencao
Paulo Cesar Crystal
Paulo Nascimento De Godoy
Pedro Lacerda De Almeida
Rafael Gomes
Renato Dantes Faccirolli
Renato Muller Da Silva Opice Blum
Ricardo Rebouças Monteiro
Richard Da Silva Magalhaes
Roberto Joao Juliao
Roberto Sueiki Minami
Sandro Giovani De Fazio
Sebastiao Antunes Duarte
Sergio Diaferia Carvalho
Sergio Tomita
Silvio Francesco De Fazio
Themistocles Almeida Junior
Theotonio Tiburcio Da Silva
Valter Maria Pereira
Vinicius De Medeiros Cardoso Leite
Waldemar Tadeu Do Nascimento Souza
Wanderson Martins Rocha
Wilton Maurelio Junior

 

REPROVARAM – os 91 conselheiros que respeitaram a instiyuição São Paulo FC e sua imensa torcida
Adriano Augusto Da Costa Filho
Alvaro Do Vale Pereira
Antonio Augusto Bueno Costa
Antonio Garcia Neto
Antonio Jose Baptista Ferreira
Arlindo Pedro Roschel
Artur Eliseu Da Silva
Ary Cortelaso
Benedito De Souza
Caio Augusto De Moraes Forjaz
Carlos Alberto De Mello Caboclo
Carlos Alberto Pereira
Carlos Henrique Sadi
Claudio Nelson Giardino
Daniel Dinis Fonseca
Danilo Decoussau
Davi Monteiro Lisboa
Douglas De Albuquerque Alvarenga
Douglas Valverde
Edson Francisco Lapolla
Eduardo Alfano Vieira
Eduardo Minc
Eduardo Teixeira Barros
Epaminondas Aguiar Neto
Erovan Tadeu Da Silva Carmo
Fabio Giaconi De Brito Machado
Fernando Jose P Casal De Rey
Flavio Angerami Marques Junior
Giacomo Albanese
Guilherme Sanchez Ferreira
Helio Curado De Toledo Cesar
Joandre Antonio Ferraz
Joao Paulo De Jesus Lopes
Joao Ricardo Ierardi
Jonathan Celso Rodrigues Ferreira
Jose Alexandre Medicis Da Silveira
Jose Carlos Ferreira Alves
Jose Carlos Mendes Fernandes
Jose Jacobson Neto
Jose Miguel Jorge
Jose Moreira
Kalef Joao Francisco Neto
Kalil Rocha Abdalla
Kaoru Ishida
Kaue Lombardi
Luiz Antonio Moraes Barreto
Luiz Augusto Lia Braga
Marcelo Marcucci Portugal Gouvea
Marcelo Teixeira Alves
Marco Antonio Arezes
Marco Aurélio De Almeida Cunha
Marcos Francisco De Almeida
Mario Ferrari Neto
Marta De Carvalho
Mauricio Langanke Caboclo
Miguel Augusto De Sousa
Murilo De Albuquerque Ricardo
Nelson Dimes Costa
Newton Flavio Bittencourt
Olten Ayres De Abreu Junior
Orlando Rossini Junior
Osmar Correa Da Silva
Paulo Amaral Vasconcelos
Paulo Roberto De Castro Nogueira
Paulo Sergio Ramos
Pedro Luiz Baggio
Pedro Viqueira Liste
Persio Rainho
Rafael Moreira Palma
Renato De Albuquerque Ricardo
Renato Eugenio Estevam I Martins Dias
Rene Isidro Ramirez Salinas
Ricardo Aparecido Granja Dos Santos
Ricardo Rhormens Alves Natel
Roberto Antonio Kirschner
Roberto Marcio Da Costa Florim
Roberto Rhormens Alves Natel
Rubens Antonio Moreno
Rui Stefanelli
Ruy Mauricio Tranquilli Barbosa
Sergio Barbour
Sergio Luiz Galindo
Sergio Viola Alves
Sidney Costa Goncalves
Silvia Saddi Cury
Silvio Antonio Cassiano
Silvio Paulo Medici
Sylvio Alves De Barros Filho
Valdir Hamed Humar
Vinicius Pinotti
Waldo Jose Vallim Braga

 

Paulo Pontes

Conselho do São Paulo aprova renovação com New Balance até 2032

O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta terça-feira, a renovação de contrato com a New Balance até 2032.

Aprovado
Em votação no Conselho Deliberativo, o novo vínculo foi aprovado: 136 votos a favor e 91 contrários. O quórum era de maioria simples.

O pleito aconteceu entre as 22h (de Brasília) desta segunda-feira e terminou às 17h desta terça, após uma reunião extraordinária que contou com a presença de Eduardo Toni, diretor executivo de marketing, que compareceu ao plenário para prestar esclarecimentos.

O resultado, tratado internamente como imprevisível, foi definido por margem mínima. A deliberação era considerada relevante para a atual gestão após a reprovação do balanço da administração de Julio Casares, que havia representado uma derrota política no Conselho.

Nos bastidores, o entendimento era de que uma nova derrota poderia ampliar o desgaste. Com a aprovação, o clube consegue avançar em uma das principais pautas da gestão, Massis embora o placar apertado evidencie um ambiente de ainda forte disputa interna no ano eleitoral.

Quem deve estar estourando um Espumante é Júlio Casares. E, provavelmente, Douglas Schwartzmann, Dedé, Carlos Belmonte, Mara Casares, Marcio Carlomagno e Eduardo Tony.

 

Paulo Pontes

São Paulo envia documentos ao Ministério Público

Após conseguir autorização da Live Nation, o São Paulo enviou ao Ministério Público o contrato do clube com a promotora de eventos. Como o acordo entre as partes conta com cláusula de confidencialidade, o Tricolor precisava da validação da parceira comercial para encaminhar a documentação ao MP-SP.

A investigação teve início após o vazamento de um áudio gravado por Rita de Cássia Adriana Prado, intermediária no caso dos camarotes do estádio. No material que veio a público, Mara Casares e Douglas Schwartzmann, ex-diretores do São Paulo, conversam sobre a locação de um espaço premium no show de Shakira, realizado em fevereiro do ano passado.

No áudio vazado, os dirigentes classificam o camarote como clandestino e irregular. A partir disso, a Polícia Civil aprofundou as investigações com o objetivo de apurar um possível repasse indevido de espaços premium no estádio há pelo menos três anos.

Há ainda outros dois inquéritos criminais envolvendo a gestão passada do São Paulo. O primeiro apura possíveis saques em dinheiro vivo dos cofres do clube e eventuais recebimentos pelo ex-presidente Julio Casares, enquanto o segundo investiga suspeitas de corrupção em negociações realizadas pelo clube social.

 

Relembre o caso dos camarotes
Áudios entre Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora cultural e de eventos, revelaram um esquema ilegal de comercialização de um camarote para shows realizados no Morumbis. Após o vazamento do caso, Schwartzmann e Mara pediram licença de seus cargos.

Na gravação, Schwartzmann admite que ele, Mara e outras pessoas ganharam dinheiro com o esquema. Ele afirma que Mara Casares recebeu do superintendente Marcio Carlomagno um camarote e comercializou ingressos do show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é considerado o braço direito do ex-presidente Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.

O camarote que motivou a gravação vazada, no centro de um processo judicial, foi o 3A, no setor leste do Morumbis. Em documentos do clube, esse espaço consta como “sala presidência” e fica em frente ao escritório da presidência do São Paulo, hoje ocupada por Massis.

Recuperado, Ryan Francisco é liberado e pode atuar no sub-20

Nesta terça-feira, o atacante Ryan Francisco foi liberado pelo departamento médico do São Paulo. Após quase nove meses parado, devido a uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, ocorrida durante um treino no SuperCT, a promessa tricolor pode voltar a campo no sub-20.

Desde julho de 2025, quando ocorreu a lesão, Ryan Francisco passou por uma cirurgia de reconstrução do ligamento e por um tratamento na lesão meniscal do joelho esquerdo. Depois disso, o atacante passou por todo o processo de transição física, com progressão gradual de carga.

Depois da recuperação, o atacante foi liberado para reestreiar nas categorias de base tricolores. É esperado que Ryan Francisco esteja em campo nesta quarta-feira, quando o São Paulo recebe o Fluminense, em Cotia. A bola rola às 15h (de Brasília).

Além de Ryan Francisco, o lateral direito Igor Felisberto e o meia Djhordney, que também fazem parte do elenco profissional, devem entrar em campo contra o Fluminense. Atualmente, o São Paulo é o 15º colocado do Brasileirão sub-20, com apenas quatro pontos.

Alguém me disse

Não poderia ter sido melhor a repercussão do Somos Todos São-Paulinos, quando eu e a Amanda Nunes trituramos a diretoria do São Paulo por estar se negando a entregar ao MP o contrato da Live Nation com o clube. A ação foi imediata. A diretoria conversou com a empresa e entregou, nesta terça-feira, o contrato tido como altamente confidencial ao Ministério Público.

Respeito é bom e eu gosto.

Paulo Pontes

O que diz relatório do São Paulo que pede expulsão de Mara e Douglas

O relatório da Comissão de Ética que pede a expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares do São Paulo concluiu que a cessão do camarote 3A à diretoria feminina para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025, não foi formalizada em contrato e apontou diversos detalhes da exploração clandestina do espaço pelos ex-diretores.

O documento, ao qual o ge obteve acesso, tem 25 páginas e também conclui que o procedimento para cessão do camarote para a apresentação de Shakira “contrasta com o procedimento padrão adotado pelo clube para os demais camarotes”.

A exploração clandestina de camarotes do Morumbis em dia de shows é investigada em uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público desde o início do ano, depois de o ge revelar, em dezembro, uma gravação em que Mara Casares e Douglas Schwartzmann falaram sobre o esquema.

A Comissão de Ética aponta em seu relatório que o camarote 3A de fato foi cedido à diretoria feminina para o show de Shakira, no dia 13 de fevereiro de 2025, sem formalização “por instrumento contratual”.

O mesmo relatório da sindicância externa lembra que o camarote 3A possui lotação “ordinária” de 42 lugares e que foram direcionadas mais 18 cortesias à diretoria feminina. Segundo o documento da Comissão de Ética, estes ingressos eram intransferíveis e não podiam ser comercializados.

O contrato de cessão do camarote 3A para que a Cassemiro Eventos, empresa de propriedade de Carolina Cassemiro, utilizasse o espaço no show de Shakira previa 42 lugares com visão reduzida ao palco, mas com acesso à pista premium, e 18 cadeiras com acesso à pista premium.

Um controle interno do São Paulo, ao qual o ge obteve acesso, mostra que em 11 de fevereiro, dois dias antes do show, um funcionário do clube retirou “para Mara Casares” 18 ingressos de cortesia para o camarote 29A.

Outro registro interno do clube chama atenção: o mesmo funcionário que havia retirado os 18 ingressos dois dias antes em nome de Mara Casares assinou outro recibo, desta vez horas antes do show de Shakira. Ele retirou 60 pulseiras, também em nome da ex-esposa de Julio Casares.

Dias antes, em 7 de fevereiro, a Diretoria Feminina havia recebido outros 50 ingressos, de diferentes setores, mas eles foram retiradas por outra funcionária. Este recibo também não cita nominalmente Mara Casares, diferentemente dos documentos que registram a entrega dos 18 ingressos (mesma quantidade comercializada posteriormente) e 60 pulseiras.

No dia do show, Rita de Cassia Adriana Prado alegou não ter recebido o valor total pelos ingressos e se negou a entregá-los para Carolina Cassemiro, responsável por intermediar a “venda” do espaço para uma grande empresa. No processo entre elas, Adriana acusava Carolina de furtar os 60 ingressos num envelope.

Carolina, porém, alegou, em dezembro do ano passado, quando procurada pelo ge, que havia pagado pelos ingressos e que eles, na verdade, não eram do mesmo setor do camarote 3A. E que, por isso, precisou comprar 60 ingressos nas bilheterias do Morumbis horas antes do show da Shakira para poder atender à demanda da empresa que havia comprado dela o espaço.

O camarote 29A, para o qual eram os 18 ingressos de cortesia retirados por Mara Casares, de fato fica no lado oposto do Morumbis. Ele, inclusive, não tem identificação numeral – apenas está envelopado como “Camarote Corporativo”, entre os camarotes 28A e 30A.

É importante ressaltar que essas pulseiras não são equivalentes a ingressos. Elas são usadas por convidados que já se encontram dentro do estádio, em camarotes, permitindo o acesso à pista premium – como o camarote 3A não possuía visão para o palco, elas seriam necessárias para que quem estivesse no espaço pudesse assistir ao show.

Esse foi, justamente, um dos motivos da briga entre a The Guardians e a Carolina Cassemiro. Carolina Cassemiro alegou que os ingressos do envelope eram: 42 de cadeira inferior (sem acesso à pista premium) e 18 de um local diferente do camarote 3A. Só com pulseiras seria possível acessar, destes locais, a pista premium para ter visão do palco.

Uma funcionária do São Paulo ouvida pela Comissão de Ética relatou que o procedimento padrão de cessão do camarote “normalmente” passaria por ela, mas que, no caso do 3A, ela apenas “recebeu a ordem” para comunicar à Live Nation, empresa que realiza os shows no Morumbis, que o espaço seria utilizado.

Depois disso, ainda de acordo com o relatório da Comissão, Mara Casares repassou ao São Paulo o contato de Rita de Cassia Adriana Prado para que ela recebesse as informações sobre o uso do camarote em eventos.

E-mails anexados ao processo indicam que a funcionária do clube repassou à intermediária o manual de utilização do camarote e intermediou a aquisição de ingressos com a Ticketmaster – o ge apurou que seriam as 42 entradas, que se somaram às 18 retiradas em nome de Mara Casares.

Depois disso, Adriana contratou a Cassemiro Eventos para a “operacionalização da ocupação do espaço”, conforme apurado pela sindicância externa.

Procurado, o São Paulo disse que “não é permitida, em nenhuma hipótese, a comercialização de ingressos de cortesia” e que “tal proibição encontra-se devidamente registrada em cada ingresso, com a indicação expressa de que sua venda é proibida”.

O clube ainda completa: “A presidência do clube é responsável pela distribuição dos ingressos. A diretoria feminina, assim como as demais diretorias, é informada acerca da disponibilidade de ingressos, cabendo a cada uma delas designar um diretor ou funcionário para realizar a retirada junto à secretaria da presidência.”

O relatório da Comissão de Ética
Para preparar o relatório, a Comissão de Ética analisou:

Um relatório preliminar de investigação externa;
Um relatório preliminar de investigação interna, produzido pelo compliance do clube;
Dois laudos periciais sobre a integridade do áudio de 44 minutos;
Os protocolos de entrega de ingressos;
E-mails entre uma funcionária do São Paulo a Adriana e a TicketMaster;
Uma carta de Adriana e os depoimentos nas audiências da comissão.
A sindicância externa concluiu que “o áudio fala por si e revela que ambos tiveram vantagens”, que os dois “agiram deliberadamente para esconder ilegalidade” e recomendou penalidades que variam de suspensão a eliminação para Mara e Douglas, além de advertência ou suspensão para os executivos Márcio Carlomagno e Eduardo Toni, por omissão.

O relatório da Comissão de Ética também aponta que o caso ficou ainda mais grave quando foi apurado que o camarote 3A deveria ser utilizado para relacionamento institucional, mas que “teria sido objeto de exploração indevida” por terceiros, sem autorização formal do São Paulo.

O relatório diz que a cessão do espaço à diretoria feminina, comandada por Mara Casares, não possuía fins comerciais e que nenhum cessionário de camarote pode sublocar sem o local sem o consentimento do clube. Mas aponta que a cessão do espaço foi encerrada depois do problema no show da Shakira.

As duas perícias que analisaram o áudio de 44 minutos obtido com exclusividade pelo ge em dezembro do ano passado confirmaram que ele é verídico, sem edição.

Uma funcionária do São Paulo ouvida pela Comissão de Ética relatou que o processo regular de locação de camarotes envolve o departamento jurídico do clube e a elaboração de contratos, mas que, no caso do camarote 3A, isso não foi feito.

Eduardo Toni, diretor de marketing do São Paulo, também ouvido pela Comissão de Ética, disse que, se alugado, o camarote 3A custaria cerca de R$ 40 mil, mas que o espaço não era utilizado para este fim, então não seria possível precisar qual foi o prejuízo do clube neste caso.

Ainda de acordo com o relatório, Mara Casares confirmou a veracidade do áudio, relatou “profundo abalo emocional e familiar” pelo vazamento. E explicou que a cessão do espaço para Rita de Cassia Adriana Prado ocorreu por contrapartida por antigas parcerias sociais “não onerosas” ao clube. Ela também negou qualquer vantagem financeira com o caso.

A ex-esposa de Julio Casares ainda alegou que o dano causado à imagem do São Paulo foi por culpa do vazamento do esquema.

Douglas Schwartzmann também negou qualquer ganho financeiro com o camarote e disse que participou da ligação apenas como amigo, para “amparar a Mara”.

Ambos tentaram, por motivos diversos, impugnar o processo de investigação da Comissão de Ética. A defesa de Douglas Schwartzmann, por exemplo, buscou a “desqualificação do arquivo de áudio”, mas não teve seu argumento atendido, já que duas perícias diferentes confirmaram a integridade da gravação.

“Por fim, a defesa não demonstrou, de forma concreta, qual alteração material teria contaminado o conteúdo, qual corte teria sido introduzido, qual inserção externa teria ocorrido ou qual incongruência acústica, linguística ou espectral infirmaria a confiabilidade da gravação”.
A defesa da Mara Casares, em contrapartida, pediu para o processo ser concluído apenas depois da conclusão do inquérito policial que apura o mesmo caso. O pedido também foi negado pela Comissão de Ética. A conselheira também alegou que não teve acesso a documentos analisados, mas foi rebatida:

“Os autos permaneceram integralmente à disposição das partes na Secretaria do Conselho Deliberativo”, diz o relatório.

A Comissão de Ética entendeu, portanto, que “houve cessão irregular de ativo institucional do clube, exploração comercial clandestina por terceiro mediante intermediação de membro da estrutura dirigente, ciência inequívoca dos representados quanto à irregularidade e tentativa de acobertamento”.

Após analisar as provas, ouvir as defesas e reunir relatórios, a Comissão de Ética, portanto, confeccionou relatório pedindo a eliminação de Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quatro associativo do São Paulo.

Ambos, ainda conselheiros, já não ocupam mais seus cargos como diretores do clube.

Nesta quarta-feira, o Conselho Deliberativo do São Paulo se reúne para discutir o relatório. É preciso 169 votos, dos 253 conselheiros, para que Mara e Douglas sejam expulsos do Tricolor.

SP inicia campanha da Sul-Americana com histórico de estreias irregulares

O São Paulo inicia sua caminhada na Copa Sul-Americana de 2026 nesta terça-feira, diante do Boston River. A partida, válida pela primeira rodada da competição continental, será disputada às 21h30 (de Brasília), no Estádio Centenário. O confronto marca mais um início de campanha continental para o Tricolor, que tem um retrospecto negativo em estreias pela competição.

Em 14 participações na Sul-Americana, o São Paulo começou com o pé direito e venceu a estreia em apenas quatro oportunidades, contra o Grêmio (4 a 0 em 2003), Bahia (2 a 0 em 2012), Ayachucho, do Peru (3 a 2 em 2022), e Tigre, da Argentina (2 a 0 em 2023).

Além dos triunfos, o Tricolor soma cinco derrotas e quatro empates em suas outras estreias pelo torneio continental, retrospecto que resulta em um aproveitamento de 40,5% em suas primeiras partidas pela competição.

Um dado curioso é que o São Paulo atuou como mandante em apenas uma dessas estreias: em 2013, quando empatou por 1 a 1 com a Universidad Católica. Em todas as outras oportunidades, a equipe tem iniciado suas campanhas longe de casa, cenário que se repete nesta temporada.

Campanhas do São Paulo
No histórico de campanhas, o São Paulo teve resultados variados na Sul-Americana. O Tricolor chegou à semifinal em 2003, 2013 e 2014, foi campeão em 2012, sobre o Tigre, da Argentina, e disputou a final em 2022.

Também alcançou as quartas de final em 2007 e as oitavas de final em 2011, avançou até a segunda fase em 2018 e 2020, e foi eliminado ainda na primeira fase em 2004, 2005, 2008 e 2017.

Cenário para a estreia
O São Paulo estreia na Sul-Americana após um bom resultado no Brasileirão: a goleada por 4 a 1 sobre o Cruzeiro no último sábado. Roger Machado ainda terá o retorno de Alan Franco para o confronto. No entanto, ganhou os desfalques de Luciano, Sabino, Calleri e Lucca para enfrentar os uruguaios.

Resultados de estreias do São Paulo na Sul-Americana:
Grêmio 0 x 4 São Paulo – 2003
São Caetano 1 x 1 São Paulo – 2004
Internacional 2 x 1 São Paulo – 2005
Figueirense 2 x 2 São Paulo -2007
Athletico-PR 0 x 0 São Paulo – 2008
Ceará 2 x 1 São paulo – 2011
Bahia 0 x 2 São Paulo – 2012 (campeão)
São Paulo 1 x 1 Universidad Católica – 2013
Criciúma 2 x 1 São Paulo – 2014
Defensa y Justicia 0 x 0 São Paulo – 2017
Rosário Central 0 x 0 São Paulo – 2018
Lanús 3 x 2 São Paulo – 2020
Ayacucho 2 x 3 São Paulo – 2022
Tigre 0 x 2 São Paulo – 2023

São Paulo notifica Arboleda e dá prazo para esclarecimentos

Após declarações do diretor de futebol Rui Costa se posicionando contra a postura de Arboleda nesta segunda-feira, o São Paulo informou nesta tarde que enviou uma notificação ao zagueiro equatoriano, que concede ao atleta o prazo de 24 horas para justificar o sumiço das atividades do clube e regularizar sua situação profissional.

Caso Arboleda
Arboleda deveria ter se apresentado às 12h (de Brasília) do último sábado no SuperCT para a concentração do São Paulo antes de enfrentar o Cruzeiro, mas não o fez e foi cortado da lista de relacionados para a partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Internamente, o São Paulo ouviu que Arboleda teria viajado ao Equador, às pressas, pela madrugada. O clube, porém, não teve nenhuma confirmação oficial sobre o paradeiro do atleta, uma vez que tentou contato e não recebeu nenhum retorno.

O São Paulo também buscou informações junto aos representantes e familiares de Arboleda. Contudo, eles também não obtiveram resposta ao tentar contatar o jogador, que agora recebeu um “ultimato” para prestar esclarecimentos ao clube.

Renovação com New Balance vira prévia das eleições no Conselho

As votações recentes no Conselho Deliberativo do São Paulo passaram a refletir mais do que decisões administrativas — e agora significam força política para as eleições de dezembro.

‘Prévias’
Na prática, já funcionam como uma espécie de prévia da eleição presidencial prevista para o fim do ano, com blocos políticos cada vez mais definidos, ainda que sem candidatos oficialmente colocados — apesar de alguns nomes já começarem a ‘pipocar’ nos bastidores, como do próprio presidente Harry Massis Jr.

O desenho atual indica uma divisão clara. De um lado, a situação, formada por grupos que sustentaram a gestão de Júlio Casares e que hoje orbitam a administração interina.

Do outro, a oposição, alinhada ao grupo do presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, e fortalecida por dissidências internas. Nesse cenário, o grupo ligado a Vinícius Pinotti, o Participação, se tornou peça-chave.

Sem definição pública sobre candidatura — e com relatos internos de que ele não deve disputar o pleito —, seus aliados tendem a seguir o posicionamento político que vier a ser adotado.

Hoje, porém, o grupo já apresenta divisão: uma parte mais próxima da oposição e outra ainda alinhada à situação. Esse arranjo deixa o Conselho fragmentado e, consequentemente, torna as votações cada vez mais equilibradas.

A votação envolvendo o contrato com a New Balance ilustra esse momento. Tratada internamente como um dos temas mais relevantes da atual gestão, a tendência é de um placar apertado, mas também liderado por essas duas alas.

O histórico recente reforça esse ambiente de pressão. A reprovação do balanço da gestão Casares foi tratada internamente como uma derrota relevante da situação, que vinha articulando a aprovação da pauta e perdeu por mais de 200 votos.

Por isso, a votação envolvendo o contrato com a New Balance ganha ainda mais peso. Além do mérito do acordo, o resultado será lido politicamente, fontes avaliam. Uma nova derrota pode aprofundar o desgaste da base e deixar a atual gestão em posição delicada às vésperas da eleição.

A votação da renovação de contrato com a fornecedora de material esportivo termina às 17h (de Brasília) de hoje. O quórum é de maioria simples, com 254 conselheiros aptos ao voto.

Renovação até 2032
O São Paulo recusou uma proposta da Penalty, que girava em torno de R$ 40 milhões anuais, além de cerca de R$ 15 milhões em luvas por um contrato de quatro anos. A empresa confirmou que apresentou oferta, mas não detalhou as tratativas.

Internamente, a avaliação foi de que, apesar dos valores superiores, o acordo teria menor alcance em distribuição e exposição comercial em relação à New Balance.

A renovação com a atual fornecedora está encaminhada até 2032.