Douglas Schwartzmann e Mara Casares são expulsos do São Paulo

Os conselheiros Douglas Schwartzmann, ex-diretor de Cotia, e Mara Casares, ex-diretora Social, foram expulsos do quadro de sócios do São Paulo. A decisão foi tomada pelos conselheiros em votação iniciada nesta quarta-feira e encerrada às 17h desta quinta-feira. 223 votaram a favor da expulsão de Mara Casares, enquanto 217 votaram para expulsar Douglas Schwartzmann. Ainda 12 votaram contra ambas as expulsões e houve três abstenções.

Com o resultado da votação, os dois estão fora do Conselho Deliberativo e do quadro associativo do São Paulo.

Douglas Schwartzmann e Mara Casares se tornaram alvo do Conselho Deliberativo por participação num esquema de exploração clandestina de um camarote do Morumbi, no show da Shakira, em fevereiro do ano passado. O caso foi revelado pelo ge em dezembro.

Depois disso, a Comissão de Ética do São Paulo iniciou um processo de investigação da acusação e pediu, em relatório, a eliminação dos ex-diretores por infringirem as regras do clube. A votação deste documento começou na última quarta-feira, às 22h, e terminou às 17h desta quinta.

O relatório da Comissão de Ética foi assinado por cinco membros: Luiz Augusto Lia Braga, Antônio Maria Patiño Zorz, José Edgard Galvão Machado, Marcelo Felipe Nelli Soares e Milton Jose Neves Junior.

Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram licença de seus cargos horas depois de o ge revelar o esquema de comercialização clandestina de um camarote do Morumbi. A ex-esposa de Julio Casares também se licenciou do Conselho Deliberativo, mas o ex-diretor da base seguiu com o cargo.

Entenda o caso
Em áudios obtidos com exclusividade, Douglas e Mara admitem que participaram de um esquema de exploração clandestina, pelo menos no show da Shakira, em fevereiro do ano passado. Na gravação, Schwartzmann diz que ele e outras pessoas ganharam dinheiro.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

O diretor da base afirma também, na conversa, que Mara Casares recebeu de Marcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo, o camarote e comercializou ingressos do show da Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é braço direito de Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.

O camarote que motivou a gravação e um processo judicial ao qual o ge teve acesso foi o 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como “sala presidência”. O local fica em frente ao escritório de Julio Casares e é utilizado para reuniões e até entrevistas.

O Artigo 34 do Estatuto Social do São Paulo prevê penalidades para sócios do clube que cometerem infrações. As punições possíveis são advertência, suspensão, indenização, perda de mandato, inelegibilidade temporária e eliminação. A gravidade da conduta é o que vai definir a punição.

O item Q do Artigo 10 do Regimento Interno do clube diz que “causar dano à imagem do SPFC, em qualquer condição ou no exercício de qualquer cargo pertencente aos poderes do SPFC” é passível de suspensão de 90 a 270 dias. A penalidade pode aumentar em um terço se o associado ocupar algum dos poderes do Tricolor.

Ryan Francisco volta a jogar nove meses após lesão no joelho

O atacante Ryan Francisco, recuperado de uma cirurgia no joelho esquerdo, voltou a jogar pelo São Paulo na última quarta-feira. O jogador atuou por cerca de 30 minutos na vitória por 1 a 0 do time sub-20 sobre o Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro da categoria.

Ryan Francisco rompeu ligamento do joelho esquerdo no dia 15 de julho de 2025, em treinamento no CT da Barra Funda.

A atuação pelo time sub-20, nesta semana, faz parte do planejamento do São Paulo de readaptação, para que Ryan Francisco volte a ter estímulos de jogo. O atacante já havia passado por todas as etapas de recuperação antes de ser liberado para atuar na base.

A tendência é de que Ryan Francisco, nas próximas semanas, volte a ser relacionado para jogos do time profissional do São Paulo, agora sob comando do técnico Roger Machado.

Ryan Francisco se lesionou, na temporada passada, justamente quando passaria a ter mais chances, porque André Silva e Calleri também tiveram problemas graves em seus joelhos e não estavam à disposição.

O garoto tem apenas 19 anos e é visto pelo São Paulo como uma de suas maiores promessas das categorias de base. O contrato dele com o clube é válido até dezembro de 2029.

Alguém me disse

Eu estava muito pessimista com o resultado. Quando vi o quórum de apenas 174 na sessão (entre presenciais e online), fiquei descrente da expulsão. Isso demonstrava desprezo total dos conselheiros. Afinal, são necessários 169 votos a favor para a expulsão.

Porém o trabalho insano de dois conselheiros (ainda não posso dar os nomes), ligando para quem não compareceu, quem não votou, me trouxe uma grande esperança: o quórum cresceu absurdamente e deveremos chegar a 240 votos. O que me faz crer que Douglas e Mara serão expulsos.

Contribuiu muito para isso a defesa pífia de Mara, que sequer conseguiu chorar desta vez, e a arrogância ameaçadora e intimidatória de Douglas, gerando mais ira dos conselheiros.

O resultado sai às 17h.

Paulo Pontes

Protestos e defesas divergentes marcam votação de expulsão de ex-diretores

O Conselho Deliberativo do São Paulo se reuniu nesta quarta-feira, no Morumbis, para dar início à votação que pode expulsar Mara Casares e Douglas Schwartzmann do quadro social do clube. Ambos são investigados por participação em um esquema de exploração clandestina de um camarote no estádio.

A reunião começou por volta das 19h, com a apresentação do relatório da Comissão de Ética, que recomendou a expulsão da dupla. Em seguida, houve a defesa dos acusados e espaço para questionamentos dos conselheiros. A votação, realizada de forma online, começou apenas às 22h e tem previsão de término às 17h desta quinta-feira. Para a exclusão, são necessários dois terços do quórum, estimado em 171 conselheiros.

Antes mesmo do início, a reunião mobilizou o clube. Cerca de 30 sócios do grupo Nova Era Tricolor levaram faixas pedindo a expulsão de Mara e Douglas e entoaram gritos de protesto. Do lado de fora do estádio, três viaturas policiais reforçaram a segurança, como medida preventiva para possíveis manifestações de torcidas organizadas, que não se concretizaram.

Dentro do Salão Nobre, o clima foi tenso. As acusações têm como base um áudio obtido e divulgado pelo ge em dezembro, no qual Douglas e Mara, em conversa com Rita de Cássia Adriana Prado, mencionam a venda clandestina do camarote 3A, conhecido como presidencial, para shows no estádio.

O material passou por perícias que atestaram sua veracidade e se tornou alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Mara e Douglas tiveram depoimentos divergentes em suas defesas.

Em sua fala, Mara reconheceu a autenticidade do áudio, disse respeitar o relatório e adotou um tom mais emocional, destacando sua relação com o clube.

Douglas, por outro lado, adotou uma postura mais combativa. Classificou o relatório como político, voltou a contestar o áudio, afirmou que o conteúdo foi tirado de contexto e declarou inocência.

O relator da Comissão de Ética, Luiz Braga, descreveu o ambiente da reunião:

– A Mara e o Douglas são controversos desde o início. Há no processo o parecer de uma empresa contratada para auditoria externa. No próprio relatório, um contradiz o outro. Nas audiências foi a mesma coisa. A Mara foi honesta ao admitir que o áudio é verdadeiro, que os 44 minutos são fiéis ao que foi descrito. Já o Douglas disse não ter noção do conteúdo – relatou.

Além da expulsão, o Conselho pode aplicar punições mais brandas, como perda de mandato, inelegibilidade, suspensão e obrigação de ressarcimento ao clube.

Relembre o caso
Em dezembro do ano passado, uma reportagem do ge revelou um esquema clandestino de comercialização de camarotes do Morumbis em dias de show com envolvimento de Mara Casares, ex-esposa de Julio Casares, então presidente do São Paulo, e diretora cultural e eventos, e Douglas Schwartzmann, então diretor adjunto de base.

Em áudios obtidos com exclusividade, Douglas e Mara admitem que participaram de um esquema de exploração clandestina, pelo menos no show da Shakira, em fevereiro do ano passado. Na gravação, Schwartzmann diz que ele e outras pessoas ganharam dinheiro.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

A exploração clandestina de camarotes do Morumbis em dia de shows é investigada em uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público desde o início do ano. O camarote que motivou a gravação e um processo judicial ao qual o ge teve acesso foi o 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como “sala presidencial”.

Pela repercussão, ambos deixaram seus cargos e culminou na renúncia de Julio Casares do cargo de presidente do clube, em meio a um processo de impeachment.

Segundo o áudio, o direito de uso do camarote foi transferido por dirigentes a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária no esquema e terceira pessoa presente na conversa. Cabia a ela explorar o espaço e comercializar os ingressos, que chegaram a ser vendidos por até R$ 2,1 mil na apresentação da cantora colombiana. Apenas com o camarote 3A, o faturamento estimado foi de R$ 132 mil.

São Paulo vai pedir até R$ 600 milhões a Arboleda como multa

O São Paulo aguarda o prazo de dez dias para pedir, na Fifa, a rescisão unilateral de contrato com o zagueiro Arboleda. O clube pretende reivindicar o total da multa rescisória ao jogador: 100 milhões de euros (quase R$ 600 milhões).

A ideia do clube tricolor é aplicar justa causa ao zagueiro, que não se apresentou para o jogo contra o Cruzeiro, no último sábado, e continua desaparecido sem dar nenhuma justificativa ao clube.

O entendimento do clube é de que se qualquer time quiser contratá-lo, irá se tornar devedor solidário a Arboleda, ou seja, terá que ressarcir o São Paulo. Como o zagueiro está fora do Brasil, o time do Morumbis pretende colocar no processo o valor da cláusula para o exterior.

No entanto, se Arboleda fechar com um clube brasileiro, o montante muda para a multa rescisória válida no mercado nacional: R$ 300 milhões. O valor seria cobrado inicialmente do atleta, mas pode acabar ficando para qualquer clube que assine com Arboleda nos próximos 30 meses.

Como Arboleda é estrangeiro, o processo deve tramitar na Fifa. O caso é parecido com o de Christian Cueva com o Santos. O peruano também sumiu dos treinamentos e acertou com o Pachuca (MEX).

O Santos acionou o meia na Fifa e venceu na Corte Arbitral do Esporte (CAS) condenando o atleta à compensação de R$ 23,9 milhões pela rescisão unilateral e sem justa causa – os advogados do peruano afirmavam que ele tinha justa causa devido a salários atrasados.

O que dizem especialistas
O ge consultou advogados especialistas em direito desportivo e questionou sobre os rumos que o conflito entre São Paulo e Arboleda pode tomar na justiça.

– Difícil opinar sem ler o contrato. Se no contrato tiver alguma previsão nesse sentido, pode ser que o São Paulo tenha direito de cobrar. O que o São Paulo quer cobrar seria a cláusula indenizatória desportiva, que é em tese é devida em duas situações: quando o atleta se transfere para outra equipe ou quando ele diz que vai se aposentar e volta a jogar em período inferior a 30 meses.

– Não seria nenhum dos dois casos. Seria uma rescisão por justa causa e isso precisaria ver se no contrato tem alguma previsão de cobrar a multa nesse caso. Ainda que exista essa previsão, se o São Paulo conseguir cobrar, deveria cobrar a multa para o mercado nacional – disse João Henrique Chiminazzo, advogado mestre em direito desportivo e fundador do Movimento Bom Senso FC

– Se o São Paulo tiver a justa causa reconhecida, desde o caso Diarra, a Fifa não considera a solidariedade automática para o próximo clube. Para ele ser considerado solidariamente responsável, precisa ser provado que o clube induziu o atleta a quebrar o contrato. Se não houver prova, não há como responsabilizar – explicou André Oliveira, advogado mestre em direito desportivo internacional pelo Instituto Superior de Direito e Economia de Madrid (ESP).

O caso Diarra, citado por Oliveira, foi posterior ao de Cueva, no qual o Santos venceu na Fifa.

– Sobre o valor, não dá para fazer uma inversão pura e simples, por uma série de questões. O que a Fifa tem decidido depois do caso Diarra: considerado que a parte que quebra o contrato tem que retornar a contraparte à posição financeira inicial como se ela tivesse cumprido o contrato.

– Nesse caso, o Arboleda pode ser condenado a pagar o residual do contrato dele e algum outro dano que o São Paulo comprove. Por exemplo, se o São Paulo trouxer um jogador de posição, perfil e salário parecido como ser um substituto direto, isso poderia aumentar a compensação. Gastos eventuais para renovação podem ser considerados também – complementou Oliveira.

Jogo em Guayaquil
Na noite de quarta-feira, a imprensa do Equador noticiou que Arboleda acompanhou do estádio a partida entre Atlético FC e 22 de julho, em Guayaquil, válida pela segunda divisão do campeonato equatoriano.

Nas redes sociais, imagens mostram o zagueiro São Paulo posando para fotos no estádio Cristian Benítez, um dia depois de o Tricolor estrear na Copa Sul-Americana.

Entenda o caso
Arboleda não se apresentou para o jogo contra o Cruzeiro, no último sábado, e não deu nenhuma justificativa ao clube, nem respondeu aos contatos da diretoria.

O clube tricolor, então, enviou uma notificação oficial para que o defensor se justificasse ou se apresentasse em um prazo de 24 horas. Sem resposta, o São Paulo enviou nova notificação oficial avisando que caso Arboleda não retorne no período de dez dias, irá acionar a cláusula de rescisão unilateral.

Nesta segunda-feira, Rui Costa, diretor de futebol do São Paulo, enviou um comunicado oficial ao ge para tratar como “injustificável” a ausência de Arboleda. Segundo o dirigente, o zagueiro ainda não respondeu aos contatos do clube.

– O Arboleda foi convocado para o jogo contra o Cruzeiro, não compareceu ao CT da Barra Funda e, desde então, não temos um posicionamento oficial do jogador. Temos um grupo de atletas comprometidos, que sabem que temos uma sequência de jogos nos próximos dois meses que podem estabelecer nossos objetivos para a temporada.

– Não existe nenhuma justificativa para este ato. É uma falta de respeito com o grupo, com a direção e com a torcida do São Paulo. Estamos tentando restabelecer o contato com o atleta para solucionar o caso. De toda forma, temos a estreia na Copa Sul-Americana nesta terça-feira, e os atletas estão integralmente focados neste próximo desafio – disse Rui Costa.

Se antes o São Paulo perdoava os episódios, desta vez a postura foi diferente principalmente por ter desrespeitado uma ordem de jogo: ele estava convocado para a partida contra o Cruzeiro, no último sábado, e não se apresentou.

Em outras oportunidades, o equatoriano “só” havia perdido treinos, mas o clube havia conseguido estabelecer comunicação. Ele chegou a desfalcar o time em outros jogos, inclusive neste ano, mas nunca sem dar alguma explicação.

Foram quatro atrasos em 2026. O primeiro deles na pré-temporada, quando se reapresentou dois dias depois do estabelecido. O segundo ocorreu no carnaval, quando foi poupado do jogo contra o Primavera e aproveitou para viajar ao Equador.

Arboleda não retornou com a justificativa de “problemas pessoais”, perdeu mais três jogos, e o São Paulo alegou que ele estava liberado para resolver tais questões. Como o ge mostrou, ele esteve em um amistoso do Barcelona de Guayaquil contra o Inter Miami, de Lionel Messi.

O terceiro atraso não foi revelado. Após três dias de folga, ele não se reapresentou com o grupo no dia 24 de março e apareceu somente no dia 27. Na ausência de Alan Franco, Arboleda seria titular contra o Inter, mas diante do atraso, Roger Machado optou por Rafael Tolói.

Na partida seguinte, contra o Cruzeiro, no último sábado, o zagueiro não se apresentou para o jogo e não deu nenhuma justificativa. O São Paulo tentou entrar em contato com o defensor e não teve sucesso.

Contratado em 2017, Arboleda é o atleta há mais tempo no elenco tricolor. Em 2024, ele renovou contrato com o clube até o final de 2027.

Veja a nota publicada pelo São Paulo:

O São Paulo Futebol Clube informa que adotou todas as medidas cabíveis e encaminhou hoje uma notificação formal ao atleta Robert Abel Arboleda Escobar, que não comparece aos compromissos profissionais desde o último sábado (04), concedendo o prazo de 24 horas para apresentação de esclarecimentos e regularização de sua situação profissional.

Saída de Arboleda vai fazer de Luciano o jogador mais longevo do elenco

Com a provável saída de Roberth Arboleda, o atacante Luciano deve se tornar o jogador mais longevo do elenco do São Paulo. Desde agosto de 2020 no Tricolor, o camisa 10 é uma das principais peças ofensivas da equipe de Roger Machado.

O zagueiro equatoriano, que defende o São Paulo desde julho de 2017, tornou-se um dos líderes do elenco, chegando a assumir a faixa de capitão. Porém, nesta temporada, Arboleda vive uma das maiores crises com a camisa tricolor.

Arboleda deveria ter se apresentado às 12h (de Brasília) do último sábado no SuperCT para a concentração do São Paulo antes de enfrentar o Cruzeiro, mas não o fez e foi cortado da lista de relacionados para a partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Internamente, o São Paulo ouviu que Arboleda teria viajado ao Equador, às pressas, pela madrugada. O clube, porém, não teve nenhuma confirmação oficial sobre o paradeiro do atleta, uma vez que tentou contato e não recebeu nenhum retorno.

Agora, o defensor publicou indiretas para o São Paulo e dificilmente deve se reapresentar pelo clube paulista. Assim, Arboleda deve encerrar seu vínculo com o São Paulo após nove temporadas, 359 jogos e três títulos: o Campeonato Paulista de 2021, a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa do Brasil de 2024.

Novo recordista
Em quase seis temporadas pelo São Paulo, Luciano soma 336 jogos, 105 gols e 33 assistências. Além disso, o atacante conquistou três títulos pelo Tricolor: o Campeonato Paulista de 2021, a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa do Brasil de 2024.

Apesar de não ser o atleta que está há mais tempo ligado ao clube – ficando atrás de Calleri, que teve breve passagem em 2016, e Luan, que estreou pelo profissional em 2020, antes da chegada do atacante, mas que foi emprestado ao Vitória em 2024 -, Luciano é o jogador com mais tempo consecutivo no elenco do São Paulo.

Casares e dirigentes receberam R$ 3,3 mi em ingressos de shows

Figuras centrais nos três inquéritos policiais que apuram escândalos no São Paulo, os ex-dirigentes Julio Casares (presidência), Mara Casares (diretoria feminina) e Antonio Donizete Gonçalves (diretoria social) retiraram do clube, a título de cortesia, 4.743 ingressos para shows no Morumbi entre 2023 e 2025.

Adotando como base os preços dos ingressos em cada evento, a carga total concedida aos ex-dirigentes tem um valor estimado de pelo menos R$ 3,4 milhões. O levantamento detalhado foi fornecido pelo próprio São Paulo à força tarefa que conduz os inquéritos, formada por Ministério Público e Polícia Civil, e é parte das informações que foram solicitadas pelos investigadores junto ao clube e enviadas nas últimas semanas.

Antonio Donizete, conhecido como Dedé, recebeu no período 3.030 ingressos; Mara Casares, 931; da cota de Julio Casares foram retirados 782 ingressos, todos destinados aos seus filhos Julinho Casares e Deborah Casares.

O período abrange shows de 13 artistas, com grandes nomes como Coldplay, Bruno Mars, Oasis e Dua Lipa – alguns fizeram mais de uma apresentação – o que resulta em aproximadamente 365 ingressos destinados às cotas dos três dirigentes para cada artista que se apresentou no estádio do São Paulo.

Os ingressos incluem cadeiras, camarotes particulares, pista premium e pista normal.

Procurado pela coluna, o São Paulo apontou que não existe regra que limite o número de ingressos cortesia destinados a dirigentes, mas ressaltou que a comercialização deles é proibida.

“Não é permitida, em nenhuma hipótese, a comercialização de ingressos de cortesia. Tal proibição encontra-se devidamente registrada em cada ingresso, com a indicação expressa de que sua venda é proibida”.

Os ex-dirigentes confirmam o recebimento dos ingressos, afirmam que é prática é normal para os cargos que ocupam e dizem que nunca realizaram vendas. Os posicionamentos completos estão incluídos no final do texto.

“Por show realizado no estádio do clube, eram disponibilizados aproximadamente 1.500 (mil e quinhentos) ingressos cortesia, sendo que Julio Casares, então presidente, recebia uma porcentagem deste montante, até menor que a de outros diretores”, diz a defesa do ex-presidente. “A defesa de Julio Casares nega veementemente ter vendido qualquer ingresso cortesia que disponibilizou a terceiros e, inclusive, repudia essa prática”.

Antonio Donizete, conhecido como Dedé, também disse que jamais vendeu os ingressos, e que mantinha um controle sobre para quem os destinava.

“Durante toda a minha atuação como diretor, sempre conduzi essa questão com absoluto rigor, transparência e responsabilidade. Todas as cortesias sob minha gestão jamais foram comercializadas. Elas eram destinadas exclusivamente aos associados do clube, dentro de um processo organizado e controlado”, afirmou.

A coluna não teve resposta da defesa de Mara Casares até a publicação da matéria, mas será atualizada caso isso aconteça.

Gestão Massis prepara política restringindo cortesias, que viraram moeda política

Dentro do levantamento geral, há números que chamam a atenção – a diretoria social de Antonio Donizete solicitou, em um só protocolo, 486 ingressos para as apresentações de Bruno Mars em outubro de 2024. Julinho Casares, filho de Julio Casares, recebeu 174 ingressos para os shows da banda Coldplay, em março de 2023.

O contrato do São Paulo com a Live Nation prevê a entrega de 1.100 ingressos gratuitos por show a título de cortesia. A polícia apura nas investigações se houve ou não venda.

Para além da investigação, ingressos para shows se tornaram, há anos, uma valiosa moeda de construção de apoios políticos entre sócios e conselheiros do São Paulo. São cerca de 255 conselheiros, e um número de sócios votantes que oscila entre 1 mil e 3 mil em assembleias gerais.

Com as cotas destinadas apenas aos três dirigentes, seria possível contemplar todo o colégio eleitoral com cortesias, múltiplas vezes.

Pessoas ligadas à gestão do presidente Harry Massis Jr. no São Paulo afirmam que um dos objetivos até o final do ano é elaborar uma política formal de distribuição de cortesias que terá restrições.

Posicionamento completo de Julio Casares

A defesa de Julio Casares, representada pelos advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, esclarece que, antes mesmo de assumir a presidência do SPFC, já era de praxe todos os diretores, conselheiros, coordenadores de grupos políticos, atletas e familiares possuírem quota determinada de ingressos cortesia para os shows que são sediados no Estádio do São Paulo Futebol Clube.

Ademais, registra que, por show realizado no Estádio do clube, eram disponibilizados aproximadamente 1500 (mil e quinhentos) ingressos cortesia, sendo que Julio Casares, então Presidente, recebia uma porcentagem deste montante, até menor que a de outros diretores.

Justamente por esse motivo que Julio Casares disponibilizou os ingressos cortesia que eram parte de sua quota, não só aos seus filhos, como também para fins de relacionamento institucional e comercial, o que é permitido de acordo com a política do clube. Não houve, portanto, prejuízo financeiro ao São Paulo.

Por fim, a defesa de Julio Casares nega veementemente ter vendido qualquer ingresso cortesia que disponibilizou a terceiros e, inclusive, repudia essa prática.

Posicionamento completo de Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé
No que diz respeito às cortesias mencionadas, é importante destacar que, durante toda a minha atuação como Diretor Geral do Clube Social do São Paulo

Futebol Clube, sempre conduzi essa questão com absoluto rigor, transparência e responsabilidade.

Todas as cortesias sob minha gestão jamais foram comercializadas. Elas eram destinadas exclusivamente aos associados do clube, dentro de um processo organizado e controlado.

Adotamos um protocolo formal de distribuição, com registro, numeração e identificação dos destinatários, justamente para garantir rastreabilidade e permitir eventual verificação futura em caso de qualquer questionamento.

Esse procedimento foi implementado como medida de controle e proteção institucional, evitando qualquer tipo de desvio ou uso indevido.

Reforço que minha trajetória no clube sempre foi pautada pela seriedade, zelo pelo patrimônio do São Paulo FC e respeito absoluto às normas e à ética.

Permaneço à disposição para quaisquer outros esclarecimentos.

 

Fonte: Uol

São Paulo leva jogo contra o Mirassol para o Brinco de Ouro

O jogo entre São Paulo e Mirassol, do dia 25 de abril, será disputado no Brinco de Ouro da Princesa.

Local definido
O Tricolor também avaliou o Canindé, mas o UOL apurou que o estado do gramado não agradou à alta cúpula.

O estádio da Portuguesa havia sido a casa da equipe na vitória por 2 a 0 sobre a Chapecoense, pela 5ª rodada do Brasileirão. O encontro marcou a estreia do técnico Roger Machado.

O Morumbi não é opção por conta de dois shows do The Weeknd, que serão sediados na casa são-paulina nos dias 30 de abril e 1° de maio.

A partida entre São Paulo e Mirassol acontece às 21h (de Brasília) do dia 25, um sábado, pela 13ª rodada do nacional.

Fonte: Uol

Arboleda manda indireta para o SP: “Não importa o quão bom você seja”

Nesta terça-feira, a “novela” entre Arboleda e o São Paulo ganhou um novo capítulo. Após as declarações do diretor de futebol Rui Costa, que se posicionou contra a postura do zagueiro equatoriano, o ex-capitão tricolor publicou, em suas redes sociais, uma indireta sobre a situação.

“Não importa o quão bom você seja, se estiver no lugar errado, você não vale nada”, postou Arboleda.

Além dessa publicação, Arboleda também compartilhou uma passagem da Bíblia relacionada à sua situação com o Tricolor: “Quem conspira contra ti, cairá diante de ti”.

A postagem de Arboleda veio logo depois de o São Paulo notificar o zagueiro, na última segunda-feira. O clube havia concedido um prazo de 24 horas para o defensor justificar seu sumiço e regularizar sua situação.

Caso Arboleda
Arboleda deveria ter se apresentado às 12h (de Brasília) do último sábado no SuperCT para a concentração do São Paulo antes de enfrentar o Cruzeiro, mas não o fez e foi cortado da lista de relacionados para a partida válida pelo Campeonato Brasileiro.

Internamente, o São Paulo ouviu que Arboleda teria viajado ao Equador, às pressas, pela madrugada. O clube, porém, não teve nenhuma confirmação oficial sobre o paradeiro do atleta, uma vez que tentou contato e não recebeu nenhum retorno.

O São Paulo também buscou informações junto aos representantes e familiares de Arboleda. Contudo, eles também não obtiveram resposta ao tentar contatar o jogador, que agora recebeu um “ultimato” para prestar esclarecimentos ao clube.

São Paulo acerta com novo patrocinador; veja detalhes

O São Paulo oficializou a UniCesumar como nova patrocinadora do clube em um acordo válido até o final de 2028. A parceria integra o projeto Educa Esporte e abrange as equipes masculina, feminina e de base, com foco no desenvolvimento educacional por meio do esporte. Além da exposição da marca — que aparecerá na perna esquerda dos calções de todas as categorias —, o contrato prevê a oferta de crédito estudantil e bolsas de estudo para atletas e colaboradores.

“Estamos muito satisfeitos com a construção desta parceria, pois ela vai além de um patrocínio para exibição da marca nos uniformes e em outras propriedades. Podermos oferecer aos nossos atletas uma oportunidade de desenvolvimento acadêmico e profissional é um legado tão importante para o crescimento pessoal de cada indivíduo quanto as vitórias em campo são para todos os são-paulinos”, contou Eduardo Toni, diretor executivo de Marketing do São Paulo.

 

Integrante do grupo Vitru Educação, a UniCesumar também terá ativações em dias de jogos no MorumBIS, além de presença em plataformas digitais do clube e ações direcionadas aos sócios-torcedores, ampliando o alcance da iniciativa. O acordo contempla ainda benefícios exclusivos para essa base, como descontos em cursos oferecidos pela instituição.

“Estamos unindo uma marca de educação de prestígio à imensa paixão da torcida são-paulina. O projeto Educa Esporte materializa nossa crença de que o esporte é uma poderosa plataforma de inclusão e desenvolvimento. Ao investir no clube, estamos abrindo portas para que milhares de pessoas, dos atletas da base aos torcedores, possam construir um futuro brilhante por meio do conhecimento”, disse Leandro Maraccini Claro, vice-presidente de Mercado, Growth e Comunicação da Vitru Educação.

A parceria também reforça o incentivo ao futebol feminino e às categorias de base, com ênfase na formação integral dos atletas. A proposta destaca a educação como instrumento de transformação social, conectando esporte, oportunidades e perspectiva de futuro dentro e fora de campo.

Além de estampar os uniformes das equipes masculina, feminina e de base, a marca da UniCesumar estará presente nos dias de jogo no MorumBIS, com inserções no telão e nas placas de LED do anel intermediário, bem como nos backdrops de entrevistas no estádio e no CT da Barra Funda.