Rafael recusa Cruzeiro e Bahia e já mira renovação de contrato no São Paulo

Goleiro do São Paulo, Rafael recusou duas investidas na última janela de transferências e já deixou claro ao clube: quer renovar contrato mais uma vez.

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O UOL apurou que o camisa 23 foi procurado por Cruzeiro e Bahia, dois clubes que foram ao mercado em busca de goleiros na última janela de transferências. O clube mineiro sondou a situação do jogador após a lesão de Cássio e considerou Rafael como uma das primeiras opções.

Mesmo valorizado e com procura, o goleiro optou por permanecer no Morumbis. Internamente, já até sinalizou o desejo de seguir no clube por mais tempo e se colocar como “referência” elenco.

O contrato atual, assinado em março do ano passado, vai até o fim de 2027. Embora o São Paulo ainda não tenha aberto conversas por uma nova extensão, o jogador se colocou à disposição para negociar assim que houver movimentação da diretoria.

Líder do setor
A decisão também passa diretamente pelo momento dentro de campo. Rafael vive uma de suas fases mais consistentes desde que chegou ao clube e é peça fundamental na solidez defensiva da equipe.

Na temporada, soma 26 gols sofridos em 26 jogos, números impactados pela oscilação do time no início do ano, ainda sob o comando de Hernán Crespo. Desde a chegada de Roger, são 12 jogos como titular e apenas nove gols contra.

No Campeonato Brasileiro, o São Paulo sofreu apenas 11 gols em 13 partidas e tem a 2ª melhor defesa da competição — desempenho pior apenas dos de Palmeiras e Flamengo, líderes com dez gols sofridos.

A consistência também aparece na Copa Sul-Americana, onde o São Paulo ainda não foi vazado. A segurança transmitida por Rafael se reflete até na utilização do elenco: o reserva Carlos Coronel só foi estrear recentemente, após quase cinco meses desde sua chegada.

 

Veja percentual de direitos econômicos que clube tem de cada jogador

O São Paulo disponibilizou o balanço financeiro de 2025 em seu site, nesta quinta-feira. Em um documento extenso, com mais de 70 páginas, destrincha diversas questões financeiras do clube, entre eles, os direitos econômicos sobre atletas do elenco.

O levantamento considera o elenco em dezembro de 2025, ainda na gestão de Julio Casares, e não inclui os reforços contratados para a atual temporada: Danielzinho, Carlos Coronel, Matheus Dória, Lucas Ramon, Cauly e Artur.

Na virada do ano, o São Paulo também contou com muitos jogadores deixando o clube. Ao todo, 11 atletas saíram ao fim de 2025, em movimentações que envolveram empréstimos, vendas e encerramentos de contrato, como parte do processo de reformulação do elenco.

No documento há o registro do São Paulo com 94 atletas. Dentre eles, 28 fazem parte do elenco profissional, e os demais pertencem às categorias de base. O levantamento aponta que o clube detém participação majoritária na maior parte dos contratos, mas divide direitos em nomes importantes.

O clube tem 100% dos direitos econômicos de apenas quatro jogadores: Cédric Soares, Rafael e Wendell, além do garoto Osório. Por outro lado, há casos de participação reduzida, como Luciano, com 50%, além de Calleri e Lucas Moura, ambos com 70%.

Veja os direitos do São Paulo sobre cada jogador do elenco (segundo balanço financeiro de 2025)
Goleiros

Rafael — 100%
Young — 90%

Laterais

Cédric Soares — 100%
Enzo Díaz — 60%
Igor Felisberto — 90%
Maik — 90%
Nicolas — 90%
Wendell — 100%
Zagueiros

Alan Franco — 80%
Moreira — 90%
Sabino — 80%
Osório — 100%
Matheus Belém — 90%
Rafael Toloi — 90%
Arboleda — 80%
Meias

Bobadilla — 60%
Negrucci — 90%
Hugo Leonardo — 80%
Luan — 95%
Lucas Moura — 70%
Pablo Maia — 85%

Atacantes

Ferreira — 65%
André Silva — 80%
Calleri — 70%
Lucca — 90%
Luciano — 50%
Tetê — 90%
Ryan Francisco — 90%

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: não é sensacional? Nós temos 100 por cento do Cedric e do Wendell. Bora lá vender para ganhar uma baita grana.

O que é discutido em reforma estatutária do São Paulo

Uma comissão formada por cinco membros discute, desde o fim de março, possíveis mudanças no Estatuto Social do São Paulo. Entre os pontos debatidos pelo grupo estão a flexibilização nas “amarras” para a transformação do clube em uma sociedade empresária, uma espécie de SAF, e mudanças grandes em questões de governança.

O ge conversou, nos últimos dias, com Eduardo Alfano, presidente da comissão, que é formada, também, por Rogério Caboclo, ex-presidente da CBF, Vinicius Pinotti, Ruy Mauricio Tranquilli Barbosa e Orlando Rossini Junior – participa também um sócio do clube, o advogado Marcelo Rayes. O grupo tem até o dia 15 de maio para encerrar seus trabalhos.

Alfano disse, ao ge, que o ponto central da discussão da comissão é sobre governança. De acordo com ele, o grupo deve entregar, ao Conselho Deliberativo, uma proposta de reforma estatutária com aumento de poderes do Conselho de Administração e maior fiscalização sobre o presidente do clube.

– Estamos propondo que o presidente e o vice não façam parte do Conselho de Administração. Que os membros do Conselho de Administração sejam contratados por meio de empresas que contratam gestores. Estamos fazendo um Conselho de Administração que tenha poderes de destituição de gente importante no clube – disse Alfano.

Outro ponto amplamente discutido pelo grupo, de acordo com Alfano, é a flexibilização das “amarras” para a transformação do São Paulo numa “sociedade empresária”. O atual Estatuto Social do clube diz que são necessários 75% dos votos favoráveis à mudança para que ela vá para a Assembleia Geral. A intenção é diminuir este quórum.

Depois de finalizada, a proposta de reforma estatutária ainda precisa passar pelo Conselho Deliberativo. Se aprovada, irá também para Assembleia Geral para que os sócios do São Paulo votem.

Se passar por todos os ritos necessários para de fato valer, o novo Estatuto Social só entraria em vigor a partir de janeiro de 2027, no início do triênio da nova gestão do clube. Eleições presidenciais serão realizadas no fim de 2026.

Veja, abaixo, a entrevista do ge com Eduardo Alfano:

Que grupo é esse que foi montado? Qual o objetivo?

– A comissão de reforma estatutária não vai realizar uma reforma ampla. Existe a intenção de se trabalhar em pontos específicos do estatuto que são referentes a melhorar governança e eficiência da gestão. Esses são os pontos em que estamos debruçados.

– Não vai haver nenhuma alteração proposta para o Conselho que impacte em processo eleitoral, conselho consultivo, assembleia geral de associados, até porque temos eleição neste ano e isso poderia, eventualmente, comprometer a aprovação de temas que são estruturais.

– Nós decidimos atuar, que foi, inclusive, o que conversamos na nossa primeira reunião, em pontos estruturais do Estatuto. O grupo foi instituído pelo presidente do Conselho, somos em cinco pessoas e estamos trabalhando firme. Ainda não temos o texto fechado, mas os pontos, os grandes temas, já estão definidos.

Como vocês se reúnem?

– Temos nos reunido presencialmente e virtualmente. Temos até o dia 15 de maio para entregar o texto para, aí sim, começar o processo interno no clube. Passa por outras comissões e apreciação dos conselheiros. Sendo aprovado, vai à Assembleia Geral de sócios.

O que você pode adiantar, do maior norte, do que mais estão buscando nessa reforma? O torcedor sempre que fala de reforma estatutária pensa em SAF. É uma reforma que visa de alguma maneira a SAF? Tirar amarras?

– Os temas podemos falar, sem problemas. Não sabemos o detalhamento porque estamos ainda na redação disso. É importante, e você vai entender isso, primeiro você apresentar no Conselho. Sobre a SAF. Nem estamos chamando de SAF, estamos chamando de sociedade empresária.

– Não vamos entrar no modelo da sociedade empresária. Houve uma reforma tributária recente e isso ainda está em discussão no Congresso, mas a partir de 2027 ainda é tranquilo, mas até 2032 o impacto é significativo.

– A diferença entre um clube associativo ou o que vira sociedade empresária, independentemente do modelo, sendo com uma parceira ou a totalidade do São Paulo ou qualquer outro modelo. Neste momento, não estamos propondo à apreciação do Conselho nenhum tipo de modelo.

– Estamos propondo termos quórum qualificado para que a discussão se inicie e para que eventualmente isso seja aprovado. Isso, sim, fará parte do nosso parecer. Mas não estamos encaminhando nenhum tipo de modelo.

– Isso deve ser feito no ano que vem. Nosso parecer terá um capítulo de conclusões em que vamos fazer sugestões para outras reformas estatutárias, que nós entendemos que devem ser objeto de uma próxima comissão. A partir do ano que vem. Aí, sim, entrando questões eleitorais, até do modelo da sociedade empresária. Não haverá nesta reforma este tipo de consideração, até porque o período de trabalho é de 45 dias. Não daria para avançar.

– Já identificamos que o Estatuto do São Paulo tem alguns pontos que quando essa discussão chegar de modo mais profundo terão de ser ajustados.

 

A SAF então não vai ser discutida nessa reforma?

– O modelo da SAF não será discutido. Mas vamos recomendar que isso seja feito já em 2027. Até porque precisamos ter isso resolvido em 2028 certamente, por conta da reforma tributária.

– Qual é o entendimento da Comissão para o que diz o Estatuto hoje sobre SAF? Quais são as amarras hoje no Estatuto para um caso de um grupo interessado em comprar o São Paulo?

– Se o modelo, que será discutido, for um modelo parecido com esses das SAFs mais conhecidas no Brasil… Não dizendo que esse será um modelo. Primeiro, precisaria aprovar no Conselho Deliberativo, e aí a aprovação tem um quórum muito elevado.

– Essa é uma preocupação dessa comissão. A reunião não tem quórum para ser instalada. Então, estamos falando que é uma discussão importante e terá que ter um quórum para ter a reunião.

– Fundamentalmente, a questão é essa. Estamos tentando deixar a discussão, no âmbito do Conselho, possível de ser aberta e possível de ser feita. É isso que estamos, neste momento, conversando. Num segundo momento, possivelmente em 2027, aí essa ou outra comissão, quando se debruçar sobre modelos, vai identificar o que melhor atende as necessidades do São Paulo. E outros itens serão abordados.

– Existe outra possibilidade que é através dos sócios, um quinto de sócios, fazerem diretamente uma solicitação. Isso não passa pelo Conselho. É direto na Assembleia de sócios. Essa é uma segunda possibilidade. Mas não estamos mexendo com isso.

O objetivo da comissão, então, é diminuir essas amarras?

– Hoje você tem um quórum alto e tem a possibilidade de um pequeno grupo de conselheiros não permitir que sequer seja discutido. Estamos discutindo para chegar num número que seja razoável. E sempre lembrando que o Conselho não dá a última palavra.

– Ainda tem a Assembleia. O que estamos buscando é que tenha um quórum para ter um amplo debate, a troca de ideias, para que se considerar adequado a gente caminhe.

– O São Paulo tem um artigo que diz que em caso de sociedade empresária, o clube tem que manter a maioria. E isso, na verdade, o que acontece… Amanhã, aparece um fundo, um milionário, um grupo… Vai haver um acordo de acionistas. Esses pontos serão ajustados neste acordo.

– No ano que vem, quando definir um modelo, se o modelo for 100% do São Paulo, não precisa mexer no Estatuto. Se for um aporte externo, esse artigo será debatido. Mas neste momento, se a gente mexe nisso, talvez se complique o que é importante, que é abrir a possibilidade de discussões.

Você disse que o foco é discutir governança. O que você pode adiantar sobre essa parte da proposta de reforma?

– A grande alteração que estamos propondo é justamente na governança do clube e como isso vai tomar conta da gestão do clube. Eu trabalho com planejamento estratégico há 40 anos. E o Olten (Ayres, presidente do Conselho Deliberativo) foi muito feliz na composição da comissão que presido, porque temos advogados, economistas, eu sou engenheiro, mas com especialização nesta área, empresários…

– Estamos conseguindo olhar vários temas. Existe no mercado, de forma geral, uma confusão do que é governança e gestão. O problema do São Paulo nunca foi a gestão. Foi a governança que não temos. A governança que dá o rumo e o ritmo da gestão. A diretoria executiva é responsável por executar o plano de ação que a governança definiu. Os objetivos que quer atingir.

– Não temos isso. Nosso grande trabalho nessa comissão é reformular totalmente o Conselho de Administração. Não vou poder te dar todos os detalhes, mas estamos propondo que o Conselho de Administração tenha um número de conselheiros independentes maior que o número de conselheiros da casa.

– Estamos propondo que o presidente e o vice não façam parte do Conselho de Administração. Que os membros do Conselho de Administração sejam contratados através de empresas que contratam gestores. Estamos fazendo um Conselho de Administração que tenha poderes de destituição de gente importante no clube. O compliance ficaria abaixo do Conselho de Administração, e não abaixo do presidente.

– Estamos trazendo a ouvidoria como área subordinada ao compliance, e, portanto, subordinada ao Conselho de Administração. Estamos falando de uma auditoria permanente. Enfim, é uma mudança completa. Esquece o que temos hoje lá. Não é mais a mesma coisa.

– Se nós conseguirmos aprovar isso, e sabemos da dificuldade que vamos enfrentar, pode ter certeza de que é uma virada de página estrutural na história do São Paulo.

Os conselheiros independentes seriam remunerados?

– O Estatuto atual, e isso não estamos mexendo, mantém a possibilidade de serem remunerados. E queremos que sejam. Porque queremos os melhores. Hoje, quem escolhe o conselheiro independente é o presidente do clube. Vai ter critério. Não posso chamar o Bruno porque é meu amigo.

– Quem vai aprovar isso é o Conselho. E não o presidente. Ou seja, é independente-independente. Não tem mais a mão do presidente. Até porque eles vão fiscalizar o presidente. Não tem o mínimo sentido o presidente aprovar alguém desses caras. É uma revolução do Conselho de Administração do São Paulo. Tem que ser pago.

Como vocês pretendem convencer os conselheiros a tirar esse poder todo do presidente?

– O Estatuto é presidencialista. Temos de tirar um pouco disso do Estatuto. Como estamos pensando em fazer isso? Colocando o Conselho de Administração para tomar conta. Ele que vai estabelecer e aprovar o orçamento, por exemplo. Vai cobrar que seja cumprido. Estamos colocando, também, na nossa proposta, balancetes trimestrais obrigatórios.

– O balancete vai ter que ser apresentado e justificado para o Conselho de Administração, Fiscal e Deliberativo a cada três meses. O Conselho de Administração pode até pedir a destituição do presidente, que teria que ser referendado pelo Conselho Deliberativo, claro.

O presidente não vai ter mais voz no Conselho de Administração?

– Não vai ter, nem ele nem o vice. Tiramos ele e o vice do Conselho de Administração e colocamos dois independentes. Então ficaram quatro da casa e cinco independentes. O que está acontecendo: colocamos sobre o presidente, entre aspas, alguém tomando conta dele. Coisa que hoje não existe.

– Dentro do parecer, temos uma solução para contrato. Estamos propondo. O que ocorre é que o mundo do futebol diz que não tem condições de fazer isso previamente porque atrapalharia negociações. O mundo é muito dinâmico e tal. Mas estamos dando um jeito de dar ciência rapidamente depois que o contrato foi assinado.

– E, como vamos ter gente olhando o orçamento a cada três meses e o Conselho de Administração tem atribuição mensal, vai ter que seguir o orçamento. Se não seguir, vai ter que justificar. Contratou tal jogador estourando o orçamento por quê? Uma das atribuições que também estamos dando é dispensar diretor executivo.

– Quando sair isso, vocês vão ver que é outro São Paulo. O Estatuto presidencialista que existe hoje, claro que ainda tem muita coisa para ajustar, mas ele não mais existe. É difícil de aprovar? Vamos ver. É uma questão de conversar, entenderem que é um novo clube. E eu tenho percebido uma boa vontade muito grande dos conselheiros em serem também protagonistas dessa mudança.

– Eu vou ao Conselho apresentar item a item e tenho esperança que vamos conseguir aprovar.

Não vai haver nenhuma sugestão de mudanças em termos eleitorais, como forma de eleição, mandato de presidente, reeleição?

– Nada, nada… Embora nas nossas recomendações para 2027 tenhamos várias recomendações que vamos colocar destas linhas. E vamos dizer que não mexemos agora por estarmos a seis meses da eleição.

Essas mudanças, se aprovadas, entram em vigor imediatamente ou só no próximo mandato, a partir de 2027?

– Entrariam em vigor a partir de janeiro de 2027. Uma das críticas que se faz em relação ao trabalho da comissão, que não seria o momento, não é cabível. Porque se não fizermos agora e fizermos em 2027, vamos ficar mais três anos com o Estatuto do jeito que está.

– De verdade, o que estamos mexendo não atrapalha o presidente que for no próximo mandato. Este tipo de argumento é de quem não quer mexer nas coisas. Estamos trabalhando em cima de governança, gestão e controle interno.

– Nossa ideia é responsabilizar quem tem responsabilidade. Você se candidatou a ser conselheiro de administração? Vai ter o ônus e o bônus. É isso que esperamos que ocorra com as mudanças que estamos propondo. Se conseguirmos aprovar as propostas que estamos fazendo, tenho plena convicção que vamos entregar ao São Paulo um Estatuto mais ágil, robusto, muito mais alinhado com aquilo que o São Paulo está precisando.

– Não é um Estatuto presidencialista e pronto. Vai ter uma instância acima do presidente, com gente de fora do São Paulo, que vai tomar conta. É isso o que estamos propondo e acho que vai de encontro com aquilo que a torcida quer, também.

– Eu acho muito improvável que alguém diga que essas mudanças não são boas.

– Muitos falaram que estávamos ali para chancelar um modelo de SAF que vinha do Olten. A bem da verdade, o presidente do Conselho participou por 10 minutos da nossa primeira reunião, quando ele agradeceu que tenhamos aceitado e desejou boa sorte no nosso trabalho.

– Ele em nenhum momento pediu algum tema, falou para fazermos assim ou assado. Nada, absolutamente nada. Entendemos que às vezes sai uma notícia meio truncada ali ou aqui e isso acaba atrapalhando um pouco aquilo que queremos fazer. Isso é algo que realmente pode gerar algum ruído e alguns conselheiros mesmo sem entender o que estamos falando ter alguma pré-disposição a votar contra.

– Não estamos apresentando modelo algum, muito menos um modelo que o Olten teria imposto.

Fonte: Globo Esporte

SP defende sete anos de invencibilidade como mandante contra o Bahia

O São Paulo entra em campo neste domingo defendendo uma marca importante diante do Bahia: o Tricolor não perde para o adversário como mandante há sete anos. A última derrota são-paulina em seus domínios para o clube baiano aconteceu em 2019.

Desde então, o São Paulo disputou cinco partidas como mandante no confronto e manteve a invencibilidade, com três vitórias e dois empates. Nesse período, venceu o Bahia por 2 a 0 em 2025, por 3 a 1 em 2024, empatou por 0 a 0 em 2023, triunfou por 1 a 0 em 2021 e ficou no 1 a 1 em 2020.

Além da sequência positiva, o retrospecto recente também mostra consistência defensiva do São Paulo no duelo. Nos cinco jogos, o Tricolor Paulista balançou as redes sete vezes e sofreu apenas dois gols.

A última derrota em casa aconteceu na Copa do Brasil de 2019, quando o Bahia saiu com a vitória por 1 a 0 no jogo de ida das oitavas de final. Naquela ocasião, inclusive, o São Paulo perdeu o segundo jogo pelo mesmo placar e foi eliminado da competição nacional.

São Paulo demite Eduardo Toni, diretor de Marketing

Eduardo Toni não é mais diretor de marketing do São Paulo. O profissional se reuniu com o presidente Harry Massis nesta quinta-feira à noite, entregou o cargo e deixou a função depois de cinco anos.

Toni estava à frente do departamento de marketing do São Paulo desde 2021. Ele confirmou o pedido de demissão e em um comunicado enviado à reportagem por WhatsApp o agora ex-diretor do clube confirmou a saída:

“Encerro meu ciclo no São Paulo após 5 anos e 4 meses de muito trabalho, empenho e dedicação. Aceitei esse desafio em 2021 principalmente por amor ao São Paulo. Nestes 64 meses sob meu comando, aumentamos o faturamento da área de marketing em mais de 10x, fizemos um turn around na marca, iniciamos um resgate da área de MKT.

Não há em todos os negócios feitos neste período nenhuma conduta ilegal, não há nenhum valor desviado, não há nada de errado. Recebi apoio de vários parceiros comerciais do São Paulo, o que me orgulha e acaba com qualquer suspeita sobre a minha ilibada reputação.

Infelizmente o ódio e a disputa fraticida da política interna do São Paulo minam a continuação de qualquer trabalho e colocam em risco o futuro da instituição.

Agradeço a todos que colaboraram nesta jornada, em especial os membros da área de MKT do SPFC, grandes profissionais e amigos.”

Imbróglio
O desligamento ocorre em meio a um momento de pressão vivido por Eduardo Toni, após o Conselho de Administração do São Paulo vetar um acordo de patrocínio com a Unimed. O órgão identificou a participação de uma intermediária no negócio, a corretora de seguros New Honest, com sede no mesmo endereço do Morumbis.

O acordo de patrocínio costurado pelo ex-dirigente previa o recebimento de R$ 45 milhões em três anos para que a Unimed estampasse a parte traseira do uniforme. Desse valor, R$ 4,5 milhões, cerca de 10%, seriam pagos pelo São Paulo à New Honest, em três parcelas anuais de R$ 1,5 milhão.

Conselheiros discordaram da intermediação por entenderem que a New Honest não é uma empresa habituada a esse tipo de operação e refizeram o documento sem essa cláusula. Um novo acordo deve ser votado nos próximos dias, já sem a previsão de intermediação.

Cauly pode enfrentar o Bahia? Entenda a situação do meia

O São Paulo enfrenta o Bahia neste domingo, dia 3, em um duelo marcado por reencontros e possíveis “leis do ex”. Entre as histórias da partida, a situação de Cauly chama atenção.

Emprestado pelo clube baiano até o fim do ano, o meia poderia, em um cenário comum, ficar fora do confronto por conta de cláusulas contratuais. Neste caso, São Paulo e Bahia acordaram previamente que o jogador pode atuar normalmente, sem a necessidade de pagamento de multa, o que amplia as opções de Roger Machado.

Diante das ausências de Danielzinho e Pablo Maia, o meia passou a ganhar mais espaço e minutagem, se tornando uma alternativa importante para o meio-campo tricolor neste momento da temporada.

Relembre como foi a negociação de Cauly
O São Paulo anunciou a contratação de Cauly, que pertence ao Bahia. O jogador chegou como empréstimo até o final deste ano.

Entre as condições, o Bahia pediu um valor de 500 mil euros pela cessão, porém, o Lance! ouviu que o dinheiro não sairá dos cofres do Tricolor.

Isso porque o São Paulo tem um crédito com a equipe nordestina, que chega de negociações antigas. Ou seja, abaterá este valor. Além da multa, Cauly chegou com uma cláusula prevê a compra obrigatória por 2 milhões de euros (cerca de R$ 12,3 milhões) caso metas sejam cumpridas, como a participação em 25 jogos. Até agora, o meio-campista soma 15 partidas pelo Tricolor.

São Paulo divulga balanço de 2025 com redução da dívida

O São Paulo divulgou em seu site oficial, nesta quinta-feira, o balanço financeiro de 2025. O documento mostra que o clube reduziu sua dívida total em R$ 110 milhões e registrou superávit de R$ 56 milhões, além de apresentar um aumento nos valores pagos em intermediação e a redução nos gastos com contratações para o futebol.

O São Paulo fechou 2025 com a dívida em R$ 858 milhões, R$ 110 milhões a menos do que os R$ 968 milhões de 2024, quando o déficit havia sido de R$ 287 milhões. De acordo com o documento, o Tricolor teve R$ 246,1 milhões em caixa no ano passado.

Mesmo com o superávit e a redução da dívida, o balanço financeiro do São Paulo foi reprovado pelo Conselho Deliberativo, em reunião realizada em março, por 210 votos a 24.

O balanço financeiro também mostra que o São Paulo investiu R$ 55,9 milhões no departamento de futebol em 2025. As contratações do Tricolor no exercício foram, em sua maioria, de atletas sem contrato com outros clubes ou por empréstimo. No ano anterior, o investimento havia sido de R$ 110 milhões.

Também para se enquadrar em novas diretrizes financeiras, o São Paulo vendeu mais em 2025. Foram R$ 283 milhões arrecadados com negociações de direitos econômicos, valor bem maior do que os R$ 93 milhões de 2024.

Em contrapartida, o Tricolor gastou mais com intermediação em vendas de jogadores. O balanço financeiro mostra que o clube pagou R$ 31 milhões a empresários. Em 2024, o valor gasto com isso havia sido de R$ 4 milhões. A venda de Lucas Ferreira ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, foi a que teve o maior valor pago por intermediação: R$ 11,8 milhões.

O balanço financeiro aponta que os aumentos dos gastos com intermediação são “diretamente proporcionais ao aumento das receitas com negociações de atletas.”

O documento também mostra que o São Paulo teve receita de R$ 1,1 bilhão e R$ 729 milhões de custos gerais com o futebol, sendo R$ 405 milhões de salários e direitos de imagem.

SP pede arquivamento de inquérito do MP que apura possível gestão temerária

O São Paulo entrou com um pedido de arquivamento do inquérito civil conduzido pelo Ministério Público, que apura possível gestão temerária no clube.

O Tricolor entende que prestou os esclarecimentos pedidos pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital.

O promotor Paulo Destro, que conduz o inquérito pelo Ministério Público, reagiu alegando não reconhecer o recurso e que vai continuar com as investigações. O pedido, agora, vai para uma espécie de segunda instância do MP, que tomará a decisão de seguir ou não com o inquérito.

O ex-presidente Julio Casares também entrou com um pedido de arquivamento do caso por entender que se trata de um assunto interno do São Paulo, não permitindo a atuação externa nas investigações.

A investigação do MP se baseia em possíveis “atos administrativos com potencial dilapidação patrimonial, desvio de finalidade, favorecimento de terceiros ou familiares de dirigentes, e eventual utilização de recursos públicos ou benefícios fiscais, com risco de violação de direitos coletivos de relevante interesse social e lesão ao erário”, segundo o documento de abertura do inquérito.

Desde então, diversos dirigentes e ex-dirigentes foram intimados pelo Ministério Público a prestar esclarecimentos. O São Paulo pede que o inquérito não seja pautado por terceiros, como os denunciantes.

Enquanto seu colegiado não toma uma decisão, o Ministério Público mantém as investigações para apurar possível gestão temerária.

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: CAMBADA DE BANDIDOS. CHUPEM. O MP JÁ INDEFERIU! MARGINAIS CORRUPTOS QUE DOMINAM O SÃO PAULO!

Lucas avança em recuperação, e retorno contra o Bahia é analisado

Recuperado de uma fratura em duas costelas, o atacante Lucas pode ser relacionado pelo São Paulo para o jogo contra o Bahia, no domingo, às 16h, em Bragança Paulista, pelo Brasileirão.

O jogador será avaliado nos próximos dias pela comissão técnica.

Lucas treinou normalmente, sem restrições, na última quarta-feira, no CT da Barra Funda. Nesta quinta, novamente participou da atividade sem nenhuma limitação. O atacante ainda usa um colete de proteção nas atividades, por causa da fratura, mas pode sofrer choques e participa de todo o treinamento.

A comissão técnica do São Paulo ainda vai avaliar a evolução de Lucas nos próximos dias, até sábado, para definir se ele retorna contra o Bahia.

A previsão inicial era de um retorno mais adiante, mas a rápida melhora do atacante mudou os planos. Se for relacionado, o atacante ficará no banco de reservas.

O meia fraturou duas costelas no dia 18 de março, em duelo contra o Atlético-MG. As primeiras atividades no gramado começaram na última semana, mas ainda com restrições.

Com o avanço na recuperação, Lucas foi liberado para treinamentos sem nenhuma limitação e respondeu bem aos estímulos nos últimos dias.

O São Paulo ainda treina sexta e sábado antes de definir a lista de relacionados para o jogo contra o Bahia.

A provável escalação tem: Rafael; Lucas Ramon, Rafael Tolói (Alan Franco), Sabino e Wendell; Bobadilla, Danielzinho e Luciano; Artur, Calleri e Ferreira (Cauly).

Olten é afastado da presidência do Conselho Deliberativo

A Comissão de Ética do São Paulo recomendou a expulsão do presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres. Com isso Olten foi afastado provisoriamente da presidência do Conselho. João Farias Junior vai assumir.

A pauta ainda irá para votação no plenário e o trâmite será similar ao de Douglas Schwartzmann e Mara Casares — exigindo quórum de dois terços da casa em votação secreta para aprovação da suspensão.

O pedido foi protocolado pelo presidente do clube, Harry Massis, que acusa Olten de gestão temerária em meio ao embate envolvendo a reforma do estatuto. A Comissão de Ética analisou a representação e decidiu pelo prosseguimento do processo, com recomendação pela exclusão do dirigente do quadro associativo.

A partir de agora, Olten terá direito à defesa antes da votação no Conselho. Caso a maioria qualificada seja atingida, a decisão resultará em sua expulsão definitiva do quadro de sócios do clube.

Segundo a petição, o mandatário do Conselho Deliberativo fez uma manobra desrespeitando o estatuto do clube ao receber um parecer negativo a uma alteração do quórum para mudança do estatuto, como a aprovação de uma SAF. O pedido de revisão foi feito em dezembro, pelo ex-presidente Julio Casares.

A comissão legislativa se mostrou contrária ao parecer. Segundo o documento, Olten Ayres seria obrigado a enviar a resposta para ciência do Conselho Deliberativo, o que não aconteceu.

Olten Ayres anunciou, no fim do mês passado, uma nova comissão para discutir mudanças no Estatuto Social do clube, com prazo para apresentar propostas até 15 de maio de 2026. O grupo conta com nomes como o ex-presidente da CBF Rogério Caboclo, hoje conselheiro vitalício do São Paulo, e outros integrantes da casa.