Lucas pode voltar a ser titular enfrentando o rival contra o qual se lesionou

Lucas Moura pode voltar a ser titular do São Paulo justamente no clássico do próximo domingo, contra o Palmeiras, às 17h30 (de Brasília), na Arena Barueri, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

O atacante está recuperado de um trauma no joelho direito que o afastou dos gramados por mais de um mês. Coincidentemente o problema físico de Lucas aconteceu contra o Palmeiras, na semifinal do Campeonato Paulista, no Allianz Parque.

Sem perder há 12 jogos, o São Paulo quer ampliar a sequência com uma vitória sobre um de seus maiores rivais e conta com Lucas para manter a invencibilidade, subir na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro e, de quebra, enfraquecer o rival na briga pela liderança da competição.

Lucas Moura voltou a ser relacionado na última sexta-feira, contra o Fortaleza, e entrou no segundo tempo do empate sem gols no Morumbis. Três dias depois, ele novamente foi acionado na etapa complementar da partida contra o Alianza Lima, no Peru, pela Libertadores.

Agora, Lucas vive a expectativa de, enfim, voltar a figurar entre os 11 inicias do São Paulo, e nada melhor que um clássico para que o camisa 7 tricolor volte a fazer a diferença dentro das quatro linhas.

Resta saber se o técnico Luis Zubeldía irá apostar em Lucas como titular no Choque-Rei na Arena Barueri, estádio que atualmente conta com gramado sintético, tipo de superfície que não costuma agradar o comandante são-paulino devido ao suposto alto risco de lesão. Ciente de que não pode perder o principal nome do elenco novamente, o treinador argentino tem mais dois dias para se decidir.

São Paulo só tem 100% dos direitos de 3 atletas do elenco

O São Paulo só possui 100% dos direitos econômicos de três atletas do elenco profissional, segundo dados do final do ano passado divulgados no Balanço Financeiro de 2024.

Os jogadores são o goleiro Rafael, o volante Luiz Gustavo e o meia Alisson. O documento não informa a divisão dos direitos dos reforços Wendell, Cédric e Oscar, além do zagueiro Ferraresi.

O Tricolor possui 100% dos direitos de outros três jogadores que não estão atuando pelo clube: o meia Galoppo, emprestado ao River, o volante Liziero, encostado e que espera o vencimento do contrato no meio do ano, e o também volante Hugo Leonardo, que subiria ao profissional, mas rompeu o ligamento cruzado na final da Copinha e tem futuro indefinido.

No total, o documento apresentado ao Conselho Deliberativo mostra a divisão dos direitos de 88 jogadores, mas 16 já deixaram o São Paulo. O levantamento leva em consideração todos os jogadores que já assinaram vínculos profissionais, sejam eles do sub-17, sub-20 ou time profissional.

Atletas emprestados como Ruan, Marcos Antônio e Enzo Díaz obviamente não aparecem na lista. Confira os jogadores e a porcentagem que o São Paulo tem de cada um.

Time profissional ou já relacionados em algum momento
Goleiros: Rafael (100%), Jandrei (70%), Young (90%) e Leandro (70%)
Zagueiros: Alan Franco (80%), Igão (90%), Sabino (80%), Matheus Belém (90%) e Arboleda (80%)
Laterais: Igor Felisberto (90%), Igor Vinícius (50%) e Patryck (85%)
Meias: Alisson (100%), Bobadilla (60%), Negrucci (90%), Liziero (100%), Hugo Leonardo (100%), Luan (95%), Luiz Gustavo (100%), Alves (90%), Pablo Maia (85%) e Rodriguinho (90%)
Atacantes: Ferreirinha (65%), André Silva (80%), Henrique Carmo (85%), Calleri (70%), Lucas Ferreira (80%), Lucas Moura (70%), Lucca (90%), Luciano (50%) e Ryan Francisco (80%)

Emprestados
Profissionais: Erick (70%), Galoppo (100%), Moreira (90%) e Pedrinho Vilhena (90%)

Base: Brian Carvalho (90%), Cauã Lucca (90%), Gabriel Falcão (90%), Iba Ly (50%), Mateus Manso (90%), Nícolas Borges (50%) e Roberto Teixeira (90%)

Jogadores da base
Takada (90%), Cássio Neto (90%), Enzo Perroni (90%), Eric (62%), Felipe Gabriel (60%), Felipe Oliveira (90%), Fellipe Carneiro (80%), Guilherme Batista (90%), Gustavo Miranda (90%), Hugo Martins (90%), João Paulo (85%), João Pedro (65%), King Faisal (50%), Lucas Loss (100%), Luciano (90%), Luis Osório (100%), Maik (90%), Marques Rickelme (70%), Nicolas Bosshardt (90%), Otávio (90%), Paulo Sérgio (90%), Andrade (90%), Pedro Bezerra (90%), Pedro Ferreira (90%), Tete (90%), Raphael (90%), Samuel Monteiro (85%), Thierry Henry (90%) e Welber (90%).

 

Fonte: Uol

Oscar integra parte do treino em preparação para clássico

O elenco do São Paulo se reapresentou no CT da Barra Funda nesta quinta-feira e deu início à preparação para o clássico contra o Palmeiras na Arena Barueri, às 18h30 de domingo, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

A novidade do dia foi a presença do meia Oscar em parte do treinamento, em atividade que contou com os jogadores que não foram titulares contra o Alianza Lima. O camisa 8, que está em fase final de recuperação de lesão na região posterior da coxa esquerda. Ele ainda é dúvida para o clássico.

Oscar e os demais reservas estiveram com o técnico Luis Zubeldía numa dinâmica de posse de bola seguida de um jogo em espaço reduzido. Os demais atletas, que tiveram maior desgaste na partida do Peru, fizeram um circuito com exercícios de flexibilidade, mobilidade e corrida.

Sem desfalques por cartão, o São Paulo pode jogar o clássico com: Rafael, Ferraresi, Arboleda, Alan Franco e Enzo Díaz; Alisson, Marcos Antônio e Matheus Alves (Lucas Moura); Cédric Soares, Ferreira e André Silva.

O São Paulo volta a treinar na manhã de sexta-feira, novamente no CT da Barra Funda.

Lateral-direito de 16 anos começa a ser observado por Zubeldía nos treinos

O lateral-direito Angelo, de apenas 16 anos, integrou nesta quinta-feira parte das atividades do dia no CT da Barra Funda, em treinamento com bola voltado aos atletas que não foram titulares na vitória por 2 a 0 contra o Alianza Lima, na terça-feira, no Peru.

O garoto, que atua pelo time sub-17 do Tricolor, foi convocado para completar atividades em outras ocasiões e tem sido elogiado pelo técnico Luis Zubeldía. A impressão geral é de que se trata de uma boa promessa para a posição.

Em abril, Angelo esteve com a seleção brasileira na disputa do Sul-Americano Sub-17 na Colômbia, quando o Brasil foi campeão contra a seleção dona da casa. Angelo foi titular em todos os jogos e, na grande final, fez o gol de empate de cabeça que levou a decisão para as penalidades.

Angelo, lateral-direito do São Paulo, em treino no CT — Foto: Erico Leonan / saopaulofc.net

Angelo, lateral-direito do São Paulo, em treino no CT — Foto: Erico Leonan / saopaulofc.net

O garoto, que completa 17 anos só em outubro, tem contrato com o São Paulo até novembro de 2027.

Além dele, outro lateral-direito que costuma frequentar os treinos do profissional é Maik, hoje titular do time sub-20. Ele ainda não teve chance de estrear na equipe principal.

Fonte: Globo Esporte

O que (e quem) está por trás dos milhões na venda de mandos de jogos

Por trás da crescente presença de grandes clubes e eventos esportivos em Brasília está uma engrenagem milionária que movimenta a cidade e que vai muito além das quatro linhas. Com incentivos milionários, articulações políticas e cifras robustas por trás da bola rolando, a capital federal se firma não só como cenário esportivo, mas como verdadeiro hub de negócios ligados ao futebol. Tudo isso movimentado por empresas que têm à frente Luiz Estevão, primeiro senador cassado da história do país.

A estratégia de comprar mandos de campo virou o centro da operação. Empresários e grupos de investidores, como o portal de notícias Metrópoles, de propriedade de Estevão, chegam a desembolsar até R$ 2 milhões por jogo para garantir que clubes transfiram suas partidas para Brasília. Esse valor é pago de forma antecipada ao time mandante, o que cobre deslocamentos, hospedagens e ainda garante lucro imediato.

Em contrapartida, os promotores apostam na bilheteria e nos contratos de patrocínio e direitos de imagem para lucrar alto. No duelo do último domingo entre Vasco e Palmeiras, por exemplo, foram quase R$ 3 milhões de renda com ingressos. Em 2024, esse mesmo confronto atraiu mais de 64 mil torcedores, com uma arrecadação que passou de R$ 7 milhões.

Além da bilheteria, o “dono do jogo” também fatura com a operação completa do evento: explora os bares e restaurantes do estádio, vende ingressos dos camarotes corporativos e negocia patrocinadores específicos para cada partida.

Além disso, grandes marcas regionais e nacionais se associam aos eventos por meio de ativações pontuais, placas de campo, experiências VIP e ações promocionais, o que aumenta significativamente a receita obtida com cada jogo realizado no Distrito Federal.

Girando a economia de Brasília
Esse movimento não apenas rentabiliza os clubes e organizadores, como impacta diretamente a economia da capital federal. A cadeia produtiva do turismo e da hospitalidade responde rapidamente: a ocupação hoteleira saltou de 59,4%, em 2019, para 65,7% em 2023, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF).

Estima-se que mais de R$ 35 milhões foram arrecadados com ISS no setor hoteleiro em 2024, frente aos R$ 7 milhões de 2018.

O movimento constante de torcedores, imprensa e equipes técnicas tem feito do estádio Mané Garrincha um ponto turístico regular. Além de jogos de clubes como São Paulo, Corinthians, Internacional, Palmeiras e Flamengo, o estádio recebeu a Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa e pode ser novamente palco de decisões internacionais — Brasília chegou a ser finalista para sediar a final da Libertadores de 2025, perdendo para Lima, no Peru.

“Brasília sempre foi estratégica. Quando olhamos os eventos esportivos, vemos mais do que um jogo: vemos um grande negócio. É uma cidade com logística privilegiada, boa estrutura hoteleira, segurança, aeroporto próximo e, principalmente, com capacidade de absorver grandes públicos. Isso tudo somado ao investimento privado torna o Mané Garrincha um ativo importante no calendário nacional”, avalia Marcelo Dantas, consultor em gestão esportiva.

A cidade, que já havia se destacado como uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, também foi o porto seguro da Conmebol em um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, em 2021, quando abrigou jogos da Copa América após a desistência de Argentina e Colômbia. Desde então, manteve o protagonismo como sede de partidas de peso da Libertadores, Recopa, Copa do Brasil e Brasileirão.

Marcas aproveitam o momento
Com a crescente demanda, empresas de marketing esportivo e tecnologia também enxergaram ali uma mina de ouro. “Brasília tem se mostrado um ponto estratégico de ativação de marca, especialmente para clubes com torcidas pulverizadas nacionalmente. Além de rentável, cria uma nova conexão com torcedores distantes, amplia base de sócios e fortalece o valor das marcas”, afirma Henrique Borges, VP da Somos Young, empresa especializada em engajamento de torcedores.

Há sempre um debate sobre o quanto é justo que o time venda seu mando por conta da isonomia esportiva. Alguns clubes reclamam que seus rivais têm vantagem ao jogar em estádios que chegam mais perto da neutralidade em relação ao campo que originalmente receberia a partida e pode ser considerada como casa de verdade do mandante. Não à toa, a CBF proibiu a venda de mandos nas últimas cinco rodadas do Brasileirão.

Reginaldo Diniz, CEO e sócio-fundador da End to End, empresa que é um hub de soluções e engajamento para o mercado esportivo, vê no movimento uma outra oportunidade.

“Seja por uma necessidade circunstancial, seja como um projeto de nacionalização dos clubes, esse movimento deveria ser realizado dentro do planejamento do calendário. Muitas agremiações possuem torcidas nacionais, e olhando o futebol também como entretenimento, sem desconsiderar uma modernização no calendário e a saúde mental e física dos atletas, me parece fazer muito sentido levar jogos importantes e de grandes times para outras regiões do país. Movimenta e economia local e reforça o sentido de pertencimento dos torcedores que estão longe fisicamente do seu time do coração”, analisou.

 

Fonte: Infomoney

Nota do PP: há algum tempo tenho sido alertado por algo de errado na insistência de Júlio Casares em vender mandos de jogos do São Paulo para Brasília (como ocorreu, por exemplo, no Paulista, contra Velo Clube e Inter de  Limeira). Aos poucos vamos chegando aos fatos. Lembram-se do ditado “Diga-me com quem andas que te direi quem és”? Pois bem: quem está por  trás de tudo é Luis Estevão. Pronto. Acho que não precisamos mais ir a fundo do tamanho interesse de Júlio Casares.

André Silva supera marca pessoal com a camisa do São Paulo

Na noite da última terça-feira, o São Paulo conseguiu mais um grande resultado na Copa Libertadores. Fora de casa, o Tricolor venceu o Alianza Lima, do Peru, por 2 a 0, pela quarta rodada do Grupo D do torneio continental. A grande estrela da noite foi André Silva.

O atacante foi decisivo para o São Paulo e anotou os dois gols na vitória. O primeiro saiu aos 35 minutos, em finalização de dentro da área, com assistência de Matheus Alves. Já o segundo foi aos 44 minutos da etapa final, com chute cruzado, após passe de Luciano.

Com o doblete marcado na última terça-feira, André Silva superou sua marca pessoal de gols com a camisa do São Paulo com quase metade do número de jogos. Na atual temporada, o camisa 17 soma 10 bolas nas redes em 24 partidas disputadas, além de duas assistências.

No ano passado, em 43 jogos, André Silva marcou somente oito gols e deu três assistências. Ou seja, além de ter superado o número de gols, ele também ultrapassou o total de contribuições em gols: já são 12 em 2025, contra as 11 de 2024.

“Quero agradecer a Deus, à minha família, aos meus companheiros. Estou muito feliz por receber esse prêmio aqui. Mas é seguir trabalhando, porque ainda temos dois jogos da Libertadores dentro de casa, e o clássico domingo, para poder ganhar o jogo”, disse o jogador às redes do clube após receber o troféu de craque da partida.

André Silva faz temporada de destaque no São Paulo. O jogador é o artilheiro do Tricolor nesta temporada e, além disso, foi o principal goleador da equipe no Campeonato Paulista, com cinco gols.

O centroavante não começou o ano como titular, muito pelo contrário. Assim como na temporada passada, o jogador foi reserva de Jonathan Calleri. Em seus 16 primeiros jogos disputados em 2025, André Silva saiu jogando em somente cinco deles. Com isso, ele precisou aproveitar ao máximo as oportunidades – e conseguiu.

Uma ala da torcida são-paulina, então, passou a clamar por mais oportunidades ao centroavante, o que de fato aconteceu – mesmo que por necessidade. No empate em 1 a 1 contra o Cruzeiro, pela Série A, Silva foi titular e completou os 90 minutos em campo.

O status de reserva do camisa 17, entretanto, mudou quase que do dia para a noite. No empate em 2 a 2 contra o Botafogo, pelo Brasileirão, Calleri sofreu uma grave lesão no joelho. O argentino rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, passou por cirurgia e deve perder o restante da temporada.

Assim, André Silva passou de reserva a titular, e tem justificado o seu lugar no 11 inicial com gols. Desde a contusão de Calleri, o atacante anotou cinco gols e deu duas assistências em sete jogos.

Com André Silva vivendo grande momento, o São Paulo volta aos gramados neste fim de semana. O Tricolor visita o Palmeiras às 17h30 (de Brasília) deste domingo, na Arena Barueri, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, e tenta voltar a vencer após dois empates seguidos no torneio.

São Paulo tem urgência para fechar renovação de Lucas Ferreira

O São Paulo mantém conversas e já apresentou proposta a Lucas Ferreira para a renovação contratual do jovem de 19 anos. O clube tem ciência da aproximação de outros clubes brasileiros e trata a questão com urgência.

Mais do que apenas um aumento de salário e prolongamento de vínculo, ainda há discussões sobre valores de luvas, premiações e projeto de carreira para o meia-atacante, que tem 14 jogos pela equipe profissional. O presidente Julio Casares e o departamento de futebol têm cuidado do tema.

Além do Cruzeiro, como mostrou o ge no fim de abril, outros dois clubes observam a situação do jogador e demonstraram interesse em pagar a multa para mercado interno, de cerca de R$ 40 milhões, para tirá-lo do clube de imediato: o Bahia, que tem o aporte do Grupo City, e o Red Bull Bragantino.

Tanto jogador como a diretoria do São Paulo, porém, apostam num acordo de renovação para os próximos dias. O vínculo que já é longo, até 31 de julho de 2028, deve ser esticado até o fim de 2029.

O salário do garoto, hoje de R$ 20 mil, gera a multa baixa para o Brasil. A tendência é de que ele ganhe um aumento substancial, o que tornaria o valor da multa interna praticamente impagável.

O São Paulo é dono de 80% dos direitos econômicos do jogador, que tem 20% nas mãos do Boavista-RJ.

“Ridi Pagliaccio”: o São Paulo de Casares, uma ópera tragicômica

A referência à mais conhecida ária da ópera “I Pagliacci” surgiu naturalmente: o São Paulo do bufão Julio Casares remete inevitavelmente à tragicomédia de Ruggero Leoncavallo na qual o palhaço vaidoso que comanda o circo comete duplo assassinato, motivado pelo narcisismo, pela inveja e por confundir realidade e delírio. Ora, um sujeito que vive nas redes sociais uma realidade paralela, mente como respira e faz-se de engraçado enquanto articula golpes, persegue opositores e assassina o clube gera uma comparação óbvia.

O texto do sempre figurante Conselho Fiscal que finaliza – de forma patética – o desastroso Balanço Financeiro de 2024, é quase uma resenha da ópera Casariana. Essencialmente diz: “este balanço é passível de intervenção e investigação criminal, omite documentos que tornam a gestão suspeita e mostra uma catástrofe sem precedentes na história do São Paulo FC. Mas ok, a gente aprova.” Risível, se não fosse o ponto mais fundo (até agora) da ininterrupta decadência institucional do São Paulo.

O Departamento Jurídico do Tricolor também vai muito bem, obrigado. Bem cheio de processos de empresários, formadores e até olheiros – sim, ainda existem – que levaram jovens promessas para Cotia e que até hoje não receberam o quinhão, geralmente de 5%, sobre o valor da venda destes atletas.

Todos eles ingressaram na Justiça contra o clube. Muitas ações já tiveram decisão final, mas como isso ocorreu em 2025, ou seja, em 2024 ainda eram ações aguardando sentença final, os valores que o clube tem a pagar não entraram no Balanço e, consequentemente, não fizeram parte do déficit do ano nem da dívida líquida, que o São Paulo insiste em dizer que era, em valores redondos, de R$ 967 milhões em 31 de dezembro.

Vamos a alguns exemplos:

Juan, atacante
Foi vendido ao Southampton, da Inglaterra.

O União Agrícola Barbarense, clube formador de Juan, tem direito a 5% do valor total da venda, com outros 25% ficando com a Full Talentos Futebol Clube Eirelli.

O União Agrícola alega que todas as alterações contratuais feitas com Juan a partir de 2018, quando o atleta chegou em Cotia, por mais que fossem feitas entre o São Paulo e a Full Talentos, deveria ser comunicado ao União e pago 5% do valor do novo contrato.

Em 2024 o União ficou sabendo que Juan tinha sido vendido para a Inglaterra, que pagou ao São Paulo uma quantia pela liberação antecipada do atleta.

O contrato diz que se Juan não fosse vendido com lucro, o São Paulo deveria pagar um valor de 200 mil reais ao União por ter sido o valor gasto com a formação do atleta.

O problema é que o SP vendeu, recebeu, a Full Talentos recebeu e ninguém deu os 5% para o União. O São sequer responde aos pedidos de entrega de documentação.

O São Paulo já está condenado a pagar:

Helinho, atacante
Contrato feito em 2014 entre SP e Angelo Aparecido de Souza, empresário de Helinho, prevendo que 5% do valor que o São Paulo recebesse da venda e revenda do jogador seria devido a ele. Angelo Aparecido foi o “descobridor” e levou Helinho para Cotia.

Helinho foi para o RB Bragantino e, depois, para o Toluca. Para o Bragantino ele foi por 4 milhões de Euros, o que daria ao empresário 200 mil euros, ou R$ 1,246 milhão.

O São Paulo também já perdeu esta ação.

Thiago Mendes, meia
Empresariado por Leão Borges Participações, voi vendido ao Lilly por 8 milhões de euros. O São Paulo teria que pagar R$ 2450 milhões ao empresário. O pagamento seria dividido em cinco parcelas, porém cube pagou só as duas primeiras.

Isso pode explicar a razão do São Paulo estar trazendo Thiago Mendes de volta, como uma tentativa de diminuir essa dívida com o empresário.

Beraldo, zagueiro
Nesse caso há um processo da Casa Soccer contra o São Paulo por conta de um contrato formalizado em maio de 23023 prevendo que esta empresa representaria Beraldo e possíveis negociações. Por esse trabalho teria direito a 7% sobre o valor da venda.

Se o São Paulo fizesse alguma transação internacional do atleta por outro intermediário, a Casa Soccer teria direito a 4% do valor total.

Beraldo foi vendido ao PSG por 20 milhões de euros, por outra empresa, o que deixa uma divida do São Paulo com a Casa Soccer em 800 mil euros (aproximada R$ 4,8 milhões)

Gabriel Sara, meia
Foi trazido a Cotia pelo “olheiro” Orlando de Miranda Gonçalves. Há um contrato que reza que ele teria direit a 5% sobre tudo que envolvesse Sara, desde aumentos de salários (sempre sobre o primeiro) alterações contratuais e venda.

Orlando recebeu R$ 6,300 mil na apresentação de Sara em Cotia e ficou estabelecido que ele teria direito a 5% do valor de alteração contratual, quando o atleta foi profissionalizado e 5% sobre o valor de uma futura venda.
Gabriel Sara foi vendido ao Norwich por R$ 56,310 milhões, ficando o São Paulo com a dívida de R$ 2,815 milhões ao olheiro.

Orlando ganhou em 1ª instância e pediu a penhora do naming rights do Morumbi(s).

Paulo Henrique Ganso (meia)e Lucas Pratto (atacante)

Representados pela Link Assessoria Esportiva e Propaganda. Monitória de 1,375 milhões de euros (9 milhões de reais) a ser pago, pois o São Paulo já foi condenado. Mas ainda não pagou.

Auro, lateral

Pertencia ao Cruz e Hertal Atividades Esportivas. Seu contrato previa repasse de 30% sobre da venda para o Exterior. Auro foi para o Toronto da MLS por US$ 558 mil (cabendo a Cruz R$ 954 mil ou 167 mil dólares).

Também há condenação não paga pelo clube.

Rodrigo Caio (zagueiro) e Lucas Fernandes (meia)

Esse é um caso que a Federação dos Atletas pede o pagamento da taxa sobre negociações de 0,8% que é cabível sobre as vendas do Rodrigo Caio e Lucas Fernandes.

Rodrigo Caio foi vendido por R$ 27 milhões e Lucas Fernandes por R$ 10 milhões.

O processo está retornando para a segunda instância para nova discussão, porque o STJ aceitou a argumentação do São Paulo para rediscutir.

Dos tribunais para as sombras

Mais que acumular dívidas e não fazer QUALQUER esforço EFETIVO para equilibrar as finanças, a gestão Casares mostra reiteradamente sua vocação para relacionar-se com as “penumbras” do mercado da bola e seus obscuros personagens.

Nossa curiosidade de conhecer os empresários a quem o São Paulo mais deve nos levou a agentes FIFA que fazem questão de esconder que são agentes, empresas que sequer têm o agenciamento de atletas como atividade descrita em seu objeto social, outras com “sócios amantes” e ainda uma empresa de advogados argentinos com sócio ligado a uma empresa de softwares em Miami e filiar brasileira apontada como endereço comercial e com número de sala, sendo, entretanto, imóvel residencial.

Confira os casos mais… interessantes:

BAMA Football Group: Se eu relatasse toda a epopeia para encontrar esta “empresa”, o leitor se compadeceria. Foram 3 telas e 4 navegadores diferentes para pesquisar em 3 idiomas.

O BAMA é um grupo pertencente ao empresário, advogado e agente FIFA Borja Garcia Fuster, que a despeito da riqueza e dimensão das atividades que a gente vai “cavocando a granel” na Internet, praticamente não é mencionado na aba NOTÍCIAS – e o quase nada que há, somente em espanhol.

Suas plataformas de negociação no futebol, dentro do BAMA, são a Toldrá Consulting e a All Iron Sports em cujos portfolios (pouco significativos) não consta qualquer atleta do São Paulo.

PORÉM, com garra, persistência e determinação, constatei que a Toldrá Consulting representou JUANFRAN. De onde vem a DEDU-ÇÃO de que a dívida de R$1,8MM que ainda resta se refere ao “garupa” do Daniel Alves. Antes, foram pagos outros R$1,4MM.

Baredes Assessoria (“filial” brasileira da BAREDES SPORTS & LAW): representa Galoppo desde a transação p/ o River Plate).

A Baredes Sports & Law) é argentina e tem mais de 20 anos de atuação, mas no futebol vem crescendo consistentemente nos últimos 5 anos.

No Brasil, a sociedade é formada por Matias Baredes (um dos sócios da matriz), o advogado Brandon Serebriani (também da matriz argentina) e o brasileiro Michel Tork Monteiro, proprietário da IUREM LLC, uma empresa de softwares para advogados sediada em Miami. O endereço COMERCIAL brasileiro é na Conselheiro Brotero, 528, sala 1502 (algo interessante, pois se trata de um edifício residencial ). A dívida remanescente é de R$1,2MM, além de outros R$1,2MM já pagos.

B&C Consultoria: essa foi difícil encontrar, mas somos chatos…

B&C é uma das agências “ocultas” do poderoso Carlos Leite, conhecido por dar “ajuda por fora” ao Vasco e outros clubes.

O valor devido pelo São Paulo, R$1,2MM, diz respeito à comissão pela venda do Gabriel Sara. O valor total de comissão foi de R$7,5MM.

Ecimer Sports: credora de R$3,7MM do SPFC por comissão na compra de Alan Franco, a ECIMER SPORTS MARKETING tem como sócio-administrador o agente uruguaio Marco Vanzini (cuja empresa se chama VANZINI FOOTBALL CONSULTING e NÃO tem o Alan Franco como agenciado – alias só tem 2 atletas uruguaios).

Pelo que observamos da atividade do Vanzini, o sujeito atua como uma espécie de ‘freelancer’ captando atletas e criando empresas nos países para os quais consegue negociá-los. Em cada país, há um sócio local. No Brasil, um tal Fernando Antônio Lima Sobrinho (sobre quem já estamos buscando mais informações).

Flash Forward: é a agência que recebe a parte a parte das dívidas do Daniel Alves que cabe Dinorah Santana – ex-mulher jogador e atual do próprio Fransergio – a quem foi apresentada pelo ex-marido). Dinorah logicamente não aparece como sócia, mas foi a fundadora e passou o controle ao Fransergio em 2011.

Gestifute International (James Rodriguez): essa é a agência do Big Boss português Jorge Mendes, e a dívida de R$5MM a comissões de aquisição e… RENOVAÇÂO (???). James foi o único “atleta” (contém ironia) de Mendes no São Paulo, e o enfiou no clube por intermédio de seu grande parceiro Giuliano Bertolucci, com quem fez dezenas de negócios em Portugal (que o diga o Ministério Público lusitano).

 

Paulo Pontes e Dario Campos (Agonia Tricolor)

 

São Paulo explica presença de quatro conselheiros em voo para o Peru

A diretoria do São Paulo admitiu a presença de quatro conselheiros que não pertencem ao departamento de futebol do clube na viagem da delegação ao Peru, onde o Tricolor venceu o Alianza Lima por 2 a 0 na noite de terça-feira, pela Conmebol Libertadores.

Em questionamento do ge após a repercussão negativa da presença dos conselheiros nas redes sociais, o clube divulgou nota e negou que a viagem tenha sido paga com dinheiro do São Paulo. Segundo o posicionamento, os conselheiros pegaram uma espécie de carona no avião, mas custearam tudo.

“Quatro membros do Conselho Deliberativo estiveram em Lima para acompanhar a partida do São Paulo pela Libertadores. Eles não fizeram parte da delegação oficial, custearam as despesas com recursos próprios, e apenas utilizaram a logística de viagem da equipe”, diz a nota enviada ao ge.

A presença dos conselheiros ficou pública por conta de publicações de Antonio Donizete Gonçalves, o Dedé, que ocupa o cargo de diretor geral do São Paulo. A diretoria, porém, reforçou que todos os gastos com viagem, hospedagem e alimentação foram bancados pelos próprios conselheiros.

Por conta de compromissos pessoais, nem o presidente Julio Casares nem o diretor de futebol Carlos Belmonte estiveram com os jogadores na viagem. A delegação foi chefiada por Nelson Ferreira, que é diretor adjunto do São Paulo. Além dele, o gerente de futebol Rui Costa esteve em Lima.