Crespo busca revanche contra Flamengo após goleada em 2021

Neste sábado (12), pelo Brasileirão, Hernán Crespo terá a chance de reencontrar o Flamengo no Maracanã, em um duelo que traz uma lembrança amarga. Em sua primeira passagem pelo São Paulo, em 2021, o técnico argentino enfrentou o Rubro-Negro apenas uma vez — e saiu com a dura goleada por 5 a 1.

A partida, válida pela 13ª rodada da Série A daquele ano, aconteceu no dia 25 de julho e até começou positiva para o Tricolor. Logo no início do segundo tempo, Arboleda abriu o placar de cabeça, após cobrança de escanteio. A vantagem, porém, durou pouco. Aos 24 minutos, Bruno Henrique iniciou a reação carioca ao desviar o cruzamento rasteiro de Arrascaeta. Dois minutos depois, o camisa 27 virou o jogo com um belo chute no ângulo de Tiago Volpi.

Aos 31, Bruno Henrique anotou o terceiro, em nova assistência de Arrascaeta. O atleta se posicionou bem dentro da área e marcou de cabeça. Nos minutos finais, Gustavo Henrique aproveitou cruzamento de Rodrigo Caio para marcar o quarto, e Welington, contra, acabou fechando a goleada ao tentar afastar um passe de Vitinho.

O resultado custou caro ao São Paulo naquela ocasião. Estagnado nos 11 pontos, o time comandado por Crespo caiu para a 18ª colocação.

Quase três anos depois, a situação ameaça se repetir. O São Paulo chega à 13ª rodada com 12 pontos, na 14ª posição, apenas um à frente do Internacional, que abre o Z4.

Uma nova derrota para o Flamengo — novamente comandado por Crespo — pode levar o Tricolor à zona da degola, assim como aconteceu naquela única vez em que o argentino enfrentou os cariocas.

Sem Luciano, Crespo tem dúvida no ataque para enfrentar o Flamengo

O técnico Hernán Crespo tem uma dúvida no ataque do São Paulo para enfrentar o Flamengo neste sábado, às 16h30 (de Brasília), no Maracanã. Sem Luciano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o treinador está entre Oscar e Juan Dinenno para a vaga ao lado de André Silva na 13ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Crespo está usando os treinamentos no CT da Barra Funda para decidir qual será o time titular do São Paulo em sua reestreia pelo clube. A única dúvida, por enquanto, é no ataque. O treinador já decidiu que levará o Tricolor a campo com três zagueiros, dois alas e três jogadores no meio de campo, mas ainda resta decidir quem fará companhia para André Silva.

A tendência é que o São Paulo entre em campo com: Rafael, Arboleda, Alan Franco e Sabino; Cédric, Alisson, Bobadilla, Marcos Antônio e Enzo Diaz; Oscar (Juan Dinenno) e André Silva.

A decisão que Crespo tomar mudará a forma de jogar do São Paulo. Se for escolhido, Oscar precisará jogar numa função diferente daquela que está mais acostumado, na criação de jogadas. O meio-campista faria um papel de segundo atacante, bem mais perto da área adversária, e André Silva seria o centroavante.

A outra opção é com Juan Dinenno entre os titulares, centralizado, para que André Silva atue como segundo atacante. Oscar, então, iria para a reserva.

Em todas as opções testadas por Hernán Crespo, André Silva é o centroavante escolhido para ser titular. A formação com três meio-campistas mais marcadores é para preencher o setor e não dar espaços para o Flamengo.

No jogo-treino contra o sub-20, o São Paulo foi testado com Rafael, Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cédric, Alisson, Marcos Antônio, Oscar e Enzo Diaz; Luciano e André Silva. A suspensão de Luciano, porém, impede Crespo de escalar o Tricolor assim no Maracanã.

Matheus Alves se despede do São Paulo e agradece torcida

Nesta quinta-feira, o São Paulo anunciou a transferência em definitivo do meio-campista Matheus Alves, de 20 anos, ao CSKA Moscou, da Rússia. O atleta foi negociado por cerca de 6 milhões de euros (aproximadamente R$ 37,9 milhões).

O jovem, que chegou ao Tricolor com apenas 11 anos de idade, utilizou suas redes sociais para se despedir do clube. Matheus agradeceu funcionários, comissão técnica, staff, diretoria e companheiros.

“Funcionários, companheiros, comissões técnicas, staff e diretoria: obrigado por todo apoio e suporte nos momentos bons e ruins. Sempre procurei dar o meu máximo para retribuir tudo isso dentro de campo e tentar sempre levar o São Paulo para o topo, lugar em que ele deve sempre estar”, escreveu.

Matheus ainda fez questão de destacar a importância do apoio dos torcedores ao longo de sua passagem pelo Tricolor, e destacou que agora é hora de novos desafios.

“Aos torcedores, o carinho de vocês também jamais será esquecido. Estarei sempre com vocês, mesmo um pouco mais distante agora. Foram anos de muito aprendizado, amadurecimento e momentos que ficarão eternamente marcado nas minhas melhores lembranças”, continuou.

“Agora é hora de um novo desafio, mas com o coração sempre aqui com vocês torcendo pelo melhor!”, completou.

Campeão da Copinha neste ano, Matheus foi um dos integrados no elenco profissional após a competição. Com Zubeldía, ele esteve em campo em 15 oportunidades, com duas assistências.

O meia entra para a lista de jovens que deixaram o São Paulo precocemente. Antony e Beraldo, ambos com 52 jogos, William Gomes, com 22, e David Neres, com apenas nove, são outros exemplos.

Confira a despedida completa de Matheus Alves:

“Desde os 11 anos representando essa camisa tão enorme do futebol brasileiro e mundial, defender as cores do São Paulo foi literalmente a realização de um sonho de infância. Hoje venho me despedir do clube que abriu as portas e me formou como atleta e homem. E diante disso tudo, só tenho que agradecer por tudo que fizeram por mim ao longo desses anos.

Funcionários, companheiros, comissões técnicas, staff e diretoria: obrigado por todo apoio e suporte nos momentos bons e ruins. Sempre procurei dar o meu máximo para retribuir tudo isso dentro de campo e tentar sempre levar o São Paulo para o topo, lugar em que ele deve sempre estar.

Aos torcedores, o carinho de vocês também jamais será esquecido. Estarei sempre com vocês, mesmo um pouco mais distante agora. Foram anos de muito aprendizado, amadurecimento e momentos que ficarão eternamente marcado nas minhas melhores lembranças.

Agora é hora de um novo desafio, mas com o coração sempre aqui com vocês torcendo pelo melhor!”.

São Paulo se aproxima de renovação com Alan Franco por três temporadas

Alan Franco está próximo de acertar a renovação de contrato com o São Paulo. O jogador argentino, que tem vínculo até o fim do ano, deve firmar um novo contrato válido por três temporadas.

Titular absoluto da equipe, Alan Franco já poderia assinar um pré-contrato com outra equipe para 2026, mas desde cedo deixou claro para a diretoria que a ideia era continuar no clube.

Nesta semana, um dos empresários do jogador visitou o CT e se reuniu com a diretoria. O clube tem uma dívida grande com os agentes, o que vinha sendo um entrave para as negociações. No novo acordo, o Tricolor deve alongar o pagamento dos valores abertos em comissionamento.

Com 26 jogos na temporada, Alan Franco deve ser um dos pilares da equipe de Hernán Crespo. Nos primeiros treinamentos, o treinador mostrou que deve montar um time com três defensores.

Além de Alan Franco, o São Paulo conta com Arboleda, Sabino e Ferraresi como opções na zaga. O clube trabalha também para conseguir a contratação de mais um zagueiro nesta janela.

Wellington investe em imóveis, vende até ilhas e mira nova chance

Wellington Martins, 34 anos, volante, mais conhecido por onde passou apenas como Wellington. Começou a carreira no São Paulo, mas rodou o Brasil e fez sucesso também no Rio de Janeiro e em Curitiba. Jogou no Internacional, onde teve o momento mais difícil de sua trajetória no futebol, no Vasco, no Athletico, no Fluminense, no Avaí e no Goiás. Hoje, sem clube e à espera de propostas, se divide entre o futebol e um novo caminho.

Enquanto caminha para os últimos anos de uma vitoriosa carreira, Wellington decidiu pensar no futuro. O volante sabe que a vida como jogador de futebol tem prazo de validade curto, mais do que profissões convencionais que ele, depois que abandonar os gramados, também pode seguir. Wellington decidiu, então, dar o primeiro passo para uma nova trajetória quando a bola parar de rolar: virou desenvolvedor imobiliário.

Wellington é uma espécie de corretor de imóveis e abriu a sua própria empresa, a WM5 Empreendimentos. Fora de campo, o jogador deixa de lado a missão de atrapalhar adversários com roubadas de bola para dar vida a sonhos.

– Não existem dois Wellingtons. O futebol acaba trazendo muitas oportunidades. Ele abre portas. O que aconteceu? Eu sou um investidor no mercado imobiliário. É palpável. Você vê o prédio subir, a casa sendo construída. E eu sempre gostei disso. É um investimento que é seguro. Eu sempre investi em imóveis, adquirindo imóveis aqui, lá. (…).

– E eu comecei a querer entender um pouco mais. Em vez de ser só um investidor, por que não promover esse sonho para investidores? Eu estudei, tirei o Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis). Eu sou um desenvolvedor imobiliário. Acabo fazendo todo o desenvolvimento de sua obra, com minha equipe. Temos toda a estrutura para fazer o que o cliente quer. Eu consigo, junto com os objetivos do cliente, realizar sonhos – conta Wellington.

Mas como funciona o novo trabalho de Wellington?

Com o suporte de uma equipe, o volante escuta o que o cliente deseja. Uma casa, um apartamento, um condomínio de luxo e até uma… Ilha. Entre ter de marcar Ronaldinho, Conca, Deco, Thiago Neves e outras estrelas que o jogador lembra de ter tido que parar um dia e ajudar pessoas com seus sonhos, Wellington responde sem medo de errar o que é mais fácil.

– Vender uma ilha é fácil (risos). Você leva o cliente e fala: está aí a ilha. Tem o apoio da marina X, tudo. É muito fácil você apresentar, porque o cliente que você lida é um cliente de alto escalão. Eu nem chamo de cliente, chamo de amigo, porque muitas vezes são amigos meus que vão e compram. Recentemente conversei com alguns jogadores que fazem esse tipo de investimento nos Estados Unidos – explica o agora desenvolvedor imobiliário Wellington.

– Eu tenho amigos meus que compraram ilhas e falaram que queriam que eu desenvolvesse 37 casas nessa ilha. Teve outro cliente que já tinha uma ilha e tinha o projeto de ter um restaurante nessa ilha. Eu tenho equipe para fazer todo o tipo de estudo. Eu continuo sendo jogador de futebol. Já teve algumas conversas com jogadores. Hoje eu tenho uma residência no condomínio do Neymar, o Thiago Silva, Gabriel Jesus, Virginia.

As cicatrizes do doping
Se hoje Wellington pode dizer que suas duas carreiras caminham como ele minimamente planejou, entre algumas mudanças de rota não planejadas, há 10 anos não foi assim. Em 2015, o volante foi suspenso por seis meses pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) após testar positivo para as substâncias hidroclorotiazida e clorotiazida, que são diuréticas e podem mascarar o uso de outros remédios, em três jogos disputados em setembro do mesmo ano, quando jogava no Internacional.

Em abril de 2016, já liberado para voltar a treinar num clube de futebol, o que não podia durante a suspensão, Wellington sofreu uma grave lesão no joelho. A soma dos dois problemas deixou o volante longe dos gramados por quase um ano, exatamente 364 dias. A contusão, hoje, já sarou, mas a cicatriz pelo doping ainda está aberta.

– Foi o momento mais difícil da minha carreira, porque já tinha passado por três lesões sérias. E eu sabia que numa lesão eu me cuido, me entrego e eu me recupero. Mas ser suspenso por doping… É algo que é novo. O que eu fiz? Quando estava no São Paulo, até pomada, creme, shampoo eram controlados. Eu chego ao Inter, numa instituição também muito grande, não é o Inter de hoje, a diretoria de hoje, a torcida não tem nada a ver com isso…

– Quem estava ali naquele momento me colocou numa sala com o Nilton (que também foi flagrado no doping), advogados que eu nunca tinha visto. Eles falaram que tínhamos tomado algo proibido. E eu falei que tinha de ser algo do clube. Eu discuti com o advogado, porque ele deu a entender que eu tinha tomado algo na minha casa. Eles já estavam de prontidão para dizer que estávamos proibidos de entrar no clube – lembra Wellington.

O volante alega ter sido, à época, quase abandonado pelo Internacional. A maneira como ele e Nilton haviam sido abordados inicialmente por causa do flagra acabou com qualquer confiança que a dupla poderia ter no clube. Eles decidiram, então, procurar ajuda por conta própria. Contrataram novos advogados e construíram a própria defesa.

– Tivemos a possibilidade de marcar uma reunião com o presidente e o diretor na época e não compareceram, não atendiam telefone. Fomos obrigados a ter nosso próprio advogado. (…) Eles sabiam que era algo contaminado dentro do clube. Eles tiraram até a água do clube. No outro dia, os jogadores chegaram e não tinha nem água. Sabiam que não era culpa nossa. Se você me perguntar se isso me atrapalhou? Com certeza. Eu não podia frequentar nenhum clube. Tinha de treinar na praça, no parque, para manter minha forma física. As pessoas acham que é uso de droga. E eu sou um atleta negro.

Início com Rogério Ceni
Se voltarmos um pouco mais na linha do tempo da carreira de Wellington, tudo começou do melhor jeito possível, como garotos e garotas apaixonados por futebol sonham todos os dias. Tricolor de coração, o volante teve sua primeira experiência no futebol justamente no São Paulo, o clube para o qual torcia e torce nas arquibancadas do Morumbis.

Wellington jogou no Tricolor de 2007, ainda nas categorias de base, até 2014, quando foi emprestado para o Internacional (depois ainda rodou o Brasil pelos seus outros clubes). Foi campeão brasileiro e da Sul-Americana com as cores do seu time. Conviveu, à época, com Rogério Ceni. E assim como os traumas nunca serão esquecidos, as boas memórias ao lado de um ídolo também não.

– Eu convivi oito anos com o Rogério. É uma referência. Um ídolo. Um amigo. Eu estava crescendo ainda e ele já estava lá. A gente saía de Cotia e ia treinar com o profissional. Depois estar junto, convivendo. (…) Eu aprendi demais com ele. Por isso que hoje eu ainda tenho muita vontade de ajudar, de conquistar, porque, graças a Deus, tive pessoas campeãs ao meu lado e pude aprender com elas a nunca ficar satisfeito – lembra Wellington.

A dedicação de Rogério Ceni chegava a constranger o volante. Depois de horas de treino no CT da Barra Funda, repetições e mais repetições do que precisava ser feito no jogo, o goleiro se negava a ir embora. Wellington, ainda surgindo para o futebol, tinha vergonha de terminar seus afazeres antes do ídolo.

Wellington, ainda jovem, ao lado de Rogério Ceni — Foto: Divulgação / São Paulo
Wellington, ainda jovem, ao lado de Rogério Ceni — Foto: Divulgação / São Paulo

– Eu muitas vezes era um dos últimos a ir embora, sempre gostava de trabalhar um pouco a mais. Eu gostava de trabalhar um pouco a mais. Ele gostava de trabalhar muito mais. Às vezes eu tinha o sentimento de “será que estou fazendo pouco?”. Porque eu ia embora e ele estava colocando colete no ângulo, a barreira para treinar falta. E eu pensava: “se o cara ainda está no campo, por que eu estou indo embora?”. Eu tinha esse sentimento. Eu não podia fazer menos – conta o volante.

E o futuro?
Entre tropeços e memórias boas que ficarão para sempre, Wellington está num momento delicado de sua carreira, justamente por que nem tudo pode ser planejado. No início do ano, teve de lidar com a morte da mãe. Decidiu voltar para São Paulo para ficar mais perto do pai e ajudá-lo a superar a tristeza depois de 48 anos de casamento.

O tempo passou, e as janelas de transferências fecharam. Wellington, então, está sem clube. O volante pediu, nos últimos meses, para usar a estrutura do CT da Barra Funda para manter a forma física em dia e buscar novos ares no segundo semestre.

– Minha mãe e meu pai tinham 48 anos de casados. Meu pai tem 73 anos. Eu estava morando no Rio e eles, em São Paulo. Eu tive que de fato não pensar em futebol, porque eu também não conseguia, para viver o luto com minha família, cuidar do meu pai. Eu vim para São Paulo para estar perto do meu pai e do meu irmão.

A última partida que Wellington disputou foi justamente contra o São Paulo, pelas oitavas de final da Copa do Brasil do ano passado, em agosto. Apesar do tempo longe dos gramados, o volante quer voltar ao futebol.

– É um desejo do meu pai, do meu irmão, da minha esposa, dos meus filhos. Eu venho me preparando há mais ou menos um 20 dias dentro do São Paulo, onde eu conheço todo mundo. Hoje algumas ligações já vem acontecendo, de times procurando. Estou me preparando cada vez mais.

 

Fonte: Globo Esporte

Timidez e velocidade: conheça mais sobre Gonzalo Tapia

O São Paulo negocia a contratação por empréstimo do atacante chileno Gonzalo Tapia, de 23 anos. Atualmente, o jogador defende o River Plate, da Argentina, mas teve sua melhor fase na Universidad Católica, do Chile, onde foi formado.

Tapia surgiu como uma grande promessa do futebol chileno, sendo presença frequente nas seleções de base desde o sub-15 até o sub-23, pelo qual disputou o Torneio Pré-Olímpico Sul-Americano em busca de uma vaga nos Jogos de Paris 2024.

Tapia foi promovido ao time principal em 2020 pelo treinador Ariel Holan, ex-Santos. Seu início, assim como nas categorias de base, foi animador. Porém, ao longo dos anos o atleta não se desenvolveu como esperado.

Ele costumava atuar como ponta-direita e ficou conhecido mais pela força e velocidade do que pela habilidade e técnica. Ou seja, é um jogador de muito arranque, que busca a linha de fundo para encontrar cruzamentos ou passes para trás em direção aos companheiros.

Entretanto, desde o ano passado, pelas mãos do treinador Tiago Nunes, que comandou a Universidad Católica em 2024, o jogador passou a atuar mais como um segundo atacante, tendo liberdade de movimentação junto com um centroavante de referência.

Essa mudança se enquadra no estilo que Hernán Crespo mais gosta de escalar seus times e como vem esboçando o São Paulo em suas primeiras sessões de treinamento, em um 3-5-2, com um atacante de maior mobilidade junto com outro mais fixo e finalizador.

A mudança proposta por Tiago Nunes rapidamente rendeu bons frutos e fez de Tapia um jogador mais participativo no jogo, além de mais goleador.

Isso fica visível inclusive nos números. Em 2022, o atacante passou a figurar como titular, fez 38 jogos, três gols e deu três assistências. No ano seguinte foram 29 jogos, quatro gols e três assistências.

Em 2024, após sua mudança de posicionamento, foram 12 gols e cinco assistências em 39 jogos, uma boa evolução em relação às temporadas anteriores.

Foi então que o departamento de análise de mercado do River Plate indicou Tapia ao técnico Gallardo. Só que com o argentino ele teve poucas oportunidades: apenas 200 minutos em sete jogos, sem gols ou assistências.

A falta de confiança impactou diretamente no seu desempenho no River Plate.

Tapia é um jogador de perfil mais tímido, que pouco gosta de falar com a imprensa, e pode ter sentido o peso de defender uma equipe tão tradicional no cenário sul-americano, com um estádio que tem capacidade para mais de 85 mil torcedores. Algo que também encontraria no São Paulo.

Para complicar sua situação, o jogador ficou marcado por um gol perdido na segunda rodada do Campeonato Argentino, em uma partida disputada no Monumental de Nuñez. Após o goleiro dar rebote em um chute de Acuña, o chileno, praticamente da pequena área, finalizou para fora.

Portanto, as principais características de jogo de Tapia são a velocidade, força e movimentação e os pontos que necessitam maior evolução são sua finalização e a parte mental.

Em questão de posicionamento, o atacante pode jogar tanto pelas beiradas do campo, prioritariamente pela direita, quanto como um segundo atacante de maior mobilidade e liberdade para se associar ao lado de um centroavante.

Pela sua juventude, Gonzalo Tapia tem uma grande margem de desenvolvimento e por se encaixar bem no esquema de jogo preferido por Hernán Crespo poderá encontrar um bom cenário no São Paulo, em caso de concretização da negociação.

São Paulo tenta evitar lei do ex contra destaque do Flamengo na temporada

São Paulo e Flamengo se enfrentam neste sábado, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de toda rivalidade entre as duas equipes, o jogo proporcionará um reencontro do Tricolor com um rosto conhecido.

Trata-se do atacante Luiz Araújo, revelado pelas categorias de base do São Paulo e que atualmente é um dos grandes destaques do Rubro-Negro.

Nesta temporada, o jogador possui oito gols e seis assistências em 32 jogos disputados. Ele é o vice-artilheiro da equipe, atrás apenas de Arrascaeta, que balançou as redes em 13 oportunidades.

Vale ressaltar que Luiz Araújo já castigou o São Paulo desde sua chegada ao Flamengo. Na vitória da equipe carioca sobre o Tricolor por 2 a 1, pelo Campeonato Brasileiro de 2024, o atacante abriu o placar com um golaço.

Luiz Araújo: carreira no São Paulo

Luiz Araújo passou pela base do Mirassol antes de desembarcar em São Paulo, em 2013, onde terminou sua formação como jogador profissional. A cria de Cotia subiu à equipe principal três anos depois.

O atacante anotou nove gols pelo clube do Morumbi e logo foi vendido para o Lille, da França, por 10 milhões de euros (R$ 36,4 milhões na cotação da época).

SP apresenta aproveitamento ruim contra o Flamengo nos últimos dez jogos

O São Paulo tem como próximo desafio o Flamengo, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O recorte dos últimos dez jogos contra o Rubro-Negro não favorece o Tricolor.

No período, a equipe paulista amargou cinco derrotas, teve dois empates e somou três vitórias. Desta maneira, com 11 pontos conquistados dos 30 que disputou, o São Paulo tem aproveitamento de 36,7%.

Para efeito de comparação, nos últimos dez duelos, o Tricolor foi às redes oito vezes, enquanto o Flamengo marcou 13 gols.

Apesar do retrospecto negativo neste período, o time paulista conquistou a Copa do Brasil de 2023 em cima do Rubro-Negro. Após vencer o jogo da ida por 1 a 0 e empatar na volta por 1 a 1, o São Paulo ganhou o título inédito na história do clube.

Além disso, o Tricolor venceu o último compromisso entre as duas equipes. Pelo Campeonato Brasileiro de 2024, o São Paulo superou o Flamengo por 1 a 0, com gol de Calleri.

Neste sábado, as equipes se enfrentam às 16h30 (de Brasília), no Maracanã. Com 12 pontos conquistados e ocupando a 14ª colocação na tabela, o São Paulo busca se afastar da zona de rebaixamento. Já o Flamengo é o líder do Brasileirão, com 21 pontos.

 

Confira os últimos dez jogos do São Paulo diante do Flamengo:

Brasileirão 2022 – Flamengo 3 x 1 São Paulo

Brasileirão 2022 – São Paulo 0 x 2 Flamengo

Copa do Brasil 2022 – São Paulo 1 x 3 Flamengo

Copa do Brasil 2022 – Flamengo 1 x 0 São Paulo

Brasileiro 2023 – Flamengo 1 x 1 São Paulo

Copa do Brasil 2023 – Flamengo 0 x 1 São Paulo

Copa do Brasil 2023 – São Paulo 1 x 1 Flamengo

Brasileiro 2023 – São Paulo 1 x 0 Flamengo

Brasileirão 2024 – Flamengo 2 x 1 São Paulo

Brasileirão 2024 – São Paulo 1 x 0 Flamengo

Palmeiras bate São Paulo e abre três pontos na liderança do Brasileiro sub-20

Nesta quarta-feira, na Arena Barueri, o Palmeiras conquistou um importante resultado pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro sub-20. O Verdão venceu o rival São Paulo pelo placar de 3 a 2, com gols anotados por Riquelme, Heittor e Halerrandrio. Ryan Francisco, atacante utilizado na equipe principal, e Paulinho marcaram os tentos do time do Morumbis.

Com o resultado, o Alviverde chegou aos 36 pontos na tabela, abrindo três de vantagem em relação ao vice-líder Red Bull Bragantino, que empatou na rodada e tem 36 unidades. O São Paulo, por sua vez, lamentou muito o resultado no Choque-Rei. Isso porque o Tricolor segue a cinco pontos do G8, com 21 pontos conquistados, na 13ª posição. O Vasco, que tem 26, abre a zona de classificação às quartas de final do Brasileirão sub-20.

O Palmeiras volta aos gramados neste sábado, às 15h (de Brasília), quando visita o Ituano, em Itu, pelo Campeonato Paulista sub-20. Os palestrinos só voltam à atenção ao Brasileirão no próximo dia 16, quarta-feira, quando, às 15h30, enfrenta o Atlético-GO em Goiânia, pela 18ª rodada do torneio.

O São Paulo vive situação semelhante ao adversário. Neste sábado, o Tricolor do Morumbis mede forças, fora de casa, diante do Clube Atlético Bandeirante, às 15h. Já no dia 16, às 15h, visita o Cruzeiro em Belo Horizonte.

 

Palmeiras x São Paulo: os gols

Aos 33 minutos do primeiro tempo, o Palmeiras abriu o placar na Arena Barueri. Após cruzamento preciso de Gilberto pela direita, Riquelme Fillipi apareceu livre na área e cabeceou firme para o fundo da rede, marcando o primeiro gol do clássico.

Dois minutos depois, aos 35, o Verdão ampliou. Heittor recebeu belo passe na entrada da área, dominou e finalizou com precisão, sem chances para o goleiro tricolor, colocando 2 a 0 no marcador ainda na etapa inicial.

Aos 23 minutos, o Tricolor finalmente conseguiu furar a defesa alviverde. Ryan Francisco recebeu perto da entrada da área, avançou com liberdade e soltou uma bomba no ângulo. Um golaço, sem nenhuma chance para Aranha, diminuindo para 2 a 1.

Mas aos 25 minutos, o Palmeiras respondeu rapidamente e voltou a ampliar. Halerrandrio aproveitou erro da zaga são-paulina, ficou cara a cara com o goleiro e marcou o terceiro gol palmeirense, decretando a vitória por 3 a 1.

O São Paulo continuou tentando e diminuiu, mais uma vez, aos 27 minutos. Arthur, do Verdão, rebateu um cruzamento e Paulinho ficou com a sobra. De primeira e de fora da área, o jogador do Tricolor mandou uma pancada de fora da área, sem reação para Aranha.