Hoje nosso colunista faz uma análise do desempenho do São Paulo dentro do campo, no período de gestão de Júlio Casares. Chega lá.
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Rádio São Paulo faz Especial Musical com Fabio Junior
A Rádio São Paulo apresenta, neste final de semana, seu Especial Musical. Vamos trazer Fábio Junior, cantor romântico brasileiro que embalou muitos corações.
Sexta-feira, às 10h e 20h
Sábado, às 10h e 20h
Domingo, às 10h
Filho de Casares já foi alvo de processo com pivô de escândalo
Julio Casares Filho, o Julinho, filho do presidente do São Paulo Julio Casares, já respondeu em 2023 a um processo na Justiça ao lado de Adriana Prado, pivô das denúncias de exploração de camarote clandestino dentro do clube.
Adriana, que na verdade se chama Rita de Cassia Adriana Prado, é quem teria adquirido o camarote clandestino alvo da denúncia que chacoalhou o São Paulo neste mês. Ela aparece na ligação telefônica com os diretores Douglas Schwartmann e Mara Casares, mãe de Julinho.
Adriana foi acusada de se apropriar do gato Angel Blue, de raça russa, avaliado em mais de R$ 8.000, pela criadora de gatos Iemanjá Sousa. Segundo Iemanjá, Adriana teria prometido um patrocínio ração ao criadouro, além de intermediar ações publicitárias com o ator Henri Castelli, outro famoso são-paulino.
Sem entregar as contrapartidas, Adriana teria desaparecido com Angel Blue em 2021 e bloqueado a criadora. Quase dois anos depois, em fevereiro de 2023, Iemanjá reencontrou o gato em posts nas redes sociais de Julinho Casares e em uma reportagem dele na Record – Julinho é criador de conteúdo e apresentador especializado no mercado de pets.
O gato estava em posse de Adriana. Iemanjá processou Adriana e Julinho, cobrando indenização por danos morais. Na ação, Julinho foi defendido pelo EFCAN Advogados, mesmo escritório que cuida dos processos cíveis do São Paulo. Questionado pela reportagem, o EFCAN afirmou que foi contratado de forma separada e independente do clube pelo apresentador.
A ação foi julgada improcedente em relação a Julinho – ficou claro que ele não teve qualquer envolvimento na negociação envolvendo o gato. Ela mostra, entretanto, a existência de alguma intersecção entre Adriana e a esfera de contatos de Casares já em 2023.
Procurado e questionado sobre Adriana e como chegou até ela na época, Julinho afirma que não tinha qualquer relação.
“O gato foi me apresentado por uma pessoa em comum, não lembro, algum ativista na causa animal, e por eu estar produzindo uma matéria sobre gatos exóticos, levamos este gato ao programa de tv. Esse histórico de como o gato chegou até o programa, foi explicado em juízo na época que apresentei defesa. Em relação a mim e a Record a ação foi julgada improcedente, por não termos nenhuma relação com esse problema entre a dona e ex-dona do gato”.
A reportagem tentou contato com Adriana várias vezes, por meio dela própria e de sua advogada, mas não teve resposta.
Adriana e mãe de Julinho estão no centro de polêmica
Dois anos depois da ação envolvendo o gato, Adriana se tornou pivô das denúncias dentro do São Paulo. Em mais de 40 minutos de uma ligação telefônica, ela aparece como adquirente de um camarote clandestino no Morumbis em um show da Shakira, em fevereiro de 2025.
A dirigente que aparece na ligação e mostra apreensão com um potencial vazamento do esquema é Mara Casares, ex-mulher do presidente Julio Casares, mãe de Julinho e, até a explosão das denúncias, diretora feminina, de cultura e eventos do São Paulo.
Ao longo da conversa, é aparente a existência de uma relação prévia entre Mara e Adriana. Adriana ainda é citada como intermediadora do contrato entre São Paulo e a concessionária de carros de luxo Osten. O acordo, polêmico, envolveu a cessão de 12 veículos em troca de camarote no Morumbis – os carros acabaram sendo utilizados para uso pessoal de dirigentes.
Além do acordo com o São Paulo, a Osten tinha também um acordo com o próprio Julinho Casares envolvendo divulgação da marca nas redes sociais.
Fonte: Uol
Impeachment: entenda etapas de processo
Um pedido para que o impeachment do presidente Julio Casares seja discutido foi protocolado por conselheiros do São Paulo na última terça-feira. Agora, o processo passa por uma série de etapas até que a destituição do dirigente seja (ou não) votada pelos sócios do clube.
O primeiro passo já foi dado. O requerimento assinado por 57 conselheiros foi encaminhado para o Conselho Consultivo do São Paulo. Cabe, agora, ao grupo de 19 membros a avaliação se o pedido de fato tem as assinaturas necessárias e está de acordo com as normas do clube para ser levado adiante.
Se aprovado pelo Conselho Consultivo, o requerimento volta ao Conselho Deliberativo. Olten Ayres, presidente do órgão, passa a ter 30 dias para levar o pedido de impeachment de Julio Casares à análise e votação entre os conselheiros.
Nesta fase do processo, os 255 conselheiros votam para aprovar ou não o pedido de destituição de Casares. O presidente do São Paulo é afastado preventivamente se dois terços (179 conselheiros) votarem a favor do impeachment, de acordo com o Artigo 112 do Estatuto Social do clube. Caso contrário, o caso é arquivado.
Se aprovado pela maioria do Conselho, o pedido de impeachment vai para uma nova fase: a de votação entre os sócios do Tricolor. Com o presidente já afastado preventivamente, os associados votam numa Assembleia Geral a possibilidade de Casares ser definitivamente retirado do cargo.
A tendência é de que o assunto vá adiante nas primeiras semanas de 2026, depois da análise do Conselho Consultivo.
Entenda o caso
O requerimento protocolado pelo grupo de conselheiros do São Paulo se baseia, principalmente, na exploração clandestina de um camarote do Morumbis, revelada pelo ge em reportagem da semana passada.
Em um áudio obtido com exclusividade, os diretores Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitem ter participado de um esquema para uso clandestino de um camarote no show da Shakira, em fevereiro deste ano. O agora diretor adjunto licenciado de futebol de base do São Paulo também admite ter ganhado dinheiro.
– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.
O Ministério Público também pediu à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar o caso. Douglas e Mara pediram licença da diretoria do São Paulo, e a ex-esposa de Casares se afastou do Conselho Deliberativo.
Lesão e mudança de função marcam ano abaixo do esperado de Pablo Maia
Pablo Maia foi um dos nomes mais importantes do meio-campo do São Paulo nas últimas temporadas. No entanto, em 2025, o volante revelado em Cotia viveu um ano aquém das expectativas e não conseguiu se firmar como primeira opção da posição sob o comando do técnico Hernán Crespo.
A temporada já começou de forma complicada para o jogador. Em fevereiro, Pablo Maia sofreu uma lesão no tornozelo direito, que o afastou dos gramados durante boa parte do primeiro semestre e exigiu uma cirurgia para correção de um problema ligamentar na região.
O volante retornou de maneira gradativa e chegou a dar sinais de recuperação, contribuindo com uma assistência em seu segundo jogo após a volta, diante do Libertad, pela Libertadores. Ainda assim, encontrou dificuldades para reassumir o protagonismo e voltar a comandar o meio-campo tricolor.
Com a chegada de Crespo, Bobadilla e Marcos Antônio passaram a formar a dupla titular de volantes. A escolha levou Pablo Maia a ser utilizado com mais frequência em uma função mais avançada, como uma espécie de meia-armador, afastando-o da posição que o transformou em peça-chave sob os comandos anteriores.
Mesmo fora de sua zona de conforto, o camisa 29 conseguiu se adaptar. Ele engatou uma sequência de 15 partidas consecutivas como titular, alternando entre as funções de volante e meia, cenário influenciado também pelo elevado número de lesões que afetou o elenco do São Paulo ao longo da temporada.
Números de Pablo Maia
Ao final de 2025, Pablo Maia somou 42 jogos, sendo 30 como titular, com dois gols marcados e uma assistência. De acordo com o SofaScore, ainda registrou 11 passes decisivos e acertou oito dribles.
Apesar de ter renovado contrato em agosto, com vínculo válido até o fim de 2029, o São Paulo não descarta a possibilidade de negociá-lo. Recentemente, o nome de Pablo Maia foi citado em uma possível troca com o Botafogo, que envolveria também Bobadilla e Rodriguinho.
São Paulo, Grêmio e Corinthians são os times com mais lesões em 10 anos
O São Paulo é o clube com mais lesões no futebol brasileiro nos últimos 10 anos. Grêmio, Corinthians, Botafogo e Internacional completam o top-5 do ranking. Na outra ponta, o Vasco aparece entre as equipes com menor número de casos, mas lidera o tempo médio de permanência no departamento médico, um indicativo de lesões mais graves e tratamentos mais longos.
Nesta temporada, o levantamento do ge sobre o tema completa 10 anos. Para marcar a data, reunimos os principais destaques de um banco de dados que compila e analisa, caso a caso, todas as vezes em que jogadores foram afastados por lesões decorrentes da prática esportiva. Confira abaixo!
Um dos clubes que mais sofreu com lesões em 2025, o São Paulo carrega um histórico recente marcado por departamentos médicos cheios e sucessivos desfalques por contusão. A reformulação do quadro de profissionais para 2026, com as demissões do fisiologista e do preparador físico, é apenas mais um capítulo de uma série de mudanças adotadas pelo clube nos últimos anos na tentativa de reverter esse cenário.
Em 2023, o Tricolor já havia dispensado o médico do elenco profissional e promovido alterações no Reffis após uma sequência de lesões. Três anos antes, novas mudanças também foram feitas na área da saúde. As iniciativas ilustram a luta constante do clube para reduzir um problema persistente e desafiador no futebol. Um contexto que impacta diretamente o desempenho esportivo, ao limitar o número de atletas disponíveis a cada partida.
Entre 2016 e 2025, o São Paulo liderou as baixas ao departamento médico na elite do futebol brasileiro (veja a lista completa na metodologia), com 483 casos registrados ao longo de 10 temporadas, o que representa uma média de 48,3 lesões por ano. O time que mais se aproxima é outro tricolor: o Grêmio, com 457 vetos clínicos no mesmo período.
No caso gremista, dos 457 registros, 125 (27%) concentraram-se em apenas duas temporadas: 61 em 2017 e 64 em 2018. Em ambos os anos, o Imortal liderou o ranking de contusões entre os times da Série A.
Fechando o pódio do ranking, o Corinthians somou 431 contusões nos últimos 10 anos. O ponto fora da curva foi a temporada de 2022, quando o Timão acumulou 64 baixas ao departamento médico. Ainda assim, houve quem superasse esse número: naquele ano, o Botafogo liderou a estatística com 64 registros. Em 2022, Fagner e Willian foram os jogadores com maior recorrência no DM corintiano, com cinco passagens cada. Já o recorde de jogos perdidos ficou com Paulinho. O volante rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo na quarta rodada do Campeonato Brasileiro e ficou fora de 49 partidas ao longo da temporada.
O Botafogo aparece na sequência do ranking, com apenas três lesões a menos que o Corinthians no período. Além de 2022 quando liderou na Série A, o Glorioso também viu o ano de 2025 assombrar e prejudicar o desempenho. Com o maior número de contusões da temporada, o Botafogo viu os casos saltarem 53% em relação a 2024, passando de 36 para 55 em 2025, o que comprometeu o desempenho do time e resultou na demissão do preparador físico Luca Guerra. A saída gerou atrito interno e culminou também na saída do técnico Davide Ancelotti, que defendia a permanência de Guerra apesar de divergências com o Núcleo de Saúde e Performance. Os métodos adotados contribuíram para a escalada de lesões.
Fechando o top-5, o Internacional é mais um clube a ultrapassar a marca de 400 contusões entre 2016 e 2025. Foram 414 casos registrados ao longo de nove temporadas analisadas — 2017 ficou fora do levantamento, já que o Colorado disputou a Série B naquele ano. Em três edições, o Inter atingiu ou superou a casa das 50 lesões: 2021 (52), 2022 (50) e 2025 (50). Confira abaixo o top-10 do ranking do futebol brasileiro no período.
Continuação do ranking:
11º Flamengo: 331 lesões (10 temporadas)
12º Palmeiras: 310 lesões (10 temporadas)
13º Bahia: 294 lesões (9 temporadas)
14º Fortaleza: 258 lesões (7 temporadas)
15º Bragantino: 254 lesões (6 temporadas)
16º Chapecoense: 244 lesões (6 temporadas)
17º Coritiba: 243 lesões (5 temporadas)
18º Vasco: 242 lesões (9 temporadas)
19º Vitória: 219 lesões (5 temporadas)
19º Ceará: 219 lesões (6 temporadas)
19 º Sport: 219 lesões (7 temporadas)
Se o São Paulo lidera o ranking em números absolutos de lesões, na média por temporada acaba superado pelo Coritiba. Nas cinco participações do Coxa na elite, o clube paranaense registrou 243 baixas médicas: média de 48,6 por ano – 0,62% superior à do Tricolor paulista.
Quando o critério passa a ser a média de lesões por temporada, o desenho do top-20 muda significativamente. O Vitória, por exemplo, salta 14 posições: sai do 19º lugar em números absolutos para figurar em 5º na média. Já Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro perdem posições ao se adotar essa escala de comparação. Confira abaixo o ranking por temporada:
Média de lesões por temporada nos últimos 10 anos
Time Temporadas analisadas Lesões desde 2016 Lesões por temporada
Coritiba 5 243 48,6
São Paulo 10 483 48,3
Internacional 9 414 46,0
Grêmio 10 457 45,7
Vitória 5 219 43,8
Corinthians 10 431 43,1
Botafogo 10 428 42,8
Bragantino 6 254 42,3
Chapecoense 6 244 40,7
Fluminense 10 387 38,7
Santos 10 371 37,1
Fortaleza 7 258 36,9
Ceará 6 219 36,5
Athletico-PR 10 359 35,9
Atlético-MG 10 350 35,0
Cruzeiro 10 337 33,7
Flamengo 10 331 33,1
Bahia 9 294 32,7
Sport 7 219 31,3
Palmeiras 10 310 31,0
Fonte: Gato Mestre*
Fora do ranking acima, o Vasco aparece na 21ª posição, com média de 26,9 contusões por temporada. No Cruz-Maltino, porém, o que mais chama a atenção não é a quantidade de lesões, mas a gravidade dos casos. Considerando o tempo médio de recuperação por lesão no período analisado, o Vasco lidera o ranking: em média, um jogador do clube permaneceu 49,79 dias em tratamento até voltar a ser relacionado.
O caso do zagueiro Breno é um exemplo disso. O drama começou em novembro de 2017 com uma lesão no menisco do joelho esquerdo, sofrida no jogo contra o Vitória. No ano seguinte, foram mais três cirurgias no joelho. Ao todo, ele ficou 1.086 dias no estaleiro.
Bragantino e Cruzeiro aparecem logo atrás do Vasco, com tempos médios de recuperação semelhantes: 44,37 e 44,22 dias, respectivamente. No Massa Bruta, o caso mais emblemático foi o de Nathan Camargo, que passou cerca de 450 dias no departamento médico. Já na Raposa, os períodos mais longos foram os do zagueiro Dedé e do volante Henrique, que acumularam 1.296 e 1.083 dias afastados, respectivamente.
Tempo médio de recuperação das lesões de cada time entre 2016 e 2025
Time Lesões Média de dias no DM
Vasco 242 49,79
Bragantino 254 44,37
Cruzeiro 337 44,22
Chapecoense 244 43,89
Botafogo 428 40,99
Coritiba 243 40,50
Atlético-MG 350 40,08
Fluminense 387 39,94
Santos 371 38,28
Athletico-PR 359 38,16
Bahia 294 37,61
São Paulo 483 37,17
Grêmio 457 37,16
Ceará 219 36,48
Internacional 414 35,47
Sport 219 33,84
Palmeiras 310 32,59
Vitória 219 32,16
Flamengo 331 31,84
Corinthians 431 31,42
Fonte: Gato Mestre*
Recordistas de permanência no DM
Um dos fatores que mais encurtam a carreira de um jogador de futebol são as lesões. A depender da gravidade, muitos optam por encerrar precocemente a trajetória no esporte. O alto nível de exigência do futebol brasileiro impõe um desgaste constante ao corpo e, quando ele deixa de responder, a alternativa muitas vezes é pendurar as chuteiras. Há, porém, quem persevere e busque a redenção após longos períodos afastado dos gramados, ainda que nem sempre no clube onde passou pelo tratamento.
No Corinthians, o jovem Ruan Oliveira é um exemplo extremo. Entre 2020 e 2024, o meia enfrentou uma sequência de lesões no joelho que o manteve afastado por quase 1.400 dias. Nesse intervalo, entrou em campo apenas 32 vezes com a camisa do Timão. Ele lidera a lista de jogadores com maior tempo acumulado de tratamento no departamento médico. Pelo Cuiabá, voltou a ter oportunidades de entrar em campo neste ano. Confira:
Jogadores com mais tempo afastado por lesão entre 2016 e 2025
Jogador Time Dias no DM
Ruan Oliveira Corinthians 1386
Dedé Cruzeiro 1296
Breno Vasco 1086
Henrique Cruzeiro 1083
Edson Júnior Atlético-GO 1076
Gatito Fernández Botafogo 1057
Vagner Chapecoense 1014
Ramon Vasco 1012
Jackson Bahia e Fortaleza 988
Felipe Fluminense 923
Fonte: Gato Mestre*
Quem mais parou no DM
O volante Maicon, ex-Grêmio, é o jogador que mais vezes passou pelo departamento médico nos últimos 10 anos do futebol brasileiro: 26, de acordo com a base de dados do ge. Em 2016, por exemplo, ele teve sete entradas no DM. Ao longo do período analisado, a maioria dos seus problemas físicos esteve concentrada na coxa, com 11 ocorrências, e na panturrilha, com outras seis.
O atacante Marinho é um caso singular no levantamento. Apesar de praticamente não ter sofrido lesões graves, ele é o segundo atleta com mais registros de contusões de 2016 a 2025. Seu maior período afastado ocorreu entre janeiro e março de 2020, quando fraturou o pé esquerdo e perdeu 11 partidas do Santos naquela temporada.
Ao todo, o hoje jogador do Fortaleza acumulou 25 passagens pelo departamento médico. Foram nove pelo próprio Fortaleza, oito pelo Santos, quatro pelo Vitória, três pelo Grêmio e uma pelo Flamengo.
O terceiro jogador com mais registros de frequência no levantamento é o atacante Pablo, hoje no Sport. Ele parou 24 vezes para tratar algum problema físico em 10 anos. O caso mais grave foi uma cirurgia para retirar um cisto artrossinovial na região lombar da coluna em 2019 pelo São Paulo. Ele ficou 73 dias fora de combate. Ao lado dele, o lateral Mayke também foi para o estaleiro 24 vezes no período.
Com uma lesão a menos, o zagueiro Rodrigo Caio também enfrentou uma série de problemas físicos na carreira e teve 23 contusões entre 2016 e 2024. A maioria na coxa (9) e no joelho (8). Ao todo, ficou fora de combate por 777 dias.
Jogadores com mais idas ao DM de 2016 a 2025
Jogador Time(s) Lesões desde 2016
Maicon Grêmio 26
Marinho Flamengo, Fortaleza, Grêmio, Santos e Vitória 25
Pablo Athletico-PR, São Paulo e Sport 24
Mayke Cruzeiro, Palmeiras e Santos 24
Rodrigo Caio Flamengo, Grêmio e Santos 23
Manoel Corinthians, Cruzeiro e Fluminense 21
Bruno Henrique Flamengo e Santos 20
Tinga Fortaleza 20
Bruno Pacheco Atlético-GO, Ceará, Chapecoense e Fortaleza 20
Robinho Coritiba, Cruzeiro e Grêmio 20
Fonte: Gato Mestre*
Mapa das lesões
Em 10 anos de levantamento de lesões, a coxa foi o músculo que mais afastou atletas da elite do futebol ao longo da temporada. Especialistas em medicina esportiva explicam que o alto índice está diretamente ligado à exigência desse grupamento muscular no jogo: a coxa é constantemente sobrecarregada em ações de alta intensidade, como arrancadas em velocidade, mudanças bruscas de direção e finalizações.
Ao todo, foram 3.585 problemas musculares na coxa entre 2016 e 2025. As contusões no joelho aparecem em segundo lugar: 1.290 casos. Lesões no tornozelo (875) e panturrilha (498) também foram destaques no período. Veja o infográfico detalhado abaixo:
Na imagem acima, a contabilização total dá 8.101 baixas. Isso porque foram registrados vários casos de atletas com lesões simultâneas em mais de uma parte do corpo, mas a contagem é de apenas um caso clínico.
OBS: das 8.090 baixas médicas, 423 (5%) não tiveram o local do corpo detalhado pelo clube. Ou seja, foi apenas informado a entrada do jogador no departamento médico, mas sem a especificação de qual a parte do corpo foi afetada e o grau do problema clínico.
Outras curiosidades
Times com mais lesões em uma única temporada:
Chapecoense (2019): 69 contusões
Botafogo (2022): 66 contusões
Athletico-PR (2016): 65 contusões
Grêmio (2018): 64 contusões
Corinthians (2022): 64 contusões
Avaí (2022): 62 contusões
Grêmio (2017): 61 contusões
Coritiba (2017): 59 contusões
São Paulo (2016): 58 contusões
Paraná (2018): 57 contusões
Times com menos lesões em uma única temporada:
Atlético-GO (2020): 16 contusões
Atlético-MG (2018): 17 contusões
Athletico-PR (2021): 18 contusões
Santos (2019): 18 contusões
Vasco (2024): 18 contusões
Atlético-MG (2020): 19 contusões
Bahia (2021): 19 contusões
Juventude (2021): 19 contusões
Cuiabá (2023): 20 contusões
Critérios e Metodologia
As informações levantadas para esta pesquisa foram retiradas nos sites oficiais de todos os clubes e apuradas junto aos setoristas do ge no dia a dia.
Foram consideradas todas as equipes da Série A de 2016 a 2025 além de alguns casos de times na Série B no período. Ao todo, foram 34 times com pelo menos uma temporada de contusões analisada: América-MG, Athletico-PR, Atlético-GO, Atlético-MG, Avaí, Bahia, Botafogo, Bragantino, Ceará, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Criciúma, Cruzeiro, CSA, Cuiabá, Figueirense, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Juventude, Mirassol, Palmeiras, Paraná, Ponte Preta, Santa Cruz, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.
O recorte temporal deste levantamento foi de 01 de janeiro de 2016 até a data da publicação desta matéria: 26 de dezembro de 2025. Todas as baixas médicas sofridas pelos jogadores fora desse universo temporal não entraram na pesquisa.
O critério para inclusão de um atleta no levantamento foi o veto pelo departamento médico de pelo menos uma partida oficial por motivo clínico. Todos os problemas médicos que impediram a escalação do jogador na equipe para a partida seguinte foram computados no levantamento. Jogadores poupados e com desgaste físico não entraram na conta assim como problemas fisiológicos.
Fonte: Globo Esporte
Consultivo marca para dia 12 reunião para apreciar afastamento de Casares
O Conselho Consultivo do São Paulo marcou para o próximo dia 12 de janeiro a reunião que vai apreciar o pedido feito, por enquanto, por 57 conselheiros da oposição e alguns dissidentes, pedindo o afastamento imediato de Júlio Casares da presidência do clube.
Esse é o primeiro procedimento para chegar ao último, ou seja, o afastamento de Casares. Aprovado no Consultivo, a questão vai para o Deliberativo que terá até 30 dias para debater e votar o pedido. Aprovado, irá para a Assembleia do Sócios que terá que referendar ou vetar a decisão do Deliberativo.
A última etapa é a mais fácil de todas. Hoje, de cada dez sócios, 11 querem a saída de Júlio Casares e de toda corja que administra o clube. Mas onde tudo começa, o pedido tende a morrer. Se não, vejamos a lista dos nomes que compõem o Conselho Consultivo do São Paulo:
O presidente é José Eduardo Mesquita Pimenta. Abaixo o Conselho:
- CARLOS AUGUSTO DE BARROS E SILVA (LECO). Antecessor e amigo de Casares (N)
- CARLOS MIGUEL CASTEX AIDAR (expulso do CD, um dos Jacks com Casares) (N)
- FERNANDO JOSÉ P. CASAL DE REY certamente votará pela admissibilidade (S)
- IVES GANDRA DA SILVA MARTINS (guru dos malfeitores do São Paulo) (N)
- JOSÉ CARLOS FERREIRA ALVES certamente votará pela admissibilidade (S)
- JOSÉ EDUARDO MESQUITA PIMENTA ( tem cargo remunerado por caixa 2 na administração) (N)
- JULIO CESAR CASARES – o próprio (N)
- MARCELO ABRANCHES PUPO BARBOZA está ligado a Casares e seu grupo é composto por um Jack (N)
- MILTON JOSÉ NEVES (está senil, mas alguém votará por ele – irregularmente – ) (N)
- OLTEN AYRES DE ABREU JUNIOR (está ligado a Casares e será seu candidato) (N)
- PAULO AMARAL VASCONCELOS (um dos piores presidentes de nossa história, fará jus ao posto). (N)
- PAULO PLANET BUARQUE (está muito doente e não deve votar.
Portanto, longe de qualquer pessimismo, mas com realismo, não passa.
Nota do PP: acabo de consultar pessoas muito ligadas ao estatuto do São Paulo e obtive a confirmação de que o Conselho Consultivo não tem poder de veto, mas apenas de elaborar um parecer que será debatido, junto com o pedido de afastamento e votado pelo Conselho Deliberativo. Claro que ainda espero que o parecer seja pedindo arquivamento e pode servir de muleta dos canalhas que quiserem votar poupando Júlio Casares.
Paulo Pontes
Alguns conselheiros permanecem fugindo para não assinar afastamento
O grupo de dissidentes da atual situação coletou, até terça-feira passada, 33 assinaturas para serem juntadas às 57 da oposição com pedido de afastamento de Júlio Casares da presidência do São Paulo. A ideia deste grupo era chegar a 100 até o final da tarde desta sexta-feira, mas muitos que prometeram assinar, não cumpriram.
Abaixo a lista dos “medrosos” ou “aproveitadores”. Um detalhe: à frente de alguns nomes coloco algum comentário meu, pela referência e conhecimento que tenho dos distintos conselheiros:
– Vinicius Medeiros – Legião
– David Fuchs – Legião (já era de se esperar)
– Marcos Tadeu Santos – Legião
– Renato Eugenio Dias – Legião
– Jose Netto – Legião
– Marcio Sayeg – Legião (como sempre, do lado contrário)
– Wanderson Rocha – Legião (decepção)
– Fabio Azambuja – Legião
– Francesco Moretto Jr – Legião (imagina se o cara do Belmonte e do Douglas em Cotia iria assinar)
– Adilson Alves Martins – Sempre Tricolor (decepção)
– Fernando Chapecó- Sempre Tricolor (nenhuma surpresa, para o sempre adjunto de futebol)
– Mario Braga – Sempre Tricolor
– Juliana Vidal – Sempre Tricolor (nenhuma surpresa, para a ex de Marcio Carlomagno)
– Antonio Claudio Mariz – Participação (surpresa nenhuma)
– Fabio Mariz – Participação (decepção)
– Themis – Participação (certeza que não assinaria)
– João Farias – Participação (decepção)
– Marcelo Lebkuchen – Participação
– Manuel Moreira – Participação (decepção)
– Jose Alberto Santos – Participação
– Antonio Belardo – Participação (sempre com um cargo na diretoria)
– Edna Dutra – Participação (sempre com cargo na diretoria)
– Sandro Fazio – Participação
– Paulo Cesar Mendes – Participação
– Osvaldo Abreu – Participação (um dos Jacks)
– Osni Arantes – Participação
– Eduardo Minc – Participação (nenhuma surpresa)
– Claudio Girardino – Participação
– Marta Carvalho – Participação
– Adalberto Nazareth – Participação
– Marcelo Pupo – Vanguarda (nenhuma surpresa para o sempre omisso ex-presidente do CD)
– Leonardo Serafim – Vanguarda (um dos Jacks)
– José Canassa – Vanguarda
– Luis Canassa – Vanguarda
– Arismar Mion – Vanguarda (palmeirense)
– Homero Bellintani – Vanguarda (decepção. Mais uma)
– Jose Opice Blum – Vanguarda (nenhuma surpresa para o advogado do Douglas)
– Renato Opice Blum – Vanguarda
– Richard Magalhaes – MSP
– Jorge Magalhães – MSP
– Marcelo Livolsi – MSP
– Piragibe Jr – MSP
– Paulo Crystal – MSP
– Paula Reina – MSP
– Leandro Alvarenga – MSP
– Douglas Alvarenga – MSP (decepção. E nem ligue para mim para explicar o inexplicável)
– Daniel Pacheco – MSP
– Marcel Bonilha – MSP (palmeirense, o Foguinho)
– Armando Luiz de Sá – MSP
– Antonio de Sá – MSP
– Jose Edgard Galvao Machado – MSP (advogado da Independente)
– Ricardo Rebouças – Grupo Olten
– Renato Ricardo – Grupo Olten
– Erovan Tadeu – Grupo Olten (virador de casaca, se elegeu pela oposição e foi para o grupo do Olten)
– Luiz Prado Freire – Grupo Olten
– Cleudimar Freire – Grupo Olten
– Dorival Decoussau – Grupo Olten (pai do Caio Ribeiro, já preso por fraude no INSS)
– Rogerio Caboclo – sem grupo (ex presidente da CBF, afastado por assédio sexual)
– Jaime Franco – sem grupo (qual a dúvida que não assiinaria?)
– Benedito Ruy Barbosa – sem grupo (acho que pirou de vez)
Legião: Carlos Belmonte
MSP: Dedé
Vanguarda: Marcelo Pupo
Sempre Tricolor: Chapecó
Paulo Pontes
Nota do PP: Recebo as seguintes informações sobre essa lista: Renato Ricardo vai assinar, Claudio Giardino também.
Jemmes desembarca no Rio para assinar com o Fluminense e frustra SP
O sonho do São Paulo de atravessar a negociação entre Jemmes e Fluminense para contratar o zagueiro chegou ao fim nesta sexta-feira. O defensor desembarcou no Rio de Janeiro e já falou como reforço do clube tricolor — faltam apenas os exames médicos para a oficialização da contratação.
Jemmes foi um dos destaques do Mirassol no Brasileirão e chega para substituir o capitão Thiago Silva, que rompeu com o clube e já foi oficializado no Porto. Havia a esperança de Nino ser repatriado, mas o negócio não avançou e o Fluminense investiu pesado no jogador de 25 anos.
O reforço tricolor se destacou por sua habilidade em sair jogando, pela força no combate e também no jogo aéreo, já que tem 1,87m. Apesar de destro, Jemmes atuou pelo lado esquerdo na defesa do Mirassol e por vezes impressionava ao roubar a bola e sair em disparada para o ataque, enfileirando marcadores.
O zagueiro desembarcou sozinho no fim da noite de Natal, no Rio, e falou ao ge sobre a chegada ao Fluminense. “Estou muito feliz, as expectativas são as maiores possíveis. Não vejo a hora de fazer a estreia diante da nossa torcida”, disse o atleta.
Torcedores do Fluminense já o definem como o “novo Nino”. O contrato deve ser de cinco temporadas e o reforço deve fazer parte de uma renovação da defesa tricolor, já que o clube também negocia com o lateral-esquerdo Guilherme Arana, do Atlético-MG.
São Paulo aposta em “profissionais” para defender título da Copinha
O São Paulo irá com força máxima para defender seu título da Copinha em 2026. O Tricolor divulgou a lista de inscritos para a competição há alguns dias com a presença de seis jogadores com experiência no elenco profssional, provando que mira o bicampeonato da principal competição de categorias de base do País.
Igor Felisberto, Nicolas, Igão, Pedro Ferreira, Lucca e Paulinho foram os convocados pelo técnico Alan Barcellos e que já receberam oportunidades de ao menos treinar regularmente com o elenco profissional.
Alguns deles, inclusive, passaram a figurar com certa frequência no banco de reservas ou até mesmo dentro de campo, casos de Nicolas, Igão, Pedro Ferreira, Lucca e Paulinho.
Outros nomes, como Igor Felisberto e Igão ainda não foram acionados no time principal, mas frequentemente treinam no CT da Barra Funda e figuram como atletas que podem ser promovidos definitivamente após a disputa da Copinha.
O São Paulo caiu no Grupo 19 da Copinha, ao lado do Independente, do Amapá, Maruinense, de Sergipe, e Real Soccer, de Sorocaba, cidade que receberá as partidas da chave.
A estreia do Tricolor na principal competição de categorias de base do futebol brasileiro está marcada para o dia 4 de janeiro, contra o Maruinense, às 11h (de Brasília).