A Rádio São Paulo apresenta, neste final de semana, seu Especial Musical. Vamos trazer um dos maiores nomes do Reggae mundial, jamaicano que nos deixou esta semana.
Sexta-feira, às 10h e 20h
Sábado, às 10h e 20h
Domingo, às 10h e 20h
A Rádio São Paulo apresenta, neste final de semana, seu Especial Musical. Vamos trazer um dos maiores nomes do Reggae mundial, jamaicano que nos deixou esta semana.
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A goleada por 6 a 0 sofrida pelo São Paulo diante do Fluminense desencadeou uma onda de revolta entre os torcedores – e chegou também ao mundo artístico. São-paulino declarado, o ator Lima Duarte usou as redes sociais neste sábado para criticar duramente a atual administração do clube após o vexame no Campeonato Brasileiro.
Sem esconder a indignação, o veterano ator mirou diretamente nos dirigentes tricolores. “Detesto aquela gente que está conduzindo o meu glorioso São Paulo”, disparou, em claro protesto contra o comando atual do Morumbis. O tom do desabafo refletiu o sentimento de boa parte da torcida, que vem reclamando da falta de rumo do time em meio a derrotas contundentes e atuações apáticas.
Apesar da forte crítica, Lima Duarte também fez questão de reforçar o amor pelo clube e a confiança na sua história. Em meio à revolta, deixou uma mensagem de esperança ao lembrar que gestões passam, mas o clube permanece. “Mas essas pessoas passam, o SPFC continua!”, afirmou, ecoando o discurso de resistência de muitos são-paulinos que, mesmo decepcionados com o momento, seguem firmes ao lado do time.
Revolta geral
Outro nome importante do cinema e da televisão brasileira se posicionou contra o atual momento do São Paulo. Selton Mello – ator do premiado filme ‘Ainda Estou Aqui’ – pediu uma “mudança completa” no Tricolor.
Com o título da Libertadores do Flamengo, após a vitória por 1 a 0 sobre o Palmeiras, neste sábado, o São Paulo perdeu o posto de maior campeão do torneio no Brasil após 20 anos. Com três títulos, o Tricolor foi superado pelo Rubro-Negro, que conquistou a sua quarta taça e se tornou o primeiro tetracampeão do país.
Em 2005, o São Paulo conquistou pela terceira vez a Libertadores e foi a primeira equipe do país a atingir este número. Desde então, Santos, Grêmio, Palmeiras e Flamengo igualaram o Tricolor, mas, até este sábado, nenhuma das equipes havia conseguido superar o número de títulos da equipe paulista.
No ano seguinte à terceira conquista, em 2006, o São Paulo até teve a oportunidade de se sagrar tetracampeão continental em duelo contra o Internacional pela decisão da Libertadores. No entanto, a equipe foi derrotada pelo Colorado por 4 a 3 no placar agregado e não conseguiu a quarta taça.
O mais próximo que o São Paulo chegou de uma nova decisão foi em 2010, quando o time chegou na semifinal do torneio e acabou eliminado pelo Internacional. Em 2016, a equipe também se classificou para a penúltima fase da Libertadores, mas também sofreu uma eliminação, desta vez, para o Atlético Nacional.
Em meio a renúncias na diretoria e bastidores conturbados após goleada, o elenco do São Paulo ganhou o dia de folga neste sábado. Os atletas iniciaram a preparação para o jogo diante do Internacional na sexta-feira e retomam as atividades neste domingo.
O técnico Hernán Crespo terá mais três sessões de treinos até o duelo contra o Colorado, pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro, marcado para quarta-feira.
Novidades da reapresentação
Na reapresentação de sexta, Luciano, Arboleda e Ferreirinha, todos lesionados, avançaram em suas recuperações e fizeram atividades no campo junto à equipe de fisioterapia do clube. Além deles, Rodriguinho, que se recupera de um quadro respiratório, participou das atividades físicas no campo.
Momento conturbado
O São Paulo vive um momento conturbado dentro de campo e nos bastidores. Na última quinta, o Tricolor foi goleado pelo Fluminense por 6 a 0, com um time muito desfalcado devido a lesões.
No dia seguinte, o diretor de futebol Carlos Belmonte e os diretores Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi renunciaram a suas funções no clube. O presidente Julio Casares também concedeu uma entrevista coletiva para justificar a crise.
Situação na tabela
O São Paulo é o oitavo colocado do Campeonato Brasileiro, mas pode ser alcançado pelo Corinthians neste domingo. O Tricolor ainda sonha com uma vaga na Pré-Libertadores e torce para que Fluminense ou Cruzeiro vença a Copa do Brasil, assim o time que ocupa o oitavo lugar na competição nacional se classificará para o torneio continental.
Em meio à crise que o São Paulo atravessa, um torcedor decidiu manifestar sua revolta por meio da arte nos arredores do Morumbis. Dono do projeto “Morumbi Graffiti”, o são-paulino Alan Salles virou a noite de sexta-feira para sábado para produzir um desenho contra o presidente Julio Casares.
Localizado próximo ao portão 1 do estádio, na Avenida Jules Rimet, o desenho cobra a saída do presidente e também do executivo de futebol Rui Costa. A arte conta com desenhos de ratos.

Na sexta-feira, dia seguinte à pior derrota nos últimos 24 anos, o São Paulo viu apenas um torcedor ir até o CT da Barra Funda para protestar contra os seguidos maus resultados do clube na temporada.
Carlos Eduardo esteve no centro de treinamento do Tricolor vestindo peruca e nariz de palhaço com uma corneta em mãos (veja como foi o protesto solitário).
Em coletiva de imprensa concedida na última sexta-feira, o presidente Julio Casares deu a entender que o São Paulo teria um CEO a partir do atual momento. Este profissional seria Márcio Carlomagno, cujo cargo anteriormente era constatado como superintendente geral.
O presidente do São Paulo, entretanto, justificou a ‘nova’ nomenclatura. De acordo com Casares, Carlomagno seguirá exercendo as mesmas atribuições no clube: dar suporte à gestão no planejamento financeiro e estratégico para 2026.
“O CEO geralmente é um termo usado para empresas. O São Paulo ainda não é uma empresa e no organograma existe a possibilidade de um superintendente. São nomes diferentes, mas que com uma função que quando promovemos ele, era para dar atribuição”, afirmou Casares.
O presidente do São Paulo também foi questionado acerca da qualificação profissional do colega para assumir um cargo de tamanha relevância no clube. Segundo o perfil de Carlomagno na rede social LinkedIn, ele foi assessor de futebol social, diretor adjunto de estádio, diretor de planejamento e desenvolvimento, assessor especial da presidência na gestão Carlos Augusto de Barros e Silva e até mesmo assessor executivo da presidência, de novembro de 2018 a dezembro de 2023.
“Quanto ao currículo dele, acho que a qualidade dele é estabelecida principalmente no futuro do São Paulo, no próximo balanço, nos desafios, no FIDC [Fundo de Investimento em Direitos Creditórios] que vem bem sucedido, e nessa nova organização. Às vezes, as pessoas têm muitos títulos. O São Paulo já teve pessoas com inúmeras qualificações e elas não tiveram condições de fazer gestão de pessoas. E ele une tudo. O Márcio tem a felicidade de um conteúdo, de uma história uma visão politica e institucional que é importante”, destacou.
Em meio à crise no São Paulo, Julio Casares passou a dar expediente no CT da Barra Funda em outubro deste ano, abrindo mão de sua confortável sala presidencial no Morumbis e da proximidade com os outros departamentos do clube, como comunicação, marketing, financeiro, jurídico, entre outros.
Braço direito de Julio Casares, Márcio Carlomagno também passou a despachar do CT da Barra Funda, auxiliando o presidente nas mais diversas demandas ao longo do dia.
“A vinda do Márcio é pela familiaridade dele com os aspectos de estrutura orçamentária para que ajude. Encaro como uma ajuda. O CEO é um grande facilitador de momentos desafiadores”, justificou o mandatário tricolor.
Casares promete mais mudanças
Nesta sexta-feira, o São Paulo anunciou mudancas no departamento de futebol para a próxima temporada, com as saídas dos diretores Carlos Belmonte, Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi, todos do departamento de futebol. O presidente Julio Casares garantiu que mudanças “profundas” irão acontecer, seja para reforçar a estrutura do CT e reforçar o departamento médico.
“As mudanças profundas que vão acontecer, hoje foi anunciado uma fase dela, irão acontecer em vários âmbitos do futebol. Não será anunciado agora, mas teremos que caminhar para isso. É um investimento muito grande na estrutura do CT, vestiário, Reffis, refeitório, academia, campos, etc. Agora, vamos investir na assertividade dos profissionais, da ciência, da tecnologia. E aí entra a participação do CEO, ele tem que trazer estando a par dessas condições”, disse.
Sucessão de Casares
Márcio Carlomagno é considerado o “candidato do presidente” na corrida presidencial do ano que vem. Belmonte, por sua vez, tem uma base eleitoral importante proveniente de seu grupo político e pode se tornar um adversário da chapa de Julio Casares.
Carlomagno é avesso aos holofotes, não costuma aparecer, mas é uma figura influente nos corredores do Morumbis.
Fonte: Gazeta Esportiva
Nota do PP: Não existe a função de CEO no São Paulo. É mais uma “criação” deste ser abjeto que ainda preside o São Paulo.
Ao ser goleado por 6 a 0 diante do Fluminense, o São Paulo viu a vaga para a próxima edição da Libertadores ficar distante. Com 48 pontos, a equipe não tem mais a possibilidade de assumir a sétima colocação no Brasileirão e, portanto, com a atual disposição de vagas, não consegue se classificar para o torneio. A esperança fica por conta da Copa do Brasil, que pode dar ao Tricolor a chance de disputar a competição.
Para que o São Paulo jogue a Libertadores em 2026, o clube precisa terminar o Campeonato Brasileiro em oitavo e torcer pelo título de Cruzeiro ou Fluminense na Copa do Brasil. Desta forma, com ambas as equipes garantidas dentro do G7, mais uma vaga seria destinada ao Brasileirão, abrindo assim o G8.
Neste cenário, a equipe comandada por Hernán Crespo disputaria a Pré-Libertadores na próxima temporada, marcada para acontecer entre os dias 18 de fevereiro e 11 de março.
Apesar de ocupar a oitava colocação neste momento, o São Paulo não depende mais de si mesmo para garantir a posição. Em caso de vitória diante do Botafogo, o Corinthians, que ainda não jogou pela 36ª rodada, pode ultrapassar o rival na tabela.
Além dele, o Atlético-MG ainda enfrenta o Fortaleza e pode empatar o número de pontos do Tricolor caso triunfe.
O grupo de conselheiros da oposição apresentou, no meio da tarde, um abaixo assinado pela renúncia de Júlio Casares da presidência do São Paulo.
A ideia de coletar as assinaturas partiu do conselheiro Marcos Francisco de Almeida.
Abaixo você vê o manifesto e os que assinaram:
A/C Presidente Júlio Cesar Casares,
Vimos publicamente, na qualidade de Conselheiros Deliberativos e no estrito cumprimento
de nossas responsabilidades estatutárias, requerer que Vossa Excelência apresente
renúncia imediata ao cargo de Presidente da Diretoria do São Paulo Futebol Clube.
A presente solicitação se fundamenta em sucessivos episódios que, ao longo de sua
gestão, comprometeram gravemente a estabilidade institucional, financeira e esportiva da
entidade. Os recorrentes déficits anuais, produzidos em grande parte pelo descontrole
absoluto das despesas — especialmente no departamento de futebol — configuram, em
diversas ocasiões, situações enquadráveis como gestão temerária nos termos do Artigo 25
da Lei n. 13.155 (Lei do Profut). Tal realidade foi objeto de alerta reiterado por vários dos
conselheiros que subscrevem este documento. A consequência direta desses desequilíbrios
foi o aumento exponencial do endividamento, levando o clube à beira de uma condição
insustentável.
No campo esportivo, os resultados apresentados estão muito aquém do que se esperaria de
um clube com a grandeza do São Paulo Futebol Clube, sobretudo diante dos vultosos
investimentos realizados. A discrepância entre gastos e desempenho foi refletida na quase
ausência de conquistas relevantes e em campanhas incompatíveis com nossa história, além
de ter exposto de maneira incontornável a incapacidade de planejamento e execução da
atual gestão. A sucessão de equívocos, somada à incapacidade de construir um projeto
coerente, tornou-se fator central do declínio competitivo que hoje testemunhamos.
Paralelamente, a condução política da instituição sofreu retrocessos graves. As reiteradas
tentativas de promover mudanças estatutárias com nítido propósito casuísta de
centralização de poder e a perseguição sistematizada de conselheiros e associados que
expressam posições divergentes ferem princípios essenciais de governança, pluralidade e
transparência. Tais práticas não apenas enfraquecem a estrutura democrática do clube,
como destroem a confiança interna e afastam vozes indispensáveis à tomada de decisões
equilibradas.
Por fim, a gota d’água: a intenção de negociar Cotia em condições tão desvantajosas que
nem sequer houve disposição para levar o tema ao Conselho Deliberativo, mesmo após ele
ser aprovado pelo Conselho de Administração. Soma-se a isso a goleada humilhante
sofrida ontem, encerrando mais uma temporada sem troféus, em que a única meta restante
é buscar uma vaga na Libertadores pela porta dos fundos.
Diante deste conjunto de fatores, resta evidente que a continuidade de Vossa Excelência no
cargo se tornou incompatível com os melhores interesses do São Paulo Futebol Clube. Por
essas razões, solicitamos formalmente a renúncia imediata, de modo a permitir que o clube
inicie, com urgência, um processo de reconstrução.
São Paulo, 28 de novembro de 2025
SIGNATÁRIOS
01 ALVARO DO VALE PEREIRA
02 ANTONIO AUGUSTO BUENO COSTA
03 ANTONIO GARCIA NETO
04 ANTONIO JOSE BAPTISTA FERREIRA
05 ARTUR ELISEU DA SILVA
06 CAIO AUGUSTO DE MORAES FORJAZ
07 DANILO DECOUSSAU
08 DOUGLAS VALVERDE
09 EDSON FRANCISCO LAPOLLA
10 EPAMINONDAS AGUIAR NETO
11 FÁBIO GIACONI DE BRITO MACHADO
12 FERNANDO JOSE P. CASAL DE REY
13 FLAVIO ANGERAMI MARQUES JUNIOR
14 GERALDO SALVI
15 GUILHERME SANCHEZ FERREIRA
16 JOANDRE ANTONIO FERRAZ
17 JOÃO PAULO DE JESUS LOPES
18 JOAQUIM JOSE LACERDA RIBEIRO
19 JOSÉ ALEXANDRE MEDICIS DA SILVEIRA
20 JOSÉ CARLOS FERREIRA ALVES
21 JOSÉ JACOBSON NETO
22 JOSÉ SORRENTINO DIAS DA SILVA
23 KALEF JOAO FRANCISCO NETO
24 KAORU ISHIDA
25 MARCELO MARCUCCI PORTUGAL GOUVÊA
26 MARCOS FRANCISCO DE ALMEIDA
27 MIGUEL AUGUSTO DE SOUSA
28 MURILO DE ALBUQUERQUE RICARDO
29 ORLANDO ROSSINI JUNIOR
30 PAULO SERGIO RAMOS
31 PEDRO VIQUEIRA LISTE
32 RENE ISIDRO RAMIREZ SALINAS
33 RICARDO RHORMENS ALVES NATEL
34 ROBERTO ANTONIO KIRSCHNER
35 ROBERTO MARCIO DA COSTA FLORIM
36 ROBERTO RHORMENS ALVES NATEL
37 RUBENS ANTONIO MORENO
38 SERGIO BARBOUR
39 SILVIO ANTONIO CASSIANO
40 SYLVIO ALVES DE BARROS FILHO
41 WALDO JOSÉ VALLIM BRAGA
Paulo Pontes
O presidente Julio Casares dividiu, nesta sexta-feira, responsabilidades pelo momento do São Paulo depois da derrota por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã.
Em entrevista coletiva, Casares assumiu erros que resultaram na goleada na 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, que culminou na saída do diretor de futebol, Carlos Belmonte, e dos adjuntos Nelson Marques Ferreira e Fernando Bracalle Ambrogi.
– Eu me sinto parte integrante deste momento. A responsabilidade é coletiva. Do presidente, da diretoria, da comissão técnica e dos atletas.
– Em segundo lugar, eu tenho mandato. Acho normal a oposição fazer isso (pedir impeachment). Hoje recebi apoio da coalizão. E tenho, sim, caminhos, porque tudo indica que faremos um belo balanço financeiro. O que nos dá envergadura para ter um 2026 como já foi no passado, com competitividade – disse Casares.
As três saídas no departamento de futebol fazem o principal departamento do São Paulo agora ser liderado por Rui Costa, executivo, e Muricy Ramalho, coordenador. Julio Casares falou, também, sobre a participação do superintendente Marcio Carlomagno, a quem ele chama de “CEO”.
De acordo com Casares, as mudanças que aconteceram no futebol estavam programadas para o fim da temporada e foram antecipadas pela goleada para o Fluminense.
– Estou aqui hoje, muito triste. Momento desastroso ontem. As mudanças foram necessárias. Nós estávamos prevendo mudanças após o fim do Brasileirão e tivemos que antecipar o processo. A vinda do CEO, o Marcio… Ele está aqui exatamente para apoiar o processo de profissionalização cujo o futebol terá o comando do Rui Costa e do Muricy. Assim como ele fez em outros departamentos, ele está aqui para apoiar e acelerar o planejamento para 2026.
– Não teremos nenhum conselheiro (no departamento de futebol). O futebol será tocado por profissionais. Rui Costa e Muricy. Ele (Marcio Carlomagno) não assume como diretor de futebol. Em qualquer empresa, o CEO é o chefe de todos – explicou Casares.
O técnico Hernán Crespo, na visão de Julio Casares, é peça-chave no planejamento do São Paulo para 2026. O presidente espera contar com o treinador na próxima temporada.
– Acredito que temos um caminho (para a permanência do Crespo), até porque o Crespo está participando de todo o planejamento de 2026. A expectativa é que ele fique – completou.
Veja outros trechos da entrevista de Julio Casares:
Declaração de Luiz Gustavo
– Eu vejo com normalidade até a frustração do Luiz, que é a nossa frustração. É um grande profissional e acredito que a mensagem que mais tocou foi que ele não apontou A, B ou C. É uma questão coletiva. Nesta questão de erros coletivos está o presidente, o diretor de futebol, a comissão e os atletas. Agora é olhar para frente e esperar. Tudo o que acontece temos uma reflexão a fazer.
Erros coletivos e chegada de Marcio Carlomagno
– Erros estão na conta do coletivo, envolvendo o presidente, num planejamento que não foi feliz em 2025. Em nenhum momento a vinda de um CEO para cá teve como objetivo isolar pessoas. O fato de não ir ao jogo é um ato de decisão pessoal (do Belmonte), quando pode ou não pode. Em nenhum momento tivemos problemas.
– Tenho com o Belmonte um convívio de cinco anos. Falei com ele hoje. Momentos bons, ruins. Sofremos eliminações grandes. Em nenhum momento foi colocado em dúvida aquele trabalho. A vinda do Marcio é pela familiaridade dele com os processos de estrutura orçamentária. Eu encaro como uma ajuda. Se vocês representam empresas, sabem que lá tem um CEO. Em nenhum momento teve essa conotação (de isolamento).
Conversa com Luiz Gustavo
– Hoje o Rui atendeu ele, conversou com ele. É uma conversa interna. Quando fala que nada acontece por acaso, você olha e vê 15 lesionados, vê muitas dificuldades. Eu entendo que essa falta de condição competitiva também se deu por excesso de lesões. Não é normal. Mesmo o Luiz sofreu uma questão de saúde, o São Paulo, como instituição, ficou com ele durante todo o instante. Todos nós olhamos isso com naturalidade, confiando nos profissionais, e acredito que essa reflexão que ele fez envolve vários setores.
– São erros coletivos, envolvendo presidente, diretoria, comissão técnica e atletas. Tendo essa constatação é olhar para frente, como estamos fazendo. A questão do investimento é algo que eu tenho trabalhado muito. Podem dizer que o presidente tem que estar ali, numa outra reunião. A atribuição é comercial também. Quando falamos em investimento, é a presença do presidente que tem a possibilidade de fazer, sem enumerar o tipo, o tamanho e a forma de investimento. Vamos ter processos de definição após o final do Brasileirão.
Principais erros
– É difícil enumerar erros. Acho que o erro do presidente foi delegar, como sempre deleguei. E sentir que o planejamento teve falhas. Eu me coloco dentro dele. Eu não jogo a responsabilidade no futebol. 2024 já foi um ano difícil, mas disputamos um grande jogo contra o Botafogo (pelas quartas de final da Libertadores). Colocamos alguns reforços que tiveram infelicidade de contusões. Nessa linha que erramos, eu acho. Com o calendário, poderíamos ter outros reforços. Mas eu não gosto de individualizar, apontar.
Ano ruim
– Claro que foi um ano ruim. Acentuado pelo resultado desastroso de ontem. Acentuado. Me lembro que quando estávamos aqui com outro treinador, um cara sério, muitos articulistas diziam que o São Paulo era candidato ao rebaixamento. O São Paulo teve uma reação, estamos em oitavo lugar. O futebol de ontem antecipou processos. Estou aqui hoje fazendo “mea culpa”. Acredito muito na unidade. Conversei muito com o Belmonte, outros diretores, e temos um caminho de união muito forte estabelecido.
Currículo de Carlomagno
– Se for o Linkedin dele, está faltando alguma coisa. A qualidade do Marcio é estabelecida no futuro do São Paulo, o próximo balanço, no FIDC, bem sucedido… Nessa nova organização. Às vezes as pessoas têm muitos títulos, mas não têm a grande possibilidade de fazer gestão de pessoas. E ele une tudo. O Marcio tem a felicidade e o conteúdo de uma história e a visão política institucional, que é importante. Profissionais que assumem um clube associativo às vezes derrapam muito. Clube associativo tem peculiaridades diferentes.
Um grupo de conselheiros da oposição do São Paulo está colhendo assinaturas para pedir o impeachment do presidente Julio Casares. A alegação é de gestão temerária.
Atualmente, a oposição conta com 55 conselheiros, enquanto a situação tem 156. Os números, a um ano da eleição presidencial, porém, têm mudado com frequência.
Depois de coletar as assinaturas, os conselheiros devem levar o documento ao Conselho Deliberativo.
O movimento dos opositores acontece um dia depois de o São Paulo perder por 6 a 0 para o Fluminense, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Não há, até a publicação desta reportagem, nenhuma movimentação para mudanças no departamento de futebol tricolor.