Saiba por que Carlos Coronel ignorou crise no SP e aceitou oferta do clube

Carlos Coronel está muito próximo de ser confirmado como segundo reforço do São Paulo para a próxima temporada. Aos 28 anos, o brasileiro naturalizado paraguaio se prepara para defender um clube de elite na América do Sul pela primeira vez na carreira, ignorando a profunda crise na qual o Tricolor se afundou recentemente.

Mas, afinal, por que o jogador que é considerado ídolo no New York Red Bulls decidiu dar fim a sua trajetória nos EUA para retornar ao Brasil para lidar com pressão, fortes críticas e jogar em um clube altamente endividado, que enfrenta uma crise institucional sem precedentes?

Conforme apurou a reportagem da Gazeta Esportiva, Carlos Coronel tem consciência dos problemas enfrentados pelo São Paulo dentro e fora de campo, entretanto, por ter nascido no Brasil e, inclusive, ter tido uma breve passagem por Cotia, sabe do tamanho e peso da instituição tricolor.

Para o goleiro, atuar no futebol brasileiro, por um grande clube, é um sonho que agora se tornará realidade. Embora chegue para ser, inicialmente, reserva de Rafael, Carlos Coronel está bastante empolgado com a oportunidade.

Nem mesmo sua idolatria no New York Red Bulls, clube que defendeu nas últimas cinco temporadas, fez Carlos Coronel recusar a proposta do São Paulo. O brasileiro naturalizado paraguaio, inclusive, obteve o “green card”, a cidadania norte-americana, ao se consolidar como um ícone da equipe novaiorquina, mas entendeu que era o momento de dar o próximo passo na carreira.

A proximidade da Copa do Mundo é outro fator que pesou na escolha de Carlos Coronel. O goleiro é frequentemente convocado pela seleção paraguaia e crê que atuando no Brasil terá uma exposição ainda maior para confirmar sua pesença no Mundial que será disputado no Canadá, EUA e México.

O elenco do São Paulo se reapresenta no dia 2 de janeiro e fará sua curta pré-temporada no CFA Laudo Natel, em Cotia, antes da estreia no Campeonato Paulista, dia 11, às 20h30 (de Brasília), contra o Mirassol, fora de casa.

Ex-técnico do São Paulo, Cláudio Mortari morre aos 77 anos

O cenário do basquete brasileiro está de luto com o falecimento de Cláudio Mortari, um dos treinadores mais emblemáticos e vitoriosos da modalidade no país. Mortari, que tinha 77 anos, faleceu nesta quinta-feira, 25 de dezembro. Sua partida deixa um vazio significativo no esporte, mas seu legado como mentor de gerações e estrategista multicampeão permanece vivo.

Trajetória de um campeão
Nascido em São Paulo, Cláudio Mortari construiu uma carreira repleta de conquistas e passagens por clubes de renome no basquete nacional. Sua lista de equipes inclui Palmeiras, Sírio, Bradesco, Corinthians, Pirelli, Telesp, Rio Claro, Mogi, Mackenzie, Flamengo, Campos, Ulbra, Pinheiros e São Paulo, além de ter comandado a Seleção Brasileira.

Conquistas memoráveis
Um dos pontos altos de sua carreira foi a conquista do Campeonato Mundial de Clubes em 1979, pelo Sírio, em São Paulo. Este feito histórico marcou a primeira grande vitória internacional de um clube brasileiro. Mortari também esteve à frente da Seleção Brasileira na Olimpíada de Moscou, em 1980.

Sua galeria de títulos é impressionante: cinco vezes campeão brasileiro, oito vezes campeão paulista, campeão carioca, tricampeão Sul-Americano de clubes campeões, campeão da Liga das Américas e da Copa Brasil Sul.

Reconhecimento do São Paulo
Peça-chave na reconstrução do basquete do São Paulo, o clube se manifestou com profundo pesar. Mortari chegou ao Morumbi no fim de 2018 e liderou o projeto até outubro de 2021, período em que conquistou o inédito Campeonato Paulista para o Tricolor.

Em nota oficial, o clube lamentou: “O São Paulo Futebol Clube recebeu com profundo pesar a notícia do falecimento de Claudio Mortari, ex-técnico do Basquete Tricolor, aos 77 anos de idade. Como treinador, Mortari chegou ao São Paulo no final de 2018 e permaneceu até outubro de 2021, conquistando o inédito Campeonato Paulista. O São Paulo FC se solidariza com familiares, amigos e admiradores do esportista”.

Legado e despedida
Através de seu presidente, Marcelo Sousa, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) expressou seus pêsames aos familiares, amigos e fãs de Mortari.

“Mortari foi um grande ídolo da nossa história. Um técnico de incrível qualidade tática, campeão. Mas, como pessoa, ainda melhor. Um gentleman, um professor. De uma educação e amizade incríveis. O mundo perde demais sem o Cláudio Mortari. O basquete perde um personagem e ídolo e nós perdemos um amigo. Um beijo na família, nos filhos. Vai-se o homem, fica a lenda. Descanse em paz e o risco por tudo que fez por aqui”, escreveu.

São Paulo empresta Maílton para o Fortaleza até o fim de 2026

O São Paulo emprestou o lateral-direito Maílton para o Fortaleza até o fim de 2026. O jogador de 27 anos tem contrato com o Tricolor até o fim de 2027.

Contratado da Chapecoense neste ano, Maílton disputou apenas 10 partidas pelo São Paulo. Sem espaço, disputará a Série B do Campeonato Brasileiro pelo Fortaleza em 2026. O Leão pagará os salários do lateral-direito.

Maílton foi contratado pelo São Paulo para disputar posição com Cédric e Maik, mas não conseguiu espaço e se tornou a terceira opção para a lateral direita tricolor.

Nas últimas semanas, a Chapecoense e o Ceará também haviam demonstrado interesse em Maílton, mas a negociação que avançou e teve um desfecho positivo foi com o Fortaleza.

O São Paulo ainda pode contratar um lateral-direito na janela de transferências. A diretoria negocia com o Botafogo uma troca envolvendo Vitinho.

Com Brasileiro desde janeiro, SP quer pagar direito de imagem em dia

O São Paulo trabalha com a previsão de, a partir do próximo ano, regularizar o pagamento dos direitos de imagem do elenco dentro do mês de vencimento, encerrando uma prática adotada nos últimos anos de atrasar em um mês essas parcelas por falta de fluxo de caixa no início da temporada.

Pagamentos em dia
Atualmente, o clube convive com um acordo informal firmado no começo da gestão de Júlio Casares: nos primeiros meses do ano, quando o calendário é ocupado quase exclusivamente pelo Campeonato Paulista, uma das parcelas de direito de imagem é “retida” e paga no mês seguinte.

Na prática, o valor referente a março, por exemplo, acaba sendo quitado apenas no fim de abril; o de abril, no final de maio; e assim sucessivamente ao longo da temporada. Esse modelo ganhou atenção pública após a derrota por 3 a 0 para o Mirassol, no Paulistão, quando o tema dos atrasos foi citado em meio ao momento esportivo ruim da equipe.

O São Paulo sustenta internamente que a situação está acordada com os jogadores e não impacta o desempenho em campo, mas o assunto passou a ser tratado como um possível fator de instabilidade naquele contexto.

Mais fluxo de caixa
Com a sobreposição de Campeonato Brasileiro e Paulista já no início de 2026, a projeção interna é de aumento no fluxo de caixa desde janeiro, o que permitiria manter os pagamentos de imagem dentro do mês correto, sem a necessidade de empurrar parcelas para frente.

Nos bastidores, dirigentes veem essa regularização como um passo importante para reduzir ruídos com o elenco e dar mais previsibilidade financeira, mesmo sem resolver o problema estrutural do clube. O São Paulo segue vivendo uma grave crise financeira e tem como prioridade alcançar superávit.

Novo goleiro do SP, Carlos Coronel foi dispensado de Cotia na adolescência

O São Paulo surpreendeu o mercado da bola e acertou a contratação do goleiro paraguaio Carlos Coronel, retomando uma relação que nasceu na adolescência e poderia ter perdurado em uma trajetória “Made In Cotia”, como o clube gosta de valorizar as crias das categorias de base.

Hoje com 28 anos, Coronel permaneceu um mês na sede das categorias de base são-paulina, aprovado após teste. Algo, porém, saiu do controle e encerrou a passagem curtíssima pelo São Paulo, que se reinicia mais de uma década depois.

– Tinha uns 15 anos quando fiquei um mês em Cotia no CT e fui aprovado, mas depois fui dispensado – contou o goleiro.

– O motivo exato (da dispensa) eu não consigo te dizer. Talvez tenha acontecido algo entre o meu representante na época e algum diretor do São Paulo – comentou, em entrevista concedida à “ESPN” em 2022.

Ao deixar o São Paulo, Carlos Coronel, que é brasileiro de nascimento, seguiu a carreira por clubes como Desportivo Brasil até chegar ao Red Bull Brasil.

No clube, chamou a atenção do grupo que gerencia as equipes ligadas ao patrocinador e se mudou antes de virar profissional para o Red Bull Salzburg, da Áustria.

A experiência na Europa não rendeu uma longa sequência de partidas na carreira. Tanto que o auge do goleiro veio nos Estados Unidos, no New York Red Bulls, time no qual se tornou titular absoluto e destaque na Major League Soccer.

Foi ali que chamou a atenção da seleção paraguaia, se naturalizou e passou a fazer parte do grupo que se classificou para a Copa do Mundo de 2026.

Vir para o São Paulo faz parte do projeto pessoal de Carlos Coronel de defender a Albirroja na Copa do Mundo.

No Morumbi, clube em que sonhou atuar quando era apenas um adolescente, o goleiro agora irá poder mostrar na terra natal a própria capacidade, chance que ainda não teve na carreira de profissional.

Membros da situação já se articulam a favor de impeachment de Casares

A situação de Julio Casares na presidência do São Paulo tem ficado cada vez mais complicada com o passar dos dias. Como se não bastasse o pedido de impeachment protocolado no Conselho Deliberativo por opositores, o atual mandatário tricolor agora também tem de lidar com o enfraquecimento de seus laços com alguns aliados políticos.

O requerimento pelo impeachment de Casares, assinado por 57 conselheiros, foi o primeiro sinal de que o atual presidente são-paulino perdeu prestígio até mesmo com a situação, uma vez que dos signatários, 13 não eram considerados da oposição.

Já na última terça-feira o agora ex-consultor especial da presidência, Vinícius Pinotti, renunciou ao cargo em meio às suspeitas de corrupção na gestão de Julio Casares. O conselheiro mais votado nas últimas eleições e que é considerado da oposição, figura como um dos favoritos para se candidatar às eleições presidenciais de 2026.

Ciente do risco político que correm mantendo o apoio a Julio Casares, conselheiros considerados da situação estudam os próximos passos, mas muitos não descartam romper laços com a atual gestão do clube, fortalecendo ainda mais as movimentações nos bastidores pelo impeachment do presidente são-paulino.

Uma alternativa aventada por membros da situação para evitar o desfecho negativo causado pelo impeachment, algo que impactaria a imagem do clube, é a renúncia do cargo partindo de Julio Casares, porém, tal possibilidade não é considerada muito provável, já que até agora não houve qualquer sinal de que o atual presidente estaria disposto a abrir mão de sua posição no clube.

A Polícia Civil acatou o pedido do Ministério Público para investigar vendas de atletas do São Paulo por valores inferiores aos que são normalmente praticados no mercado, além do caso de um dos camarotes do Morumbis, que vinha sendo explorado clandestinamente com o envolvimento de membros importantes da política tricolor, como Douglas Schwartzman, diretor adjunto das categorias de base, Mara Casares, ex-esposa do presidente e atual diretora feminina, cultural e de eventos, e Márcio Carlomagno, atual superintendente do clube.

Vitória eleva oferta e encaminha compra de Erick

O Vitória elevou a oferta e está perto de confirmar a compra do atacante Erick junto ao São Paulo. A tendência é que o jogador de 28 anos assine contrato por três temporadas com o Rubro-Negro.

Inicialmente, o Rubro-Negro ofereceu R$ 5 milhões pelo jogador, mas o Coritiba entrou na disputa pelo atleta, com oferta de R$ 5,5 milhões. A equipe baiana então elevou o investimento e chegou a R$ 7 milhões pelo jogador, que chegou sem custos ao São Paulo em 2024.

Erick é um dos seis atletas em fim de contrato com o Vitória e vistos como prioridade de renovação pela diretoria e pelo técnico Jair Ventura.

Erick está na segunda passagem pelo Vitória. Na primeira, entre 2018 e 2019, teve bons momentos, sendo considerado fundamental para o então técnico Carpegiani, mas caiu de rendimento em temporada que terminou com rebaixamento do Leão para a Série B. Ao todo, fez 32 jogos pelo Leão, com três gols e duas assistências.

Erick voltou ao Vitória em 2025, desta vez por empréstimo do São Paulo, mas teve um início instável, chegando a perder a posição de titular. Na reta final do ano, contudo, o atacante ganhou a confiança de Jair Ventura e se firmou na equipe, atuando até como lateral.

Em 2025, Erick anotou três gols e deu cinco assistências em 38 partidas pelo Vitória, sendo 27 como titular.

SP acerta a contratação do goleiro Carlos Coronel, da seleção do Paraguai

O São Paulo finalizou nesta quarta-feira a contratação do goleiro Carlos Coronel, que estava sem clube.

Brasileiro naturalizado paraguaio, o jogador de 28 anos vai atuar pelos próximos dois anos no Tricolor.

Coronel ocupará uma lacuna de elenco aberta com a saída do goleiro Leandro, que encerrou contrato.

Outro a deixar o Morumbi foi Jandrei, reemprestado ao Juventude por mais uma temporada. O goleiro Young, que teve algumas oportunidades neste ano, não convenceu a comissão técnica e pode ser emprestado.

Para contratar o goleiro, o São Paulo superou a concorrência de ofertas da MLS (Major League Soccer) e de clubes da Arábia Saudita.

Coronel chega para fazer sombra a Rafael, titular absoluto da posição nos últimos anos.

O interesse do São Paulo por Carlos Coronel foi publicado pela “UOL”, e o acerto confirmado pelo ge.

O goleiro começou a carreira no Red Bull Brasil e tem passagens por equipes como Red Bull Salzburg, Philadelphia Union e, mais recentemente, New York Red Bulls.

Desde 2023, Coronel faz parte da seleção paraguaia e briga por vaga na próxima Copa do Mundo de 2026.

 

Os próximos passos do pedido de impeachment de Julio Casares

A oposição do São Paulo protocolou, na manhã desta terça-feira, um pedido de reunião extraordinária para discutir o início de um processo de impeachment do presidente Julio Casares.

Processo de impeachment
A petição conta com 57 assinaturas — sendo 40 de opositores declarados e 13 de membros considerados da situação.

A ação não envolverá Harry Massis Júnior, vice-presidente tricolor e empresário de 80 anos. Massis está no cargo desde o início da gestão, em 2021, é sócio do clube há 61 anos e assumiria a cadeira em eventual caso de destituição. Caso Casares seja destituído, Massis assumiria.

Os motivos elencados no pedido são por ‘administração temerária’, sustentada sobre os seguintes argumentos: sucessivo descumprimento do orçamento (alta dívida do clube acima dos R$ 968,2 milhões no fim de 2024); suposta venda de jogadores abaixo do valor de mercado nas últimas janelas; suposta comercialização ilegal de ingressos por dois diretores do clube.

E agora?
Fontes ouvidas avaliaram que as assinaturas correspondem à parte mais simples do processo e que o principal entrave para a aprovação do pedido seria a votação no Conselho Deliberativo, ainda favorável ao presidente Casares.

O caminho agora é simples, e passa por basicamente duas ‘instâncias: uma votação no Conselho — que precisa ser, agora, convocada pelo presidente da casa, Olten Ayres — e, se aprovada, uma Assembleia Geral.

Ao UOL, membros da oposição relatam terem expectativa de Ayres não ‘sentar’ sobre o projeto e fazer o tema seguir. Caso isso não acontecesse em pelo menos 30 dias, o vice-presidente do Conselho Deliberativo, João Farias Júnior, seria obrigado a, no seu lugar, realizar a convocação, em até 15 dias. Se eventualmente Farias Júnior não se movimentar, então a bola cairia nos pés do conselheiro mais antigo.

A primeira depende de pelo menos dois terços dos 255 conselheiros — totalizando 171 votos — sendo favoráveis ao acolhimento do pedido. Nesse caso, Casares já seria e Massis assumiria provisoriamente seu cargo.

A Assembleia Geral, por fim, convocaria uma votação com todos os sócios adimplentes do clube. No final, a maioria simples dos presentes definiria pela destituição ou não do mandatário. A decisão seria, então, final.

O que dizem as regras
Pedido de reunião extraordinária. O Conselho Deliberativo pode se reunir extraordinariamente para tratar da destituição, desde que a matéria conste na ordem do dia, por convocação do presidente do Conselho (ou substituto legal) ou por requerimento escrito de ao menos 50 conselheiros (art. 63, alíneas “a” e “b”);
Prazo para convocação pelo presidente do Conselho. Caso o pedido seja feito por conselheiros, o presidente do Conselho Deliberativo tem até 30 dias para convocar a reunião. A omissão gera punição prevista no Regimento Interno (art. 63, alínea “b”);
Convocação pelo vice-presidente do Conselho. Se o presidente do Conselho não convocar a reunião no prazo, o vice-presidente do Conselho Deliberativo deve fazê-lo em até 15 dias subsequentes, também sob pena de punição (art. 63, alínea “b”);
Convocação pelo conselheiro mais antigo. Persistindo a omissão, a reunião deverá ser convocada e presidida pelo conselheiro signatário do requerimento com a matrícula associativa mais antiga, respeitadas as formalidades estatutárias (art. 63, alínea “b”);
Quórum para destituição no Conselho. O presidente eleito somente poderá ser destituído com o voto favorável de pelo menos dois terços da totalidade dos membros do Conselho Deliberativo (art. 112);
Afastamento e Assembleia Geral. Aprovada a destituição pelo Conselho Deliberativo, e não havendo renúncia, o presidente do Conselho Deliberativo deve convocar a Assembleia Geral em até 30 dias para ratificação, permanecendo o presidente eleito afastado até a deliberação da Assembleia (art. 112, §1º);
Possibilidade de retorno ao cargo. Se a Assembleia Geral não ratificar a destituição, o presidente eleito reassume suas funções (art. 112, §1º);
Assunção do vice-presidente. Deliberada a destituição pelo Conselho Deliberativo, o vice-presidente assume a presidência, salvo se o processo for proposto contra ambos conjuntamente (art. 112, §2º).

Dirigentes acusados por camarote são investigados por coação

Os diretores licenciados do São Paulo Douglas Schwartzmann e Mara Casares estão sendo investigados, também, por coação no curso de processo. O inquérito foi instaurado no 34o distrito policial, no Morumbi, e remetido ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, onde tramitam outras investigações sobre o clube.

Douglas e Mara são investigados por um potencial esquema de venda clandestina de camarote para shows no Morumbis.

O foco do inquérito que apura coação é a ligação feita por Douglas e Mara para Adriana Prado, que adquiriu o camarote investigado. Nela, os então diretores do São Paulo pressionam Adriana durante 40 minutos a retirar um processo judicial contra uma terceira pessoa que teria sublocado o camarote.

É dessa ligação que foram retirados os áudios que geraram o escândalo, revelado pelo GE no último dia 15 de dezembro. Neles, Mara e Douglas usam, eles próprios, o termo “clandestino” ao se referirem ao camarote.

O caso principal é alvo de investigação pela Polícia Cívil, no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania. Além disso, também é alvo de sindicância interna no São Paulo.

O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania investiga ainda uma série de potenciais desvios de dinheiro envolvendo diretores do São Paulo. O caso corre em segredo de Justiça.

O inquérito por coação será incorporado à investigação principal e passará a correr também no DPPC.

A diretoria encabeçada pelo presidente Julio Casares vive um momento de profunda crise política no Morumbi, com articulações pelo impeachment tanto na oposição como em parte da situação que começa a desembarcar da coalizão de apoio.

Na semana passada, Douglas negou ter participação em um suposto esquema de venda ilegal de camarote. Mara afirmou em post nas redes sociais que “o áudio que circula foi tirado de contexto e traz uma conotação que não reflete a verdade dos fatos nem a minha intenção”.