MP é acionado para investigar caso de venda ilegal de espaço no Morumbi

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) foi acionado para investigar a venda ilegal de ingressos em um camarote do MorumBis. O espaço no estádio do São Paulo não era comercializado oficialmente, mas teve o uso cedido a uma intermediária, que cobrou judicialmente por valores não repassados por terceiros e fez o caso se tornar público. O clube ainda não foi notificado e não se posiciona sobre a questão.

A notícia-fato foi enviada à Procuradoria pelo grupo Frente Democrática em Defesa do São Paulo. Agora, o MP-SP avalia se há materialidade para iniciar um inquérito. Um áudio divulgado pelo ge mostra Mara Casares e Douglas Schwartzmann, então diretores do São Paulo, pressionando Rita de Cassia Adriana Prado, que vendia os ingressos do espaço, para que ela encerre a cobrança judicial a uma terceira pessoa que também atuou na venda de entradas.

“Os fatos noticiados indicam, em tese, a exploração clandestina de camarotes, obtenção de vantagens econômicas indevidas, além de tentativas de coação no curso de processo judicial, tudo corroborado por áudios públicos com declarações diretas dos próprios envolvidos. As condutas descritas afrontam princípios elementares da legalidade, moralidade, transparência e boa governança, que devem nortear a gestão de uma instituição do porte e da relevância social do São Paulo”, diz o grupo que protocolou o pedido, em nota.

A Frente Democrática já havia contatado o MP depois que uma denúncia anônima também solicitou uma investigação da direção são-paulina. O grupo solicitou que a Procuradoria não arquivasse o caso, como já aconteceu em outra notícia-fato contra a gestão do clube.

O MP-SP já questionou o São Paulo sobre quatro pontos destacados na denúncia anônima: venda de atletas da base abaixo do valor de mercado; déficit de R$ 287 milhões na temporada 2024; processo ilícito na parceria com a Galápagos no Fundo de Cotia e possível conflito de interesses no fato de o filho do presidente Julio Casares ser sócio de Aref Abdul Latif, agente de jogadores vinculados ao clube, em uma empresa do ramo para pets.

“Nosso objetivo é assegurar que os fatos sejam apurados de forma independente, técnica e transparente, com a devida responsabilização de eventuais envolvidos, preservando o patrimônio moral, social e histórico do clube”, argumenta o grupo.

Entenda o caso do camarote do São Paulo
O Estádio do MorumBis conta com diversos camarotes que são usados em jogos e shows. Um deles é o camarote 3A, espaço que não é comercializado e que fica em frente ao gabinete do presidente Júlio Casares. O local é conhecido por “Sala Presidencial”.

Mara Casares e Douglas Schwartzmann, agora diretores licenciados do São Paulo, estariam envolvidos em um esquema de venda de ingressos do camarote 3A, uma ação não autorizada e que seria feita de forma “clandestina”, como os próprios diretores licenciados afirmam em áudio obtido pelo ge.

Nesta conversa, Mara e Schwartzmann falam com Rita de Cassia Adriana Padro, conhecida como Adriana, da The Guardians Entretenimento Ltda, que seria intermediária na venda e repasse das entradas desse camarote para terceiros.

Adriana ingressou com um processo contra Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda, acusando-a de ter tirado de suas mãos 60 ingressos para um show da colombiana Shakira. Esses 60 tickets seriam comercializados por R$ 132 mil. No entanto, Adriana alega que recebeu apenas R$ 100 mil. Carolina diz que pagou o combinado, está sendo vítima de calúnia e teve prejuízos.

Ocorre que ao processar uma pessoa ou empresa por obter de forma irregular ingressos que foram gerados de maneira “clandestina” o caso se tornou público e passou a ser de conhecimento do São Paulo. Dada a situação, Mara e Schwartzmann pressionaram Adriana a retirar o processo para que a ação ilícita não se tornasse de conhecimento geral.

Mara diz que os áudios estão fora de contexto e alega que “não obteve ganho próprio de nenhuma natureza”. Já Schwartzmann afirma que não teve “qualquer participação em venda, negociação ou comercialização de camarotes ou ingressos de eventos” e que agiu pontualmente para evitar que um problema particular afetasse o São Paulo.

O São Paulo, por sua vez, refuta a “existência de um esquema ilegal de venda de ingressos de camarotes” e abriu duas sindâncias para apuração dos fatos. Uma interna, conduzida pelos departamentos Jurídico e de Compliance. Outra é externa, sob comando de dois escritórios de auditoria independentes.

“Não defendo e nem pratico prejulgamento e condenação prévia. Acredito no amplo direito à defesa. Mas ressalto que, seja qual for o resultado da sindicância, vamos agir com rigor com quem quer que eventualmente seja apontado com conduta inadequada no Clube. Não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político”, reforçou Casares.

As aberturas dos processos foram solicitadas pelo superintendente do clube, Marcio Carlomagno. Ele também é citado no áudio vazado, mas diz que apenas teve o nome usado indevidamente.

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

Nota do PP: a quem não acreditou ou criticou, acho que a Frente Democrática, da qual orgulhosamente faço parte, já fez mais do que a oposição em cinco anos.

Empresário diz que Luciano tem futuro incerto no São Paulo

O empresário Angelo Canuto, responsável por gerenciar a carreira do atacante Luciano, disse nesta terça-feira que o futuro do jogador pode não ser no São Paulo.

Em entrevista à Central do Mercado, do ge, Canuto previu uma “briga boa” por Luciano na janela de transferências, que abre em janeiro. O atacante tem contrato té o fim do ano que vem.

– Acreditamos que o São Paulo queira prolongar mais o vínculo, é um jogador de muita qualidade, maduro, com sua idade, sua experiência. Os números que apresenta são interessantes. Acho que vamos ter uma briga boa de permanência ou talvez de uma transferência para um novo clube. Isso está muito incerto. Muito cedo, na verdade, para se falar. Mas acredito que alguma coisa pode acontecer para todo mundo que torce para o Luciano e para o São Paulo.

Apesar do futuro incerto, o empresário diz que Luciano está feliz no São Paulo, clube no qual está desde 2020.

– O Luciano é um jogador muito profissional no que diz respeito a essa tomada de decisões. Toda e qualquer sondagem que recebe passa para a gente. E se mantém reservado de tudo isso, vamos passando para ele as informações, o que é verdade, tem fundamento. Lembrando, como disse, o Luciano respeita muito o clube que ele defende. Não foi diferente nos outros clubes. É onde ele está há mais tempo, mais consolidado em sua carreira.

– Seu respeito é muito grande e deixa isso muito claro. O desejo do Luciano é continuar trabalhando. Se ele puder trabalhar onde está valorizado, onde se sente feliz, onde consegue produzir, entregar seu trabalho, é ali onde gostaria de estar. Propostas financeiras que podem mudar significativamente a vida do atleta também são importantes.

O empresário relembrou que, em 2023, Luciano recusou uma proposta do Damac FC, dos Emirados Árabes, que podia mudar seu patamar financeiro.

– O Luciano é um cara muito profissional, que se entrega muito ao momento, ele preferiu ficar e disputar os dois títulos. Foi campeão da Copa do Brasil. Isso demonstra todo o seu compromisso, todo seu respeito e comprometimento com o clube que defende a todo momento. De repente propostas vantajosas financeiramente não ganhem tanta força no momento que ele vive. Ele vivia um momento importante no São Paulo – completou.

Luciano terminou a temporada com 56 partidas, 16 gols e sete assistências.

São Paulo rescinde com médico após denúncia de irregularidade

O medicamento para emagrecer utilizado por jogadores do São Paulo foi adquirido a partir de um vendedor sem autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para fornecer o produto. Por isso, o São Paulo e o nutrólogo Eduardo Rauen rescindiram contrato nesta terça-feira. O médico foi o responsável por indicar e aplicar canetas emagrecedoras, de tizerpatida, em dois atletas do elenco do Tricolor.

O fim da parceria entre Rauen e São Paulo foi definido nesta terça-feira, após reportagem do UOL mostrar que o fornecedor estava irregular.

Na última sexta-feira, Eduardo Rauen negou, ao ge, que o uso de canetas emagrecedoras tenha qualquer relação com as recorrentes lesões no elenco do São Paulo em 2025 e disse que apenas dois jogadores utilizaram o medicamento.

– Foram dois usos durante a permanência destes dois atletas na fisioterapia, foram atletas que não estavam nem jogando. Foi usado com critério, de acordo com o que tem que usar. É um benefício para o atleta, para o ser humano. Ninguém entrou em campo usando. Foi para tratar o cara que estava com IMC acima de 27,5 e dor articular. Foi bem criterioso. Não tem polêmica.

O São Paulo, também na última sexta-feira, se manifestou sobre o episódio. O clube, porém, ainda não comentou sobre a saída do médico.

“A respeito da falsa polêmica sobre uso do medicamento Mounjaro, o São Paulo esclarece que:

– Foram realizados tratamentos médicos individualizados, indicados de forma pontual após avaliações clínicas criteriosas em apenas dois atletas do time profissional, e não de maneira generalizada, contínua e indiscriminada. Sendo, no mínimo, desonesto apontar a medicação como motivo do alto número de lesões na temporada.

– O Mounjaro é um medicamento regularizado e autorizado pela Anvisa, fabricado pelo laboratório Eli Lilly, um dos maiores e mais respeitados do mundo. Não há qualquer irregularidade no uso do produto, desde que seja de procedência de fabricação original e, como no caso, com indicação, acompanhamento e prescrição médica.

– Clube preza pela saúde de seus atletas em todas as categorias e, por isso, busca sempre a excelência profissional em todos os departamentos de saúde.

– Qualquer conduta na área de saúde praticada por profissionais no clube, sejam prestadores, consultores ou colaboradores, é feita dentro de todas as normas e regulamentações exigidas pela ética profissional e pela legislação vigente”.

Casares promete rigor do São Paulo em caso de camarotes

O presidente Julio Casares se manifestou nesta terça-feira sobre o caso envolvendo dois diretores do São Paulo que admitiram participar de um esquema de exploração clandestina de camarote no Morumbis, revelado pelo ge.

O dirigente prometeu rigor nas investigações, interna e externa, para apurar o que aconteceu. Na última segunda-feira, Douglas Schwartzmann e Mara Casares, os diretores envolvidos no caso, pediram licença de seus cargos.

– Não defendo e nem pratico prejulgamento e condenação prévia. Acredito no amplo direito à defesa. Mas ressalto que, seja qual for o resultado da sindicância, vamos agir com rigor com quem quer que eventualmente seja apontado com conduta inadequada no Clube. Não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político – escreveu Casares.

O pedido de licença de Douglas e Mara foi formalizado horas depois de o ge revelar um esquema de comercialização clandestina de camarote do Morumbis em dias de shows, com envolvimento dos dois. Na gravação, Schwartzmann diz que ele e outras pessoas ganharam dinheiro.

O diretor da base afirma também, na conversa, que Mara Casares recebeu de Marcio Carlomagno o camarote e comercializou ingressos do show da Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é braço direito de Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.

O camarote que motivou a gravação e um processo judicial ao qual o ge teve acesso foi o 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como “sala presidência”. O local fica em frente ao escritório de Julio Casares e é utilizado para reuniões e até entrevistas.

O esquema
O direito ao uso do camarote, segundo o áudio, foi repassado pelos dirigentes a Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema e a terceira pessoa que aparece na conversa. Era ela a responsável pela exploração do espaço e vendeu ingressos, que chegaram a custar até R$ 2,1 mil cada na apresentação da cantora colombiana. Apenas com o camarote 3A, o faturamento seria de R$ 132 mil.

Em outros momentos da ligação, Douglas Schwartzmann admite que Marcio Carlomagno estava ciente de tudo o que acontecia e se preocupa com o que pode acontecer com o superintendente.

– Eu não tenho camarote lá. Veio de quem? O que vai acontecer: a Mara vai ter que se explicar. Como é que faz no clube a hora que souber que ela te deu um camarote para explorar? Você vai acabar com a vida da Mara dentro do clube. E do Julio, porque ela é (ex) mulher do Julio.

– E o Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara). Eu não tenho nada com isso, não tenho meu nome em nada. Não peguei camarote nenhum, não tenho nenhum documento lá. Agora, a Mara tem e o Marcio também. Quer prejudicar a Mara e o Marcio? Só queria entender o que você quer fazer com isso.

Em outro momento da ligação, Douglas assume que “ganhou” com o repasse de camarotes. No áudio, porém, apenas o espaço no show da Shakira é discutido entre o trio.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

Veja, abaixo, o comunicado completo:

Tomei conhecimento da lamentável conversa telefônica em áudio gravado divulgado pela imprensa nesta segunda-feira, um dia muito triste para a instituição.

Só venho me manifestar agora, um dia inteiro após os fatos virem à luz, porque a prioridade é a de que tudo seja esclarecido e, se assim for necessário, as devidas medidas sejam tomadas.

Casos como este não podem passar sem serem devidamente esclarecidos, e isso será feito por meio da sindicância que foi instaurada imediatamente após a revelação do episódio. Este trabalho, está sendo feito em duas frentes: a primeira e mais importante é a auditoria externa, para que não haja nenhuma possibilidade de interferência política ou de influência de poder. Todos serão ouvidos e um relatório final dará ao Clube suas considerações e orientações de eventuais próximos passos. Em paralelo, a sindicância interna será tocada pelo departamento de compliance.

Não defendo e nem pratico prejulgamento e condenação prévia. Acredito no amplo direito à defesa. Mas ressalto que, seja qual for o resultado da sindicância, vamos agir com rigor com quem quer que eventualmente seja apontado com conduta inadequada no Clube. Não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político.

Não podemos conviver com malfeitos de nenhuma natureza.

Nenhuma pessoa é e nunca será maior que o São Paulo Futebol Clube.

A ligação dos Casares, Schwartzmann, Dedé e Carlomagno

A excelente matéria publicada ontem pelo Globo Esporte, trazendo conversas incriminadoras entre Douglas Schwartzmann, Mara Casares e Adriana, nos remete a levantar algumas coisas que publicamos ao longo destes dois anos, e que já haviam causado muito barulho no clube, apesar de providência alguma ter sido tomada. Cito aqui o caso das maquininhas do Dedé e a Fgoal, que você leu com exclusividade no Tricolornaweb.

Relembrando essas duas matérias e juntando com a da venda de camarote, não é possível dissociar Júlio Casares de sua ex esposa, Mara Casares, do CEO Marcio Carlomagno, do ex diretor da Base, Douglas Schwartzmann e do diretor Social, Dedé.

Adriana, que gravou a conversa do caso do camarote, cita textualmente a participação de Márcio Carlomagno na cessão do camarote e depois, os próprios Douglas e Mara confirmam que receberam dinheiro e fazem uma pressão draconiana sobre a jovem para retirar o processo, já preparando o que darão de desculpas se vier à tona. Aliás, quem planeja as desculpas é Douglas, absolutamente acostumado a isso desde a Far East e o áudio devastador da conversa entre Carlos Miguel Aidar e Ataide Gil Guerreiro.

Mesmo Júlio Casares tendo ficado de fora da conversa, é inegável sua participação.  Não fosse  pelo grau de proximidade e confiança (diria cumplicidade) que ele tem com os envolvidos, mas porque o camarote ficava em frente sua sala.  E que fosse verdadeiro o fato dele desconhecer: por não ter feito nenhum pronunciamento e, principalmente, não ter demitido Marcio Carlomagno, a cumplicidade já está estabelecida.

Mara Casares, por sua vez, comete várias contradições: primeiro diz que confiava nela, depois que seu nome não pode ser manchado pois tem altos projetos futuros no São Paulo e que depende do Social para sobreviver, para depois falar que está lá prestando voluntariado. Douglas, num momento diz que não tem camarote algum para depois falar em algo “clandestino” e que recebeu dinheiro.

E Dedé? O que fez ou o que  faz? Mara era sua imediata e Douglas seu chefe no grupo MSP. Não sei o que vai acontecer com Mara e Marcio na Justiça, mas Douglas vai se livrar mais uma vez, como vem se safando sempre (menos no meu processo, no qual ele perdeu duas vezes). Tem ótimo trânsito no 34º DP, e melhor ainda no MP. Não sei se o caminho é esse o mera coincidência, mas o filho do conselheiro Kenkichi Ricardo Atoji, Juliano Atoji, é promotor público e atua, principalmente, nas regiões do Morumbi e Taboão da Serra. Há alguns dias abri uma investigação sobre as relações perigosas de Douglas Schwartzmann e estou caminhando bem.

Mas, e o Conselho de ética, formado por cinco conselheiros, sendo quatro indicados pelo grupo de Douglas e Luiz Braga. O que fará? Certamente jogará tudo para baixo do tapete, isso se Olten Ayres de Abreu mandar caso para lá. Lembrando que o crime cometido por ambos (Mara e Douglas) é para expulsão do Conselho Deliberativo, de acordo com o estatuto.

Relembrando fatos

O caso das Maquininhas do Dedé. 

Os concessionários pagavam valor fixo como aluguel mensal ao clube. Desde que Dedé assumiu a diretoria, houve alteração contratual e os concessionários passaram a pagar oito por cento sobre o faturamento como aluguel. Até aí, nada de anormal.

O que chamou nossa atenção, no entanto, foi a “imposição” ainda que implícita, para que todos deixassem de usar as maquininhas de cobrança convencionais e passassem a utilizar uma da Meep Soluções. Esse é o nome da empresa que tem, como nome fantasia, ME . Pay Financial Soluctions. Fica sediada em Nova Lima (MG).

A empresa tem dezenas de denúncias no site Reclame Aqui, de cobranças indevidas e outros tipos de problemas.

Mas a grande surpresa não corresponde a nenhum fato acima, mas sim de que a Meep cria contas fictícias para receber os pagamentos e fazer a distribuição dos recursos. Então, essa mesma conta já faz o depósito dos 8% referentes ao aluguel dos concessionários na conta do clube e o restante para o credor, no caso, o concessionário.

Pior: as taxas subiram consideravelmente. Antes, nas demais máquinas, os concessionários pagavam 0,99% de taxa no débito e 1,79% se quisessem antecipar no crédito. Com a Meep, a taxa do débito é de 1,39% e a do crédito 2,79%. E, repito, eles são obrigados a usar essa máquina. Não podem optar por outras.

As maquininhas também recebem o PIX. Elas geram o QR Code e o valor cai nesta tal conta fictícia. É ela quem faz o repasse do montante que cabe ao São Paulo e do saldo ao concessionário. No caso de recebimento em dinheiro, o valor também consta na própria máquina, que diminui o retorno ao concessionário, calculando os 8% que cabem ao clube.

O caso da Fgoal

O São Paulo terceirizou a gestão financeira da Festa Junina do ano de 2023. A empresa que ficou responsável pelo gerenciamento foi a Fgoal Eventos e Marketing Ltda., originalmente uma EPP, mas que dias antes da Festa Junina mudou de categoria, com incremento de capital.

O endereço da Fgoal também foi alterado e passou a ser Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01, Setor 17, Morumbi, exatamente o endereço do São Paulo FC.

O curioso é que a Fgoal foi constituída em 28 de abril de 2023, ou seja, dois meses antes da Festa Junina. Tem como diretor presidente Flavio Duarte Franco, que não mora em São Paulo, mas em Morungaba.

A empresa está autorizada a fazer, de acordo com seu contrato social, Marketing Direto, Comércio Varejista de Bebidas, SErviços de alimentação para Eventos e Recepções (Bufê), Agências de Publicidade, Serviços de Organização de Feiras, Congressos,  Exposições e Festas, além de algumas outras atividades.

Esse leque impressionante de objetos sociais me lembra muito as brincadeiras de criança, quando você perguntava: “uva, maçã ou salada de frutas”. Naturalmente, queríamos o mais completo.

Bem, mas voltando à empresa em questão. O proprietário, Flavio Duarte Franco, é sócio da Castelli Forneria Ltda desde 13 de outubro de 2022, com sede na mesma Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01, Setor Portão 7, Morumbi.

Mounjaro

Semana passada o Uol trouxe a matéria envolvendo o médico Eduardo Rauen e a aplicação da caneta com Mounjaro em dois jogadores do São Paulo, que depois descobrimos se tratar de Luan e Alisson. Nesta terça-feira seu contrato foi rescindido, depois da saída de Douglas Schwartzmann de Cotia.

Eduardo foi levado ao São Paulo pela nutricionista Priscila Alvarenga (membro do DEM), filha do conselheiro Douglas (é mal de nome) Alvarenga, mas recebeu o fraterno abraço de Douglas Schwartzmann. De acordo com apuração do meu amigo Ramoni Artico, Rouen recebia um salário de R$ 230 mil, mas repassava 30% para Shwartzmann. A verdadeira rachadinha do São Paulo. Com a saída do médico, o faturamento do agora ex diretor cairá em cerca de R$ 70 mil por mês.

Entendo a relação dos casos

Percebam que em todos os casos Mara Casares aparece. Em duas a relação é com Dedé e em outra com Douglas e Marcio. Douglas também aparece em dois (o que  não é novidade alguma). Mas Júlio Casares, que diz ter domínio sobre tudo o que acontece no clube não sabe de nada, é o verdadeiro marido traído.

Outra constatação: desde 2015, não há momento em que, quando Douglas exerce alguma atividade diretiva no clube, não surja denúncia de corrupção. E ele venha com a mesma cara lavada de sempre renunciando o cargo para se defender sem interferências.  Como já disse acima, tem expertise para isso.

Aliás, a ligação entre Júlio e Mara Casares pode ser bem maior do que parece. Por exemplo, no caso da Fgoal, ainda estamos investigando, mas vamos combinar que um garçon da lanchonete do Henri Castelli não conseguiria, por mais competente que fosse, sair deste cargo para se tornar um milionários, terceirizando todas as festas do São Paulo. O que estou chegando na investigação e que a Fgoal pode ter o mesmo destino da Dospetz.

Júlio Casares está acuado, porém conivente com tudo, porque até agora não deu uma única explicação nem tomou qualquer atitude.

Por falar nisso, os grandes leões ferozes que vociferam pelas redes sociais e em cima de caminhões, repletos de valentia, agora se acovardam, depois da máscara retirada, e se escondem em lugares nefastos, colocando apenas os olhos para fora para verem o que está acontecendo.

E assim continuamos explicando o São Paulo e as razões pelo estado em que se encontra, sendo dominado por uma verdadeira corja nefasta, que, se Deus permitir, visitará alguma cadeia.

 

Paulo Pontes

Errata: retificações na matéria se fazem necessárias. Priscila Alvarenga não é filha, mas esposa do conselheiro Douglas Alvarenga e fisioterapeuta, não nutricionista. Recebi a informação que não coube a ela a indicação de Eduardo Roem, mas ao próprio Douglas Schwartzmann. Claro, para depois receber 30% do salário dele.

Carlomagno diz que proibiu cessão de camarote após show da Shakira

Marcio Carlomagno, superintendente geral do São Paulo, recebeu a reportagem do ge numa sala do Morumbis na tarde de segunda-feira ao lado de dois advogados do departamento jurídico do clube e de dois profissionais da equipe de comunicação.

O papo aconteceu cerca de 12 horas depois da publicação da reportagem que expôs o caso do camarote. O áudio, que cita o dirigente em dois momentos, revela esquema de diretores do São Paulo para venda ilegal de um espaço no estádio tricolor na apresentação da cantora Shakira.

– Meu sentimento é de revolta e tristeza. Basicamente é isso. Meu sentimento é esse hoje – disse.

No áudio, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora feminina, cultural e de eventos, disseram que a utilização do camarote foi feita de maneira “não normal” e que “todo mundo ganhou” no episódio.

Na manhã de segunda-feira, os dois pediram licença dos seus cargos.

Na entrevista, Carlomagno confirmou que disponibilizou o camarote da presidência à Diretoria Feminina, a pedido de Mara Casares, mas afirmou que ela não tinha nenhuma autorização para comercializar o local.

O dirigente admite que descobriu a comercialização ainda no dia do show por conta de uma confusão sobre ingressos com a empresa que havia adquirido o espaço e que, por conta disso, passou a proibir a cessão daquele camarote nos demais eventos do Morumbis em 2025. Nenhuma atitude punitiva, porém, foi tomada contra a diretora, ex-esposa do presidente.

Carlomagno diz ainda que seu nome foi envolvido pelos diretores na gravação de forma indevida, com o provável objetivo de fazer pressão para que Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária, retirasse o processo que poderia expor o nome do clube nos noticiários.

Questionado sobre o que o segura na cadeira da superintendência, ele afirmou que nada do que foi publicado até o momento o implica diretamente numa atitude que o pressione a sair do clube. E nega ter recebido dinheiro no caso.

– Não ganhei dinheiro. A única coisa que ganhei foi um grande problema para a gente resolver.

– É importante tua pergunta. Sou um funcionário de carreira aqui. Não sou um ente político. Muitas vezes sou confundido com um ente político, mas sou funcionário. Sou um funcionário de alto escalação que vem trabalhando de forma incessante, insana para que o São Paulo consiga o superávit, chegue a uma receita deu 1 bilhão e diminua o endividamento. Fizemos varias ações para que o São Paulo melhorasse a governança. Se, em algum momento, algo respingar em mim diretamente, eu sou o primeiro a pedir a licença do cargo. Mas, no momento, não tem. É um áudio em que eu sou citado, não vou nem falar que sou vitima, porque vitima é o São Paulo. Mas é um áudio no qual eu sou citado e tenho o entendimento que usaram meu nome como ferramenta de pressão.

Veja a íntegra da entrevista com Marcio Carlomagno:
ge: O seu nome foi citado por duas vezes na gravação. Na primeira, dizem que você cedeu o camarote para a Mara. Na segunda, que você está pressionando para saber sobre o processo que corre na Justiça. Qual a sua versão sobre isso? Você cedeu o camarote para a Mara sabendo que ela ia comercializar e passar esse camarote com fins comerciais?

Márcio: – A gente fez a cessão do camarote para a Diretoria Feminina. O áudio é extremamente ruim para a instituição. A gente teve o conhecimento dele através da reportagem e precisava entender um pouco o ocorrido. A gente fez a cessão para a Diretoria Feminina, e ela tinha parceria com uma das pessoas envolvidas para desenvolver projetos na área social. Esse camarote não é de uso clandestino, não tem nada de clandestinidade no São Paulo, é um camarote que já foi usado pela família do cantor do Coldplay, já foi usado para tirar fotos com o Bono Vox (vocalista do U2), que às vezes é usado para hospitalidades e é um camarote que não tem valor econômico porque ele não tem visão.

– Existem camarotes que têm visão e camarotes que não têm visão. A gente usa os camarotes para fazer recursos. A gente pode vender, fazer uso institucional ou fazer permutas, porque temos inúmeras permutas para baratear o nosso clube. Então temos essas três vertentes de negociação. A diretoria de marketing tem o mapeamento de todo o estádio, e como esse camarote não tinha visão, quando houve a solicitação da Diretoria Feminina, designamos o local para que eles fizessem hospitalidade através da empresa que é uma das partes no processo. Basicamente isso. Nós tivemos ciência que houve comercialização no dia do show, que um grande player do mercado havia comprado de outra agência, e aí foi o momento que começamos a investigar.

– A primeira decisão foi: o uso do camarote 3A está restrito. A gente cessou que tivesse qualquer atividade neste camarote (nos próximos shows). E começamos a prestar atenção no que estava desenrolando com as duas empresas, que estavam discutindo. No meio do ano, uma das partes entrou com um processo contra a outra, e aí a gente começou a observar qual era o desenrolar deste processo. Minha obrigação é zelar pela instituição e entender o que tinha no processo. O uso do meu nome em relação à ligação (telefônica) é indevido. Eles usam meu nome de forma indevida, esse é um ponto principal. O segundo é que, quem estava na ligação que precisa explicar, mas talvez utilizaram meu nome como uma ferramenta de pressão, como acontece diariamente no São Paulo em muitos casos em que usam meu nome: “Olha, o Márcio falou”. Tanto é que tivemos algumas mudanças de governança para que não fique esse disse-me-disse utilizando meu nome em relação a alguma ordem.

Tem um momento do áudio que Douglas diz que você vai acabar demitido, e ele diz claramente que você que cedeu o camarote para a Mara. Quando você cedeu, você não cedeu para fins comerciais? Ela não podia comercializar esse camarote?

– Não, não, não tinha fins comerciais esse camarote. É um camarote que teria uma hospitalidade para que recebessem parceiros para desenvolver os parceiros da área da Diretoria Feminina. Basicamente era isso. Não foi o Márcio que cedeu para a Mara, a Presidência cedeu para a Diretoria Feminina. Fizeram uma solicitação, fizeram uma explicação de como utilizariam o camarote e achamos por bem fazer, era algo para desenvolver a área social.

Não foi falado que seria comercializado?

– Não, não, de forma nenhuma. Tanto é que eu sou um dos caras que mais quer que se elucidem os fatos. Precisam ser elucidados os fatos. A gente precisa ter clareza. Estou dentro de uma citação, talvez como ferramenta de pressão que eles utilizaram, não sei o porquê, e hoje de manhã pedi para que fosse instaurada uma sindicância, interna e externa. No qual eu também serei ouvido. A externa precisa ser independente. A interna faremos internamente todo o processo.

– A Diretora Feminina cede para a empresa, e a empresa faz os trâmites de pagamento de ingressos com a operadora. Quando falam camarote clandestino, ingresso… Foi tudo feito de forma regular aqui dentro, não sei como a conversa foi levada para aquele tom. Internamente, tínhamos que era um parceiro comercial que há muito tempo desenvolve situações dentro do social que solicitou um camarote para a Diretoria Feminina para desenvolver mais essa parceria. O São Paulo não tinha nenhum locatário para esse espaço, e a gente cedeu esse espaço para que fosse desenvolvido todo esse trabalho social. Ponto. A gente pede para a Live Nation, tem um histórico, ela pode utilizar, ela tem 48 horas para executar a compra, ela faz o depósito para a operadora, aí tem o manual de como ele tem de operar o camarote. O processo interno foi um processo normal com a operadora do show.

Marcio Carlomagno, superintendente do São Paulo — Foto: Marcelo Braga

Para deixar claro, o São Paulo não recebeu os valores que foram comercializados neste camarote?

– Não, não, não tem valor para o São Paulo.

Quando vocês percebem no dia do show que esse camarote foi comercializado, vocês têm algum tipo de conversa com a Mara Casares?

– Sim, o que conversei com ela? Pedi as explicações da parceira dela: “O que está acontecendo?” Aí que eu entro, eu preciso saber, é minha função descobrir o que está acontecendo, eu preciso saber tanto de uma parte quanto de outra. Depois de um tempo, uma aciona outra (na Justiça), são duas histórias, duas versões. A gente começou a perceber o que estava de errado. Por isso eu dei a ordem para restringir o gabinete, de não ter mais esse tipo de cessão. Uma das ordens desde o início do segundo triênio é que nossa prioridade seja a venda de camarotes, tanto que nossa receita subiu extremamente na venda de camarote. Então é outro problema que eu sofro, a gente acaba tirando muito camarote institucional.

Neste momento em que vocês identificaram um desvio de conduta, um desvio do combinado, já não deveria ter um tipo de punição para a Mara por ter feito algo assim?

– A gente começou a perceber e a entender o que estava acontecendo, eram duas partes num processo. A gente começou a acompanhar o processo. Procuramos entender o que estava no processo.

Ela alegava o que para vocês?

– Ela alegava que houve comercialização sem autorização.

Sem autorização dela?

– Sim.

Você disse que o áudio para o São Paulo é muito feio. O torcedor do São Paulo hoje se sente lesado, sente-se como se o clube dele estivesse sendo saqueado por pessoas aqui dentro do Morumbis. Qual o seu sentimento? Você entende essa sensação do torcedor de ver que algumas pessoas aqui dentro não estão andando por um caminho correto?

– Meu sentimento é de revolta e tristeza. Basicamente é isso. Meu sentimento é esse hoje.

Você conversou com a Mara e com o Douglas hoje?

– Não, não tenho falado com eles. Hoje passei o dia inteiro falando sobre as documentações, o que tinha, como vamos instaurar a sindicância, não posso faltar no trabalho. Preciso executar o trabalho.

Como funciona a compra dos ingressos? O espaço foi cedido para a Diretoria Feminina, mas ela precisa adquirir esses ingressos com a Live Nation. A partir do momento que ela adquire esses ingressos, o que ela pode fazer com esses ingressos?

– Ela pode utilizar o espaço como hospitalidade. É isso que ela poderia fazer. Ela não poderia comercializar novamente o espaço. Ela poderia trazer os parceiros para dentro para desenvolver negócios, mas não poderia fazer a revenda.

Não pode haver lucro sem o consentimento do São Paulo?

– Não, ela não pode nem sublocar sem o consentimento do São Paulo. Nenhum cessionário pode sublocar sem o consentimento do São Paulo.

Se eu tiver um contrato de exploração de camarote com você, não posso pegar meu contrato e sublocar para outra empresa fazer o uso por R$ 50 mil a mais ?

– Não pode.

Há relatos no processo de que no dia do show houve uma confusão, gritaria, desentendimentos entre elas. Como funciona o dia de show, tem funcionários do São Paulo aqui ou é tudo da Live Nation?

– O São Paulo quando aluga o estádio para shows, em média são dois ou três dias em que a gente não pode trabalhar aqui dentro, porque a gente não pode ter acesso aos ensaios, não pode correr o risco de alguém ficar trancado aqui para assistir ao show, tem uma série de regras que a gente recebe da operadora de shows. O que ocorreu? Não sei de nenhuma briga que antecedeu, só que eu fui chamado um pouco antes do show porque estava tendo um problema, e um grande patrocinador havia adquirido um camarote, e aí que a gente começou a entender uma parte do problema. Junto da operadora, decidimos resolver o problema que estava instaurado, era de interesse de ambos, já que era um grande patrocinador que estava envolvido.

Numa parte do áudio, o Douglas diz que “teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou”. Todo mundo é muita gente. Você ganhou dinheiro neste esquema falado no áudio?

– Não, de forma alguma. Não ganhei dinheiro. A única coisa que ganhei foi um grande problema para a gente resolver. Acho que até a sindicância instaurada é exatamente pra isso. Pra entender o que é o “todo mundo ganhou”. Eu não sei o que é. O São Paulo precisa entender se alguém ganhou, se alguém perdeu. Esse é o grande ponto do áudio dele. Mas eu não tenho nenhuma relação financeira com esse processo.

Douglas Schwartzmann é uma figura muito ativa na base do São Paulo. Vendo essa figura dizendo que “já ganhou dinheiro no São Paulo”, isso te preocupa que possa haver desvios de conduta na base do clube?

– Desculpa, não sei se no áudio ele fala: “Ganhei muito dinheiro com o São Paulo”. Mas o que eu tenho entendimento não tem a ver com a base.

Ele diz “você ganhou, eu ganhei”…A pergunta é se você tem preocupação com uma pessoa que admite um esquema desse num departamento tão importante para um clube como o São Paulo

– Acho que faz uma menção em relação aos camarotes. A gente precisa ter o entendimento que na base tem uma governança. Temos quatro ou cinco abnegados, alguns executivos, e os contratos passam por várias áreas até chegar no momento final da assinatura. Eu não acredito que tenha algo dentro de Cotia, honestamente não acredito, até porque ali é o ponto central do São Paulo. E ali tentamos cuidar da melhor maneira possível.

Pode ter ocorrido esse desvio de conduta em outros shows do São Paulo?

– Após o show da Shakira, essas pessoas não operaram mais aqui. Esse é o primeiro ponto. E antes também não. Não teve nenhuma cessão tanto pra Adriana quanto para a diretoria feminina para trazer parceiros. Isso não ocorreu. Esse foi o único show que nos solicitaram (o camarote). Ela (a sindicância) é específica pra esse evento. Mas não sei. Se algo for encontrado neste meio, ela provavelmente vai ter desdobramentos.

Pode explicar mais a sindicância? Como ela funciona?

– Ela foi instaurada de manhã por um procedimento tanto do Compliance como do Jurídico, haverá um relatório final depois de todos os envolvidos, inclusive eu que serei ouvido, ela vai ter um relatório que dará sugestões tanto para a parte política como para a parte trabalhista. Ela vai escutar as partes, olhar o processo e entender o que aconteceu internamente através de documentos e vai fazer um relatório indicando quais as possíveis punições, se há culpado, quem são e como são e como vai funcionar.

É difícil desassociar tudo do presidente Julio Casares, já que uma das envolvidas é ex-esposa dele. Como ele vinha acompanhando esse caso? Ele vinha monitorando a situação?

– O Julio não estava monitorando nada. Não levamos isso a ele. Levamos problemas um pouco mais macros. Esse era um problema, até então, de porte médio. A gente leva para ele problemas de porte maior. Até então, o que sabíamos, é que era uma confusão entre duas partes: uma agência, que teve a cessão do camarote, com outra agência, que ela vendeu o espaço. Até então não tinha nome de nenhum dos envolvidos.

Qual a participação do Douglas nisso tudo?

– Quando ele fala do meu nome, é porque eu autorizo a cessão para a Diretoria Feminina utilizar, é algo institucional. De novo: eu não sei o que aconteceu nesse interim. É por isso que estamos instaurando o processo para investigar. Eu não sei onde se perde nesse processo. Algo que era apenas institucional vira comercial, em que momento teve essa mudança. É isso que a sindicância vai apontar (o motivo da participação do Douglas).

O que acontece com os dois afastados agora?

– Todos acabam tendo uma reclusão, normal, porque saíram para que os fatos se esclareçam. Dependendo de como for o andamento, aí a gente tem um outro tipo de situação, que aí precisa saber se vai para a Comissão (de Ética), se volta para o Conselho, o que ocorre. Mas acho que eles fizeram o correto, se afastam, até para dar clareza e não ter nenhum tipo de interferência na sindicância.

O torcedor não pode achar estranho você, que é citado no áudio, estar dentro do clube durante a sindicância? Será que você não devia pedir um afastamento também?

– Eu só solicitei a sindicância para o jurídico e para o Compliance. Eu preciso elucidar os fatos. Estou no meio de uma conversa em que citam meu nome sem propriedade nenhuma, apenas como ferramenta de pressão, como muita gente utiliza meu nome a todo momento. Hoje infeliz ou felizmente, pela vitrine de estar num grande clube, ou é amigo do Marcio, ou jogou bola com o Marcio ou conhece o Marcio. Todo mundo tem uma história que me conhece aqui dentro para tentar que as conversas fluam. Criamos um grupo com os executivos para nos comunicar, porque fazem isso para tentar dar uma carteirada. Eu não vou conduzir o processo, ele é externo, é uma auditoria independente. O que peço é para elucidar o fato. O São Paulo é vítima, mas eu sou citado. Eu preciso de esclarecimentos. Por quê fui citado? Por que algo de boa fé e virou de má fé? Eu só fiz o start. Agora quem vai acompanhar é o Compliance, a auditoria externa e o Jurídico.

Os dois diretores pediram licença do cargo e você segue no cargo. O que te segura na cadeira?

– É importante tua pergunta. Sou um funcionário de carreira aqui. Não sou um ente político. Muitas vezes sou confundido com um ente político, mas sou funcionário. Sou um funcionário de alto escalação que vem trabalhando de forma incessante, insana para que o São Paulo consiga o superávit, chegue a uma receita deu 1 bilhão e diminua o endividamento. Fizemos varias ações para que o São Paulo melhorasse a governança. Se em algum momento algo respingar em mim diretamente, eu sou o primeiro a pedir a licença do cargo. Mas no momento não tem. É um áudio em que eu sou citado, não vou nem falar que sou vitima, porque vitima é o São Paulo. Mas é um áudio no qual eu sou citado e tenho o entendimento que usaram meu nome como ferramenta de pressão.

– A todo momento meu nome é utilizado em várias situações. Falam de aumento de salário inúmeras vezes durante o ano, o que não é verdade. Meu último aumento de salário foi em fevereiro de 2024. São várias historias que vão sendo criadas. O torcedor pode ficar tranquilo. Vamos continuar trabalhando para elucidar os fatos. Quem tiver responsabilidade vai responder dentro da sua esfera. E vamos continuar trabalhando para que seja tudo esclarecido.

O esquema
O direito ao uso do camarote, segundo o áudio, foi repassado pelos dirigentes a Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema e a terceira pessoa que aparece na conversa. Era ela a responsável pela exploração do espaço e vendeu ingressos, que chegaram a custar até R$ 2,1 mil cada na apresentação da cantora colombiana. Apenas com o camarote 3A, o faturamento seria de R$ 132 mil.

Em outros momentos da ligação, Douglas Schwartzmann admite que Marcio Carlomagno estava ciente de tudo o que acontecia e se preocupa com o que pode acontecer com o superintendente.

– Eu não tenho camarote lá. Veio de quem? O que vai acontecer: a Mara vai ter que se explicar. Como é que faz no clube a hora que souber que ela te deu um camarote para explorar? Você vai acabar com a vida da Mara dentro do clube. E do Julio, porque ela é (ex) mulher do Julio.

– E o Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara). Eu não tenho nada com isso, não tenho meu nome em nada. Não peguei camarote nenhum, não tenho nenhum documento lá. Agora, a Mara tem e o Marcio também. Quer prejudicar a Mara e o Marcio? Só queria entender o que você quer fazer com isso.

Em outro momento da ligação, Douglas assume que “ganhou” com o repasse de camarotes. No áudio, porém, apenas o espaço no show da Shakira é discutido entre o trio.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

Fonte: Globo Esporte

Oposição articula destituição de Julio Casares após escândalo de camarote

A oposição do São Paulo articula a abertura de um pedido de destituição do presidente do clube, Julio Casares. O processo é considerado complexo por opositores.

O UOL apurou que a decisão foi tomada na noite desta segunda-feira, em uma reunião com membros e líderes da oposição. O grupo STP (Salve o Tricolor Paulista) e outros independentes preparam a documentação para iniciar o processo — que ainda depende das 50 assinaturas.

A oposição é composta por 55 conselheiros — cinco a mais que a quantidade necessária de assinaturas. Por isso, membros da oposição avaliam à reportagem que a abertura do procedimento não será problema, e sim a aprovação em 171 dos 255 conselheiros (dois terços da Casa).

A ação não envolverá o vice-presidente, Harry Massis Júnior, empresário de 80 anos. Massis está no cargo desde o início da gestão, em 2021, é sócio do clube há 61 anos e assumiria a cadeira em eventual caso de destituição.

A oposição pensava em um pedido de afastamento temporário de Casares e Marcio Carlomagno, mas mudou de rota na reunião da noite de ontem. A avaliação é de necessidade de uma medida ‘direta’ ao mandatário, em meio ao turbilhão político que vive a gestão.

Os motivos elencados no pedido são por ‘administração temerária’, sustentada sobre os seguintes argumentos: sucessivo descumprimento do orçamento (alta dívida do clube acima dos R$ 968,2 milhões no fim de 2024); suposta venda de jogadores abaixo do valor de mercado nas últimas janelas; suposta comercialização ilegal de ingressos por dois diretores do clube.

Passo a passo para eventual destituição
Fontes ouvidas avaliaram que as assinaturas correspondem à parte mais simples do processo e que o principal entrave para a aprovação do pedido seria a votação no Conselho Deliberativo, ainda favorável ao presidente Casares.

  1. Pedido de reunião extraordinária. O Conselho Deliberativo pode se reunir extraordinariamente para tratar da destituição, desde que a matéria conste na ordem do dia, por convocação do presidente do Conselho (ou substituto legal) ou por requerimento escrito de ao menos 50 conselheiros (art. 63, alíneas “a” e “b”);
  2. Prazo para convocação pelo presidente do Conselho. Caso o pedido seja feito por conselheiros, o presidente do Conselho Deliberativo tem até 30 dias para convocar a reunião junto à Comissão de Ética. A omissão gera punição prevista no Regimento Interno (art. 63, alínea “b”);
  3. Convocação pelo vice-presidente do Conselho. Se o presidente do Conselho não convocar a reunião no prazo, o vice-presidente do Conselho Deliberativo deve fazê-lo em até 15 dias subsequentes, também sob pena de punição (art. 63, alínea “b”);
  4. Convocação pelo conselheiro mais antigo. Persistindo a omissão, a reunião deverá ser convocada e presidida pelo conselheiro signatário do requerimento com a matrícula associativa mais antiga, respeitadas as formalidades estatutárias (art. 63, alínea “b”);
  5. Quórum para destituição no Conselho. O presidente eleito somente poderá ser destituído com o voto favorável de pelo menos dois terços da totalidade dos membros do Conselho Deliberativo (art. 112);
  6. Afastamento e Assembleia Geral. Aprovada a destituição pelo Conselho Deliberativo, e não havendo renúncia, o presidente do Conselho Deliberativo deve convocar a Assembleia Geral em até 30 dias para ratificação, permanecendo o presidente eleito afastado até a deliberação da Assembleia (art. 112, §1º);
  7. Possibilidade de retorno ao cargo. Se a Assembleia Geral não ratificar a destituição, o presidente eleito reassume suas funções (art. 112, §1º);
  8. Assunção do vice-presidente. Deliberada a destituição pelo Conselho Deliberativo, o vice-presidente assume a presidência, salvo se o processo for proposto contra ambos conjuntamente (art. 112, §2º).

Entenda o caso
O caso veio à tona após a divulgação de um áudio, revelado pelo ge, em que Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base, conversa com Mara Casares — ex-esposa do presidente Julio Casares e então diretora feminina, cultural e de eventos do clube — sobre a comercialização de ingressos de um camarote para o show da cantora Shakira, realizado em fevereiro. Ambos foram afastados de suas funções.

No conteúdo do áudio, Schwartzmann reconhece que a operação teria ocorrido de forma clandestina, afirma que Márcio Carlomagno — superintendente geral do clube no CT da Barra Funda, considerado internamente o “braço direito” de Julio Casares e nome forte da situação política para para a eleição presidencial de 2026 — tinha conhecimento dos fatos e demonstra preocupação com possíveis punições e desgastes políticos dentro do clube.

O camarote envolvido é o 3A, localizado no setor leste do estádio e registrado nos sistemas internos como “sala da presidência”. De acordo com as apurações, Mara Casares teria recebido de Carlomagno o direito de uso do espaço e repassado o camarote para exploração comercial no show. A venda dos ingressos ficou sob responsabilidade de Rita de Cássia Adriana Prado, que teria arrecadado cerca de R$ 132 mil, com entradas comercializadas por valores de até R$ 2.100.

A situação avançou para a esfera judicial depois que Rita de Cássia acionou uma empresa parceira, alegando apropriação indevida de ingressos sem o devido pagamento. Com o registro de Boletim de Ocorrência e a abertura de processo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares teriam passado a pressioná-la para retirar a ação.

Em contato com o UOL, Schwartzmann negou todas as acusações. O diretor afirmou que sua atuação foi pontual, que teve como único objetivo tentar evitar que um conflito entre particulares causasse desgaste institucional ao São Paulo e ter optado por um afastamento temporário para que as apurações ocorram com tranquilidade.

Fonte: Uol

Após denúncia, Casares fará reunião política com coalizão no São Paulo

Depois da denúncia de venda clandestina de camarotes abalar os bastidores do São Paulo ontem, o dia hoje no clube será de explicações e tentativas de restaurar apoio político. A coluna apurou que o presidente Júlio Casares se reúne, nesta tarde, com os seis grupos políticos que compõem a sua coalizão de apoio.

Dentre eles está o Movimento São Paulo (MSP), um dos principais pilares de sustentação da atual diretoria, que tem Antonio Donizete, o Dedé, como líder. Douglas Schwartzmann, diretor afastado nesta segunda e protagonista dos áudios sobre o camarote clandestino, pertence a esse grupo.

Além do MSP, participam da coalizão o Legião, do ex-diretor de futebol Carlos Belmonte, o Participação, do próprio Júlio Casares, o Força São Paulo, que tem como um dos líderes o presidente do Conselho Deliberativo Olten Ayres de Abreu, o Vanguarda, do vice Harry Massis e de Marcelo Pupo, e o Sempre Tricolor, de Fernando Bracalle, o Chapecó.

Alguns grupos vêm conversando internamente – ainda é cedo para qualquer diagnóstico mais preciso do impacto da crise sobre a base de apoio do atual presidente -, mas é fato que as denúncias tiveram enorme repercussão dentro dos muros do clube.

O movimento Salve o Tricolor Paulista, que concentra a oposição, protocolou ontem uma carta pedindo afastamento de Julio Casares – a possibilidade, por enquanto, é remota.

 

Fonte: Uol

SP abre sindicâncias para apurar caso de camarote citado em áudio

O São Paulo abriu duas sindicâncias nesta segunda-feira, uma interna e outra externa, com uma auditoria independente, para apurar o o caso do camarote do Morumbis utilizado no show da Shakira e citado num áudio obtido com exclusividade pelo ge.

A expectativa é que ambas as sindicâncias sejam concluídas no prazo de cerca de 30 dias.

No áudio, Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo, e Mara Casares, ex-esposa do presidente Julio Casares e diretora feminina, cultural e de eventos, disseram que a utilização do camarote foi feita de maneira “não normal” e que “todo mundo ganhou” no episódio.

Agora, o São Paulo, de acordo com o superintendente geral Marcio Carlomagno – citado, inclusive, na conversa obtida pelo ge, – iniciou uma investigação para entender o que aconteceu e o que os diretores licenciados quiseram dizer na conversa vazada.

Em entrevista exclusiva ao ge, que será publicada na íntegra na terça-feira, Marcio Carlomagno disse que seu nome foi envolvido pelos diretores na gravação de forma indevida, com o provável objetivo de fazer pressão para que Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária, retirasse o processo que poderia expor o nome do clube nos noticiários.

– Eu sou um dos caras que mais quer que se elucidem os fatos. A gente precisa ter clareza. Estou dentro de uma citação, talvez como ferramenta de pressão que eles utilizaram, não sei o porquê. Hoje de manhã pedi para que fosse instaurada uma sindicância, interna e externa. No qual eu também serei ouvido. A externa precisa ser independente. Na interna, faremos todo o processo – disse.

– A sindicância foi instaurada de manhã por um procedimento tanto do Compliance como do Jurídico, haverá um relatório final depois de todos os envolvidos, inclusive eu que serei ouvido, ela vai ter um relatório que dará sugestões tanto para a parte política como para a parte trabalhista. Ela vai escutar as partes, olhar o processo e entender o que aconteceu internamente através de documentos, e vai fazer um relatório indicando quais as possíveis punições, se há culpado, quem são e como são e como vai funcionar.

O pedido de licença de Douglas e Mara foi formalizado horas depois de o ge revelar um esquema de comercialização clandestina de camarote do Morumbis em dias de shows, com envolvimento dos dois. Na gravação, Schwartzmann diz que ele e outras pessoas ganharam dinheiro.

O diretor da base afirma também, na conversa, que Mara Casares recebeu de Marcio Carlomagno o camarote e comercializou ingressos do show da Shakira, em fevereiro deste ano. Carlomagno é braço direito de Julio Casares e principal nome da situação para eleição de 2026.

O camarote que motivou a gravação e um processo judicial ao qual o ge teve acesso foi o 3A, no setor leste do estádio. Em documentos internos do clube, esse espaço consta como “sala presidência”. O local fica em frente ao escritório de Julio Casares e é utilizado para reuniões e até entrevistas.

O esquema
O direito ao uso do camarote, segundo o áudio, foi repassado pelos dirigentes a Rita de Cassia Adriana Prado, intermediária no esquema e a terceira pessoa que aparece na conversa. Era ela a responsável pela exploração do espaço e vendeu ingressos, que chegaram a custar até R$ 2,1 mil cada na apresentação da cantora colombiana. Apenas com o camarote 3A, o faturamento seria de R$ 132 mil.

Em outros momentos da ligação, Douglas Schwartzmann admite que Marcio Carlomagno estava ciente de tudo o que acontecia e se preocupa com o que pode acontecer com o superintendente.

– Eu não tenho camarote lá. Veio de quem? O que vai acontecer: a Mara vai ter que se explicar. Como é que faz no clube a hora que souber que ela te deu um camarote para explorar? Você vai acabar com a vida da Mara dentro do clube. E do Julio, porque ela é (ex) mulher do Julio.

– E o Marcio vai ser mandado embora, porque foi ele quem concedeu o camarote para ela (Mara). Eu não tenho nada com isso, não tenho meu nome em nada. Não peguei camarote nenhum, não tenho nenhum documento lá. Agora, a Mara tem e o Marcio também. Quer prejudicar a Mara e o Marcio? Só queria entender o que você quer fazer com isso.

Em outro momento da ligação, Douglas assume que “ganhou” com o repasse de camarotes. No áudio, porém, apenas o espaço no show da Shakira é discutido entre o trio.

– E vou repetir uma coisa. Você é uma pessoa que a Mara confiou. Eu só entrei nisso porque a Mara me garantiu que você era de total confiança. Desde o primeiro dia que eu te falava isso. Não podemos fazer coisa errada aqui. Então, teve negócio que você ganhou dinheiro, eu ganhei, todo mundo ganhou. Mas foi feito tudo na confiança. Coisa errada? Errou, tem que comer com farinha. Não tem jeito, querida. Não tem outro jeito. Não tem outro jeito. Não tem.

Fonte: Globo Esporte

Sabino cresce ao longo da temporada e termina 2025 em alta no São Paulo

O zagueiro Sabino encerrou a temporada em alta no São Paulo. Discreto no início, o defensor de 29 anos terminou o ano como um dos jogadores mais utilizados no sistema defensivo tricolor.

No primeiro semestre, Sabino cumpriu bem o papel sempre que foi acionado. Foram 17 partidas disputadas, 12 delas como titular, em um momento em que o então técnico Luis Zubeldía enxergava no jogador o zagueiro com melhor qualidade técnica na saída de bola.

Um dos pontos altos da temporada ocorreu na fase de grupos da Libertadores, diante do Talleres. Na vitória por 2 a 1, Sabino teve atuação segura e decisiva, além de marcar o gol do triunfo, o primeiro dele com a camisa do São Paulo.

A chegada de Hernán Crespo marcou um novo capítulo na trajetória de Sabino no São Paulo. Com o treinador argentino, o zagueiro ganhou protagonismo e passou a figurar entre os jogadores mais utilizados do elenco. Ao todo, disputou 29 partidas sob o comando de Crespo, sendo 24 delas como titular, e encerrou a temporada com uma sequência de 11 jogos consecutivos entre os 11 iniciais.

Mesmo com atuações majoritariamente seguras ao longo do ano, Sabino também enfrentou momentos de dificuldade. O episódio mais delicado ocorreu no clássico contra o Corinthians, na Neo Química Arena. Na ocasião, o defensor acabou sofrendo uma caneta de Memphis Depay no lance do segundo gol alvinegro, na derrota tricolor por 3 a 1.

Números de Sabino
Ao fim da temporada, foram 46 jogos disputados, 36 como titular, com três gols marcados. Defensivamente, acumulou 51 desarmes, 66 interceptações e venceu 90 duelos, de acordo com dados do SofaScore.