Casares manda recado aos conselheiros do São Paulo: ‘sem provas

O presidente do São Paulo, Julio Casares, intensificou sua articulação política interna às vésperas de um possível impeachment no clube. Nesta sexta-feira (9), o dirigente encaminhou uma mensagem direta aos conselheiros, faltando uma semana para a votação que pode resultar em seu afastamento do cargo.

No comunicado, Casares faz um balanço de sua gestão, menciona resultados esportivos alcançados nos últimos anos e contesta as acusações que motivaram o pedido de impeachment, atualmente sob apuração da Polícia Civil. Segundo ele, qualquer decisão contrária sem a apresentação de provas concretas configura um julgamento antecipado.

Votação pode definir permanência no comando do clube
A mensagem foi enviada individualmente aos integrantes do Conselho Deliberativo do São Paulo. Para que o processo de impeachment seja aprovado, são necessários ao menos 191 votos favoráveis entre os 254 conselheiros aptos a participar da reunião, marcada para a próxima sexta-feira (16), no estádio do Morumbi.

O resultado da votação será determinante para o futuro político de Casares dentro do clube e pode provocar mudanças significativas na administração são-paulina.

Presidente rebate acusações e cita investigação em andamento
No texto encaminhado aos conselheiros, Casares também negou qualquer receio em relação às investigações conduzidas pela Polícia Civil. O inquérito está sob responsabilidade do delegado Tiago Fernando Correia e analisa uma série de movimentações financeiras realizadas entre 2021 e 2025.

De acordo com os dados apurados, em 2021 foram registrados sete saques que somam R$ 1,5 milhão. No ano seguinte, houve seis retiradas, totalizando R$ 1,2 milhão, além de outros R$ 1,4 milhão sacados em 2023, também em seis operações.

O período com maior volume de movimentação ocorreu em 2024, quando foram identificados 11 saques que, juntos, alcançaram R$ 5,2 milhões. Já em 2025, o inquérito aponta mais cinco retiradas, somando R$ 1,7 milhão.

Enquanto o processo investigativo segue em andamento, o presidente do São Paulo tenta fortalecer sua posição política e evitar o afastamento, apostando no diálogo direto com os conselheiros e na defesa de sua gestão.

Confira o comunicado na íntegra:
CARO AMIGO,

Assumi a presidência do São Paulo Futebol Clube com plena consciência do peso institucional que esse cargo carrega. Ao longo da minha trajetória pública e privada, sempre atuei com respeito à lei, às instituições e aos princípios que sustentam a vida democrática.

Nos últimos dias, vieram a público informações relacionadas a um inquérito policial instaurado a partir de denúncia anônima – procedimento previsto no ordenamento jurídico brasileiro, mas que, por sua própria natureza, não equivale a prova, denúncia formal ou juízo de culpa. Ainda assim, trechos desse procedimento vêm sendo seletivamente vazados, fora do devido contexto legal, alimentando versões e interpretações que extrapolam os fatos e tensionam garantias elementares do Estado de Direito.

Quero ser objetivo: não temo investigações; confio nelas. Tenho tranquilidade quanto à licitude dos meus atos e, por meio de minha defesa, já apresentei os esclarecimentos cabíveis. Tudo será demonstrado no foro adequado, com documentos, fatos e responsabilidade.

O que causa indignação não é a apuração regular – que deve existir e deve ser respeitada – mas a tentativa de transformar vazamentos em instrumento de pressão política e de julgamento antecipado. Esse método distorce o debate público, viola o devido processo legal, compromete o ambiente institucional e cria um precedente perigoso que não atinge apenas indivíduos: atinge as próprias instituições.

Tenho consciência de que o clube atravessa um momento de forte tensão fora de campo – e justamente por isso faço questão de registrar: tenho convicção de que o futebol está blindado e protegido de toda essa confusão. O São Paulo precisa de serenidade, foco e responsabilidade para seguir trabalhando.

Também considero importante reafirmar que o São Paulo é maior do que disputas circunstanciais. É uma instituição centenária, construída com esforço, credibilidade e respeito. Jamais utilizei, nem utilizarei, o clube como ferramenta de defesa pessoal, assim como não aceitarei que o São Paulo seja instrumentalizado como arma em conflitos internos ou externos.

Ao mesmo tempo, é justo reconhecer entregas concretas desta gestão que pertencem ao clube e à sua história. Encerramos uma longa espera por títulos com o Paulistão de 2021, conquistamos a inédita Copa do Brasil, e levantamos a Supercopa em 2024 — marcos esportivos que recolocaram o São Paulo em finais, decisões e conquistas que a torcida tanto cobrava.

Fora das quatro linhas, há um legado estrutural que não pode ser ignorado: avançamos em obras relevantes de contenção de enchentes no entorno do Morumbi, uma reivindicação antiga dos nossos sócios e frequentadores, melhorando a segurança, a mobilidade e a convivência do estádio com a cidade. São intervenções que permanecem, independentemente de circunstâncias momentâneas, e que ajudam a preparar o clube para o futuro.

Seguirei colaborando integralmente com as autoridades e exercendo meu direito de defesa com serenidade e firmeza, confiante de que a verdade prevalecerá. A legalidade não é um discurso de ocasião; é um princípio que só faz sentido quando respeitado nos momentos de maior pressão. Por isso, faço um apelo à reflexão e à responsabilidade institucional, votar a favor de um impeachment sem provas concretas e sem elementos jurídicos consistentes não é um gesto de coragem, mas de pré-julgamento. E o pré-julgamento, além de injusto, produz danos irreparáveis às pessoas, ao clube e à própria ideia de Justiça que deve nos orientar.

Fonte: Terra

Danielzinho tem estreia apagada e não consegue mudar dinâmica do SP

Durante a derrota do São Paulo para o Mirassol neste domingo, por 3 a 0, em jogo pela primeira rodada do Campeonato Paulista, Danielzinho foi acionado por Hernán Crespo e realizou sua estreia pelo Tricolor. No entanto, ao entrar em campo no intervalo, diante da sua ex-equipe, o meia não conseguiu se destacar e não teve grande influência na partida.

Substituindo Alisson, que atuou como primeiro volante, Danielzinho entrou com a responsabilidade de comandar as saídas de bola do São Paulo e tentar dar outra dinâmica na equipe para tentar uma reação, já que, no intervalo, o Tricolor já perdia por 2 a 0.

No entanto, o meio-campista teve pouco destaque e não conseguiu ajudar o São Paulo a se lançar ao ataque. De acordo com o Sofascore, Danielzinho teve apenas 6,6 de nota na partida.

Ele somou 84% de aproveitamento nos passes, mas perdeu a posse de bola sete vezes. Apesar disso, ele conseguiu dois desarmes e venceu três dos sete duelos que teve no chão. O atleta também acumulou um passe decisivo e dois desarmes em sua estreia.

Vice-presidente do São Paulo votará pelo impeachment de Julio Casares

Harry Massis Junior, vice-presidente do São Paulo, votará pelo impeachment do presidente Julio Casares na votação da próxima sexta-feira, que acontece a partir das 18h30, no Morumbis.

Membro do grupo político Vanguarda, que deixou a coalizão, Massis confirmou ao ge que irá se posicionar a favor da saída de Casares. Segundo o estatuto, é ele quem assume o cargo em caso de afastamento do presidente, mantendo-se no cargo até o último dia de mandato, no fim de 2026.

Aos 80 anos, Massis ocupa a vice-presidência desde 2021. Junto de Casares, foi eleito para o triênio 2021/22/23 e reeleito para o período 2024/25/26.

Conselheiro vitalício, é sócio do clube desde 1964 e já ocupou diversas funções de diretoria. Empresário, é dono do Hotel Massis, na Consolação, em São Paulo.

Nos últimos dias, Casares perdeu muito apoio no Conselho Deliberativo. Quatro dos seis grupos que formavam a coalizão de apoio a Julio Casares protocolaram, na última quinta-feira, um documento endereçado à presidência do São Paulo comunicando que estavam deixando a base da gestão.

Legião, Vanguarda, Sempre Tricolor e Participação, – este último, inclusive, o grupo do próprio presidente – não fazem mais parte, portanto, da coalizão. A estimativa é que eles reúnam cerca de 128 conselheiros. Somados à oposição, formam, hoje, um grupo de 182 conselheiros.

Continuam apoiando Julio Casares dois grupos: o Força São Paulo, que tem cerca de 27 conselheiros, e o Movimenta São Paulo, com aproximadamente 40 conselheiros. Ambos não deixaram a base de apoio do dirigente e, na próxima sexta-feira, devem votar contra seu impeachment. Eles, em tese, são suficientes para evitar que o presidente seja tirado do cargo.

Ao todo, 254 conselheiros estão aptos a voto. Serão necessários 191 votos para que Julio Casares sofra impeachment, de acordo com o Artigo 58 do Estatuto Social do São Paulo.

 

Fonte: Globo Esporte

Derrota amplia pressão sobre Casares em semana de impeachment

A derrota por 3 a 0 na estreia no Campeonato Paulista, para o Mirassol, foi mais um ingrediente em uma crise que não para de crescer no São Paulo, e ajudou a expor as consequências de um clube com bastidores agitados.

Na próxima sexta-feira, o impeachment do presidente Julio Casares será votado no Conselho Deliberativo do Tricolor paulista. O mandatário tem se movimentado em busca de apoio para se manter no cargo.

Crespo e Luciano expõem momento difícil
Em meio à turbulência, o técnico Crespo não teve meias palavras em dizer que, no momento, assumiu uma função que extrapola as análises técnica e táticas. Com uma diretoria em ruína, coube a ele tentar blindar o elenco.

Os atletas têm que estar blindados, é um problema que deve ficar fora. É difícil? Muito difícil, mas a situação é essa […] O São Paulo não está abandonado, o São Paulo não morreu.

Além de Crespo, Luciano também expôs publicamente a situação complicada do São Paulo neste começo de temporada. Após a derrota para o Mirassol, atacante foi direto ao pedir o apoio da torcida e admitir que “esse ano vai ser mais difícil”.

O jogador também revelou ter pouco contato com a diretoria tricolor. De acordo com Luciano, esta intermediação é feita pelo capitão Rafael e, em alguns momentos, Calleri.

Casares perdeu apoio no Conselho
Enquanto tenta articular a manutenção no cargo, Casares parece cada vez mais isolado. Recentemente, ele perdeu o apoio de quatro grupos políticos no Conselho do São Paulo.

Para que o afastamento de Casares seja aprovado na próxima sexta-feira, é necessário o voto favorável de 75% dos conselheiros, o equivalente a 191 votos. Caso esse quórum seja atingido, o mandatário será afastado da presidência do São Paulo.

Jogo do SP pela segunda fase da Copinha têm detalhes definidos

Neste domingo, Palmeiras e São Paulo conheceram detalhes sobre os seus confrontos pela segunda fase da Copinha. No mata-mata, o Tricolor irá enfrentar a Portuguesa, vice-líder do grupo 20, enquanto o Verdão duela contra o Vitória, que também terminou na segunda colocação, no grupo 28.

Ambas as partidas estão marcadas para o dia 13, nesta terça-feira. O Palmeiras irá entrar em campo às 19h30 (de Brasília), na Arena Barueri. O São Paulo, por sua vez, enfrenta a Lusa pouco depois, às 20h30, no Estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba.

Trajetória das equipes
Com 100% de aproveitamento na fase de grupos, o Palmeiras superou Monte Roraima, Remo e Batalhão em sua chave. Caso passe pelo Vitória, o Alviverde irá encarar o vencedor do duelo entre Monte Roraima e Flamengo-SP.

Também com triunfos em todos os jogos do grupo 19, o São Paulo bateu o Independente-AP, Maruinense e Real Soccer para alcançar a segunda fase da competição. Se avançar, pega a equipe que vencer o confronto entre Independente-AP e Operário.

Polícia investiga Nelson Ferreira que abriu 15 empresas enquanto ocupou cargo no clube

Nelson Marques Ferreira, ex-diretor adjunto de futebol do São Paulo, é alvo de uma investigação da Polícia Civil pela abertura de 15 empresas durante o período em que ocupou o cargo no clube, do início de 2021 até novembro do ano passado.

O inquérito, detalhado em reportagem do Fantástico neste domingo, apura se há ligação entre a criação dessas empresas e possíveis desvios de dinheiro das contas bancárias do São Paulo.

A Polícia Civil foi alertada sobre um eventual esquema no clube por uma denúncia enviada pelos Correios. No mesmo inquérito, Julio Casares, atual presidente do São Paulo, e o seu núcleo familiar também são investigados.

– Nós recebemos uma denúncia, por meio dos Correios, dando conta de que havia uma série de desvios estruturados e sistemáticos no âmbito do São Paulo Futebol Clube e que havia dirigentes envolvidos, juntamente com empresas prestadoras de serviços, empresas ligadas a agenciamento de jogadores e esses dirigentes, citados pelo denunciante, teriam criados ou constituídos franquias em shopping centers de maneira oculta, então eles seriam sócios ocultos de algumas franquias.

– E a partir daí, então, nós demos início a uma investigação preliminar e nessa investigação preliminar a gente conseguiu elementos indiciários, evidências consistentes, dando conta de que essa denúncia, juntamente com as evidências que haviam sido coletadas no caso Corinthians e VaiDeBet, parecia ter verossimilhança, parecia ter credibilidade, demos início a uma investigação formal via inquérito policial – explicou Tiago Fernando Correia, delegado que conduz as investigações.

Tiago contou também como chegou ao nome de Nelson Marques Ferreira, nomeado por Julio Casares assim que o presidente assumiu o São Paulo, no início de 2021.

– No transcurso do inquérito policial, nós descobrimos que um dos dirigentes que havia sido citado pelo denunciante, de fato, em meados do ano de 2022, entre 2021, especialmente 2022 e 2023, havia criado cerca de 15 franquias, 15 pessoas jurídicas em shopping centers e isso também despertou em demasia nossa atenção e nós acabamos dando prosseguimento às investigações.

– Até que num dado momento, diante de todo esse quadro fático, nós acionamos o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o COAF, em relação ao próprio clube, que, aliás é uma vítima eventualmente. E, nesse acionamento, o resultado deu conta de que havia cerca de 35 saques de dinheiro em espécie na boca do caixa, que, de 2021 até 2025, totalizava 11 milhões de reais – acrescentou.

Como disse o delegado Tiago Fernando Correia, o São Paulo é tratado como vítima, algo semelhante ao caso envolvendo o Corinthians e o contrato milionário com uma casa de apostas. Ambas investigações são lideradas pelo mesmo delegado.

– Sacou e não se sabe o destino desse dinheiro, onde foi parar. Exatamente, esse é o ponto principal da investigação, tratando a instituição São Paulo Futebol Clube como vítima. A gente quer entender primeiro o motivo destes saques terem sido realizados dessa maneira, ou seja, a utilização de dinheiro em espécie, a utilização de dinheiro vivo.

– E em um segundo momento tentar entender o porquê que essa empresa de transporte de valores passou a realizar esses saques e para quem os funcionários dessa empresa entregavam os malotes com o dinheiro ao final, ou seja, qual a destinação dada a este dinheiro – concluiu o delegado.

O que diz a defesa de Julio Casares?
O inquérito policial instaurado aponta para uma movimentação atípica nas contas do presidente do São Paulo, Julio Casares, segundo relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

Foram analisadas as movimentações de Casares durante 29 meses, entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Segundo a investigação, “a atipicidade deixa de ser pontual e revela-se estrutural”.

Com um salário de R$ 27.505,32 no São Paulo, Casares recebeu um total a título de salário de R$ 617.506,90. No período, sua conta movimentou R$ 3.197.499,41, uma média de R$ 110 mil por mês.

– Não há anexo de causalidade, não há uma relação de vinculação nem direta nem indireta entre os saques do São Paulo e as entradas em espécie da conta do Júlio. Na iniciativa privada ele ganhava tanto em conta e também ao longo dessas funções que ele exerceu, ele recebeu boa parte em espécie. E ele guardou, quando ele assume a presidência do São Paulo, ele passa a suplementar a renda dele, como ele teve esse decréscimo, fazer esses depósitos em conta.

– O Júlio, enquanto presidente, ele não tinha nem poder, e por isso que o São Paulo tem até um departamento específico, que é o de conformidade, de poder olhar de cima para baixo e falar, aqui está errado, aqui está certo. O sentimento do Júlio hoje é de apuração. Ele não está fazendo o juízo de valor, ele determinou que o departamento de compliance assim agisse para que fosse e que seja apurada a conduta de determinados diretores. Então, assim, ele não se sente nem bem nem mal. Ele só determinou, enquanto presidente, a apuração – explicou Bruno Borragini, advogado que defende Casares.

A crise política do São Paulo
Conselheiros do São Paulo protocolaram em 23 de dezembro um requerimento com 57 assinaturas pedindo a convocação de reunião extraordinária para discutir o impeachment de Julio Casares.

Depois de alguns escândalos e da investigação, a reunião para votação da destituição do presidente ficou marcada para a próxima sexta-feira, às 18h30, no Morumbis. Veja como funciona.

O documento foi registrado pelo grupo que reúne membros da oposição do São Paulo, o Salve o Tricolor Paulista, com a assinatura também de 13 pessoas de situação.

A pressão em Casares aumentou com a reportagem do ge que revelou exploração clandestina de um camarote do Morumbis envolvendo dois diretores da situação, hoje afastados.

Em áudio, Mara Casares e Douglas Schwartzmann admitiam participar de um esquema para uso ilegal de um camarote no show da Shakira, em fevereiro de 2025.

Enquanto o caso ganhava destaque, a Polícia Civil já mantinha uma inquérito aberto atuando em algumas frentes de investigação, uma delas sobre supostas irregularidades no departamento de futebol, e outra em relação às contas bancárias do São Paulo Futebol Clube e de Julio Casares.

A Polícia Civil investiga, por exemplo, a razão do recebimento de R$ 1,5 milhão por depósitos em dinheiro nas contas de Julio Casares. Outra investigação tenta explicar a razão de 35 saques nas contas do clube entre 2021 e 2025, totalizando R$ 11 milhões.

Crespo reconhece atuação do Mirassol e admite momento delicado

O São Paulo acabou derrotado pelo Mirassol por 3 a 0 neste domingo, pela primeira rodada do Campeonato Paulista. Técnico do Tricolor, Hernán Crespo reconheceu a atuação do adversário e se absteve de comentários sobre a situação política do clube. Ele também revelou que a diretoria está trabalhando em busca de reforços e admitiu o clima conturbado nos bastidores.

“Eles mereceram. Acho que o resultado é maior do que o jogo representou, mas eles mereceram. Não quero entrar no aspecto político, é um momento muito sensível. Temos a obrigação de cuidar e proteger o time. No final, acho que o São Paulo é maior do que todos nós juntos”, disse.

“Falo com a diretoria que precisamos de reforços, porque muitos jogadores foram embora. Não temos modo de pensar que, com este número de atletas, poderemos enfrentar a atual temporada. A diretoria sabe e está trabalhando nisso. Temos que fazer esforço para ajudar o time, mas a situação é difícil, todo mundo sabe”, acrescentou.

“É um momento delicado. Acredito na justiça. A polícia está trabalhando e ainda não tem um culpado, então eu acompanho com confiança, pensando que, até que se prove o contrário, todo mundo é inocente. Todo mundo está tentando ajudar, colocando a cara e trabalhando todo dia para melhorar a situação. O grupo de atletas tem que estar blindado, é um problema que tem que ficar fora. É difícil? Muito difícil”, declarou.

Apesar de o Mirassol ter iniciado a pré-temporada ainda em dezembro, o treinador argentino não atribuiu a vantagem física do rival ao tempo de preparação e relembrou o duelo das equipes em novembro de 2025, em que o time do interior também venceu o São Paulo por 3 a 0, pelo Brasileirão.

“Antes também, em novembro. Não mudou nada, não é porque começaram a pré-temporada em dezembro que estão bem, eles estão bem faz tempo. Isso porque tem programação, uma ideia, por muitas coisas. Temos que falar bem destes jogadores e da comissão técnica do Mirassol, que está fazendo muito bem”, completou.

Calendário ruim
Por fim, Crespo falou sobre o calendário do futebol brasileiro, que encurtou ainda mais neste ano. O São Paulo, por exemplo, teve apenas nove dias de preparação antes do confronto contra o Mirassol.

“O Brasil precisa de tempo para trabalhar, para ensinar e para aprender. Criar uma cultura de trabalho que permita o aprendizado com o tempo. A escolha foi jogar a cada três dias, então vamos jogar. A cada três dias, fazer o nosso melhor, com erros durante o jogo, porque vão errar. Estamos em uma fase difícil do futebol brasileiro, sabíamos que era assim, estamos aqui e vamos tentar ajudar. O calendário não ajuda”, finalizou.

Luciano lamenta derrota em estreia e pede apoio da torcida

Neste domingo, o São Paulo acabou derrotado por 3 a 0 para o Mirassol, em estreia na temporada, pela primeira rodada do Campeonato Paulista. Titular do Tricolor na partida, Luciano atribui gols sofridos a “erros do ano passado” e foge de comentário sobre a situação política do clube.

“Acho que nossa equipe não fez um bom jogo hoje. Tomamos gols fáceis, com erros do ano passado. Sobre a parte política, deixo para o outro pessoal falar, a gente tenta e faz de tudo para não interferir, então deixo esta questão para outros falarem”, disse à Record.

Em seguida, o atacante não se mostrou animado com o ano de 2026 do São Paulo e pediu o apoio da torcida para a temporada. Ele também revelou não ter assumido nenhum papel de liderança do elenco após a saída de Luiz Gustavo, que era um dos mais experientes do grupo.

“Vou ser sincero, a gente pede o apoio da nossa torcida porque, como no ano passado, acho que este ano vai ser mais difícil. Peço para o torcedor não abandonar o time, pois com eles somos mais fortes. A temporada será difícil e só peço isso”, declarou.

“Falo pouco com a diretoria. Essa parte é do capitão, que é o Rafael, e às vezes o Calleri também”, completou.

Próximo jogo
São Paulo
Jogo: São Paulo x São Bernardo
Data e horário: 15 de janeiro (quinta-feira) | 21h45 (de Brasília)
Competição: Campeonato Paulista
Local: Morumbis

Notas dos jogadores

Rafael: falou no terceiro gol e não fez uma defesa que chamasse a atenção. 2

Ferraresi: atuação muito ruim. 3

Alan Franco: até gol contra ele fez. 1

Sabino: horrível e gordo. 2

Cedric: deprimente. 1

Bobadilla: regular. 4

Alisson: está completamente fora de forma. 3

Marcos Antonio: esse é o meia que não podemos perder? 3

Nicolas: sentiu a estreia. 4

Luciano: jogou? 2

Tapia: brigou sozinho lá na frente. 3

Ferreira: melhorou quando entrou. 5

Danielzinho: outro Marcos Antonio. 3

Maik: expulsão ridícula. 1

Lucas: jogou pouco tempo Sem nota

Crespo: por suas posições e entrevistas, 10

 

Paulo Pontes