Pablo quer São Paulo bem no Paulistão por boa estreia na Libertadores

O gol de Pablo na estreia oficial pelo São Paulo foi o cartão de visitas do atacante. Não à toa a comemoração da bola na rede da vitória por 4 a 1 sobre o Mirassol, no último sábado, foi um gesto de apresentação para a torcida tricolor no Pacaembu (veja acima).

– Comemoração é um momento de felicidade. Foi de apresentação, de brincadeira junto com a torcida. Foi muito legal – disse, em entrevista ao Grupo Globo.

– Falar individualmente é ruim, porque o jogo é coletivo. Mas para quem assiste e acompanha sabe das minhas características e dessa facilidade de movimentação. O (técnico André) Jardine sabe o que pode aproveitar de mim. Estou muito feliz com a minha estreia e a minha forma de jogar. Não posso fugir da forma que eu sou acostumado a jogar. O Jardine está explorando isso da melhor maneira e me deixando à vontade para jogar como gosto – disse, sobre a atuação na estreia.

O novo momento na vida de Pablo não se restringe à mudança do Athletico ao São Paulo. O atacante vai virar pai no começo de fevereiro, quando está previsto o nascimento do filho Enrico.

– Vou ser pai do Enrico. No dia 8 de fevereiro está marcada a cesária. Minha esposa está conversando bastante com ele para segurar até lá. É uma nova fase da carreira, um desafio que quis, que eu busquei e que lutei para isso. Espero, sim, fazer da melhor maneira possível.

Após a estreia com goleada sobre o Mirassol, o São Paulo agora enfrentará o Novorizontino nesta quinta-feira, às 21h, fora de casa. Depois, no domingo, tem clássico o clássico contra o Santos, no Pacaembu.

Mas Pablo também está de olho na Copa Libertadores, principal objetivo de 2019 e com mata-mata pela segunda fase contra o Talleres, na Argentina, marcado para o dia 6 de fevereiro. Antes disso, a maratona de jogos do São Paulo impõe também duelos com Guarani e São Bento.

– Estamos ainda em período de pré-temporada. Temos de evoluir em cada treino e cada jogo. Tem que vencer todos os jogos. Claro que é difícil, mas esse é nosso objetivo. Também temos a Libertadores. Temos de estar bem no Paulista para estrear bem na Libertadores.

Veja outros trechos da entrevista com Pablo:

Repercussão da primeira partida:
– Uma felicidade muito grande ver que a equipe evoluiu com poucos dias de treino. O momento no Torneio da Flórida foi positivo em termos de trabalho, de união do grupo, para os jogadores novos se ambientarem. Então eu acredito muito que iniciar bem, com vitória, jogando da forma que deve e quer, é muito bom. A cobrança faz parte sempre, ainda mais em um clube da grandeza do São Paulo, que acostumou a torcida a ser campeã sempre e há algum tempo não é. Estou muito feliz com o início do time, da nossa preparação. Temos de ter consciência que ainda estamos em evolução.

Desconfiança sobre o trabalho do Jardine, mais jovem em relação aos técnicos rivais. Há um peso?
– De forma alguma. O Jardine é um treinador que dispensa comentários. O que ele fez na base do São Paulo foi fantástico. Ele passa confiança para gente. Eu acredito em tudo que é novo. Ele é um cara muito capacitado.

O que foi mais marcante na estreia?
– O jogo é feito de fases. Claro que queremos manter um padrão de propor o jogo. Mas nem sempre isso acontece. Nossa função é que a equipe seja protagonista. Mas o que chamou a minha atenção no jogo foi a tranquilidade e a paciência que a equipe teve ao sair perdendo. Buscar o resultado no primeiro tempo. Era estreia, gera ansieade, da torcida, dos jogadores. Mas a equipe teve muita tranquilidade para se encontrar no jogo e dar a resposta que o torcedor quer ver e o que o treinador quer também. Foi um jogo excelente. Vivemos várias fases e conseguimos em todas estar preparados para as adversidades.

Alívio por fazer gol logo na estreia:
– Tudo é o coletivo. Claro que numa posição minha, que é atacante, tem que estar sempre ali fazendo gol. Claro que dá tranquilidade. Gosto de fazer gol. Deixa mais feliz. Quero fazer gol todos os jogos. Sei que isso não vai acontecer, mas quando der para marcar, eu vou estar sempre na melhor posição.

Jogada do gol ensaiada:
– Já fiz alguns gols assim. Nem de bola parada foi, mas de cabeça assim, sem ângulo. Mas foi, sim, uma jogada trabalhada. O Reinaldo para mim é um dos melhores cobradores de falta do futebol brasileiro, pela força, pela potência que a bola chega. Foi, sim, eu apontei para ele para jogar ali e falei para o Everton segurar o cara do primeiro pau. É uma jogada que ninguém espera porque é muito rápido. O juiz apitou, já bateu. Foi um gol muito legal porque vai mostrando o entrosamento do dia a dia, de você ter que improvisar, mas a gente treina muito. Temos excelentes cabeceadores também.

Comemoração em conjunto e bom ambiente:
– Com certeza. O período na Flórida foi importante para conhecer todo mundo, estar junto foi muito proveitoso. Tinham alguns jogadores que já tinha jogado junto e me ambientaram da maneira mais rápida dentro da equipe. Com certeza é muito legal. Claro que tem hora que o zagueiro vai estar lá atrás e não vai dar um pique ali só para comemorar um gol. Mas muito legal que todos estavam ali comigo.

Parceria com o Hernanes:
– Essa questão eu acho que todos os jogadores são importantes. O futebol é coletivo. Não são nem os 11, mas todo o elenco. Claro que o Hernanes vai nos ajudar muito. Tem jogadores de muita qualidade. É um elenco muito sólido. Tem tudo para fazer um grande ano. Óbvio que falam um pouco mais ali, um pouco mais aqui, de uns jogadores, mas a gente tem consciência que o elenco está bem preparado muito sólido.

Dá pra bater os 18 gols do ano passado?
– Nunca nenhum jogador gosta de colocar quantos gols quer fazer. Se passa, legal. Se não passa, você prometeu. Acho que tem de deixar as coisas acontecerem naturalmente. Por isso 2018 foi tão legal, deixeis as coisas acontecerem naturalmente. Se fazia gol não me empolgava, se não fazia não ficava triste. Importante é a equipe estar bem. Quando o coletivo está bem, todos estão bem. Se fizer gol, ótimo. Se não fizer e ganhar, ótimo também.

Nenê fez boa partida, e o Hernanes agora está apto a estrear. Se você fosse o treinador o que faria depois disso?
– Ainda bem que não sou o treinador (risos).

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