
A temporada de Oscar no São Paulo ficou marcada por um contraste evidente entre a expectativa criada com sua contratação e o que, de fato, foi entregue dentro de campo. Anunciado como o grande reforço do clube para 2025, o camisa 8 chegou ao Morumbi cercado de esperança, carregando no currículo passagens por Chelsea, Seleção Brasileira e anos de protagonismo no futebol chinês. A realidade, porém, foi bem diferente do imaginado por diretoria, torcida e pelo próprio jogador.
Desde o início do ano, Oscar encontrou dificuldades para ter sequência. Problemas físicos comprometeram sua continuidade e impediram que assumisse o papel de líder técnico do meio-campo são-paulino. Ao longo da temporada, o meia entrou em campo apenas 21 vezes, número baixo para um atleta contratado para organizar o setor de criação e ser referência em jogos decisivos.
A produção também ficou aquém do esperado: foram apenas dois gols e duas assistências, sem impacto relevante no Campeonato Brasileiro.
As constantes lesões ajudaram a explicar o rendimento abaixo. Oscar acumulou longos períodos fora de combate, lidando com edema na coxa esquerda, fratura em vértebras e lesão na panturrilha, o que afetou diretamente seu ritmo e sua capacidade física. No fim do ano, o cenário se agravou com o diagnóstico de síncope vasovagal, em novembro, episódio que acendeu um alerta importante sobre sua saúde e passou a influenciar suas decisões em relação ao futuro no futebol.
Dentro de campo, mesmo quando esteve disponível, Oscar não conseguiu ser o motor criativo que o São Paulo esperava. Faltou intensidade, regularidade e protagonismo, atributos que justificaram sua chegada como principal nome da temporada. Aos 34 anos, o retorno ao futebol brasileiro, que parecia um reencontro promissor, acabou se transformando em um capítulo de frustração para todas as partes envolvidas.
Agora, com a possibilidade de aposentadoria sendo discutida internamente, a passagem de Oscar pelo São Paulo caminha para um desfecho melancólico. A temporada de 2025, que começou com grande expectativa, terminou marcada mais pelas ausências, pelos problemas físicos e pela decepção do que por grandes atuações com a camisa tricolor.
De traíra a inútil… Essa é a passagem desse cara no SPFC. Saudade? Nenhuma. E quem o trouxe de volta deveria ser punido como no Alcorão: com chibatas!