Oposição do SP vê Leco como vítima de Juvenal e aceitaria apoio

O candidato de oposição à presidência do São Paulo, Kalil Rocha Abdalla, promoveu na noite da última quarta-feira um jantar ao lado do aliado Marco Aurélio Cunha com conselheiros e sócios, em restaurante próximo ao estádio do Morumbi. No evento, a dupla celebrou a postura do vice-presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, que mantém candidatura após ter sido colocado de lado por Juvenal Juvêncio, disse vê-lo como vítima e afirmou que aceita o apoio, por mais que remota possibilidade.

“É um voto a menos para a situação. E temos de falar que o Juvenal provocou um processo muito injusto com o Leco. Ele foi colocado de lado e sempre esteve ao lado do presidente. Foi mais ou menos o que fizeram com o Turibio [Leite de Barros, ex-fisiologista], com o Carlinhos [Neves, ex-preparador], com o Luiz Rosan [ex-fisioterapeuta]”, disse Marco Aurélio Cunha.
Kalil Rocha Abdalla, que foi diretor jurídico da situação durante 15 anos e até chegou a trabalhar com o candidato de Juvenal, Carlos Miguel Aidar, reforça: “Apoio é sempre bem-vindo. Eu estou à caça de votos”, afirmou o candidato que, no entanto, diz que não daria cargo a Leco. “Não sei se isso é possível, tem de perguntar para ele, mas eu não daria cargo nenhum”, acrescenta.
Leco, no entanto, mantém a postura de que não irá retornar ao grupo de situação e muito menos ceder voto à oposição. O vice-presidente ficou irritado e se sentiu traído por não ter o apoio que esperava de Juvenal Juvêncio. Agora, afirma que não irá se unir ou apoiar Carlos Miguel Aidar.
Segundo os organizadores, o evento reuniu 28 conselheiros vitalícios do clube. Os ex-presidentes José Douglas Dallora, José Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal de Rey e Paulo Amaral, tidos como fortes representantes do grupo, não compareceram.
Marco Aurélio Cunha, que será responsável pelo futebol do São Paulo em caso de vitória de Abdalla na eleição de abril de 2014, atacou a forma com que as trocas de treinadores foi conduzida.
“Muricy não veio antes por capricho, deveria ter voltado há muito tempo. Demoraram para dizer que era projeto da diretoria. Cansamos de ouvir esse discurso, de que no São Paulo o técnico não importa. É claro que importa. Depois de tanto bater cabeça, Muricy volta para salvar a gestão. Não acho que será usado politicamente. E ele vai continuar conosco em 2014”, disse Cunha.
Fonte: Uol

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