Muricy espera São Paulo mais móvel, mas admite que Kaká pode sentir

O técnico Muricy Ramalho já começou a projetar o São Paulo que a torcida verá a partir do próximo domingo (27), quando o meia Kaká fará sua reestreia no time tricolor. Com a presença do camisa 8, o comandante espera um time com mais mobilidade, infiltrações e variações táticas.

“A gente insiste que os meias não podem ser apenas jogadores de transição; eles têm de entrar na área. São eles que surpreendem, porque quando aparecem de trás não dá para marcar. É isso que a gente pede, principalmente do Ganso. O Kaká já tem mais essa característica. Se os meias não fizerem infiltrações e não forem para o lado do campo, acabam marcados. O Kaká fez muito bem isso nos treinamentos, e isso confunde o adversário”, avaliou Muricy Ramalho em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (25).

Emprestado ao São Paulo até o fim do ano, Kaká vai ser titular pela primeira vez no próximo domingo, no Serra Dourada, contra o Goiás. Ele não disputa uma partida oficial desde 18 de maio, quando atuou na vitória do Milan por 2 a 1 sobre o Sassuolo pelo Campeonato Italiano.

“É claro que nunca se sabe o que pode acontecer com jogadores que estão parados há 50 ou 60 dias. Eles vão sentir um pouco, mas só jogando é que a gente vai ver. Se não for assim, eles não vão entrar no ritmo nunca”, explicou Muricy. Além de Kaká, Rafael Toloi vai voltar ao São Paulo no domingo – o zagueiro estava emprestado à Roma.

A despeito da preocupação com o ritmo de jogo de Kaká, Muricy explicou que a estreia no domingo era uma quase uma necessidade: “Ele está se sentindo bem e não houve nenhum ‘ah, você vai ter de jogar’. A gente conversou desde que ele chegou, e ele treinou duro esse tempo todo. Já estava passando do tempo de ir do treinamento para uma partida, e nós começamos a ter o risco do excesso. Já estava extrapolando um pouco, e nós chegamos à conclusão de que era importante ele jogar”.

Na quinta-feira (24), Kaká treinou pela primeira vez entre os titulares. Ele começou a atividade contra o time sub-17 do São Paulo como armador pela esquerda num 4-2-3-1, com Ademilson na direita, Ganso no meio e Alan Kardec de centroavante. A tendência é que essa dinâmica se repita no início do jogo contra o Goiás. Mas só no início.

“Quando você joga com dois jogadores abertos de velocidade, como nós fizemos no último jogo [derrota por 1 a 0 para a Chapecoense no Morumbi], fica mais fácil para o adversário marcar. Os laterais não saíram, e nós ficamos sem espaços. Com esse outro jeito, podemos variar e passar por dois jogadores enfiados. Aí você dificulta mais. E como você tem jogadores para fazer isso, pode variar”, afirmou Muricy.

A única dúvida do São Paulo para o jogo de domingo é o zagueiro Antonio Carlos, que deixou o treino desta sexta-feira com uma dor na panturrilha direita. O defensor não tem lesão no local, mas a presença dele em campo depende da recuperação.

Se Antonio Carlos jogar, Rodrigo Caio voltará a ser volante e atuará ao lado de Souza. Com isso, Maicon também perderá lugar no time.

 

Fonte: Uol

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