Juvenal se isenta de culpa e elogia Ney: “Não fosse bom, era rua”

Sentado à direita de Juvenal Juvêncio e agasalhado com uniforme do São Paulo, o técnico Ney Franco acompanhou quieto pronunciamento do presidente do clube, na manhã desta sexta-feira, sobre o afastamento de sete jogadores e a promoção de outros cinco, quatro deles das divisões de base. Também ouviu o dirigente responder com elogios uma pergunta sobre seu trabalho.

“Se ele não fosse bom, estaria na rua. Está aqui porque é bom. Aqui não tem culto à personalidade, ao amigo, de comer no restaurante. Cada um come na sua casa. O Ney tem mostrado competência e seriedade. Quando não for assim, não será nosso técnico”, disse o mandatário, sem assumir a mínima parcela de culpa pelas eliminações no Campeonato Paulista e na Libertadores.

“Sabe que acho que não tenho (culpa)? Eu procuro… Procuramos dar o máximo, trazer o exemplo, dar condições. Não conseguimos. Não transfiro a responsabilidade só aos atletas, estou dentro do processo. Mas não que eu tenha contribuído para ela. De tal sorte que estamos aqui tentando reverter esse quadro”, comentou, gabando-se dos títulos comemorados em sua gestão.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Presidente se sentou na cadeira à esquerda de Ney Franco, que ouviu quieto seu pronunciamento

Juvenal sempre dá as caras em momentos de crise. Logo após a derrota para o Atlético-MG, porém, preferiu se resguardar. Segundo ele, porque não queria tomar atitudes intempestivas. Dois dias depois, mais calmo – não menos centralizador -, convocou entrevista para criticar o “semestre perdido” e anunciar suas decisões ao lado do vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes, do diretor Adalberto Baptista e também de Ney Franco.

 

“Por que trouxemos o técnico? Já respondendo eventuais críticas, digo que é para mostrar que o técnico está de acordo com isso e participou desse processo. Foi uma medida consensual”, assegurou o dirigente, referindo-se ao afastamento dos zagueiros João Filipe e Luiz Eduardo, dos laterais Cortez e Henrique Miranda, do volante Fabrício, do meia Cañete e do atacante Wallyson.

Curioso é que, antigamente, em vez de trocar peças no elenco, o presidente teria como primeira iniciativa demitir o técnico. “A gente vai corrigindo erros e aprendendo com defeitos. Pode ser que, em outra época, a gente demitisse o Ney Farnco. Mas hoje estou convencido de que não resolve. Porque ele é um cara correto. É obrigação, mas tem mostrado qualidade. É trabalhador, conhece. Tem firmeza, suas ponderações”, falou, à esquerda de um retraído Ney Franco.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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