
Expulso do São Paulo em maio de 2021 por causa de um e-mail com conteúdo referente à política tricolor, Edson Lapolla obteve decisão na Justiça que anula sua exclusão do quadro associativo e do Conselho Deliberativo.
O blog apurou que o clube pretende recorrer. A sentença foi preferida em primeira instância. Em decisão do último dia 7, a juíza Mônica de Cassia Thomaz Perez Reis Lobo determinou a anulação do procedimento disciplinar que resultou na expulsão de Lapolla, assegurando a ele o direito de exercer seus direitos de sócio e conselheiro vitalício “em virtude das ilegalidades verificadas”.
Entre outros erros no procedimento disciplinar responsável pela expulsão do candidato à presidência do São Paulo em 2011 e ex-gerente de marketing e comunicações, a magistrada entendeu que “houve violação do direito à ampla defesa” do conselheiro previsto no estatuto do clube. A sentença também determina a apresentação de todos os documentos relacionados às representações contra Lapolla.
O São Paulo ainda foi condenado ao pagamento de custas, despesas processuais e honorários advocatícios. Lapolla vinha podendo frequentar o clube e exercer suas funções de conselheiro graças a uma tutela de urgência obtida por meio do mesmo processo.
“Está provado que não houve agressão e nem ofensa nenhuma. O que tem são comentários com a minha avaliação sobre a falta de qualidade de uma chapa. E eu estava pedindo para votarem em outra”, afirmou Lapolla à coluna. O São Paulo não se manifestou.
Relembre o caso
Em mensagem enviada a alguns conselheiros em 2020, com título “nuvens grafite”, Lapolla disse que a torcida são-paulina chegou a cantar “fulano ladrão, São Paulo campeão” em homenagem a dirigentes, e citou o “caso dos Jacks” – referência ao episódio de 2014 no qual o São Paulo fez um acordo de R$ 18 milhões de comissão com a Far East, empresa chinesa representada por um americano chamado Jack Banafsheha, para intermediação do contrato de fornecimento de material com a Under Armour. O acordo foi cancelado.
A comissão de ética do clube desmembrou o e-mail de Lapolla em duas infrações: ofensa ao ex-presidente José Eduardo Mesquita Pimenta e ofensa à chapa grafite das eleições do clube – a Juntos pelo São Paulo, do atual presidente Julio Casares, que venceu as eleições. Casares e seu assessor Douglas Schwartzmann integravam o departamento de marketing do São Paulo na época da negociação envolvendo Under Armour e Far East. Para cada infração, foi dada uma suspensão. Uma de 120 dias, outra de 140 dias, ambas referendadas pelo Conselho Deliberativo.
Em documento assinado junto com o diretor financeiro Sérgio Fonseca Pimenta, Casares determinou a expulsão, citando que, pelo regimento interno do clube, duas suspensões superiores a 20 dias no intervalo de um ano levam à eliminação.
Lapolla alegou na Justiça que deveria ter sido julgado pela Comissão Disciplinar, cabendo à Comissão de Ética julgar um eventual recurso. Em sua decisão, a juíza concordou com o argumento e considerou que houve um equívoco na escolha do órgão julgador do clube, violando o estatuto e o regimento interno. Além disso, o conselheiro perdeu a chance de recorrer à própria comissão de ética, ficando sem uma segunda instância.
Para a magistrada, outra violação do direito de ampla defesa ocorreu a partir do desdobramento de uma infração em duas. Segundo ela, Lapolla não teve a possibilidade de produzir provas ou de se manifestar sobre a nova infração imputada a ele.
Fonte: Uol
Solidarizo-me com o senhor Lapolla. Perseguição digna da Inquisição. Atitude covarde da diretoria, para não dizer outra coisa.
Amigo Edson, um dos maiores sãopaulinos vivos, eu estou comemorando essa vitória, ainda parcial, juntamente com você. Parabéns à Justiça que recolocou os fatos em seus devidos lugares. Fico na expectativa de que, se remetida a uma instância superior, essa sentença seja confirmada. Abraço fraternal. PS: cuidado com as raposas, pois elas continuam rondando o galinheiro.
E tudo começou com você perguntando próximo ao alambrado da quadra externa , aonde o estava rolando aula de futsal: “Quem é o pai do loirinho canhoto?”
Era eu, e o loirinho , meu filho Mauro. Logicamente o nome foi em homegagem ao Grande Mauro Ramos de Oliveira.
Parabéns, Lapolla!! Justiça foi feita!!
E o associado que foi expulso porque brigou com o Douglas? E aí? Por que nada aconteceu com o Douglas? Por que nada aconteceu com a diretora que dizem entrou com o spray de pimenta?
E o presidente que faz montagem de foto, publica e depois que descobrem que a foto é fake ele exclui a publicação? O nome do SPFC fica em evidência negativamente…….e cadê a comissão de ética para este caso?