Ganso luta contra números em nova tentativa de se firmar no São Paulo

Paulo Henrique Ganso completará no próximo mês um ano de incertezas no São Paulo. Longe das grandes atuações que teve ao lado de Neymar no Santos, o meio-campista tem neste domingo mais uma chance de mostrar que ainda pode jogar em alto nível. Aposta do técnico Paulo Autuori, ele será titular contra o Flamengo, às 16h, em Brasília, mas entrará em campo pressionado a se destacar e dar nova cara a um time em colapso no Campeonato Brasileiro.

O meio-campista não foi brilhante nos últimos jogos, mas os lampejos que teve contra Kashima Antlers, Portuguesa e Atlético-PR foram suficientes para o treinador decidir colocá-lo como titular novamente. Sim, Ganso, o homem de R$ 24 milhões, sério candidato a ser o camisa 10 da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, estava na reserva do penúltimo colocado do Brasileirão.

– Espero que seja a oportunidade para ele mostrar que tem evoluído. Está fazendo por merecer – disse o treinador após o tropeço diante do Furacão.

Os números explicam o que aconteceu até agora. Paulo Henrique não fez valer o apelido de “Maestro” que ganhou no começo da carreira. Desde janeiro, deu apenas quatro assistências para gol. O número é menos da metade do obtido por Osvaldo, com dez. Jadson, companheiro dele de criação, e Thiago Carleto estão logo abaixo, com sete.

Pode ser pior: em oito partidas no Brasileirão, Ganso não fez nenhuma assistência, colaborando também para o time aparecer entre os quatro piores. No entanto, ninguém se destaca nesse quesito. Luis Fabiano, Douglas, Carleto, Jadson, Aloísio, Osvaldo, Lúcio e Reinaldo têm uma.

Ganso vem sendo cobrado desde o começo da temporada por não ser participativo. Em resumo, por correr pouco, não brigar pela bola e quase nunca aparecer na área. Com Ney Franco, chegou a ser titular nos primeiros jogos da temporada, mas rapidamente caiu em desgraça por não conseguir se encaixar no estilo veloz da equipe. De quebra, entrou em atrito com o comandante depois de reclamar de uma substituição no clássico contra o Palmeiras, pelo Paulistão.

O início da passagem de Autuori foi semelhante. O armador era titular, mas os problemas defensivos do time fizeram o treinador abrir mão de um armador para reforçar a marcação. Agora, a volta dele está condicionada ao mau momento de Jadson. O meia não consegue repetir as boas atuações de antes da Copa das Confederações e pode ir para o banco contra o Flamengo.

Autuori sonha em escalá-los juntos, porém, abre mão da estratégia até que a defesa volte a se fortalecer. Pesará também o desempenho de Paulo Henrique nos próximos jogos, agora como o principal articulador do meio de campo.

Contratado para substituir Lucas no coração da torcida, Ganso carrega nas costas agora a obrigação de comandar a reação são-paulina no Brasileirão. Ou não terá vida longa no Morumbi.

Fonte: Globo Esporte

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