Under Armour quer pagar menos para o SP; rescisão não é descartada

A Under Armour, fornecedora de material esportivo do São Paulo, quer renegociar o contrato válido até dezembro de 2019. A intenção da empresa é diminuir os valores acertados no fim de 2014 para continuar a parceria, mas o Tricolor quer a manutenção do acordo ou o pagamento da multa rescisória.

Empresa e clube discutem o assunto desde maio. A previsão é de um desfecho nas próximas semanas. Em caso de rescisão, os dois lados negociam qual seria o valor da multa, proporcional ao tempo restante do vínculo e com critérios específicos de mercado.

Nesse cenário, a fornecedora sinaliza um acordo para pagar R$ 16 milhões, e o Tricolor quer receber R$ 24 milhões.

Caso a parceria seja interrompida, a Under Armour teria de pagar a multa e acertar com o São Paulo um prazo no qual garantiria o fornecimento de material esportivo, enquanto o clube negocia com outra empresa para substituí-la.

Fornecedora de material esportivo renegocia contrato com o São Paulo (Foto: Divulgação)

Fornecedora de material esportivo renegocia contrato com o São Paulo (Foto: Divulgação)

Recentemente, a empresa acertou uma dívida de R$ 6 milhões, mas o São Paulo vê outros débitos no fornecimento de material esportivo em 2016 e 2017. O clube faz um levantamento do volume devido para incluir na negociação.

Anualmente, o São Paulo recebe aproximadamente R$ 15 milhões em dinheiro da fornecedora, além do montante em material esportivo. A empresa argumenta para tentar diminuir os valores que a economia do país, a Copa do Mundo no Brasil e o momento do Tricolor no futebol foram fatores que influenciaram na ocasião.

A reportagem confirmou que a camisa da foto se trata do novo modelo, a ser submetido ao Conselho Deliberativo em reunião extraordinária nesta segunda-feira.

Terceira camisa do São Paulo vazou na internet (Foto: Reprodução)

Terceira camisa do São Paulo vazou na internet (Foto: Reprodução)

Procurada, a fornecedora de material esportivo se posicionou da seguinte forma:

“A Under Armour não comenta a respeito de assuntos contratuais, mas reforça a parceria de mais de dois anos de sucesso com o São Paulo Futebol Clube”.

Fonte: Globo Esporte

Nota do PP: há pouco tempo publiquei uma matéria, com exclusividade, falando da dívida da Under Armour com o São Paulo e que as relações não eram das melhores, podendo até gerar rescisão do contrato. As coisas não mudaram muito de lá para cá.

8 comentários em “Under Armour quer pagar menos para o SP; rescisão não é descartada

  1. Bem cômod pra eles, já conseguiram instauram a marca no Brasil através do São Paulo agora podem sair fora ne? Facinho… paguem a multa e pronto! Alguem aqui tinha noção do que era UA antes do SPFC? Dentro do Brasil não tinha expressão nenhuma, agora estão consolidados como uma boa marca esportiva, com lojas espalhadas e etc.

  2. Não acredito que a má fase do São Paulo seja motivo. O Tottenham mesmo vem bem na Inglaterra e a UA não quis renovar o contrato pelo valor que foi pedido. E também a camisa agora é o menor dos problemas, se for pra fugir da série B pode ser até com aquelas fornecedoras de time da Copa Kayser rsrsr.

  3. Quanto azar, se é que se pode chamar isso de azar, mal nos torneios e ainda temos um patrocínio de uma empresa norte-americana em queda livre no mercado mundial.

  4. Caso se encerre a parceria, olho nas negociações para a nova fornecedora.
    E se a administração do clube e o os resultados do time time forem variáveis para uma nova negociação, acho que apenas a Kanxa terá interesse (com todo respeito a empresa kanxa).

  5. Além do que já disse o colega Adelino, a empresa vem enfrentando problemas no varejo brasileiro. A marca chegou ao Brasil num momento de retração do consumo e ainda não emplacou. Em vários sites e lojas físicas os produtos da UA estão minguando. Uma simples pesquisa basta para constatar.
    Patrocinar um clube decadente decerto não contribui para marketing nenhum.
    Acho que começaremos 2018 com um novo fornecedor.

  6. Estou falando disso há muito tempo. E o São Paulo já deveria ter um plano B para o assunto.
    Resgatem o que eu falei lá atrás, o problema da UA é maior do que se imagina e não é com o São Paulo. O problema é na matriz. As ações da empresa bateram na mínima histórica nos EUA na semana passada e começaram essa semana ainda mais baixas.
    O papel da empresa caiu para menos da metade do seu valor em um ano, mesmo com o mercado americano batendo recordes de valorização do índice de sua principal Bolsa de Valores.
    A empresa necessitará passar por um reestruturação completa de seus planos de negócios.
    Muito provavelmente essa crise no país de origem deles vai afetar (e já deve estar) o aporte de recursos no Brasil já que a empresa aqui não deve ter receita suficiente para bancar um contrato com uma equipe grande de futebol.

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