Com a saída de Raí, na última segunda-feira, acabou a “era Leco” entre os profissionais do futebol do São Paulo, um mês depois da posse do atual presidente, Julio Casares. A nova diretoria tem desenho organizacional diferente da anterior.
O departamento terá como principal dirigente o conselheiro Carlos Belmonte, o diretor de futebol. Ele não é remunerado e tem dois adjuntos, também conselheiros: Fernando Bracalle, o Chapecó, e Nelson Marques Ferreira.
A profissionalização prometida por Casares durante a campanha à presidência começa no andar de baixo, porém.
Rui Costa foi contratado para ser diretor-executivo de futebol, mesmo cargo que Marcos Biasotto ocupa nas categorias de base. Muricy Ramalho é o coordenador de futebol. Segundo o São Paulo, os três ocupam o mesmo nível hierárquico e se reportam a Belmonte.
Costa assumiria o cargo apenas no fim de fevereiro, com o término do Brasileiro, período acordado para a permanência de Raí, mas a saída do ídolo acelerou a mudança.
Na última segunda-feira, Casares se referiu à Costa como “gerente-executivo”, o que indicaria uma posição abaixo na organização do departamento, mas o clube afirma que se tratou de uma confusão do presidente com os termos.
Na entrevista, Casares explicou a função de Rui Costa – e deu a entender que ele terá poderes limitados:
– Ele é um gerente-executivo, vai executar a tarefa de negociar e seguir fielmente o que for determinado para a área de futebol. Terá seus poderes, sim, nas negociações, mas os jogadores identificados por nós, pela diretoria de futebol, é o que ele vai seguir como desafio.
– É um grande profissional, capacitado exatamente nessa função de negociar e trazer os números à nossa realidade orçamentária. Ele não terá nenhuma função a mais do que essa – completou Casares.
Biasotto, contratado em janeiro, será o principal dirigente de Cotia e terá a responsabilidade de ampliar a relação da base com o profissional, considerada falha pela nova administração.
Muricy tem função técnica: o clube espera que ele identifique os problemas do elenco, busque talentos em Cotia e aponte atletas para contratação – sem se envolver em negociações. Ele também é o dirigente que ficará mais próximo da comissão técnica e jogadores.
A primeira missão da nova diretoria é buscar um treinador para a equipe. Fernando Diniz foi demitido na segunda-feira – decisão que ocasionou a saída de Raí – por causa da série de partidas sem vitórias que derrubou o time da liderança para a quarta colocação do Campeonato Brasileiro.
Fonte: Globo Esporte
Tem que ser bem ingênuo (pra não dizer outra coisa) de achar que as múmias do clube vão abrir mão do poder. Quem elegeu o Casares vai cobrar a fatura.
Casares foi pífio como VP de MKT (lembram da época sem patrocínio master?), parceiro de JJ e Leco…qual a chance de ele fazer um trabalho profissional e decente como presidente.
O trabalho sério continuará a ser feito por amadores. Reitero, o clube não tem em seu quadro associativo gente capacitada em futebol. E pior, em termos de gestão, em futebol, são nota zero, vide atual situação financeira do clube. Assinem, por favor, um termo de incapacidade administrativa e contratem profissionais.
Profissionalização? Papo furado!!
Qual a experiência desses conselheiros? Zero! O JC está pagando os acordos políticos!
Além disso criou um “comitê” do futebol com a participação de outros 4 conselheiros! Novamente pagando a dívida da eleição.
Leco piorado!
Não sei se um Leco ainda piorado. É muito difícil conseguir piorar a performance do leco. Contudo, as promessas de campanha de ambos se assemelham em muitos tópicos, começando pelo foco no equilíbrio das contas e quitação da dívida de mais de 500 mi. O certo é que ele, como um executivo da área de marketing, soube encaminhar bem os acordos para o sucesso da sua eleição. Portanto, nessa altura, terá que cumpri-los. Assim e pelo andar da carruagem, a citada e almejada profissionalização, não passará de mais uma das suas promessas de campanha. O tempo dirá!!!