Exclusivo: Investigação do Caso “hacker” no São Paulo avança na polícia

As investigações para apurar o caso “hacker” no São Paulo avançaram consideravelmente nos últimos dias. A polícia conseguiu apurar, junto ao provedor Uol, o endereço do IP de onde partiram os e-mails que chantageavam os conselheiros, em novembro de 2020.

O Tricolornawebvem  acompanhando esse assunto desde seu início.

A polícia percorreu os caminhos do IP identificado nos e-mails enviados, através de dados fornecidos pelo provedor Uol. Chegou ao endereço de um prédio, que fica na região do Morumbi (por questões óbvias vou omitir o nome do prédio e o endereço). O Uol não conseguiu identificar o apartamento originário das mensagens.

A polícia está chamando todos os moradores para prestarem depoimento. Alguns ainda não atenderam às intimações.

Vasculhando a lista com os nomes dos moradores, a que tive acesso, e fazendo uma busca na lista de sócios do São Paulo FC, aptos a votar nas últimas eleições, encontrei apenas um único morador que seja sócio do São Paulo: Douglas Schwarzmann, conselheiro vitalício e atual secretário Executivo do presidente Júlio Casares.

Todos sabem das péssimas relações que tenho com esse conselheiro, que tenho três processos (administrativo, civil e criminal) em andamento contra ele. Mas em hipótese alguma estou, aqui, vinculando o tal conselheiro com o hacker. Apenas citando a “coincidência” dos fatos.

Relembre o caso hacker

Em novembro, o São Paulo sofreu uma tentativa de extorsão. Conselheiros receberam três e-mails exigindo o pagamento de R$ 1 milhão. Caso contrário, o autor das mensagens, que se identificou como “Edward Lorenz”, ameaçava divulgar arquivos confidenciais.

Nas mensagens, todas elas com “Bastidores do Poder” como assunto, a pessoa que se identifica como “Edward Lorenz” – o nome do meteorologista que criou a tese do “Efeito Borboleta” na Teoria do Caos, morto em 2008 – ameaçava expor diretoria, conselheiros, atletas e até ex-atletas do São Paulo. Ele colocava prazo para pagamento e repetiu a ação mais de uma vez.

Durante o processo, o São Paulo enviou um e-mail para os conselheiros do clube explicando que as mensagens eram uma “nova tentativa de fraude e extorsão”.

Em 10 de janeiro de 2020 publicamos a matéria “São Paulo aponta vice como suspeito de vazar documentos para hacker”.

Uma apuração da diretoria do São Paulo registrada em cartório indicava que o vice-presidente Roberto Natel seria o suposto responsável por vazar informações internas do clube a “Edward Lorenz”, codinome do hacker que chantageou conselheiros e dirigentes por e-mails e pedia pagamento de R$ 1 milhão. Leco havia se proposto a anunciar o fato mas se escondeu e deixou que a notícia, envolvendo  Roberto Natel, fosse vazada para a imprensa.

No dia 15 de janeiro publicamos outra matéria com o título “Roberto Natel pede acesso aos documentos do ‘caso hacker’. 

Nesse pedido, Roberto Natel, que havia sido acusado pelo então presidente Leco de ser o hacker, pedia para ver os documentos que o  São Paulo dizia estarem nas mãos da diretoria após apuração feita por uma empresa de auditoria que fora contratada. Mas Leco nunca entregou esses documentos ao seu vice-presidente.

Em 22 de janeiro, com a matéria “Leco responde a Natel e diz que vai discutir o caso hacker no Conselho de Administração“.

Leco dizia que “a constatação do vazamento de documento interno do São Paulo de nome “versão final orçamento 2020” ocorreu no dia 5 de dezembro de 2019, quando tudo foi registrado em um tabelião de notas da capital paulista.”

Por fim, em 14 de fevereiro de 2020 publicamos a matéria “Justiça ordena acesso a e-mail de vice suspeito no caso de suposto hacker”.

A Justiça determinou que o provedor de internet UOL entregasse ao São Paulo dados da conta de e-mail particular do vice-presidente do clube, Roberto Natel. Também foram apreendidos os notebooks que ele costumava usar em sua sala, no Morumbi, e em seu posto de combustível.

De lá para cá, a polícia não encontrou absolutamente nada  no notebook de Natel no São Paulo, mas ainda não devolveu o de sua propriedade utilizado em seu estabelecimento comercial.

Assim como estamos acompanhando passo a passo tudo que envolve o ex-presidente Carlos Miguel  Aidar e sua namorada, Cinira Maturana, no caso Iago Maidana, e que também envolve a Far East (tudo em segredo de Justiça), também acompanhamos o caso “hacker”.

Conforme novas informações forem chegando, divulgaremos aos nossos leitores

 

Paulo Pontes

9 comentários em “Exclusivo: Investigação do Caso “hacker” no São Paulo avança na polícia

  1. Conselho do clube é composto, em considerável parte, por bandidos vestidos de sócios.
    Enquanto isso, o clube afunda em dívidas e caminha a passos largos para ser um Botafogo.
    Parabéns JJ, Aidar, Leco!

  2. Enquanto isso afundamos na mediocridade em nos tornamos.
    Cheio de palavras bonitas como “DNA vencedor”, “Time Gigante”, “Clube da fé”, mas cegos e reféns de políticos e politicagem…..

    Como vi um outro comentando, depois a culpa é do goleiro que não defende, do atacante que não acerta o gol

  3. O que dizer sobre a política dentro do SPFC? Ela atrapalha, atrasa o clube. Esse sistema de cardeais e excesso de conselheiros é uma âncora que pesa e que os outros clubes não precisam carregar, só o SPFC.

    Esse Douglas não parece ser pessoa de boa ética, daí por interesse políticos tem que acomodar esse cidadão dentro da gestão do clube.

    Desânimo com o clube e com o time.

  4. Denovo o DOUGLAS?
    Me surpreende o nosso presidente ainda dar cargo para ele!

    Achava essa diretoria seria, com Belmonte que eu conheci e sei da idoneidade.

    Mas pelo visto estou enganado novamente

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