Entenda três fatores que levaram o São Paulo a vender joia de 18 anos

A venda do atacante Newerton para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia, causou certa indignação em parte da torcida do São Paulo, na última quinta-feira. O motivo foi a forma precoce com que o clube se desfez de uma promessa.

Aos 18 anos, Newerton era um xodó da torcida pelas características de jogo. Veloz e driblador, o garoto chamava a atenção e muitos o pediam no time profissional.

 

Mas, então, por que vender um jogador com potencial que nunca fez um jogo sequer pelos profissionais? Três fatores principais explicam a decisão da diretoria, que pode receber cerca de 3,6 milhões de euros (aproximadamente R$ 20 milhões) pelo atleta.

Dívida com empresário
Na semana passada, o empresário Giuliano Bertolucci entrou com um ação na Justiça pedindo o pagamento de R$ 45 milhões que tem a receber do São Paulo. Ele afirma ter assinado uma confissão de dívida em 2022 em acordo que não está sendo cumprido.

Bertolucci é um dos empresários de Newerton, e a venda do jogador para o Shaktar passou muito pelo abatimento de parte dessa dívida. Horas depois da venda, o São Paulo e Giuliano Bertolucci pediram a suspensão do processo por 120 dias para que seja alinhado um novo acordo.

Dirigentes, porém, negam que o pedido de suspensão tenha sido por conta da negociação do garoto.

Manutenção do elenco principal
Dorival Júnior não insistiu em contratações de jogadores para a diretoria, mas exigiu que o atual elenco não tenha um desmanche. O treinador não quer perder nenhum atleta até o final da temporada.

Para que isso seja possível, o São Paulo terá que tirar dinheiro de algum lugar sem se desfazer de suas principais peças, como Beraldo e Pablo Maia.

Com a proposta do Shaktar Donetsk em mãos por Newerton, o clube viu a possibilidade de receber um dinheiro inesperado e que pode ser capaz de segurar os destaques do time principal.

Segundo a diretoria, a única hipótese para vender nomes como o de Beraldo e Pablo Maia é se chegarem propostas acima de R$ 80 milhões.

Renovação emperrada
O contrato de Newerton tinha validade até o fim de agosto do ano que vem. Desta maneira, em fevereiro de 2024 ele já poderia assinar um pré-contrato com qualquer equipe e sair de graça.

Nos últimos meses, o São Paulo abriu conversas com seus estafes para prorrogar esse vínculo, mas não chegavam em um acordo por conta de algumas exigências feitas que não agradaram ao clube.

Com o receio de não conseguir realizar a renovação, o Tricolor achou melhor vender agora para não correr riscos no futuro.

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