
A derrota do São Paulo para o Cuiabá neste sábado, pela 16ª rodada do Brasileirão, teve duas marcas: a noite ruim coletiva do Tricolor e a expulsão do técnico Dorival Júnior, que, em prática até incomum no futebol, concordou publicamente com a decisão do árbitro Bruno Mota Correia (RJ).
Em entrevista coletiva concedida depois do resultado negativo de 2 a 1, Dorival admitiu que ultrapassou os limites disciplinares depois do primeiro pênalti anotado para o Cuiabá, em lance questionado por toda a delegação do Tricolor.
– Primeiro que a expulsão foi correta. Eu falei que arbitragem estava vergonhosa e tirando toda a confiança dos jogadores dentro de campo. Eram dois pesos e duas medidas. O resultado foi merecido por parte do Cuiabá, eles fizeram por merecer. A expulsão correta e eles souberam se aproveitar de dois momentos nossos – disse o treinador.
Dorival Júnior também admitiu a noite ruim do São Paulo neste sábado, em Mato Grosso.
– Não tínhamos um jogo, falando tecnicamente, muito bom nem de um lado, tampouco do outro e merecidamente eles encontraram em duas saídas de bola nossa, a possibilidade de fazer o gol. Fizeram um ótimo resultado, nós estamos conscientes disso e vamos trabalhar agora para que melhoremos – afirmou.
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O treinador descartou que a primeira derrota no período de um mês tenha efeito prático para a decisão de terça-feira, às 21h30 (de Brasília), contra o Corinthians, na Neo Química Arena, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil.
– Não tem nada a ver uma coisa com a outra. O Cuiabá mereceu o resultado, mereceu por aquilo que se aproveitarou de duas situações, que nós praticamente proporcionamos – destacou.
– No mais, nós temos que buscarmos as correções, melhorarmos e sabemos que nós temos uma capacidade muito maior do que a que apresentamos no dia de hoje – concluiu Dorival, que comanda treino do São Paulo já neste domingo, iniciando a preparação para o clássico.
Veja mais respostas de Dorival:
O que falta para o São Paulo conseguir repetir as boas atuações fora do Morumbi?
– Olha, fora de casa na Copa do Brasil, nós temos conquistado vitórias, então isso aí não é um problema que nós tenhamos que ficar debatendo a todo momento. Nós temos consciência de que realmente não aconteceram no Campeonato Brasileiro, mas a equipe está preparada para jogar, para criar, para buscar com a mesma intensidade de quando joga no Morumbi;
– Acredito que em algum momento nós buscaremos uma melhor condição já que estamos fazendo por merecer e naturalmente não tem acontecido os resultados que nós queremos. Incomoda sim, bastante, mas não pode ser um ponto que nos desespere e nos tire daquela condição normal que estamos buscando.
Como você já olha para o jogo contra o Corinthians?
– Olha, da mesma forma, é uma sequência de trabalho natural e nós vamos buscar o melhor resultado, já que serão dois jogos complicadíssimos, muito difíceis, com o Corinthians sempre um clássico, que para além da importância que tem, tem um grau de dificuldade que apresenta, mas o São Paulo vai estar preparado para dois grandes jogos e eu não tenho dúvida disso. Vamos fazer de tudo para que possamos merecer a classificação.
Existe um erro crônico do São Paulo desde os tempos do Rogério Ceni: isso pode custar não chegarmos na libertadores e muito menos avançarmos e ganharmos alguma copa: o São Paulo é um leão no Morumbi e um gatinho fora de casa.Todo o otimismo com a vitória retumbante sobre o Palmeiras vai por água abaixo depois do segundo tempo desastroso de ontem. A arbitragem nos prejudicou marcando 2 penalties inexistentes, mas o São Paulo fez um segundo tempo horroroso; Luan e Marcos Paulo os piores em campo. Não podem ser titulares nunca!Jogando aquela bolinha até o Corinthians vira favorito pra passar na Copa do Brasil. A nossa chance é não perder no Itaquerão!
Pra quem estava acostumado com as desculpas esfarrapadas do RC, até que o Dorival foi bem.
Só faltou reconhecer que errou na escalação que entrou em campo e, pior, levou 65 minutos para tentar corrigir.
Tinha que ter consciência da importância do jogo e também do próximo, mata mata.
Se tivesse, das duas uma: ou entraria com o time completo pra tentar matar o jogo no primeiro tempo e depois tentar descansar quem precisasse ou, blindando o time titular de uma noite ruim como foi essa, entrar com um time completamente alternativo, como fez contra o RBBragantino, evitando o desgaste emocional de uma derrota para um time que não ganhou de ninguém jogando em seu campo.
Acho que aquela confiança demonstrada contra o Santos em virtude da classificação contra o Palmeiras, não vai existir no Itaquerão e, como nunca vencemos lá, vai ficar um pouco mais difícil…