Conselheiros querem frear acordo de patrocínio e ouvir diretor

Conselheiros do São Paulo articulam nos bastidores para travar a votação da renovação contratual com a New Balance até 2032. O tema está previsto na pauta da reunião extraordinária marcada para o próximo dia 6.

Renovação questionada
Além de pedir para postergar o pleito, o movimento também prevê a convocação do diretor de marketing do clube, Eduardo Toni, para prestar esclarecimentos.

O grupo deve protocolar requerimento junto ao presidente do conselho deliberativo, Olten Ayres de Abreu, solicitando o encaminhamento da convocação ao presidente do clube, Harry Massis Júnior.

O principal ponto de contestação é o processo adotado pela atual gestão. Embora todos já tenham tido acesso à íntegra dos contratos com a fornecedora, conselheiros afirmam que há uma tentativa de submeter o tema à votação sem debate prévio em plenário.

Internamente, a avaliação é de que um vínculo com duração de seis anos, que prevê multa rescisória inicial de R$ 200 milhões — revelada pelo UOL na última semana —, exige discussão ampliada antes de ser levado a voto.

Gestão vem de derrota
Nos bastidores, interlocutores avaliam que a gestão vive um momento de baixa por conta da ampla rejeição do balanço financeiro do ano passado, ainda da gestão Julio Casares — pauta que vinha sendo apoiada pela gestão Massis e foi derrotada no Conselho por 210 a 24, após uma primeira votação ser anulada por conta de um erro no sistema.

Por outro lado, fontes ligadas à atual administração minimizam o impacto político do revés. A leitura é de que o placar elástico refletiu, sobretudo, uma reação concentrada na figura de Casares, e não necessariamente uma perda de apoio à situação. Há confiança na aprovação da renovação, cujo estatuto prevê quórum de maioria simples.

Mais royalties e multa inicial de R$ 200 mi
A multa rescisória do novo contrato do São Paulo com a New Balance chegará à casa dos R$ 200 milhões. A cláusula de rescisão foi formulada em modelo “escadinha”, de acordo com o ano vigente.

2026: R$ 200 milhões
2027: R$ 175 milhões
2028: R$ 150 milhões
2029: R$ 125 milhões
2030: R$ 100 milhões
2031: R$ 75 milhões
2032: R$ 50 milhões
As partes deverão notificar o desejo por encerrar o acordo em um documento por escrito com 180 dias de antecedência. O São Paulo deverá faturar até 40% a mais com o novo acordo com a New Balance. O novo contrato terá duração até 2032, com um valor anual entre R$ 30 e 35 milhões, somando montantes fixos e variáveis.

O atual acordo de três anos, assinado em 2024 e que termina em dezembro deste ano, rende até R$ 25 milhões ao clube.

Moldes do acordo
Ele contemplará um valor fixo, além de gatilhos atrelados a royalties — o mesmo do atual acordo. Haverá, porém, uma distinção.

Em 2024, o São Paulo arrecadou cerca de R$ 12 milhões com vendas; no ano passado, o faturamento no quesito chegou a R$ 14 milhões.

O novo acordo, entretanto, agora fixará um piso de R$ 15 milhões para os royalties. A lógica é simples: se o São Paulo vender mais, a receita aumenta, sempre partindo do piso.

Também haverá uma cláusula de exclusividade da marca no estado de São Paulo e maior investimento em estratégias de marketing.

Fonte: Uol

3 comentários em “Conselheiros querem frear acordo de patrocínio e ouvir diretor

  1. Esse Eduardo Toni era pra estar no OLHO DA RUA faz tempo e sendo investigado, mas o mestre dos magos é mais do mesmo, quer manter parte da CORJA mafioso na diretoria.

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