Com Ganso e Cañete à disposição, Jadson passa a ter concorrentes

O São Paulo conviveu, nos últimos anos, com a falta de um homem de criação no seu meio-campo. Desde a saída de Danilo, no fim de 2006, faltava uma peça capaz de parar a bola, pensar o jogo e comandar a equipe. Esse problema acabou. O técnico Ney Franco tem, agora, várias opções para a posição. Além do titular Jadson em campo, ele conta com Paulo Henrique Ganso e o argentino Marcelo Cañete para o setor.

O ex-jogador do Shakhtar Donestk chegou ao São Paulo em fevereiro, contratado por R$ 9 milhões e mais 30% dos direitos econômicos do volante Wellington. O ex-santista custou ainda mais: R$ 23,9 milhões, em setembro. Recuperado de uma lesão muscular na coxa esquerda, fará sua estreia na partida de domingo, contra o Náutico, pelo Brasileirão. Para fechar, o gringo foi apresentado em maio do ano passado, mas sofreu com uma série de lesões e acabou relacionado pela primeira vez após mais de um ano no último domingo, na derrota para o Grêmio.

Jadson, por enquanto, é titular absoluto. Os números comprovam sua importância. Presente em 64 das 71 partidas da equipe no ano, marcou dez gols e deu passes para outros 19 dos companheiros. No entanto, convive com a cobrança da torcida, que, quando o time vai mal e perde, não hesita em sempre culpar o meio-campista. E a situação deve piorar ainda mais nas próximas partidas, já que Ganso e Cañete estarão à disposição no banco de reservas.

O camisa 10 não quer saber de confronto. Diz que o Tricolor vai ganhar muito com as outras opções e que respeita as manifestações de alguns são-paulinos.

– Cara, eu estou tranquilo. O torcedor tem todo o direito de vaiar e elogiar. Desde quando cheguei ao São Paulo no início do ano, procuro fazer meu trabalho da melhor maneira possível. O Ganso é um grande jogador e eu vou continuar ajudando como sempre fiz. Caberá ao nosso treinador encontrar a melhor formação – afirmou o jogador.

Ganso, por sua vez, acredita que ele e o companheiro podem jogar juntos.

– O Jadson é um grande jogador, se não me engano, é o maior assistente do Campeonato Brasileiro (na verdade, é o terceiro melhor). Já jogamos juntos na seleção brasileira, e não teria nenhum problema – ressaltou.

Ney Franco, em diversas ocasiões, reconheceu que o torcedor tem direito de protestar, mas que está bastante satisfeito com o desempenho de Jadson, que seguirá como titular até o fim do ano. Isso porque tanto Ganso quanto Cañete ainda não têm condições de atuar os 90 minutos de uma partida.

Fonte: Globo Esporte

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