Os retornos de Rodrigo Nestor e Gabriel Sara, que entraram em campo na vitória de quinta-feira contra o Everton, pela Copa Sul-Americana, fazem Rogério Ceni ter todo mundo à disposição no São Paulo para a sequência da temporada – a exceção é o zagueiro Walce, que já está há pouco mais de dois anos sem atuar por cirurgias no joelho.
A situação é para ser comemorada, mas também trará alguns desafios para o treinador. Isso porque Rogério Ceni terá de gerir o elenco para que ninguém se sinta desprestigiado em um momento no qual o São Paulo encara três competições (Brasileirão, Copa Sul-Americana e Copa do Brasil).
Nesta temporada, Ceni já utilizou 32 jogadores na temporada. Nathan, usado no Paulistão, deixou o clube para defender o Coritiba. Porém, nesta semana, a comissão técnica recebeu André Anderson, jogador que chega por empréstimo da Lazio.
Nesta quinta-feira, por exemplo, o treinador deixou o uruguaio Gabriel Neves fora da lista dos convocados. O camisa 15 foi ausência por opção técnica da comissão e não tem qualquer problema físico.
Essa administração de minutos, porém, virá do rodízio promovido pelo treinador. Ceni quer fazer essa gestão para manter a competitividade do time em alta, como assegurou em entrevista coletiva depois do 2 a 0 sobre o Everton, no Morumbi.
– São jogos pesados, e entre tantos times na Copa do Brasil pegamos um time competitivo. Flamengo no Rio dispensa comentários, o próprio Red Bull Bragantino na sua casa também – destacou Ceni.
– Temos três jogos difíceis e vamos ter que ver quem vamos utilizar. Nas posições que mais desgasta, temos que ver. Não tem titular e reserva – assegurou o treinador, que usou a entrevista de quinta para negar o rótulo de suplente para Arboleda, por exemplo.
Ceni tem mais de 30 nomes disponíveis para usar no São Paulo. Boa parte dos atletas que começaram a partida contra o Everton devem ser suplentes no domingo, às 16h (de Brasília), diante do Flamengo. Aliás, se algo não falta na equipe agora é falta de opções, diante da quantidade de atletas no elenco.