Perto de anunciar oficialmente as contratações por empréstimo do atacante Nahuel Bustos e do zagueiro Nahuel Ferraresi, o São Paulo conviverá com outro problema para o Campeonato Brasileiro: o limite de estrangeiros por equipe nas competições brasileiras.
Os dois gringos do Grupo City, um argentino e um venezuelano, se juntam aos cinco estrangeiros que já integram o plantel tricolor na atual temporada.
E a disputa só não fica maior por alguns fatores. O principal deles é a contusão do zagueiro Arboleda. O equatoriano passou cirurgia no tornozelo e só deve voltar aos gramados no ano que vem. Uma vaga a mais para os gringos.
Da lista, dois são titulares absolutos do técnico Rogério Ceni: o uruguaio Gabriel Neves e o argentino Calleri. Conterrâneo do artilheiro, Galoppo chegou como a contratação mais cara da história do clube, cercado de expectativas e deve figurar nos 11 iniciais em breve.
A situação mais crítica é a de Colorado. O volante colombiano chegou sob indicação de Ceni no início o ano vindo de empréstimo do Cortuluá. Mas foi perdendo espaço e é quem deve dar lugar para os dois novos companheiros que chegam ao Morumbi com certa moral. Nos jornais de seu país natal, o retorno ao futebol local no ano que vem já é dado como certo.
As preocupações para não estourar o limite de cinco estrangeiros por jogo, contudo, deverão ficar restritas ao Brasileirão. Bustos e Ferraresi não poderão jogar na Copa do Brasil, enquanto a Conmebol não estabelece limite de gringos para a Sul-Americana.
Confira a situação dos estrangeiro do São Paulo:
Arboleda – zagueiro (Equador)
No clube desde 2017, é titular absoluto. Só que está fora dos gramados após operar o tornozelo. Deve voltar só ano que vem. De contrato renovado, há planos do clube em obter para ele a cidadania brasileira por morar aqui há mais sete anos e assim poupar uma vaga de gringo no plantel.
Calleri – centroavante (Argentina)
Artilheiro da temporada, ídolo da torcida e de contrato renovado. Uma das vagas para estrangeiros é dele e ponto final.
Galoppo – meia (Argentina)
Reforço mais caro da historia são-paulina, chegou cercado de expectativa e é tido como fora de série. Deve ocupar uma das vagas sem problemas por tempo indeterminado.
Gabriel Neves – volante (Uruguai)
Emprestado pelo Nacional, cresceu absurdamente de produção no segundo semestre e virou titular incontestável. Problema é comprá-lo em definitivo no fim do ano. Há concorrência com outros mercados da América da Sul. Sem negociações abertas até o momento.
Andrés Colorado – volante (Colômbia)
É o único dispensável da lista. Emprestado por um clube local, chamou a atenção de Ceni pela altura. Entretanto, caiu de produção ainda no início do Brasileirão. Depois que se contundiu não conseguiu sequer entrar com regularidade nas partidas. É quase certa sua saída.
Os infiltrados
Moreira (Portugal) e Éder (Itália)
Jogadores com dupla nacionalidade, que atuam (ou atuaram) pelas seleções de seus segundo país, mas não contam como estrangeiros por autorização da CBF.
O, até então, último reforço mais caro da história são-paulina, está jogando no Furacão, de graça e, se bobear, recebendo parte dos salários do SP.
Espero que a história não se repita. . .