O São Paulo entra em campo nesta quarta-feira, às 19h (de Brasília), para enfrentar o Santo André, no Morumbi, para o seu quarto jogo na temporada. Mesmo com o baixo número de partidas disputadas, o técnico Rogério Ceni já enfrenta grande pressão no comando da equipe.
E não é apenas pelas duas derrotas e um empate acumulados nesta edição do Campeonato Paulista, mas também pelo retrospecto. Desde que foi contratado, no dia 13 de outubro de 2021, o treinador soma 16 jogos, com cinco vitórias, quatro empates e sete derrotas. Um aproveitamento de 39,6%.
Os números colocam Rogério Ceni como o treinador com pior desempenho desde Doriva, que assumiu o clube em sete partidas em 2015 e saiu com um aproveitamento de 33,3%.
De lá para cá, outros dez treinadores assumiram o comando da equipe – incluindo a outra passagem de Ceni, quando ganhou 49,5% dos pontos disputados (foram 14 vitórias, 13 empates e 10 derrotas). O melhor no período foi de Hernán Crespo, que em 2021 deixou a equipe com 57,2% de aproveitamento.
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Veja abaixo o aproveitamento desde 2015:
Aproveitamento dos treinadores do São Paulo desde 2015
Treinadores Vitórias Empates Derrotas Aproveitamento
Doriva 2 1 4 33,3%
Edgardo Bauza 18 13 17 46,5%
Ricardo Gomes 6 5 7 42,5%
Rogério Ceni 14 13 10 49,5%
Dorival Júnior 17 11 12 51,6%
Diego Aguirre 19 15 9 55,8%
André Jardine 7 2 9 40,35%
Vagner Mancini 3 4 2 48,1%
Cuca 9 10 7 47,4%
Fernando Diniz 34 20 20 54,9%
Hernán Crespo 24 19 10 57,2%
Rogério Ceni 5 4 7 39,6%
Fonte: ge.globo
A situação de Rogério Ceni se agrava além dos números. Em caso de derrota nesta quarta-feira, o futuro do técnico pode ser avaliado pela diretoria de futebol.
Há certo desgaste na relação do treinador com alguns jogadores e com a própria cúpula do futebol, que considera algumas cobranças de Ceni desproporcionais e fora do tom em determinadas situações.
Uma vitória contra o Santo André nesta quarta-feira, porém, levaria mais tranquilidade ao ambiente do CT da Barra Funda. Há também um consenso de que a falta de resultados neste começo de temporada tem tirado a confiança do elenco. Um bom triunfo pode mudar o cenário.
Por conta dessa pressão que cresce, Rogério Ceni deve levar a campo força máxima para tentar a primeira vitória no Paulistão.
Um time provável para o confronto desta quarta tem Jandrei (Tiago Volpi); Rafinha, Arboleda, Miranda e Reinaldo; Gabriel (Rodrigo Nestor), Gabriel Sara e Alisson; Rigoni, Nikão e Calleri.
Mais uma vez, Rogério não terá Luan, Luciano e Patrick, lesionados.
O Ceni já tinha um dos piores aproveitamentos entre os últimos técnicos e mesmo assim a Diretoria demitiu o Crespo (58%) para contratar ele.
Achei interessante estabelecer uma comparação na performance como técnico de dois dos nossos maiores ídolos de todos os tempos: Leônidas da Silva e Rogério Ceni. Ocorre que nesse momento estou relendo o livro de autoria do grande jornalista tricolor Arnaldo Ribeiro e fiquei surpreso com a semelhança histórica na trajetória de ambos no Tricolor. O primeiro foi sem dúvida o nosso maior ídolo nos anos 40 e reconhecidamente um dos melhores futebolista de todos os tempos. Nos gramados era respeitado pela torcida e odiado por seus companheiros de equipe em razão da sua personalidade egocêntrica. Para se ter uma idéia, ele não se sentava à mesa com os demais companheiros, que costumava xingar em campo e responzabilizá-los por falhas e derrotas. Encerrou a carreira e foi guindado ao cargo técnico, de onde acab ou sendo expurgado pelos ex-companheiros, liderados por Bauer. Penso que ninguém tem dúvida sobre a importância de Rogério Ceni nesses mais de 20 anos de São Paulo FC. Vencedor como poucos,, ele é sem dúvida nosso maior goleiro em todos os tempos. Curioso é como sua personalidade é semelhante a da Leônidas, especialmente no que se refere ao ego inflado e na dificuldade de se relacionar com companheiros de equipe e subordinados. Concluindo, em breve, assim como aconteceu com o Leõnidas na década de 50, aparecerá um Bauer para pressionar e obter a queda do Rogério, assim como ocorreu no Cruzeiro e no Flamengo. O grupo, e não a bola, pune!!!
Onze treinadores, todos com aproveitamentos horríveis.
Uma mesma diretoria que se reveza nos cargos.
Tá bem fácil de sacar qual é o problema do São Paulo.