Ceni se orgulha da jogada do segundo gol e elogia atuação no clássico

Passes entre os 11 jogadores, construção desde o campo defensivo e finalização dentro da área do Santos. O segundo gol do São Paulo na vitória por 3 a 0, na Vila Belmiro, foi o grande exemplo citado por Rogério Ceni para elogiar a atuação do time no clássico deste domingo.

Em entrevista coletiva depois do jogo, o treinador são-paulino não escondeu a satisfação com o desenvolvimento do segundo gol. Este é um modelo de jogo considerado ideal e a ser consolidado pelo treinador, satisfeito pelo desempenho na Vila.

– Muito mérito dos jogadores que tiveram boa movimentação, a velocidade da troca dos passes. Era uma conclusão clara ou uma penalidade. Jogamos no máximo com dois toques, é isso que tentamos trabalhar. É extremamente gratificante. Dá prazer. Posso garantir que é mais prazeroso jogar desta maneira – afirmou o treinador.

– Para mim é gratificante porque trabalhamos todos os dias. Tentamos criar novo trabalho de passes, muita parede, para construir com a bola no chão. Com um gramado como esse, facilita – destacou Rogério Ceni.

Sobre individualidades, Ceni fez elogios a Diego Costa, Rodrigo Nestor e Pablo Maia, jovens formados nas categorias de base e que se destacaram na vitória sobre o Santos.

Na análise do jogo, porém, o treinador procurou elencar fatores que permitiram ao time atuar bem na segunda etapa. A postura diante de um time que sai para o jogo, na visão de Rogério Ceni, ajudou o São Paulo a se sentir tão à vontade na Vila.

– Jogo é contra o Santos na casa do Santos, é um time gigantesco. Ele tem a obrigação de sair do jogo, não fica defendendo com 10 na linha da grande área. (…) Hoje foi um time que te oferece mais espaços, é um time que bate de frente com você – afirmou Ceni, que se apegou a exemplos de jogos europeus para ratificar os argumentos.

– Estava assistindo… o Arsenal fez 43 cruzamentos para ganhar do Brentford. O Manchester City fez 37, 38 cruzamentos contra o Tottenham. O Liverpool perdia até o minuto 53 para o Norwich e tinha 33 cruzamentos. São equipes que jogam com linha baixa, então sobra trabalhar a bola e jogar pelos lados – analisou.

Confira mais respostas de Rogério Ceni:
Foco maior no clássico?

– Sinto sempre o time focado. Jogos como esse tem uma obrigatoriedade dividida pela vitória. Ainda mais fora de casa, com o Santos precisando de resultado, tem uma divisão de responsabilidade. Tem um time que te agride, você tem mais espaço para mostrar o teu trabalho do dia a dia. Não falta foco, falta espaço no campo. Mesmo não tendo tantas finalizações ou posse, conseguimos fazer um jogo mais vistoso.

Pablo Maia e Andrés Colorado

– Prefiro falar sobre os atletas que aqui estão. Não só o Colorado, prometo responder se chegar aqui. Pablo fez uma partida muito boa. Ficou 15 minutos comigo depois do último jogo para ajustar o posicionamento. Ficou melhor posicionado hoje, teve mais confiança.

– Uma coisa muito boa sobre o Pablo: ele cometeu erro na Copinha contra o Palmeiras, na semifinal, e o importante é não desistir da pessoa. Ainda é um pouco calado, mas forte fisicamente, ajuda bastante. Sempre trabalha bem focado. Ele jogou um trabalho constante, liso, simples, trabalhando dois passes, girando, para mim foi um dos melhores jogadores.

Alisson

– Alisson é um jogador que se adapta em qualquer lugar do campo do meio para frente. Prefiro usá-lo em um dos lados, acho que ele vai melhor. No Grêmio, ele jogou três anos na direita, provavelmente a pedido do seu treinador, mas acho que o maior desejo dele é jogar na esquerda, jogar com pé contrário e fazer jogo fluir por dentro.

– Taticamente é especial, faz fechamento, como o Sara, entrega muita coisa na parte defensiva. Ele não tem o 1 para 1, o drible, mas faz a bola rolar. Uso Alisson sempre em uma das duas pontas, pois é um jogador que temos um carinho especial, porque se entrega muito nos jogos.

Jandrei e a saída de bola

– Tanto ele quanto Volpi são as mesmas características. Ele encontra bons passes, verdade, mas estamos treinando muito para construir com a bola no chão. Dá satisfação para o treinador com bola construída de trás. Prazer de um atleta jogar é construir o jogo, chegar na frente, com 15, 20 toques, e poder fazer o gol. Essa é a essência do futebol.

– Não gosto assim do futebol, de chutar e defender atrás. É fundamental um goleiro com construção. Enquanto tiver mínima segurança para fazer construção de trás, dá importância para equipe jogar futebol.

Ajudou a postura do Santos?

– Quando joga com time do mesmo tamanho, você tem um jogo mais bonito. O Santos é um belo time, gosto dos três da frente, Braga é muito bom jogador, Marcos Leonardo é ligeiro, muito movimento no facão. É prazeroso ver o Santos jogar, tentando chegar em conjunto na frente, fomos bem hoje. Pegamos um time bom, que joga, que finaliza bastante.

Nestor e Léo

– Achei que quando dobraram, tirando o Madson e colocando o Marcos Guilherme, vi que tentaria a vitória pelo aquele lado. Estava difícil marcar com um, imagine dois. Marcos é um jogador bem ofensivo. Começou a pesar para o Reinaldo. Teve um lance perigoso que o Reinaldo deu carrinho por trás e foi pouco espaço para ter uma expulsão. Tentei igualar com Alisson e melhoramos a função de marcação com o Léo.

– Nestor de lado a lado joga melhor que Igor Gomes, que joga mais à frente. Nestor é mais técnico, ele se posicionou melhor e conseguiu ajustar a marcação. Ele trabalharia melhor a bola e foi premiado com um bonito gol de fora da área. Ele não tinha feito uma boa partida contra a Inter de Limeira, mas fez um belo jogo hoje.

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