Ceni faz balanço positivo do início como técnico e quer um “novo” São Paulo

Em quase quatro meses de trabalho como técnico do São Paulo, Rogério Ceni tem de 11 vitórias, dez empates e apenas quatro derrotas. O retrospecto é positivo se analisado isoladamente, mas as duas eliminações seguidas, na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, forçaram o treinador a começar mais cedo do que imaginava a preparação para o Brasileirão. Mesmo assim, ele faz um balanço positivo do seu começo como treinador.

– A rotina está sendo muito parecida com o que idealizei. A diferença é que você não entra mais em campo e isso muda a sua cabeça. Está sendo satisfatório, mesmo com todas as dificuldades. O torcedor cria a expectativa de vitórias e títulos, mas nem sempre você consegue, o que te frustra. Como técnico, você assume a responsabilidade pelos resultados ruins. Em compensação, você aprende diariamente, consegue lidar com os treinamentos, com as variações – afirmou o treinador.

Treinador terá tempo para arrumar o São Paulo após as recentes eliminações (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Treinador terá tempo para arrumar o São Paulo após as recentes eliminações (Foto: Érico Leonan / saopaulofc.net)

Ceni sabe que a pressão vai aumentar na sequência da temporada para que o São Paulo conquiste algum título. O time terá o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana pela frente. Por isso, ele aposta tudo nos dias de treinamento que terá antes da partida contra o Defensa y Justicia, marcada para o dia 11 de maio, no estádio do Morumbi – no jogo de ida, na Argentina, empate por 0 a 0. A estreia no Brasileirão será dia 14, contra o Cruzeiro, no Mineirão, em Belo Horizonte.

– Temos um estilo de jogo definido, principalmente contra equipes de linha baixa, defensiva. Vamos tentar melhorar o índice de chutes, finalizações, chegadas às laterais. Precisamos crescer contra times que fazem marcação atrás do meio-campo. Temos de melhorar também a parte defensiva, sofrer menos contra-ataques. Vamos buscar. Se vamos encontrar, só descobriremos daqui duas semanas quando entraremos em campo para um jogo decisivo – ressaltou.

Como treinador, ele terá que tomar decisões importantes nos próximos dias. O elenco atualmente está inchado, conta com 34 jogadores (contando os quatro goleiros) e a meta é diminuir esse número para 29 atletas. Por isso, ele terá de escolher quem será dispensado. A sua opinião também terá peso fundamental na atitude da diretoria, que ainda estuda renovar o contrato do zagueiro uruguaio Diego Lugano, que termina no fim de junho.

– Temos até 30 de junho. A diretoria ainda tem de passar uma posição, e com o Lugano ainda não conversei. É um jogador para mim de muita importância, pela liderança dele, a postura no grupo. Vamos conversar mais para a frente – disse o técnico.

Fonte: Globo Esporte

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