
O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Filho, mostrou mais uma vez seu viés ditatorial. Em nova convocação do Conselho Deliberativo exige total confidencialidade na discussão dos temas, que serão votados virtualmente, e, em determinado trecho do edital, exige que os conselheiros fiquem postados em frente à câmera de seus computadores o tempo todo, sob pena de serem excluídos da sessão, conforme matéria que publicamos na última terça-feira.
Olten diz no edital, entre outras coisas, que (Fica desde já esclarecido que os termos dos contratos anexos tratam-se de documentos confidenciais e que não podem ser transmitidos a terceiros). Também ameaça conselheiros dizendo que durante todo o período de duração da reunião o equipamento do(a) Conselheiro(a) deverá estar com a câmera frontal habilitada e desobstruída. Será excluído(a) da sala virtual o(a) Conselheiro(a) que não observar tal regra. Os microfones dos(as) Conselheiros(as) ficarão inabilitados durante a reunião, sendo apenas habilitados no momento apropriado pela Mesa do Conselho, no caso de manifestação das partes apresentadas. E vai mais longes no tom ameaçador:A disponibilização de acesso a não integrantes do Conselho Deliberativo implicará na imediata instauração de procedimento ético disciplinar contra o(a) Conselheiro(a) que não observar tal regra.
Pois bem. Eu afirmei, naquela matéria, que teria acesso ao conteúdo dos contratos. E tive. Dois deles, com o Banco Tricury S/A e o Banco Rendimento S/A, certamente são para autorizar novos empréstimos. O curioso é que vai para votação no Conselho Deliberativo depois do empréstimo já ter feito. Ou seja: os conselheiros são “comunicados”.
Outro é um contrato com Br Resorts Empreendimentos Ltda , que prevê uma concessão de licenciamento da marca São Paulo FC até 2054.
O que mais me chama a atenção, no entanto, é o contrato com a Genion Technology Ltda. Essa empresa está sendo contratada para vender sócios torcedores. Tem que vender cinco mil novos títulos até 31 de julho deste ano; 10 mil até 31 de dezembro; 20 mil até 31 de dezembro de 2023; mais 30 mil até 31 de dezembro de 2024.
O curioso é que a primeira empresa contratada pela gestão Júlio Casares foi a FEMG. Ela chegou como grande inovadora no quesito Sócio-Torcedor, que revolucionaria o setor e geraria milhares de novas captações. Nós mostramos recentemente que a contratação da FEMG foi um fiasco.
Em pouco mais de sete meses de trabalho, a FEMG anexou 300 novos sócios torcedores.
Para suprir esse fiasco, a diretoria agora contrata uma empresa para fazer o que a FEMG não fez. O detalhe é que a FEMG continua no São Paulo.
Quanto à nova empresa, Genion Technology Ltda, foi fundada em julho de 2020, com capital social de R$ mil (sim, mil reais), e tem como proprietários Alexandre Luiz Romani Bucarelli e Marcio Duraes, ambos advogados.
Fico me perguntando se eu chegasse ao São Paulo oferecendo um trabalho e mostrasse que minha empresa tem menos de dois anos de existência e capital de mil reais. Acho que não seria recebido nem na porta.
E o Conselho vai aprovar esses contratos, sem poder discutir ou qualquer coisa semelhante, já que a reunião será virtual e por mais que alguns possam falar, não será suficiente para discutir o teor dos contratos para maior reflexão. A sessão virtual será no próximo dia 15.
Essa é a “democracia” de Olten Ayres de Abreu. Essa é a forma de atuar desta diretoria obscura.
Paulo Pontes
Vai votar e vai aprovar. Conselheiros limitados e que falam amém para tudo!
Pobre, SPFC!
Temos que torcer para chegar logo dezembro de 2023 e ver esses caras longe do SPFC!