
Primeiro reforço da “era Crespo” no São Paulo, o atacante Bruno Rodrigues chega ao Morumbi credenciado pelo desempenho com a camisa da Ponte Preta.
Foram 11 gols e 12 assistências, terminando a temporada 2020/2021 como artilheiro e principal garçom do time.
Mas o que o torcedor são-paulino pode esperar dele dentro de campo? Como Crespo pode aproveitá-lo no setor ofensivo do Tricolor? O ge conta para você.
Com 23 anos, trata-se de um jogador com potencial e margem de evolução.
Bruno se destacou na Ponte atuando aberto pela esquerda. A melhor fase da carreira aconteceu depois que ele fez um regime durante a paralisação do futebol e perdeu sete quilos ao cortar batata frita, chocolate e correr diariamente 20 andares de escada.
O posicionamento era para que ele pudesse explorar suas principais características: o drible, a velocidade e a facilidade de bater na bola, seja para finalizar, cruzar ou passar.
Pela esquerda, ele costumava cortar para dentro e ganhar ângulo para utilizar a perna a boa (a direita) na sequência da jogada. Na reta final da Série B, ele teve um pouco mais liberdade do técnico Fábio Moreno para trocar de lado e também flutuar pelo meio.
A rapidez com que conduz a bola também facilita a transição e o torna um jogador difícil de ser marcado no “um contra um”. Tem inteligência para abrir espaços, além de leitura e visão de jogo privilegiados.
A presença de área é outro ponto que chama a atenção, ainda que tenha “apenas” 1,77m. Mesmo sem ser alto, ele fez de cabeça os quatro primeiros gols com a camisa da Ponte.
Em um time com nomes mais badalados como Camilo e Apodi, era ele a principal referência técnica da Ponte. Até a sua despedida, já que não atuou a rodada final da Série B por estar suspenso, ele participou de forma direta ou indireta de 45,9% dos gols da Ponte, entre Paulistão, Copa do Brasil e Série B (34 gols dos 74 ao todo passaram por ele de alguma maneira).
Defensivamente ainda necessita de mais disciplina tática para desempenhar funções que o futebol moderno requer dos homens de frente, como voltar para acompanhar a descida dos laterais adversários. Neste caso, porém, depende de como Crespo vai orientar seus atacantes em relação à marcação.
Bruno assinou contrato de empréstimo de um ano, com valor pré-fixado de compra após esse período. Os direitos econômicos dele pertencem ao Tombense-MG, clube do empresário Eduardo Uram.
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O que eu estranho é que ninguém fala nada que ele é atleta do Eduardo Uram, que um dia já foi dono de mais da metade de um time do SP.
Um empresário que sempre teve relações ‘umbilicais’ com o clube.
Boa parte da nossa dívida se deve a gastos nas contratações de jogadores dele.
Agora, vamos vender joias da base para fazer dívida novamente com o Eduardo Uram? É isso mesmo?
Qual a chance do SP sair do buraco fazendo isso?
Qual jogador dele que foi um bom negócio para o São Paulo?
Se ninguém for perguntar essas coisas para os gestores do clube, não precisava nem trocar de presidente.