Após superar medo de não voltar a jogar, Cañete pensa em títulos

A data da volta não está confirmada, mas o meia  Marcelo Cañete, do São Paulo, já pode voltar a sorrir por saber que o pior já passou. Na próxima semana, o jogador completará nove meses e meio de recuperação da grave lesão que sofreu no segundo tempo da partida contra o Vasco, realizada no dia 30 de outubro de 2011. A ruptura do ligamento cruzado posterior do joelho direito já está cicatrizada. O período de fortalecimento muscular no Reffis também já passou. Agora, o argentino só precisa readquirir ritmo para, finalmente, poder voltar a defender o clube que desembolsou, no ano passado, US$ 3 milhões (R$ 5,5 milhões na época) para tirá-lo do Boca Juniors.

Até agora, a passagem do gringo pelo Tricolor tem apenas 24 minutos de história. Ele atuou dez minutos na derrota para o Fluminense, no dia 20 de agosto do ano passado, quando sofreu uma ruptura muscular na coxa direita. Ficou sete semanas em recuperação até ser utilizado novamente no jogo contra o Vasco, em outubro. Ganhou uma chance com Emerson Leão no segundo tempo e, após ficar 14 minutos em campo, torceu o joelho direito e precisou ser substituído.

Agora que a volta está próxima, Cañete reconhece, em entrevista ao site oficial do Tricolor, que temeu pelo pior. Chegou a pensar se ainda seria capaz de voltar a jogar futebol.

– Foi um período difícil. Fiquei com medo de não voltar e minha cabeça estava mal por isso. Mas contei com o apoio da minha família e de todos aqui no São Paulo. Estou feliz por ir a campo agora. Agradeço a todos que estiveram comigo no Reffis, todos os médicos e fisioterapeutas – afirmou.

Confira abaixo a entrevista do jogador:

Como é voltar a campo depois de tanto tempo?
Estou me sentindo muito bem, já fui liberado pelos médicos e agora estou na parte física. É um momento de muita alegria voltar a campo. Logo estarei com o time, como eu sempre quis.

Foi uma recuperação complicada, como você está se sentindo?
Estou melhorando a cada dia. Estava com saudade, muita saudade mesmo de ir para campo. Operei no ano passado, não conseguia me recuperar e tinha medo de não voltar. Minha cabeça estava mal por isso. Depois de muito tempo sem ir para o campo, eu estou muito feliz.

Você falou em medo. Já passou?
Quando passaram seis meses da minha operação,  eu comecei a pensar diferente, se iria conseguir voltar a jogar. Foi um período difícil. Mas o pessoal fez um ótimo trabalho comigo e agora estou mais tranquilo e animado.

Neste período, onde encontrou forças?
Sempre contei com o apoio da minha família e de todos no clube, que sempre depositaram essa confiança em mim. Não posso decepcionar toda essa gente de São Paulo, que desde o início ficou do meu lado. Isso me deu ânimo e força para sair dessa situação.

Quase próximo de voltar a jogar, a ansiedade está grande?
Estava há muito tempo sem tocar na bola. Só fazia academia, corria. Eu gosto muito de jogar bola, de estar com ela nos pés. Estou ansioso para voltar a jogar. Estou trabalhando forte para daqui a pouco estar com todos os meus companheiros.

Neste período que você ficou lesionado, Jadson foi contratado. Dá para vocês jogarem juntos?
O time precisava de um meia de qualidade como a Jadson, que fique com a bola no pé e dê ritmo de jogo. Ele está em um nível muito bom. Quando eu voltar, gostaria de jogar com ele, pois é um jogador de nome, já foi campeão na Europa. Juntos, vamos buscar muitas vitórias para o São Paulo.

Você recebeu muito apoio, agora é hora de retribuir? Fabrício também se recupera de uma cirurgia recente no joelho.
Todo mundo está junto, aqui é um time. O Fabrício é um jogador de muita personalidade e tenho certeza de que sairá desta situação. Vou dar muita força para ele. Estou junto dele.

Pronto para ser o Cañete que todos esperam?
Estou trabalhando forte, com muita força para dar alegria a este povo que sempre confiou em mim. Quero mostrar meu estilo de jogo, minha personalidade e meus objetivos, que são os títulos. Espero que até o fim do ano o clube conquiste um.

Fonte: Globo Esporte

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