Após salvar Palmeiras em 2014, Dorival revive calvário no São Paulo

 

Depois de lutar contra o rebaixamento em 2014 no Palmeiras, o técnico Dorival Junior revive o drama no São Paulo. Em alguns pontos, a semelhança é grande. Nos dois times, Dorival ele foi contratado como bombeiro após trocas de técnicos e conquistou apenas duas vitórias nos primeiros sete jogos. Teve de apelar para uma mudança de esquema tático, abrindo mão do estilo ofensivo para jogar mais fechado a fim de somar pontos – ele treinou uma formação nova para o jogo diante do Cruzeiro. Nos dois times, tinha de lidar com excesso de estrangeiros e resgatar a confiança do grupo.

Existem inúmeras similaridades entre a trajetória do Palmeiras de 2014 e o São Paulo de hoje. Dorival assumiu o Palmeiras no dia 3 de setembro de 2014 com o discurso de resgatar a autoestima e a confiança do elenco para evitar o rebaixamento no ano do centenário do clube.

Dorival observa São Paulo em ação diante do Bahia.
Dorival observa São Paulo em ação diante do Bahia. Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net 

Três anos depois, o discurso é o mesmo. “Temos de buscar o emergencial, mas tentando conscientizar e mostrar no campo o que observamos e, acima de tudo, resgatar a confiança de cada jogador para ter atuações mais consistentes e bons resultados”, disse o treinador em sua apresentação no time do Morumbi, no dia 10 de julho.

Além do Palmeiras, Dorival lutou contra a degola três vezes desde 2010. Ele dirigiu Atlético-MG (escapou), Vasco (ele saiu antes, mas o time caiu) e Fluminense (a Lusa foi punida e caiu). Em 2014, o Palmeiras ocupava a 16.ª posição na tabela do Brasileirão, com 17 pontos em 18 rodadas. Dorival conquistou apenas duas vitórias nos primeiros sete jogos. Os primeiros três pontos vieram na abertura do 2.º turno: 1 a 0 sobre o Criciúma. Só venceu de novo quatro rodadas depois (2 a 0 no Vasco), depois de ser goleado pelo Flu (3 a 0), empatar com o Flamengo (2 a 2) e ver o Goiás atropelar sua equipe (6 a 0).

Dorival assumiu o São Paulo na zona de rebaixamento e também só conseguiu duas vitórias até agora, diante do Vasco e o Botafogo.

Em 2014, o treinador foi um dos quatro técnicos do Palmeiras no Brasileiro, ao lado de Gilson Kleina, Alberto Valentim e Ricardo Gareca. No São Paulo, ele assumiu depois de Ceni e Pintado (um jogo apenas, diante do Santos, na Vila Belmiro).

Outra semelhança: o excesso de estrangeiros. Hoje, o São Paulo tem Cueva, Arboleda, Lugano, Buffarini, Pratto e Gomez. Por causa da limitação no regulamento, que prevê apenas cinco por partidas, um deles está sempre fora. No Palmeiras, eram oito estrangeiros, herança do técnico Ricardo Gareca.

Questionado pelo Estado sobre as lições que o Dorival de 2014 pode ensinar para a versão 2017, o treinador desconversou. “São situações diferentes, os ambientes eram outros. O Palmeiras vivia problemas muito sérios, como 45 jogadores dentro de um mesmo vestiário”, disse Dorival.

Além do elenco numeroso, as diferenças entre as duas campanhas estão na formação do time. O Palmeiras dependia de Valdivia – sua saída para defender a seleção chilena e uma lesão na reta final coincidiram com a queda do time. No São Paulo, vários jogadores, como Hernanes, Cueva, Petros e Pratto, dividem a responsabilidade.

Vários jogadores do Palmeiras não se firmaram, como João Pedro, Nathan, Lúcio, Gabriel Dias, Wesley (hoje fora dos planos do próprio São Paulo) e Mazinho. Os problemas do São Paulo se concentram nas laterais e na criação.

O estilo do treinador mudou. Depois de usar agasalho esportivo e uniforme, ele passou a adotar blazer e camisa social por causa de um patrocínio, anterior à chegada ao São Paulo.

 

Fonte: Estado SP

3 comentários em “Após salvar Palmeiras em 2014, Dorival revive calvário no São Paulo

  1. Paulo pontes , como o jogo é as 11 h você poderia abrir o opinião antes do jogo hoje , porque amanha é muito cedo e nao vai tempo das das pessoas comentarem o pre jogo

    O que acha ?

    Todos juntos para salvar o soberano

  2. Perfeito!
    Dorival nunca salvou a SEP.
    Quase levou a porcada pela 3ª vez à série B.
    Perdeu, de forma recorde, 6 partidas seguidas e a última em casa contra o Atlético PR, em que o time só precisava vencer para escapar do rebaixamento, ele empatou.
    Graças à vitória do Santos contra o Vitória, o time foi salvo do rebaixamento. Nunca graças ao trabalho dele.
    Por sinal, ele praticamente destruiu a SEP, mandou quase todos os estrangeiros embora.
    Impressionante como a imprensa tenta sempre reescrever a história de acordo com suas conveniências.

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