Após gastança, São Paulo deve frear investimentos em reforços para 2020

Sem tirar o foco na reta final do Campeonato Brasileiro, o São Paulo já começa a traçar o seu planejamento para 2020. Nas conversas entre os integrantes do departamento futebol tricolor, a análise do que poderá ser feito para o próximo ano entra na pauta. O torcedor, porém, não deve esperar por tantas contratações como aconteceu para esta temporada.

Depois de investir para montar o time, o clube pretende colocar o pé no freio na hora de abrir os cofres para trazer outros atletas. Na visão dos dirigentes, o São Paulo está bem servido em quase todos os setores e, por isso, a ideia é se empenhar mais na manutenção de alguns jogadores do que em contratações.

Um bom exemplo é o goleiro Tiago Volpi. Emprestado pelo Querétaro até o fim de 2019, ele deve permanecer no Morumbi. Para tanto, será necessário gastar 5 milhões de dólares (R$ 20,15 milhões).

Disposto a conquistar um título na gestão de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o São Paulo trabalhou no mercado da bola. Para contar com Pablo (R$ 26,5 milhões), Léo Pelé (R$ 3 milhões), Tchê Tchê (R$ 22 milhões) e Raniel (R$ 12,8 milhões), o clube deve desembolsar cerca de R$ 64 milhões. É preciso destacar que estes valores são parcelados e, em alguns casos, os vencimentos começam a ser cobrados no ano que vem.

O Tricolor paulista também trouxe jogadores que não representaram gastos na aquisição dos direitos porque estavam sem contrato com outras equipes (Alexandre Pato, Daniel Alves e Juanfran), mas precisam de investimentos para o pagamentos de luvas e salários.

Ainda assim, é importante frisar que o São Paulo gastou muito menos do que Flamengo, com cerca de R$ 150 milhões em reforços para 2020, e Palmeiras, com aproximadamente R$ 140 milhões investidos para trazer atletas. O Corinthians, porém, já teve um orçamento mais modesto, com R$ 42,7 milhões utilizados para a aquisição de jogadores.

Outros pontos fazem o São Paulo adotar tal postura no mercado da bola. O clube não vive um momento positivo financeiramente. Chegou a atrasar os direitos de imagem de atletas neste ano, e precisou contrair R$ 37 milhões em empréstimos bancários.

O quanto se arrecadou com a transferência de jogadores também está muito abaixo dos R$ 120 milhões esperados na previsão orçamentária. As principais vendas foram de Morato (R$ 27,3 milhões) e Rodrigo Caio (R$ 22 milhões). Por isso, a diretoria sabe que também terá de negociar alguns atletas até o fim da temporada.

 

Fonte: Uol

3 comentários em “Após gastança, São Paulo deve frear investimentos em reforços para 2020

  1. Diretores de futebol não tem autonomia total para contratações, mas alguem deveria rever esta inclinação que temos para contratar veteranos em fim de carreira. Parece obscessão. Daniel Alves, Juanfran, Hernanes, Diego Souza, Jucilei, Nene, Bruno Peres, indo um pouco além Denilson, Lucio, Cidão, até apostaram no Rivaldo. Quem será que virá ano que vem? Parece que o Calleri voltará ao Sao Paulo. Mas só em 2030. Vamos esperar.

  2. kkkkkkkkkkkkk
    Tem hora que vir as notícias do São Paulo vira um Stand Up.

    Foram gastos caminhões de dinheiro em contratações equivocadas, tem jogador que não chegou suar a camisa e já saiu.

    Leco e Raí deveriam ressarcir o clube por tanto dinheiro jogado fora.

    Em um clube grande, a margem de erro em contratações deve ser mínima, no São Paulo é enorme.

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