Após boa atuação pela esquerda, Rigoni pode mudar posicionamento

Emiliano Rigoni não começou a temporada de 2022 como desejava. Após dois primeiros jogos bastante apagados no Paulistão, o argentino teve um bom desempenho na última quinta-feira, contra o Red Bull Bragantino, participando diretamente de dois dos três gols do São Paulo na partida.

Contra o Bragantino, Rigoni jogou como ponta-esquerda, posição para qual Rogério Ceni ainda aguarda um reforço, e convenceu. Justamente por isso, mantê-lo exercendo essa função pode ser interessante não só para o próprio jogador, que terá mais facilidade para garantir sua vaga de titular, mas também para o clube, que não tem dinheiro para investir em grandes contratações.

Rigoni originou a jogada do segundo gol do São Paulo contra o Red Bull Bragantino ao carimbar a trave em chute de fora da área e ver Igor Vinícius aproveitar o rebote para estufar as redes.

Depois, o camisa 7 tricolor foi quem fez o cruzamento na medida para Calleri, de cabeça, virar a partida para o São Paulo no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

Na estreia do Tricolor no Estadual, contra o Guarani, Rigoni também atuou como ponta-esquerda, mas, na ocasião, todo o time fez uma partida aquém das expectativas, o que influenciou o seu desempenho.

Já no 0 a 0 contra o Ituano, no Morumbi, Rigoni fez um dos seus piores jogos com a camisa do São Paulo. Improvisado como uma espécie de “falso 9”, o argentino mal tocou na bola e acabou substituído por Eder na reta final do segundo tempo.

A mudança de Rigoni para a ponta-esquerda favoreceria também o posicionamento de Nikão, que costuma atuar no setor em que o argentino se acostumou a jogar com Hernán Crespo, justamente pelo lado direito do ataque. Desta maneira, dois dos principais atletas tricolores não precisariam disputar posição.

Um comentário em “Após boa atuação pela esquerda, Rigoni pode mudar posicionamento

  1. É função básica de um bom treinador obter o encaixe das peças disponíveis no elenco. Se ele for incapaz e não obtiver êxito nessa empreitada, tem que ser trocado. Por essa razão é que a maioria dos jornalistas esportivos diz que tem ser dado um tempo para o treinador mostrar o seu trabalho. Por exemplo, o F. Diniz teve tempo de sobra, ficou mais de um ano no comando e o resultado da sua performance foi frustrante. O Rogério já está há alguns meses, os resultados tem sido pífios, mas ele ainda merece o benefício da dúvida, posto que somente agora chegaram novas peças para melhoria do encaixe. O Paulistinha é um torneio de tiro curto. Se até o final ele não mostrar bons resultados deverá ser substituído. Torço para que isso não ocorra, contudo pelo andamento do seu trabalho, essa decisão, se me parece, será inevitável.

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