Aidar se defende e nega polêmica por chegada de novo zagueiro

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, mostrou tranquilidade ao comentar o imbróglio envolvendo a chegada do zagueiro Iago Maidana ao clube. A negociação, que envolveu uma empresa de bebidas, o Criciúma e o Monte Cristo-GO, será investigada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sob suspeita de infringir o o artigo 10 do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas no Futebol.

“Não houve nenhuma irregularidade no caso do Maidana, foi uma tempestade no copo d´água”, afirmou o mandatário ao Bandsports, um dia depois de dizer desconhecer o vínculo de Maidana com o Criciúma, equipe pela qual o garoto profissional. Além disso, ele tinha vínculo com o Tigre até três dias antes de começar a treinar no São Paulo.

“Vínhamos observando pelo ex-gerente da base (Júnior Chávare, que deixou o clube há um mês). Nós compramos do clube que tínhamos vínculo, agora não sei o que aconteceu antes”, continuo, assegurando saber apenas que o atleta vinha do Monte Cristo, clube onde Maidana nem sequer treinou.

O jogador, que chegou ao Tricolor pelo preço de R$ 2 milhões e foi registrado pelo time no dia 17/9, com contrato até 11 de setembro de 2018, havia deixado o Criciúma no dia 9 deste mês. Sua saída, no entanto, se deu para o Monte Cristo-GO, clube da terceira divisão goiana. Registrado no time do Centro-Oeste no dia seguinte, ele rendeu R$ 400 mil aos cofres do Tigre catarinense, segundo a diretoria, valor muito menor que o pago pelos são-paulinos em 60% dos seus direitos.

Logo na sequência, porém, ele acabou rescindindo seu vínculo com os goianos. Pouco mais de 24 horas após ser registrado na CBF, ele teve publicada a sua saída, uma passagem bem rápida no novo time. De lá, seis dias depois, no 17 de setembro, acabou chegando ao São Paulo. A ideia era que ele reforçasse a base, mas o defensor treinou com os profissionais desde o início devido às lesões que atormentavam o elenco de Juan Carlos Osorio.

A transação do novato do Criciúma ao Monte Cristo foi custeada pela Itaquerão Soccer, empresa de bebidas sediada na Zona Leste de São Paulo. A suspeita é de que o clube goiano serviu apenas como ponte para a transferência, toda feita com dinheiro da Itaquerão. A companhia ainda teria direito a parte do valor, exatamente o que é proibido pela CBF.

“Nenhum clube ou jogador poderá celebrar um contrato com um terceiro por meio do qual este terceiro obtenha o direito de participar, parcial ou integralmente de um valor de transferência pagável em razão da futura transferência dos direitos de registro de um atleta de um clube para outro, ou pelo qual se ceda quaisquer direitos em relação a uma futura transferência ou valor de transferência”, diz a passagem.

Fonte: Gazeta Esportiva

 

Nota do PP: terceira versão em três dias. E assim seguimos.

 

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2 comentários em “Aidar se defende e nega polêmica por chegada de novo zagueiro

  1. Há algum tempo saíram notícias sobre a negociação, que estava quase fechada, mas a entrada da disputa, de Corinthians e outro clube estava atrapalhando. Então como o imbecil diz não saber. Claro que tem rolo, porque não negociaram com o Criciuma?

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