Diego Souza se anima com novo São Paulo e quer seguir artilheiro

Diego Souza deverá estrear pelo São Paulo no Paulistão, nesta quinta-feira, às 21h, contra o Novorizontino, fora de casa. Recuperado de dores na panturrilha esquerda, ele está à disposição de André Jardine, mas Pablo é o favorito a iniciar como titular.

Em 2018, Diego Souza foi o artilheiro do São Paulo quando o time era treinado para ser reativo sob o comando de Diego Aguirre. O atacante fez 16 gols no total, sendo 12 no Brasileirão, no qual acertou 24 finalizações. Ou seja, a cada dois chutes no alvo um virou bola na rede pela competição nacional.

– (Em 2018 a bola) foi bem amiga. Poderia ter sido melhor. Não tive tantas oportunidades. Fui um cara bem certeiro. As oportunidades que tive fiz 90% dos gols. Fiquei muito feliz. O aproveitamento foi maravilhoso. Espero que esse ano (a bola) possa chegar mais vezes e possa continuar com esse aproveitamento. Aí sim vou ficar feliz – afirmou Diego Souza.

Diego Souza em entrevista no CT da Barra Funda — Foto: Marcelo Hazan

Diego Souza em entrevista no CT da Barra Funda — Foto: Marcelo Hazan

Agora, sob o comando de André Jardine, o São Paulo se reinventa para propor o jogo e agredir os adversários. O estilo do novo técnico vai ajudar a equipe no que atacante julga ter sido a grande dificuldade da última temporada: abrir as defesas adversárias.

– Não há dificuldade nenhuma de adaptação. São mais opções e isso só ajuda. Agrega. É uma maneira que temos de aprender a jogar. Sofremos muito no ano passado quando tínhamos de furar as equipes. Acabamos deixando muito a desejar nesse quesito. Nesse ano temos trabalhado bastante a posse de bola e algumas movimentações para furar as defesas. Estamos nos adaptando bem – disse, em entrevista ao Grupo Globo.

– Sem dúvida chegaram peças importantíssimas. Acho que no ano passado não chegamos melhor na fase final por não ter conseguido saber lidar com essa retranca das equipes fechadas. Por ter uma maneira de jogar mais no contra-ataque – afirmou.

– Fomos um time que veio como surpresa. Não acreditavam que pudéssemos chegar onde chegamos. Depois que você chega vira alvo e cria expectativa para todos. Para nós e para a torcida. A dificuldade apareceu e a gente não soube lidar com a retranca. Por isso não chegamos a disputar o título de verdade – completou.

Os números de Diego Souza no Brasileirão de 2018:

  • Jogos: 32
  • Finalizações: 48
  • Finalizações certas: 24
  • Gols: 12
  • Média de um gol a cada duas finalizações no alvo
Diego Souza foi o artilheiro do São Paulo na última temporada, com 16 gols — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Diego Souza foi o artilheiro do São Paulo na última temporada, com 16 gols — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Aos 33 anos e com passagens por grandes clubes do Brasil, Diego Souza reconhece que há mais respeito quando um time adversário vê o São Paulo com nomes como Hernanes, Pablo, Nenê, Everton e do próprio Diego Souza, entre outros.

Diego Souza disse que São Paulo teve dificuldades para furar retrancas em 2018 — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Diego Souza disse que São Paulo teve dificuldades para furar retrancas em 2018 — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Veja outros trechos da entrevista de Diego Souza:

Expectativa para estrear:
– A expectativa é maravilhosa (de estrear oficialmente em 2019). Gosto de jogar. Não tem problema quanto a isso. Gosto da bola. Sempre foi minha amiga (risos). Quanto mais opções a gente tiver e mais a bola chegar, melhor – disse.

Estilo de jogo de Jardine exige mais fisicamente?
– Não. Acho que vai exigir mais técnica e pensar mais. Raciocínio mais rápido. Você está exposto no campo adversário, mais preocupado com contra-ataque. Então cada um no seu setor. Para realmente furar (a defesa) precisa de um bom passe e raciocinar mais rápido quando a bola chega.

Goleada na estreia contra o Mirassol:
– Ficamos felizes, porque começamos ganhando independentemente dos resultados (dos rivais). Mais feliz por ter conseguido desempenhar o que trabalhamos. Você acaba gostando de fazer isso. Taticamente tem que acreditar. Quando você faz as coisas e vê dar certo, acredita naquilo. Faz gols, cria jogadas e gera conforto para você conseguir realizar bem tudo o que pedem.

Estreia:

– Estou tranquilo. Devo estar fazendo parte do grupo nesse próximo jogo. Estou à disposição. Se tiver de jogar ou entrar na partida, vou estar feliz e disposto a ajudar.

O que pensa para carreira e para o São Paulo nos próximos anos?
– Cara, vejo… Quero ganhar títulos. Marcar época. Vejo a gente fazendo de tudo para buscar esse objetivo. Temos um time forte. Agora é transformar isso para dentro de campo e fazer com que seja mais forte que os adversários, porque aqui no Brasil sabemos que é muito concorrido. Têm grandes times. Então tem de fazer algo diferente para realmente merecer o título.

Muitos torcedores perguntam se Hernanes e Nenê podem jogar juntos, se Pablo e Diego Souza podem atuar juntos. Podem?
– Dá para jogar todo mundo. Com cada um dando seu melhor e estando bem, tem vaga para todos. Agora é transformar isso em um time forte e mostrar dentro de campo.

Diego Souza em treino do São Paulo — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Diego Souza em treino do São Paulo — Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Ter jogadores versáteis ajuda nesse encaixe? Nenê, por exemplo, foi testado de ponta…
– Verdade. Todo mundo já jogou em outras funções e isso facilita. Vai ter jogo que vai jogar no contra-ataque. Normalmente o Nenê não vai jogar de ponta. Tem jogo que vai jogar mais dentro do adversário, contra uma retranca. Ai você usa mais quem tem raciocínio rápido, qualidade técnica, poder de decisão… Você coloca todos juntos que a facilidade para sair o gol e buscar o resultado vai ser bem maior. Nisso o Jardine vai ter bastante trabalho. É um cara inteligente e vai saber lidar com isso.

É besteira pensar em titular ou reserva nesse começo de ano?
– É besteira. Está muito cedo. O grupo está em formação. Daqui a pouco um se destaca mais ou menos. Quando formar o time claro que vai ter 11 titulares para jogos mais importantes, mas todo mundo se sente importante, sabendo que tem condições de estar dentro. Só assim forma um time bem forte e consegue disputar o campeonato de verdade, porque sabemos que imprevistos acontecem. Se não tiver um elenco bom você acaba pagando o preço.

Você, Everton, Nenê, Reinaldo e outros remanescentes de 2018 têm mais desejo de ganhar um título para encerrar esse jejum desde 2012 (última taça foi a Sul-Americana)?
– Sem dúvida. Criamos essa expectativa. Sabíamos que era difícil, mas tinha condições. Não conseguimos. Mas esse ano tem mais campeonatos importantes, um time mais forte. Você já começa a pensar desde agora o que pode ser feito diferente, o que podemos acrescentar e buscar.

Fonte: Globo Esporte

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