Social do São Paulo tem um dono. #SQN

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a profissionalização dos diversos departamentos do São Paulo é algo mais do que necessário: é fundamental e obrigatório. De alguns tempos para cá temos vivido um amadorismo à toda prova, carregada de um tal de “eu sou diretor e mando aqui”, e outras coisas mais. Esmeram-se no poder para esconder explicações do sócio e, em última análise, da instituição.

Vejamos o que tem ocorrido na Social, talvez o setor mais importante do São Paulo FC depois do futebol. O atual diretor, Manuel Moreira, que é conselheiro vitalício, toma atitudes, faz eventos e nega-se a prestar contas ou dar esclarecimentos a quem quer que seja. Não responde a questionamentos do próprio vice-presidente Social e de Esportes Amadores, Carlos Henrique Sadi. Se não faz isso com seu superior, o que falar de um simples sócio.

Manuel é dono de um Buffet. Claro que não vou divulgar o nome aqui pois não costumo fazer propaganda de graça. Mas curiosamente foi seu buffet o responsável pelos três últimos grandes eventos no clube, na área social: Almoço do Dia das Mães, Jantar Português e Feijoada do Dia dos Pais. Este editor fez uma solicitação por escrito, pedindo informações sobre a licitação feita para as referidas festas, pois reza no regimento do clube que para qualquer compra a ser feita, ao menos três orçamentos devem ser apresentados. Ninguém me respondeu nada. O máximo que me falaram foi que eu deveria fazer um pedido através do CAU, que é o centro de atendimento ao sócio. Bem, mas um pedido feito lá vai para análise de quem? De Manuel Moreira, o diretor Social. Logo…

Há um setor no clube, o de Beach Tenis, que tem feito alguns eventos, dos mais interessantes, diga-se de passagem, para a promoção do esporte. Recentemente houve um torneio promovido pela Federação Paulista de Tênis. Cada participante pagou uma taxa de inscrição. A FPT destina parte desta taxa ao clube. Eu quis saber qual foi o balanço do evento, pois dezenas e mais dezenas de atletas entraram no clube. Também me foi negada a informação.

Semana passada houve um grande evento no G!: um sábado inteiro de Jiu Jitsu, promovido pela Academia Gracie. Sabe-se que há uma parceria desta academia com o clube. Ela fornece professores e o esporte é divulgado no clube. O evento foi gigantesco, com muita organização e envolvimento de muitos sócios. Só que ao clube, pelo que me foi informado, coube a exploração do bar. Mais nada.

Mas também fiquei sabendo que cada participante do evento pagou uma taxa de R$ 90. Um levantamento prévio que foi feito indica que cerca de três mil atletas participaram das atividades. Isso significa que a Academia Gracie faturou R$ 270 mil naquele evento. Fora as vendas numa butique que ali foi montada, de produtos próprios. Renda da academia.

Bem, tentei saber de todas as formas qual o lucro do São Paulo nesse evento. Me parece  justo que ao ceder o Ginásio principal do clube, por um sábado inteiro, valha uma compensação financeira ao Tricolor. Mas os diretores do esporte, Danilo Machado e Wilton Maurelio, bem na cartilha do diretor Social, preferem criticar quem quer clareza a transparência nas informações, desvirtuando o assunto principal, pois em nenhum momento critiquei o evento em si, e também se negam a dar esse tipo de informação. Dizem, nos corredores, que há um contrato assinado entre o São Paulo e a Academia que prevê, entre outras coisas, que um dia do ano o clube cederia o G1 para essa competição, sem auferir lucro. Desculpe, mas se de fato existe esse contrato, o responsável por ele, pelos lados do São Paulo precisa, no mínimo, dar explicação.

Não sei se o presidente Leco está ciente da situação. Se não está, é porque é um alienado da área Social do clube. Se está – e elas forem comprovadas – e não fez nada é, no mínimo, prevaricador. Em outros tempos, por muito menos do que isso, o diretor Social já teria sido substituído.

Mas abril vem aí. Muita coisa deverá mudar. Os sócios do São Paulo talvez tenham que esperar mais um pouco para ver a transparência ser implantada no setor.

Sei perfeitamente que o leitor do Tricolornaweb é, em sua grande e massacrante maioria, ligado ao futebol. Mas o número de sócios que acompanha nosso site também é gigantesco. Não poucos falam por todos os cantos que o Tricolornaweb é, sem sombra de dúvidas, o maior formador de opinião que existe no clube. E, até para honrar esse status que alcançamos, preciso tornar público o que ocorre nos bastidores do clube, e que acabam não sendo de conhecimento da maioria.

Para quem já tem no curriculum um processo movido por Juvenal Juvêncio, por ter denunciado as irregularidades que existiam em Cotia – e ganhei a ação -, participou ativamente, sendo o principal veículo de imprensa, para a queda de Carlos Miguel Aidar, presidente do clube, e já colocou em xeque alguns conselheiros e diretores, não se acomodará com essa situação.

É só mais uma batalha que está começando para o Tricolornaweb.

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